quinta-feira, 29 de abril de 2010

O DOM DE SEPULTAR IGREJAS.

O Dom de Sepultar Igrejas

É um assunto sensível e delicado, mas acho que devo escrever sobre ele. É o caso de pastores que acabam ficando conhecidos, não pelas novas igrejas que abriram, mas pelas igrejas que sepultaram. A mão deles, ao sair das igrejas, quase sempre foi aquela que fechou os olhos do pobre cadáver eclesiástico.

Soube que os colegas de um desses, na gozação, haviam decidido entregar-lhe “a pá de ouro”, quando finalmente se jubilou para alívio de todos... (qué malos!) Os pastores com o ministério do “esvaziamento bíblico” são um problema para suas denominações, que ficam sem saber o que fazer com eles, após terem criado problemas em praticamente todas as igrejas por onde passaram. O pior é quando um pastor desses acaba obtendo algum poder político no âmbito da denominação, o que torna ainda mais difícil achar uma solução.

E que solução haveria para os pastores que têm um histórico crônico de problemas nas igrejas por onde passaram? Acho que se deve, em primeiro lugar, dar um crédito de bona fide. Será que o problema é realmente o pastor ou os conselhos e igrejas por onde, por azar, andou pastoreando? (há, de fato, conselhos, consistórios ou mesas diretoras conhecidos por trucidarem pastores. Mas, isso é assunto de outro post...)

Descontado este crédito, fica evidente que tem gente que errou na escolha do ministério pastoral como sua missão no mundo. Talvez esse engano não foi intencional. O zelo e o ardor de servir a Deus e de viver em contato com sua Palavra e a sua obra fazem com que muitos jovens cristãos, cheios de amor ao Senhor, busquem o pastorado como a maneira prática de realizar seus sonhos espirituais. A esses, muito pouco tenho a dizer, senão que podemos ser espirituais, zelosos por Deus, amantes de Sua Palavra e de sua obra em qualquer outro lugar além do púlpito. Há cristãos zelosos e sinceros que sinceramente erraram na vocação. Há também aqueles que viram o pastorado como meio de vida, ou que ficaram fascinados pelo prestígio que o púlpito e o microfone na mão parecem conferir aos que chegam lá. O pastorado exige mais que desejos profundos de santidade e paixão pelas almas perdidas. E obviamente, nunca será eficazmente desempenhado por quem entrou por motivos baixos.

Não estou dizendo que a prova da genuinidade da vocação é o sucesso numérico, pastorados longos em um único lugar e um histórico de saídas pacíficas de diferentes igrejas. Sei que números não dizem tudo. Nem saídas pacíficas de pastorados longos. Contudo, dizem alguma coisa. O problema se agrava porque em denominações históricas se incentiva o ministério em tempo integral. O pastor, via de regra, só aprendeu a fazer aquilo mesmo: realizar atos pastorais, elaborar uma liturgia, preparar sermões e estudos bíblicos, atender gente no gabinete, visitar os enfermos e necessitados, animar os cultos de domingo, fazer a sociabilidade da igreja, e por ai vai. Se sair do pastorado, não sabe praticamente fazer mais nada. Vai acabar abrindo uma igreja para ele, como muitos fizeram. Para evitar o problema, algumas denominações incentivam pastores bi-vocacionados, isto é, que além do ministério pastoral, tenham uma profissão secular.

Pastores com dom de fechar igrejas acabam se tornando um problema para todo mundo, especialmente quando eles vêm com um defeito de fábrica: a falta do “mancômetro”, um instrumento extremamente necessário para o ministério pastoral, que avisa quando está na hora de sair. Pastores sem mancômetro não conseguem perceber aquilo que todo mundo fica com receio de dizer-lhe abertamente: que de pastor mesmo, ele tem pouco ou nada. E que a melhor coisa que ele deveria fazer, era pedir para sair, e sair silenciosamente, sem fazer muito barulho.

Não posso deixar de admirar pastores que após algum tempo de ministério voluntariamente pedem para sair, ao perceber que cometeram um erro ao entrar. Conheci uns três ou quatro que fizeram isso, apesar de só me lembrar do nome de um deles. Tenho certeza que uma atitude dessas por parte de irmãos com o dom de enterrar igrejas agradaria ao Senhor. A ponto dele abrir-lhes portas para ganharem a vida de uma forma realmente digna e decente. Lembro-me da oração de meu sogro, o Rev. Francisco Leonardo, quando era reitor do Seminário Presbiteriano do Norte: “Senhor, manda para o seminário os verdadeiros vocacionados e coloca para fora os que não são”. Se mais diretores de seminários e conselhos de igrejas fizessem esse tipo de oração com mais freqüência, teríamos que entregar menos “pás de ouro” nos concílios.

REV. AUGUSTUS NICODEMUS

sexta-feira, 12 de março de 2010

QUANTO CUSTA SER UM CRENTE SANTO PRA VOCE









Tema: Quanto Custa Ser Cristão?


Texto : Lucas 14:28




Quantas não foram as vezes que as pessoas tem feito esta pergunta: "Quanto custa ser um Cristão?".



Ao comprar um terreno, ao construir uma casa, ao mobiliar as habitações, ao fazer planos para o futuro, ao decidir a instrução e estudos dos filhos, etc., seria sábio e prudente que nos sentássemos a considerar com calma os gastos que tudo isso implicaria.



As pessoas evitariam muitas moléstias e dores se ao menos fizessem a pergunta: "Quanto custa ser um crente verdadeiramente santo?" Estas perguntas são decisivas.



Muitas pessoas que pareciam iniciar bem a carreira cristã, mais tarde mudaram seu rumo e se perderam para sempre no inferno.



Vivemos em tempos muito estranho. Os acontecimentos se sucedem com extraordinária rapidez. Nunca sabemos "o que o dia nos trará", quanto mais o que nos trará o ano!



Você pode garantir que estará aqui na igreja no próximo mês, no próximo ano? Sendo um crente santo.


Esses textos abaixo nos da essa garantia.


FILIPENSES 1:6


JOÃO 10:28 E 29.


ROMANOS 8: 33 A 39


2 TS 3:3



Nos nossos dias vemos muitos fazerem confissões de sua religiosidade.



É muito comum vermos pessoas recebendo a Palavra com alegria, porém depois de dois ou três anos se afastam e voltam a seus pecados.



Os nossos dias requerem de cada um de nós um momento para refletirmos sob o custo o peso para nós não envergonharmos o nome do senhor Jesus. Temos que nos preocupar para que o nome do nosso Deus não seja escarnecido pelos homens ímpios.



Sem dúvida o caminho da vida eterna é um caminho delicioso, porém seria loucura de nossa parte fechar os olhos ao fato de que se trata de um caminho estreito e que a cruz vem antes da coroa.





1) O que custa ser um verdadeiro cristão?




Pra quem é um cristão de aparência não tem preso algum. Só requer que a pessoa assista aos cultos do domingo, duas vezes e durante a semana seja medianamente moralista.



Este é o "cristianismo" da grande parte dos evangélicos da nossa época. Se trata, pois, de uma profissão de fé fácil e barata; não implica em abnegação nem sacrifício.



Se este é o cristianismo que salva e o qual nos abrirá as portas da glória ao morrermos, então nós temos de alterar a descrição do caminho da vida eterna e dizer: "Larga é a porta e largo é o caminho que conduz ao céu".



Porém, segundo o ensino Bíblico, custa caro ser cristão. Há inimigos que vencer, batalhas que evitar e sacrifícios que realizar; deve-se abandonar o Egito, cruzar o deserto, carregar o peso da cruz e tomar parte na grande caminhada.



1) Custará seu amor à vida fácil.



Para correr com êxito a corrida ao céu se requer esforço e sacrifício. Temos vigiar diariamente e estar alerta, pois se encontrará em território inimigo.



1-Em cada hora e em cada instante deverá vigiar:


2-Sua conduta,


3-Sua companhia e os lugares que freqüenta.


4-Com muito cuidado haverá de dispor de seu tempo e vigiar sua língua,


5-Seu temperamento,


6-Seus pensamentos,


7- Sua imaginação,


Terá que ser diligente em sua leitura da Bíblia, em sua vida de oração,


Na maneira como passa o Dia do Senhor e participa dos meios de graça.



Certamente que não poderá conseguir perfeição em todas estas coisas, porém mesmo assim, não pode descuidar-se. (Pv.13:4).



2) Custará o favor do mundo.



Se desejar agradar a Deus deve saber que será depreciado pelo mundo. O mundo o engana, lhe ridiculariza, levanta calúnias contra você e o persegue e o odeia. Não deve se surpreender se as pessoas o depreciam e com desdém condenam suas opiniões e práticas religiosas. Lhe chamando de tolo, fanático, e inclusive que distorçam suas palavras e representem falsamente suas ações.: (Jo.15:20).



O que tem custado para você ser um crente santo?



Com amor Rev Márcio Gleison.



Estudo aplicado a IPB de Utinga BA. 04-03-10.

quarta-feira, 10 de março de 2010

ENOQUE

Aquele que andou com Deus

"Enoque viveu sessenta e cinco anos e gerou a Metusalém.

Andou Enoque com Deus; e, depois que gerou a Metusalém,

viveu trezentos anos; e teve filhos e filhas. Todos os dias de

Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos. Andou

Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.”

(Gn 5.21-24.)

Enoque não é um dos personagens bíblicos mais conheci­dos. Na verdade, ele pouco é mencionado nas Escrituras, e a maioria das pessoas nunca ouviu falar do seu nome. Enoque não passou à história como profeta, guerreiro, rei ou sacerdote. Nunca realizou um milagre, nem pregou um sermão nem fez nada memorável. Aparentemente, sua vida não chamou mais atenção na sua época do que o faz hoje. Entretanto, há algo que sabemos a respeito de Enoque: ele andou com Deus.

Extremamente discreto na terra, Enoque tornou-se uma ce­lebridade no céu. Foi um dos poucos homens que não experi­mentou a morte, pois Deus o levou diretamente para si. Assim como aquele patriarca, existem pessoas que jamais se tornarão famosas neste mundo - que nunca terão os seus nomes publi­cados nas revistas ou nos jornais — mas cuja história será regis­trada na eternidade. Será você uma delas? Com Enoque, apren­demos o fato de que é possível caminhar com Deus no mundo, para, um dia, andarmos com ele no céu.

O que significa andar com Deus?

Andar com Deus é conhecê-lo. Fazer a sua vontade. Sentir a sua presença. De fato, esta é a essência da fé cristã. O cristianis­mo não consiste num credo ou numa filosofia, mas num relaci­onamento. Há muitos que possuem uma religião, mas não uma relação. Conhecem doutrinas e observam rituais, mas não des­frutam de uma amizade sincera com o Criador. E por isso que Enoque é um personagem que tem tanto a nos ensinar. Não se fala que ele tenha professado um culto, guardado um código ou se envolvido numa cerimônia. Mas é dito que ele andou com Deus, e que o Senhor o tomou para si.

Certa ocasião, uma menina dava sua profissão de fé a fim de ingressar na igreja mediante o batismo. Devido à sua pouca idade, a congregação não estava segura de que ela estivesse preparada para dar esse passo. Então, alguém falou:

- Mariazinha, imagine que o diabo batesse à porta do seu coração. O que você faria?

- Isso é fácil, respondeu a menina. Eu diria: "Jesus, por fa­vor, você pode ir ver quem está batendo?" E quando a porta se abrisse, e o diabo desse de cara com ele, diria: "Desculpe, foi engano!", e sairia correndo.

Diante de tal resposta, todos se mostraram favoráveis ao ba­tismo da menina. Havia ficado claro que ela possuía um relaci­onamento com Cristo.

Você tem uma religião ou uma relação? A intimidade com o Altíssimo é a nossa maior necessidade. O salmista escreveu: "Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma" (Sl 42.1). Há um vazio no nosso peito que só o Senhor pode preencher. No fundo da alma de todo ser huma­no, sobrevive o desejo de andar com Deus. E Deus, por sua vez, deseja andar conosco. Ele se fez carne e habitou entre nós na Pes­soa de Cristo. "Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)." (Mt 1.22,23.)

Como podemos andar com Deus?

Enoque provou que andar com Deus é algo possível, e que nunca é cedo para iniciarmos o aprofundamento da nossa vida espiritual. Afinal, ele alcançou uma notável intimidade com o Senhor, tendo "apenas" trezentos e sessenta e cinco anos! Claro que, para nós, isso parece um exagero. Mas, se considerarmos a idade que a Bíblia atribui aos contemporâneos de Enoque (seu pai, Jarede, viveu novecentos e sessenta e dois anos, e seu filho, Metusalém, novecentos e sessenta e nove), ele ainda era um "garoto" quando Deus o levou. Há muitos que pensam que a preocupação com os valores espirituais deve ser deixada para a velhice. Enoque, entretanto, ainda jovem andou com Deus.

Existem muitos recursos que o Senhor coloca à nossa dispo­sição para nos ajudar a conhecê-lo melhor. A leitura da Bíblia, a prática da oração, o louvor, a meditação, o culto e o jejum são alguns deles. Provavelmente, ninguém irá muito longe se des­prezar essas disciplinas espirituais. Contudo, nenhuma delas se constitui numa prática mágica. Elas são meios, e não fins em si mesmas. Fundamental é a nossa postura. É o nosso desejo sin­cero de caminhar com Deus.

Quem quiser andar com Deus deve procurar harmonizar a sua vontade com a dele, pois, como diz a Bíblia; "andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?" (Am 3-3.) Deve buscar uma vida de santidade, pois "eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separa­ção entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça" (Is 59.1,2). Mas, acima de tudo, precisa decidir andar com Jesus, pois só ele nos leva ao Criador. "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim", disse o Mestre (Jo 14.6). Andar com Jesus é andar com Deus.

Qual é o resultado de andar com Deus?

Quando andamos com Deus, desfrutamos suas bênçãos. Colhemos todas as dádivas e dons que ele semeou em nosso caminho. Mais do que isso: quando andamos com Deus, des­frutamos seu caráter. Tornamo-nos, cada dia, mais parecidos com ele. Duas pessoas que passam muito tempo juntas acabam se assemelhando, não é mesmo? Assim também o Espírito San­to vai, na medida em que caminhamos com Deus, forjando em nós a mente de Cristo. Finalmente, quando andamos com Deus, desfrutamos sua companhia. Ao deixarmos a vida na terra, passamos a gozar, eternamente, as venturas do céu. Foi isso o que ocorreu com Enoque. A Bíblia diz que "pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara: Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus" (Hb 11.5).

Tal como aconteceu com Enoque, é certo que, se andarmos com Deus na terra, caminharemos com ele no céu. O tipo de vida que levamos aqui não será muito diferente daquele que teremos na eternidade, pois aqueles que optaram por afastar-se do Senhor serão banidos da sua presença, e os que procuraram aproximar-se dele, o verão face a face. De certo modo, céu e inferno nada mais serão do que a concessão, aos homens, da­quilo que eles priorizaram, elevado à sua máxima potência.

Pare por um instante e reflita: que tipo de vida você leva agora? Que tipo de existência terá na eternidade? Não é sábio ignorar tal questão, pois o tempo passa para todos, e estamos, a cada dia, mais perto de encontrarmos o Criador. O Padre Antô­nio Vieira, um dos maiores escritores do Brasil colonial, disse: "O terrível da morte não é o fim da vida, mas o começo da eternidade". Mas isso só é verdade se, em nossa existência terrena, optamos por caminhar longe de Deus. Tal opção impli­ca um total desperdício - da vida e da eternidade. Se a nossa escolha, porém, for por uma comunhão íntima, não teremos o que temer. Deus tomou Enoque para si. Ele fará o mesmo com qualquer um que se dispuser a caminhar com ele.

Enoque andou com Deus. E, ainda hoje, anda com ele, no céu. E quanto a você? As poucas linhas que falam sobre o patri­arca devem despertar, no seu interior, o desejo de buscar a co­munhão com o Senhor. "Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança." (Rm 15.4.) A história de Enoque não ficou registrada na Bíblia por causa dele, e sim por sua causa. Ela deve evocar, em sua alma, uma resposta de devoção.

Conta uma lenda que certa cidade foi coberta pelas águas de uma represa. Ruas, casas, praças, igrejas... tudo ficou submerso. Ainda de acordo com a lenda, nas noites de luar, quando o vento soprava mais forte, os pescadores conseguiam ouvir, de dentro dos seus barcos, o badalar dos sinos das catedrais enco­bertas. O balanço das ondas agitava os sinos, fazendo com que, das profundezas do lago, eles vibrassem os seus acordes numa saudosa melodia.

E você? Neste momento, quando lê sobre a história de Enoque - aquele que andou com Deus - não sente que se movimen­tam, nas profundezas da sua alma, pensamentos e emoções? Não percebe se agitarem, em seu peito, as notas da mais pura verdade, dizendo-lhe que para isso você foi criado, e que nisso residirá sua paz? Acredite: eu e você fomos feitos para caminhar com o Senhor! Então, não perca tempo. Não desperdice as opor­tunidades. Faça como Enoque. Disponha-se a andar com Deus.

segunda-feira, 8 de março de 2010

DEPOIS DA MORTE O QUE?




Depois da morte o que?


Um ensino bíblico sobre: o céu e o inferno.




TEXTO: Marcos 9:42 a 48.


Tema: Existe o Inferno de Fogo?



Introdução


A doutrina da existência de um inferno de fogo’ tem despertado a atenção dos homens de todos os séculos. Os Pensadores têm rejeitado o cristianismo por causa de tal doutrina; os jovens têm abandonado a crença em Deus, pois pensam: “Não posso crer em um Deus que para demonstrar sua justiça tenha de atormentar no fogo a alma de uma pessoa eternamente; Ele não existe...”.



Muitos têm saído das fileiras do cristianismo por causa deste assunto.



O inferno de fogo existe hoje ou existirá em um futuro? Por quanto tempo?



Antes de qualquer coisa temos que examinar as palavras que são usadas para inferno no texto bíblico. São três palavras.



1-Sheol.


Este vocábulo aparece 62 vezes no Velho Testamento.


Sheol era o lugar para onde iam os mortos, por isso é sinônimo de sepultura, ou lugar de silêncio dos mortos. Sheol nunca teve em hebraico a idéia de lugar de suplício para os mortos. Salmo 16:10, Gênesis 42:38, 1 Sm 2.6.


o termo sheol é empregado no sentido abstrato de morte, poder da morte e perigo da morte.




2- Hades


É usada apenas 10 vezes no Novo Testamento: Mateus 11:23; 16:18; Atos 2: 27,31; Apocalipse 1:18; 6:8; 20:13,14.



hades é o designativo neotestamentário de sheol.



Quando sheol e hades designam uma localidade no sentido literal da palavra, referem-se, ou àquilo que geralmente denominamos à sepultura.



3- geenna


A palavra neotestamentária, que denota o lugar final de punição, é geenna, geralmente traduzida por inferno.



Geena vem do vocábulo hebraico significa Vale do filho de Hinom. Nesse vale havia uma elevação denominada Tofete, onde ímpios queimavam seus próprios filhos.



2 Reis 16.3; 21.6; e especialmente Jr 32.35. Este era um vale ao sul de Jerusalém, onde, às vezes, pais ofereciam seus filhos como sacrifício ao deus amonita Moloque, nos dias de Acaz e Manassés



No futuro esse lugar se tornou depósito do lixo proveniente da cidade de Jerusalém. Juntamente com o lixo vinham cadáveres de mendigos, ladrões e criminosos encontrados mortos na rua. Estes corpos, ás vezes, eram atirados onde não havia fogo, aparecendo os vermes que lhes devoravam as entranhas num espetáculo aterrador.



Marcos 9: 42 a 48 É a este quadro que Jesus se refere.



Por estas circunstâncias, este vale se tornou desprezível e amaldiçoado pelos judeus e símbolo de terror, da abominação e mencionado por Jesus com estas características.



Ser atirado á Geena ao a morrer, era sinônimo e desprezo ao morto, abandonado pelos familiares, não merecendo ao menos uma cova rasa, estando condenado á destruição eterna do fogo.



A palavra geenna passou a ser usada como designação para o fogo escatológico do inferno e para o lugar da punição.



Ao continuarmos a observar o uso desta palavra, ficará claro que a punição de geenna é sem fim. Uma dor sem fim.



A biblia fala de fogo, mas por que fogo? Sinonimo de dor de tormento de tortura. Lucas 16: 24.



Espirito sente dor? Exodo 3:2


Os mortos ao ressuscitar terão um corpo?



Mateus 10.28, Mateus 5.29-30, a saber, que os sofrimentos do inferno envolvem tanto o corpo como a alma e, por isso, pressupõe a ressurreição do corpo.



1 Corintios 15: 35 a 44. os crente fiel ressucitaram com corpos e vao ao Céu os impios também ressutaram com seus corpos e receberam a devida punição.



Jesus utilizou a ilustração do vale do filho de Hinom para mostra que esse vale por mais detestável, horrível tenebrosos que fosse o fogo dele acabaria, mas o fogo eterno não, imagine você um fogo que nunca se apaga e os vermes nunca ficam satisfeito. Ele vai róe os habitantes do inferno, comendo-os incessantemente e não lhes dando repouso.



Exodo 3:2 a sarça ardia e não se consumia é mais aumenos uma replica dessa sarça que se queimava e não se consumia, o fogo queimará os impios, mas eles não serão consumidos.



Gemendo eternamente é isso que você quer?



Jesus nos chama para uma eternidade de paz e muita alegria ao lado dele.



Pese nisso: onde você vai passar sua eternidade?



Estudo aplicado a IPB Utinga em 2009.


Com Amor Rev. Márcio Gleison.



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O jejum é bíblico. Está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. Os profetas, os apóstolos, o próprio Jesus, bem como muitos servos de Deus do passado como Agostinho, Lutero, Calvino, John Knox, John Wesley, Dwight Moody e outros mais através da história praticaram o jejum. Ainda hoje, o jejum é uma prática devocional importante que não pode ser esquecida pela igreja.

John Piper definiu jejum como fome de Deus e não apenas pelas bênçãos de Deus. O jejum cristão nasce exatamente da saudade de Deus. O jejum é um teste para conhecermos qual é o desejo que nos controla. Mais do que qualquer outra disciplina, o jejum revela as coisas que nos controlam. Firmado nessa compreensão Martyn Lloyd-Jones diz que o jejum não pode ser entendido apenas como uma abstinência de alimentos, mas deve também incluir abstinência de qualquer coisa que é legítima em si mesma por amor de algum propósito espiritual.

Na verdade, devemos comer e jejuar para a glória de Deus (1Co 10.31). Quando nós comemos, saboreamos o emblema do nosso alimento celestial, o Pão da Vida. E quando jejuamos, dizemos, “eu amo a realidade acima do emblema”. O alimento é bom, mas Deus é melhor (Mt 4.4). Na verdade quanto mais profundamente andamos com Cristo, mais famintos nós nos tornamos dele, mais saudade temos dele, mais desejamos da plenitude de Deus em nossa vida.

Nós vivemos numa geração cujo deus é o estômago (Fp 3.19). Muitas pessoas deleitam-se apenas nas bênçãos de Deus e não no Deus das bênçãos. Quem jejua tem mais pressa de desfrutar da intimidade com Deus do que alimentar-se. Quem jejua tem mais fome do Pão do Céu do que do pão da terra. Quem jejua tem mais saudade do Pai do que das suas bênçãos. Quem jejua está mais confiado no poder que vem do céu do que nos recursos que procedem da terra.

O propósito do jejum não é obter o favor de Deus ou mudar sua vontade (Is 58.1-12). Também não é para impressionar os outros com uma espiritualidade farisaica (Mc 6.16-18). Nem é proclamar a nossa espiritualidade diante dos homens. O jejum deve ser uma demonstração do nosso amor a Deus. Jejuar para ser admirado pelos homens é uma motivação errada. Jejum é fome de Deus e não de aplausos humanos (Lc 18.12). O jejum é para nos humilharmos diante de Deus (Dn 10-12), para suplicarmos sua ajuda (2Cr 20.3; Et 4.16) e para nos retornarmos para ele de todo o nosso coração (Jl 2.12,13). O jejum para reconhecermos nossa total dependência da proteção divina (Ed 8.21-23). O jejum é um instrumento para fortalecer-nos com o poder divino em face dos ataques do inferno (Mc 9.28,29).

Deus tem realizado grandes intervenções na história através da oração e do jejum do seu povo. Quando deu a lei para o seu povo, Moisés dedicou quarenta dias à oração e ao jejum no Monte Sinai. Deus libertou Josafá das mãos dos seus inimigos quando ele e seu povo se humilharam em oração e jejum (2Cr 20.3,4,14,15,20,21).

Deus libertou o seu povo da morte através da oração e jejum da rainha Ester e do povo judeu (Et 4.16). Deus usou Neemias para restaurar Jerusalém quando este orou e jejuou (Ne 1.4). Deus usou Paulo e Barnabé para plantar igrejas no Império Romano quando eles devotaram-se à oração e ao jejum (At 13.1-4). Os grandes reavivamentos na história da igreja foram respostas de oração e jejum. As campanhas evangelísticas com resultados mais promissores são regadas pela oração da igreja e o jejum dos fiéis. Aqueles que mais conhecem a intimidade de Deus e mais se deleitam nele são aqueles que praticam o jejum com certa regularidade.

Hoje temos muitos motivos que deveriam nos levar a jejuar. Precisamos urgentemente da intervenção de Deus em nossa vida, em nossa família, em nossa igreja, em nosso país. Que Deus nos desperte para orar e jejuar!

Que Deus nos leve a uma vida de quebrantamento e santidade! Que Deus sacie a nossa alma nos ricos banquetes da sua graça!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Meras lembranças.

Salmo 145:4

Lembram-se quando o top era andar com um Walkman preso na cintura, com uma fita cassete gravada em gravador e para economizar a pilha se rebobinava a fita cassete com uma caneta ou um lápis?

Quem sabe você ainda se lembre quando para melhorar a recepção da imagem na televisão colocava-se Bombril na antena.

E o que dizer das antigas fichas telefônicas armazenadas nas bolsas e carteiras,

Do vídeo-cassete de quatro cabeças, dos moderníssimos aparelhos 3 em 1 ou das máquinas elétricas Olivetti e dos cursos de datilografia?

Houve um tempo em que o sonho de consumo do dia das crianças era ganhar um Atari ou jogar Super Mario em um Nintendo 64.

Todos esses produtos e os hábitos gerados por eles entraram em des uso num processo acelerado de inutilizarão. Tornaram-se, em menos de uma geração, peças de museu ou relíquias de colecionadores.


Evolução? Avanço Tecnológico? Criatividade humana? Consumismo? Qual a explicação? Para o abandono tão rápido assim?

O fato é que esses hábitos foram abandonados, perderam o sentido e seus atrativos minguaram à medida que novidades dos tempos mais modernos trouxeram novos hábitos.

É curioso e ao mesmo tempo desesperador.

Os novos hábitos é que nos deixa arrepiados. O normal é o velho dar lugar para o novo.

O grande problema não é saber que esses hábitos estão sendo abandonado, mas que outros hábitos muito mais importantes estão sendo abandonados.

É inofensivo o abandono do uso de bobs, Walkman, fichas telefônicas, vídeo-cassete.

Mas quando os hábitos estão relacionados a respeito, reverência, cordialidade entre outros, o cuidado deve ser maior.

1- Vai ficando difícil ver pessoas se cumprimentando, ou mesmo saudando aqueles que não conhecem.

2- É cada vez mais raro encontrar pessoas que cedem seus lugares a outros por cortesia ou educação.

3- Abrir portas para que outros passem,

4- agradecer um favor que nos foi oferecido, e outros pequenos hábitos que estão se tornando peças de museu do comportamento humano, meras lembranças.

Entre os hábitos que têm sido abandonados um deles merece maior atenção, o ato de servir.

Hoje é cada vez mais raro um serviço cuja recompensa e satisfação são os sentimentos de gratidão por ter podido servir.


Pedro afirmou, (1 Pd. 4:10).

Lucas por sua vez nos lembra " (At. 13:36).

Paulo confessou: (1 Cor. 9:15 e 23).

E Jesus falando de si mesmo disse, (Mc. 10:45 ).

E você o que tem a dizer

Uma geração louvará a Deus pelos seus feitos.

Com amor Pr. Márcio Gleison

Estudo Adaptado do livro “enquanto”. Aplicado na igreja de Utinga Bahia 2009.

CORONEL JOÃO DOURADO (1854-1927)

Alderi Souza de Matos João da Silva Dourado nasceu em Caetité, sul da Bahia, no dia 7 de janeiro de 1854. Era filho de João José da Silva Do...