segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Silas Malafaia comemora: “A causa gay foi para o saco”

Frente Parlamentar pelos Direitos LGBT quer se contrapor à Bancada Evangélica
por Jarbas Aragão




Silas Malafaia comemora: "A causa gay foi para o saco"


O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus-Vitória em Cristo, ainda comemora o aumento da bancada evangélica e acredita que o perfil mais conservador irá causar mudanças logo.
Embora na política muita coisa não seja tão “preto no branco”, faz uma conta rápida. Hoje, são 74 deputados conservadores, contra 88 do PT. Para 2015, serão 85 integrantes, contra 70 votos petistas.
Qual a estratégia? “Não daremos mole nos Direitos Humanos”. Irão priorizar as comissões de Direitos Humanos e de Seguridade Social e Família, pois são nelas que se discutem as questões que são vistas como prioridade pelo seu público. “Com essa bancada, a causa gay foi para o saco”, comemora Malafaia.
A declaração pode soar como bravata, mas não é. Antônio Augusto Queiroz, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) fez a seguinte análise após os resultados da última eleição serem homologados: “Se no atual Congresso houve dificuldade para que elas [pautas como a legalização do casamento gay e a descriminalização do aborto] prosperassem, no próximo isso será muito mais ampliado. Houve uma redução de quem defendia essa pauta no Parlamento e praticamente dobrou (o número de) quem é contra”.
Cientes que apesar da reeleição de Dilma, estão perdendo força, o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABLGBTT), Carlos Magno Silva, avisa: “Estamos tentando contato com os deputados para constituir uma Frente Parlamentar pelos Direitos LGBT forte e atuante porque a próxima legislatura vai ser de muito embate, de muita disputa política. Este setor (evangélicos) tem se organizado para impedir qualquer avanço no reconhecimento de Direitos Humanos”.
Eles esperam contar com o apoio das senadoras Marta Suplicy (PT-SP) e Lídice da Mata (PSB-BA). Na Câmara dos Deputados, os líderes devem ser Erika Kokay (PT-DF) e Jean Wyllys (PSOL-RJ).
Atualmente, um dos pontos focais para os evangélicos na Câmara Federal é a aprovação do Projeto de Lei 6.583/13, chamado de “Estatuto da Família”. Ele reitera o que reza o artigo 226 da Constituição Federal, definindo família como o núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, por meio de casamento, união estável ou comunidade formada pelos pais e seus descendentes.
Seu relator é o deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF). Ele entregará o projeto do Estatuto da Família esta semana. “Eu estou colocando no relatório a proibição da adoção (por casais do mesmo sexo). Se o Artigo 227 (da Constituição Federal) diz que a família é para proteger a criança, como é que dois homens, duas mulheres que são homossexuais que dizem ser pais, querem adotar? Adotar para satisfazer a eles ou a criança? A adoção é para contemplar o direito da criança, não do adotante”, esclarece.
Na prática, o direito de adoção por homossexuais foi reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça em abril de 2010. Ao mesmo tempo, a base do governo Dilma tenta avançar com o Projeto de Lei Suplementar (PLS) 470/13, que agora tramita no Senado. Embora tenha um nome parecido “Estatuto das famílias”, reconhece a relação homoafetiva como entidade familiar.  

Com informações de Felipe Patury e DM

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Pastora ex lésbica diz que foi ao Inferno 15 vezes e viu Vale de Homossexuais.



Um vídeo gravado em 2011 mostra a pastora evangélica amazonense Yonara Santo, ex satanista, ex criminosa, ex traficante, ex lésbica, ex drogada, afirmando que foi 15 vezes ao inferno e 7 vezes ao céu. Em seu depoimento, ela conta como foram essas viagens. Em seu blog, ela afirma que viu o papa João Paulo II, Chico Xavier, e outras personalidades como PC Farias, Chacrinha, Elis Regina e Roberto Marinho.

“Fui levada a Deus depois de 19 anos de homossexualismo,11 anos de drogas e um período contadora do tráfico, uma overdose e uma vez ressuscitada. Levada pelo Senhor ao Inferno três vezes, depois de alguns anos, Deus completou a visão e me levou, mais doze vezes ao Inferno, e depois sete vezes ao Céu. Também fazia satanismo via internet, dentro de muitas salas de bate papos, levando um maior número de pessoas a imoralidade sexual do mais alto nível”, afirma a pastora que disse que pensou em suicídio depois de ser presa e que se libertou se entregando a Deus.

Ela afirma que foi ao Vale dos Homossexuais, no Inferno, por seis vezes e viu homens e mulheres frente a frente para não esquecerem da “abominação que fizeram”. Ela cita trecho da Bíblia em trecho que diz que os homossexuais devem ser mortos. Segundo ela, o próprio Deus foi o guia turístico de suas viagens.


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Escolhendo Uma Boa Igreja



Participar de uma comunidade de fé já foi uma tarefa mais fácil. Houve um tempo, inclusive, quando se era bastante comum encontrar no verso dos folhetos evangelísticos a seguinte frase: “procure a igreja evangélica mais próxima de sua casa”. Bons tempos! Hoje, tal recomendação, é impraticável e temerária, pois o caráter plural e multifacetado da igreja evangélica brasileira inviabiliza a recomendação, porquanto são inúmeros os casos de igrejas com teologias e práticas litúrgicas controvertidas e, algumas, até mesmo, heréticas.

Apesar disso, muitos não admitem a ideia de deixar de congregar com outros irmãos. Querem fazer parte de igreja saudável e serem pastoreados de forma amorosa, firme e bíblica. Contudo, a questão permanece: como identificar uma igreja séria? Quais critérios poderemos empregar, a fim de que encontremos uma comunidade de fé, onde se sirva a Deus e uns aos outros de forma apaixonada, responsável, comprometida e edificante?

Estive recentemente pregando em uma igreja com mais de três mil membros na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Ao término do culto, fui conduzido por alguns líderes da mesma até uma sala, onde, entre uma mesa farta e abraços calorosos, pude conversar, deixando minhas impressões do que acredito ser uma igreja em que se possa congregar de forma saudável. Penso que há 05 (cinco) apontamentos que sejam relevantes na hora de identificarmos uma boa igreja.

Primeiro, uma boa igreja é aquela que possui uma Pregação Bíblica. Mas, o que significa isso? Afinal, até onde sabemos, na maior parte das igrejas no Brasil, há o hábito de se abrir a Bíblia nos cultos! Contudo, abrir a Bíblia e lê-la diante de uma congregação não transforma a pregação que deriva do gesto em uma exposição bíblica! Muitos ensinos errôneos, perpetrados em greis cristãs, são transmitidos dos púlpitos com a Bíblia sistematicamente aberta, reunião após reunião! Por pregação bíblica, refiro-me, portanto, a exposição de “todo o conselho de Deus” (Atos 20.27), revelado nas páginas das Escrituras Sagradas, onde o texto é levado a sério, respeitando seu contexto histórico, valorizando-se firmemente as regras da hermenêutica, sob a direção e iluminação do Espírito Santo, a fim de que a pregação cumpra sua finalidade de glorificar a Deus, evangelizar os perdidos e consolar/ exortar/ edificar os crentes (1 Coríntios 14.3 ).

Segundo, uma boa igreja é aquela que possui uma Adoração Cristocêntrica. Ou seja, uma comunidade onde os cristãos se reúnem com o objetivo de prestar culto ao Senhor Jesus Cristo. Onde o louvor não é apelativo e, tampouco, procura produzir emoções e demais sensações nos que, do momento, participam. Por Adoração Cristocêntrica refiro-me também ao aspecto das orações, quando as mesmas não são ensinadas ao povo como formas de constranger a Deus a nos dá o que queremos, mas sim como oportunidades de desenvolvermos nossa intimidade e paixão para com Ele. É a sublime ocasião em que podemos chamá-LO de “nosso Pai que estás nos céus” (Mt 6.9). Portanto, as muitas expressões de adoração em uma igreja (oração, louvor, audição da Palavra de Deus, oferta e etc.) precisam ter em Jesus Cristo o seu alvo e centro.

Em terceiro lugar, uma boa igreja é aquela que possui uma Liderança Pastoral Séria. Tal seriedade tanto se dá no aspecto da ética e integridade pessoais do ministro, ou seja, o mesmo precisa ser um homem verdadeiramente crente (2 Coríntios 5.17), nascido de novo (João 1.13, 3.3-8), transformado pelo sangue purificador do Senhor Jesus Cristo (1 João 1.7), mas, também, que leva seu ministério à sério, no que tange ao compromisso com Deus e com seu rebanho (1 Timóteo 1.1- 6.21). Isto, obviamente, implica na entrega e dedicação ao seu trabalho ministerial, tais como o acompanhamento do rebanho, o preparo dos sermões, o aconselhamento no gabinete, a supervisão dos trabalhos desenvolvidos pelos irmãos e o emprego de suas horas disponíveis cabíveis em prol do avanço do Reino de Deus.

Quarto, uma boa igreja é aquela Comprometida/ Engajada com a Obra Missionária (Mateus 28.18-20). Seja local/ urbana, regional, nacional ou transcultural. É inadmissível uma igreja verdadeiramente cristã não ser envolvida com missões. Ouso até mesmo dizer que uma comunidade cristã que não seja, está, em muito, confusa em sua razão de existir e já perdeu o horizonte de sua finalidade no mundo.

Quinto, uma boa igreja é aquela em que há Transparência Financeira. Onde os recursos levantados são empregados realmente no trabalho de Deus, sabendo exatamente para onde tais estão sendo destinados e aplicados, com a aprovação dos irmãos, que são os instrumentos de Deus para o sustento de Sua obra ao redor do mundo (Fp 4. 10-19). Haveria menos escândalos em nossas igrejas, se as pessoas soubessem o valor real da arrecadação e de como e para onde são empregadas. Prestação de contas, responsabilidade fiscal, tesouraria independente da gestão pastoral são, sem dúvida, sinais da seriedade de uma igreja no que diz respeito à sua administração financeira.

Dito isto, agora é com você! Se estiver à procura de uma boa (séria) igreja para congregar, use tais critérios se assim desejar e que a grei encontrada seja uma bênção em sua vida, assim como você e sua família sejam instrumentos da bênção de Deus na vida da comunidade (“Sê Tu uma bênção” - Gn 12. 2c). É a minha mais sincera oração!

Ah! E nem adianta dizer que não existe igrejas assim. Graças a Deus, há! É só procurar!



Idauro Campos. Pastor Congregacional. Mestre em Ciências da Religião. 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

ENCONTRO DE PASTORES MAÇONS!



A Maçonaria Evangélica de Goiás (GOEG) sai das tocas do enigmatismo para disputar o ranking da sinceridade. Mais de 60 maçons evangélicos foram iniciados no dia 03 de agosto, Hotel Guanabara, Rio de Janeiro, com direito à cerimônialidades no "Rito Escocês", sigla referencial(Movimento de Integração dos Evangélicos Maçons) e a entoação de um hino de demonstração sobre a Ordem, intitulado "Somos Um Pelos Laços do Amor". Quanto amor.

A comemoração foi selada com pronunciamento de incentivo espiritual, por parte de Pastores evangélicos-maçons, citados abaixo, visando fortalecer a prática maçônica no cristianismo como sua harmoniosidade. Um partido de maçons formado somente de evangélicos que não tem medo de mostrar a cara; Falamos de coragem ou desacato proveniente do conformismo deliberado que está no meio cristão(nada mais estarrece o povo).

O desafio destes legendários de satanás é convencer a outra grande parte da liderança evangélica, ainda oculta, agir com a mesma sinceridade. Entre os presentes estavam os maçons: Pastor Lindemberg Mendes Viana, da Loja Estrela do Rio Comprido – GOB/RJ que dirigiu o culto, e Klaus Fins que orientou a reunião, na qual foram traçadas metas e objetivos. Os especiais e integrantes da Potência: Deputado Federal João Campos e Deputado Estadual Daniel Messac, que também são líderes evangélicos e políticos do Grande Oriente do Estado de Goiás, estavam lá para dar as "boas vindas" aos aprendizes. Os pastores evangélicos-maçons, João Campos e Daniel Messac, tiveram a honra de receber as considerações de um Grão-Mestre, Barbosa Nunes, recebido no exercício da função.
Pastor Lindemberg Mendes Viana – O que dirigiu o culto maçônico. Diretor de Capelania da OTIB (ordem Federal de Teólogos do Brasil); Professor de Capelania da Fatum Faculdade Teológica Universal; Pastor Presidente do Ministério Ruach; Diretor de Capelania da OTIB-Federal (ordem Federal dos Teólogos do Brasil); Filiado à OMEB (Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil); CGADB (Convenção das Assembléias de Deus do Brasil); COMADERJ (Convenção de Ministros das Assembléia de Deus do Estado do Rio de Janeiro; CIMEB (Convenção Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil); UCEBRAS (União de Capelães Evangélicos do Brasil).
Pastor e Deputado Federal João Campos – Amigão do Bispo Manoel Ferreira. Pastor Assembleiano e Deputado federal pelo (PSDB/GO) líder da FPE (Frente Parlamentar Evangélica). Lembra dele? Defendeu a si próprio e também o líder máximo da Convenção Nacional das Assembléias de Deus no Brasil – Ministério Madureira, Bispo Manoel Ferreira do suposto envolvimento com o reverendo Moon, líder da seita "Igreja da Unificação. Agora está citado no site da Ordem(GOG) como membro político da maçonaria.
Pastor e Deputado Estadual Daniel Messac – Pastor da Igreja Assembléia de Deus Madureira, também está como integrante da maçonaria como evangélico e político do Grande Oriente do Estado de Goiás.
RITO ESCOCÊS
Vamos entender quais seriam os passos de iniciação "obrigação" que estes pastores, bispos, apóstolos do meio evangélico precisariam submeter-se para entrar na maçonaria(GOB). O Rito Escocês seria o mais antigo e aceito, o mais praticado no Brasil como ritual de iniciação.
Primeiro passo, o aprendiz tem seus olhos vendados, e com o peito aberto é levado ao templo por um maçom que vai acompanhá-lo por toda a cerimônia.Segundo passo, antes de começar a iniciação o candidato é girado em torno de si para perder o senso da direção.A seguir começa s cumprir as provas que representam a passagem por fogo, água, terra e ar. Numa delas ouve-se espadas tinindo ao redor do templo. Terceiro passo, o candidato é submetido a montanha-russa, aonde encontra-se um obstáculo: uma gangorra aonde sobe sem saber que está prestes a cair. Logo em seguida é dirigido a uma almofada cheia de pregos em que é convidado a sentar e descansar. Os metais serão retirados um pouco antes dele sentar. A ideia é testar sua confiança. Depois é levado para uma pia, aonde se purifica lavando as mãos, e é incensado três vezes. Quarto passo, o iniciado se compromete ao sacrifício pela pátria, pela humanidade e pela ordem maçônica. O venerável mestre então manda imprimir em seu peito uma marca que o tornará reconhecido por todos maçons – na verdade, aproxima da pele um pedaço de ferro aquecido que transmite a sensação de calor. Quinto passo. Sim ou não – Após se comprometer a guardar em segredo tudo o que escutar ou fazer na maçonaria, o iniciado deixa o templo para que os maçons avaliem se ele foi aceito ou não. Em caso positivo, o rito segue. Com um compasso numa mão e outra sobre a bíblia, o iniciado faz um juramento(logo abaixo; leia com atenção). O mestre diz no final: " De hoje em diante, estais ligado para sempre em nossa ordem". Sexto passo, o iniciado sai da sala e quando volta, encontra o templo às escuras e todas as espadas apontadas para ele. Só um sustinho.As luzes são acesas e, com a espada sobre a cabeça, o iniciado recebe o avental de aprendiz e ouve a revelação dos segredos como toques, palavras e sinais. Está para sempre na maçonaria.
Juramento do aprendiz "iniciação"
Tudo isso eu prometo e juro com a maior solenidade e sinceridade, com uma resolução firme e inabalável de realizá-lo, [...]prendendo a mim mesmo com uma penalidade nada menor do que ter minha garganta cortada, minha língua arrancada pela raiz e meu corpo enterrado nas areias ásperas da praia, com maré baixa, aonde as águas sobem duas vezes por dia, se eu conscientemente violar um destes compromissos de iniciação de aprendiz.
Que Yaohu me ajude e me guarde inabalável na devida realização do mesmo(Venerável Mestre:) Em sinal de sua sinceridade, você agora separará suas mãos e beijará o livro que descansa nas suas mãos, que é a Bíblia Sagrada.
Aqui estão as mentiras do ritual! É evidente que se trata de um pacto de silêncio com esta Ordem. Caso tenha a sua garganta cortada e a língua arrancada, isso violaria o dever do candidato para com sigo mesmo, sem mencionar sua família, que o ama e depende dele. Mais importante ainda, esse juramento viola o dever do cristão para com O Pai Criador e quebra, em recorde os seus mandamentos sagrados. Alguns maçons teimam em dizer que tal ritual de iniciação, como seus juramentos, são simulações e não significa nada o que ele representa neste rito. São bestas feras e inconsequentes os tais que buscam introduzir a maçonaria no cristianismo ou prática pastoral.
Para muitos, a maçonaria é uma associação de caráter universal, cujos membros, são homens livres, de bons costumes, cultivam a justiça social, aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia e igualdade, aperfeiçoamento intelectual e fraternidade. O outro lado desta Ordem, oculto nas trevas, a realidade é muito pior do que isso.
RITO DE YORK
O mesmo, insiste em que seus companheiros façam juramento de sangue comprometendo-se a ter a orelha cortada, sua língua dividida ao meio até a raiz, seu coração arrancado e colado para apodrecer monte de estrume, o seu crânio aberto e seus miolos expostos aos raios do Sol do meio-dia, se eles violarem seus juramentos. Que belo valor cristão!
No ponto alto da iniciação é quando o candidato é trazido diante de uma mesa grande, triangular, coberta com veludo negro, iluminada por velas e contendo onze cálices prateados e um crânio humano entronizado sobre uma Bíblia. (Crânios tem destaque em todas as iniciações).
Vejam as declarações do Sr Clérigo Católico e respeitável Maçom Eliphas Levi, quando deixa claro a sua adoração luciferiana: – "satanás é aquele anjo suficiente orgulhoso para acreditar que era deus. Corajoso o suficiente para comprar a sua independência ao preço da sua eterna tortura e eterno sofrimento. Belo suficiente para ter adorado a si próprio em divina luz. Forte suficiente para reinar na sua escuridão em meio a agonia e para ter feito um trono para si próprio desta pira inextinguível(Eliphas Levi – 1860 – Histoire de La Magie (pag 16 e 17).
Um dos maçons mais respeitados, tido como o pai da maçonaria (Albert Pike) apela à Ordem com devidos sentimentos luciferianos " Lúcifer é Deus..E a verdadeira e pura religião filosófica é a crença em Lúcifer, o igual de Adonai.." Lúcifer o portador da Luz! Será ele o que traz a luz, e com seu resplendor insuportável cega as almas fracas, sensuais e egoístas? Sem dúvida que não! Pois as tradições estão cheias de revelações divinas e inspiração, e a inspiração não pertence a uma era, nem a um credo. Quando um maçom descobre que a chave para um valentão do pedaço é a aplicação apropriada do dínamo da força vital, ele aprendeu o mistério da sua arte. As energias ferventes de Lúcifer estão em suas mãos. (Intructions to the 23 Supreme Council of the Word grand Commander,Sovereign Pontiff of Universal Free Masonry – July 14 1889).
Concluímos…
Precisa muito mais do que um texto para expressar os desígnios satânicos desta seita mundial chamada: Maçonaria. Relacionar cristianismo com esta facção de demônios, é muito mais do que anti-bíblico, estúpido e satânico. São mensageiros de satanás vestidos de pastores e lideranças do bem. Cabe ao leitor buscar a preparação em Cristo e orientar-se a respeito das conseqüências desta união(Igreja e Estado). Estes missionários da NOVA ORDEM MUNDIAL estão à usurpar a prerrogativa cristã para introduzir mentiras, heresias e contradições no meio evangélico(ecumenismo, pacifismo, ambientalismo), a fim, de enfraquecer a Igreja e inibir a proclamação do evangelho de Cristo na sociedade atual. A Igreja está infectada de filosofias maçônicas. Virou reduto de apologistas do liberalismo. Palanque de politicagens e lobismo.
Existem evidencias e confirmações que esta Ordem(GOB) manda e desmanda em grande parte das Igrejas Evangélicas tradicionais no Mundo desde a segunda Guerra Mundial. No Brasil, o álibi foi a repressão política. Ato promovido pela Ditadura, aonde grande parte da liderança evangélica, com medo de morrer, perder poder e regalias, se rendeu as ofertas da Ordem.
O pior ainda está para vir: a normalidade da vergonha. Este caso é a ponta do iceberg. A maçonaria evangélica, a mais forte, ainda se esconde como ratos no esgoto. O fato chegou por um deslize. O festejo que virou publicação virtual. Pensemos: quantas almas que não glorificaram a Yaohu em encontros promovidos pelas Assembleias de Deus, acatando como ensinamento-cristão a fala destes senhores, que se dizem pastores mas não são! Em aperto de mão e no abraço cristão, os receberam como "homens de Yaohu" cheios da unção. Olhe para a face dos Deputados João Campos e Daniel Messac. Maçonaria tem cara? Não. Tem fala maçônica! O Pastor Lindemberg Mendes Viana com todas as formalidades Assembléianas também não enganou com sua linda capa de lã?
Enquanto eles comemoram o fortalecimento da Ordem anticristã, á custa da ruína da Igreja, clamamos pelo Sangue do Cordeiro, anunciamos os fatos e avisamos à todos: vamos santificar nossas vidas para Yaohushua, orando com todas as súplicas, alertando as almas com a mesma firmeza da fé que todos os santos de Cristo nos testemunharam antes de nós! O Salvador está voltando!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Casamento pode dar certo!



Na semana passada escrevi que “casamento não foi feito para dar certo” e para justificar, enumerei cinco razões: 1. As diferenças latentes entre a alma masculina e feminina; 2. A diferença de gênio e temperamento; 3. O background familiar e histórico; 4. As histórias pessoais de condicionamentos e dores; 5. O egoísmo e narcisismo. Casamento é uma união complexa e possui todos ingredientes para não dar certo.

Neste artigo quero fazer outra afirmação: Casamento pode dar certo! Se você entrar num casamento achando que se ele não der certo vai se separar, é questão de anos, talvez meses, para que você descubra que não deu realmente certo.

Quero me atrever a dar duas sugestões, uma de natureza psicológica, outra espiritual.

Natureza psicológica. 
Entre no casamento, querendo lutar pela sua preservação. Se você se atreve a compartilhar a vida com alguém, seja radical: Invista prá valer! Se entrar pensando que não vai dar não vai durar. Para isto é necessário investir não apenas 50% de seu sonho, mas 100%.
A palavra chave é compromisso. Você vai estranhar o que vou dizer agora, mas o que mantém um casamento não é amor (no sentido de emoção e paixão), mas compromisso. Quando você o assume, isto implica entrar prá valer, decidir lutar, na saúde e na enfermidade, na alegria e na tristeza. Decidir amar e investir, sem suspeita e reservas, não fazer as coisas pela metade. Não é uma barganha ou troca, não se trata de negociação ou vantagem. Você sempre achará que dá mais que o outro, isto é uma conseqüência natural do narcisismo, mas ainda assim continue na entrega. Entre querendo fazer o outro feliz. Casamento não dá certo automaticamente, é necessário querer que ele dê certo!

O segundo aspecto é de natureza espiritual. 
Isto é mais complexo, porque adentramos a dimensão sacral, o universo místico, uma área densa, misteriosa e igualmente importante. O grande segredo é levar Deus para morar em sua casa.

Assim foi o primeiro milagre de Jesus que se deu numa festa de casamento. Sabiam disto? Ele fez tantos milagres impressionantes: Curou cegos, paralíticos, surdos, ressuscitou mortos, mas o primeiro milagre foi numa vila da Galiléia, com cerca de 300 habitantes. Ele foi feito no fundo de casa, escondido de todo mundo, inclusive do mestre de cerimônia. Sabemos que todos os milagres de Jesus possuíam  intencionalidade, havia um motivo presente. O registro bíblico afirma: “Houve um casamento e Jesus também foi convidado” (Jo 2.1-2). Convidados são pessoas apreciadas e consideradas. O casal queria que Jesus estivesse ali, ele não foi à festa como penetra. Era alguém que os donos da festa queriam que estivesse presente.

Casamento não foi feito para dar certo... Nós precisamos fazê-lo dar certo. Mas nem sempre somos capazes de agir de forma correta, precisamos do poder e da graça de Deus. Muitos lares precisam de milagre, de uma intervenção sobrenatural, porque o vinho já acabou, não há mais alegria ou celebração, e o vinho traz textura, paladar, sabor e alegria. Jesus é capaz de trazer um vinho novo. Detalhe importante: O vinho novo é melhor.

Rev Samuel Vieira.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A PARÁBOLA DE JOTÃO


















I - INTRODUÇÃOVivemos um período importante para a nossa nação. Atravessamos o período eleitoral, no qual, através do voto, escolhemos aqueles que liderarão nosso país. Os cristãos protestantes de tradição reformada e presbiteriana convivem com eleições de uma forma mais ampla do que a maioria das pessoas, visto que, com frequência, têm de escolher através do voto os seus líderes espirituais. As ocasiões nas quais os reformados escolhem os seus líderes são as mais variadas. Existem eleições para: sociedades internas, diáconos, presbíteros regentes, presbíteros docentes (pastores), comissão executiva de presbitério, sínodo e supremo concílio (tesoureiro, secretário executivo, secretário de atas, secretário de protocolo, vice-presidente e presidente).

Com isso em mente, creio que deveríamos atentar para alguns princípios existentes na passagem de Juízes 9.7-21, passagem esta conhecida como A Parábola de Jotão.[1] Antes disso, é extremamente necessário compreendermos o contexto no qual o texto está inserido.

II – O CONTEXTOJuízes 9 tem início com o relato da trama arquitetada por Abimeleque, filho de Gideão.[2] Abimeleque não desempenhou papel como um dos juízes de Israel. Na verdade, ele era filho ilegítimo de Gideão. Sua mãe era “uma concubina de Siquém, lugar que se tornara um centro do culto de Baal, embora fosse o sítio onde Josué celebrara a cerimônia de renovação do pacto”.[3] Evidentemente, Abimeleque era um homem sem piedade alguma, o que fica claro pela forma como obteve o seu reinado: assassinato, conspiração e usurpação. O texto nos diz que Abimeleque, em conluio e conchavo com os habitantes de Siquém, assassinou sessenta e nove de seus meio-irmãos, escapando apenas Jotão, o filho caçula de Gideão (9.1-5). Logo após o massacre, os cidadãos de Siquém e Bete-Milo proclamaram Abimeleque rei (v. 6). Algo que não pode ser olvidado na leitura e interpretação de Juízes, é a anarquia reinante na época: “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto” (21.25; cf. 17.6). Esta espécie de refrão literário é de suma importância para podermos compreender as narrativas de Juízes. A proclamação de Abimeleque como rei, bem como sua impiedosa trama, claramente, se apresentam como manifestações da iniquidade característica daquele período.

III – A PARÁBOLAQuando Jotão soube da proclamação, colocou-se no alto do monte Gerizim, e, tendo chamado a atenção de todos os habitantes de Siquém, proferiu sua parábola (vv. 8-15):
8 Foram, certa vez, as árvores ungir para si um rei e disseram à oliveira: Reina sobre nós. 9 Porém a oliveira lhes respondeu: Deixaria eu o meu óleo, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores? 10 Então, disseram as árvores à figueira: Vem tu e reina sobre nós. 11 Porém a figueira lhes respondeu: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto e iria pairar sobre as árvores? 12 Então, disseram as árvores à videira: Vem tu e reina sobre nós. 13 Porém a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu vinho, que agrada a Deus e aos homens, e iria pairar sobre as árvores? 14 Então, todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu e reina sobre nós. 15 Respondeu o espinheiro às árvores: Se, deveras, me ungis rei sobre vós, vinde e refugiai-vos debaixo de minha sombra; mas, se não, saia do espinheiro fogo que consuma os cedros do Líbano.

3.1. As árvores frutíferasA parábola de Jotão fala de diferentes árvores que buscam para si um rei. As árvores consultadas quanto à possibilidade de se tornarem reis foram: a Oliveira (v. 8), A Figueira (v. 10), a Videira (v. 12), e por último, o Espinheiro (v. 14). Nas árvores desejosas de um rei “temos a representação figurada do povo de Siquém, que estava descontente com o governo de Deus e ansiava por um líder nominal e visível, como tinham as nações pagãs vizinhas”.[4] Claramente, Abimeleque é representado na parábola pelo Espinheiro. Quando procuradas, a Oliveira, A Figueira e a Videira recusaram a proclamação como reis, em função do serviço que prestavam a Deus e aos homens (vv. 9,11,13). Matthew Henry diz o seguinte: “Elas [a oliveira, a figueira e a videira] o recusaram, preferindo servir a governar, fazer o bem a controlar”.[5] É deveras interessante o fato de que, as três árvores se recusam a “pairar sobre as árvores”. Elas foram convidadas a reinar, não obstante se recusaram a pairar. O que isso significa? O verbo hebraico nûa´ tem como ideia básica “a de um movimento repetitivo de um lado para outro”.[6] No caso, a ideia do verbo nuâ´ na resposta dada pelas três árvores frutíferas é que elas não estavam dispostas a deixarem suas ocupações úteis e seu serviço a Deus e aos homens para ficarem perambulando “de um lado para outro entre as árvores na condição de governante”.[7] Carl Edward Armerding afirma o mesmo: “Qualquer árvore com uma função útil na natureza estaria ocupada demais para dominar sobre as árvores. Somente o espinheiro, uma moita notória por espalhar fogo pelo solo do deserto, tem audácia de aceitar o convite”.[8] A utilidade do serviço das três árvores frutíferas consistia no fato, de que “azeite, figos e vinho eram os produtos mais valiosos da terra de Canaã, ao passo que o espinheiro não era bom para nada, mas para queimar”.[9] As três árvores frutíferas representam, no contexto, a Gideão e aos outros juízes, “que tinham recusado aceitar o estado e poder de rei”.[10] No capítulo 8, encontramos Gideão demonstrando modéstia, recusando governar sobre o povo de Israel: “Então, os homens de Israel disseram a Gideão: Domina sobre nós, tanto tu com teu filho e o filho de teu filho, porque nos livraste do poder dos midianitas. Porém Gideão lhes disse: Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o SENHOR vos dominará”. Gideão preferiu continuar servindo a Deus obedientemente. Creio que Gideão, conhecendo o seu próprio coração, temia ser seduzido pelo poder e pelas honrarias. “O cargo honorífico pode tornar as pessoas orgulhosas e indolentes, e dessa forma estragar a sua utilidade, por meio da qual, em uma esfera inferior, honravam a Deus e ao homem. Por isso, aqueles que desejam fazer o bem têm medo de ser grandes”.[11]

Entendendo devidamente a parábola de Jotão, no que diz respeito à oliveira, figueira e videira, creio que podemos extrair um princípio por demais útil e edificante para nossas vidas como servos do Senhor, imbuídos da escolha de nossos líderes através de eleições. Devemos observar atentamente a existência ou não de ambição nas vidas dos potenciais líderes, pois como afirma Artur E. Cundall: “As pessoas de dignidade e influência dentro da comunidade, não estavam ansiosas para abandonar suas esferas de trabalho construtivo, trocando-o pela honraria dúbia da monarquia”.[12]

3.2. O Espinheiro
Os versículos 14 e 15 apresentam o convite das árvores ao espinheiro: “Então, todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu e reina sobre nós. Respondeu o espinheiro às árvores: Se, deveras, me ungis rei sobre vós, vinde e refugiai-vos debaixo de minha sombra; mas, se não, saia do espinheiro fogo que consuma os cedros do Líbano”. Diferentemente das outras três árvores, o espinheiro não tinha nada de produtivo ou de valor a oferecer. Era uma planta absolutamente improdutiva, sendo, na verdade, um arbusto, e não uma árvore.[13] Nem mesmo sombra e abrigo eram proporcionados por esse arbusto. É mister recordar que, a maldição imprecada pelo Senhor em Gênesis 3.18 envolvia a produção de plantas infrutíferas e espinhosas, como cardos e abrolhos: “O espinheiro teve sua origem por meio de uma maldição e acabará no fogo”.[14] Cundall salienta que, o espinheiro se constituía em uma séria ameaça aos donos de lavouras, pois “no calor do verão, quando fagulhas incrementadas pelo vento podiam produzir incêndios de velocidade incrível, alimentados pelos excelentes combustíveis, os espinheiros secos”.[15]

O espinheiro, ao ser convidado pelas árvores prontamente aceitou a proposta. As suas palavras:“vinde e refugiai-vos debaixo da minha sombra”, indicam prontidão e até mesmo uma prévia ambição pelo posto honorífico oferecido. Ele não achou necessário pedir um tempo para refletir e considerar se deveria aceitar ou não. Além disso, apesar de convidar as árvores a se refugiarem debaixo da sua sombra, o espinheiro era incapaz de providenciar sombra para alguém: “o espinheiro, crescendo rente ao chão, praticamente não tem sombra, não podendo oferecer nenhuma proteção aos gigantes da floresta a cujos pés jazia”.[16] Qualquer que se chegasse para perto do espinheiro na busca por sombra, iria, na verdade, se machucar com os seus espinhos. Keil e Delitzsch afirmam que, “as palavras do espinheiro [...] contêm uma profunda ironia, na verdade, os siquemitas logo descobririam isso”.[17] Armerding também afirma: “O retrato é ridículo: a árvore que não consegue prover nenhuma sombra se oferece para ser sombra para as outras; aquela árvore que não tem nenhuma função se considera melhor do que os seus irmãos”.[18] Logo em seguida a esta falsa promessa, o espinheiro fala daquilo que lhe é próprio, a saber, a destruição: “mas, se não, saia do espinheiro fogo que consuma os cedros do Líbano”. Esta era a verdadeira natureza do espinheiro. A única coisa que ele poderia oferecer às demais árvores era o perigo da destruição e o sofrimento.

A interpretação dessa parte da parábola é simples e transparente na passagem. O próprio Jotão a apresenta:

Agora, pois, se deveras e sinceramente, procedestes, proclamando rei Abimeleque, e se bem vos portastes para com Jerubaal e para com a sua casa, e se com ele agistes segundo o merecimento dos seus feitos (porque meu pai pelejou por vós e, arriscando a vida, vos livrou das mãos dos midianitas; porém vós, hoje, vos levantastes contra a casa de meu pai e matastes seus filhos, setenta homens sobre uma pedra; e a Abimeleque, filho de sua serva, fizestes reinar sobre os cidadãos de Siquém, porque é vosso irmão), se, deveras e sinceramente, procedestes, hoje, com Jerubaal e com a sua casa, alegrai-vos com Abimeleque, e também ele se alegre convosco. Mas, se não, saia fogo de Abimeleque e consuma os cidadãos de Siquém e Bete-Milo; e saia fogo dos cidadãos de Siquém e Bete-Milo, que consuma a Abimeleque (vv. 16-20).
O espinheiro representa a pessoa ignominiosa de Abimeleque. Assim como aquele espinheiro, Abimeleque não tinha a mínima condição de prover qualquer benefício para os habitantes de Siquém. Ele não tinha capacidade de oferecer verdadeira segurança aos homens de Siquém. Inerente a Abimeleque era apenas a sua capacidade de oferecer dor, sofrimento e destruição.

Após lembrar as benesses que Gideão realizara em prol de todas aquelas pessoas, Jotão mostra a insensibilidade dos siquemitas em relação à família de seu pai. Eles não agiram conforme “o merecimento dos seus feitos”. Jotão foca a loucura de Abimeleque e dos siquemitas.

IV - CONCLUSÃOQue lições extraordinárias, sérias, graves e solenes podem ser extraídas dessa passagem! O exemplo do espinheiro Abimeleque ensina que aqueles que são ávidos pelo poder e pelas posições honoríficas, na verdade, são pessoas indignas daquilo que tanto anseiam. Matthew Henry diz algo muito interessante: “Não vamos nos surpreender em ver o tolo assentar-se em grandes alturas (Ec 10.6), os mais vis dos filhos dos homens serem exaltados (Sl 12.8) e os homens serem cegos para os seus próprios interesses na escolha dos seus guias”.[19]

Através do exemplo das árvores frutíferas podemos aprender que ausência de ambição é uma evidência por demais importante de dignidade e verdadeira vocação. Homens dignos não se degladiam na busca pelo poder. Pelo contrário, eles relutam diante das honrarias oferecidas. A história apresenta exemplos que consubstanciam isso. Tem-se o exemplo do profeta Jeremias, que via a si mesmo como um menino (Jeremias 1.6). Tem-se o exemplo de Moisés, que via sua dificuldade no falar como incapacidade para a grandiosa tarefa que Deus colocava diante de si (Êxodo 4.10). Os melhores e mais capazes homens não ambicionam reinar sobre o povo. O Senhor Jesus Cristo deixou isso claro: “Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva” (Mateus 20.25,26). Há algo maior que ser rei, presidente de presbitério, sínodo e Supremo Concílio.

Outra lição que pode ser extraída da parábola de Jotão, é que quando os ambiciosos, por seu egoísmo, procuram todos os meios para ocuparem posições honrosas e nelas se perpetuarem, isso certamente resultará em prejuízo para aqueles que são governados. Quando vemos homens maquinando, organizando conluios e conchavos, utilizando-se de expedientes escusos, legais, porém antiéticos para galgarem a presidência de determinadas diretorias, podemos estar certos de se tratarem de Abimeleques do nosso tempo. Particularmente, fico preocupado quando vejo homens ambicionando cargos honoríficos em nosso meio. Nossas árvores acabam sendo lideradas por espinheiros, consequentemente, seremos vítimas do seu fogo.

Por fim, uma palavra a respeito de muitas pessoas que recusam cargos de liderança, motivados não por verdadeira humildade, mas por algum outro sentimento carnal. A Igreja recebeu de Deus o discernimento para escolher seus líderes, portanto, ela é capaz de reconhecer os dons e a vocação que pessoas receberam da parte do Senhor. Em muitas ocasiões, em eleições de sociedades internas e até mesmo nos concílios da Igreja, pessoas verdadeiramente preparadas e capacitadas rejeitam cargos. O resultado, como pode ser visto na parábola de Jotão, é que quando as árvores frutíferas dos nossos dias rejeitam peremptoriamente cargos na Igreja, e por motivos completamente alheios aos apresentados pelas árvores frutíferas da parábola, espinheiros acabam ocupando tais cargos e trazendo fogo sobre todas as árvores. Portanto, tenhamos cuidado e examinemos nossa consciência na hora de aceitar ou recusar um cargo de liderança. Devemos nos perguntar: Por qual razão desejo estou aceitando esse cargo? Por qual razão estou recusando o mesmo? Tanto aceitar motivado por ambição quanto recusar motivado por egoísmo é pecado diante do Senhor. O exemplo de verdadeira humildade pode ser encontrado na pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo, que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20.28).

Que o Senhor nos abençoe! Amém!

NOTAS:

[1] Existe muita discussão quanto à classificação dessa perícope. Alguns não aceitam o seu caráter parabólico, reputando-a como uma simples fábula ou um mero apólogo. Não obstante, concordo com o arrazoado feito pelo estudioso Herbert Lockyer, que defende que Juízes 9.7-21 é uma parábola. Para a discussão empreendida por Lockyer, ver a sua excelente obra Todas as Parábolas da Bíblia, (São Paulo: Vida, 2006), 35. De igual modo, Gerard van Groningen classifica a passagem em questão como uma parábola. Cf. Revelação Messiânica no Antigo Testamento, (São Paulo: Cultura Cristã, 2004), 257.

[2] Juízes 9.1 diz o seguinte: “Abimeleque, filho de Jerubaal...”. Devemos lembrar que, em Juízes 6.32, Gideão passou a se chamar Jerubaal, em razão de ter ele derribado o altar de Baal. Cf. Juízes 7.1.

[3] Gerard van Groningen, Revelação Messiânica no Antigo Testamento, 256.

[4] Herbert Lockyer, Todas as Parábolas da Bíblia, 36.

[5] Matthew Henry, Comentário Bíblico Antigo Testamento: Josué a Ester, (Rio de Janeiro: CPAD, 2010), 136.

[6] Andrew Bowling, In: R. Laird Harris, Gleason L. Archer Jr., e Bruce K. Waltke, Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, (São Paulo: Vida Nova, 2001), 940.

[7] Ibid.

[8] Carl Edward Armerding, In: F. F. Bruce (Org.), Comentário Bíblico NVI Antigo e Novo Testamentos, (São Paulo: Vida, 2009), 447.

[9] C. F. Keil and F. Delitzsch, Commentary on the Old Testament in Ten Volumes: Joshua, Judges, Ruth, I & II Samuel, Vol. 2, (Grand Rapids, MI: Eerdmans Publishing Company, 1991), 363. Minha tradução.

[10] Matthew Henry, Comentário Bíblico Antigo Testamento: Josué a Ester, 136.

[11] Ibid, 137.

[12] Artur E. Cundall e Leon Morris, Juízes e Rute: Introdução e Comentário, (São Paulo: Vida Nova, 2008), 125.

[13] Herbert Lockyer, Todas as Parábolas da Bíblia, 37.

[14] Matthew Henry, Comentário Bíblico Antigo Testamento: Josué a Ester, 137.

[15] Artur E. Cundall e Leon Morris, Juízes e Rute: Introdução e Comentário, 125.

[16] Ibid.

[17] C. F. Keil and F. Delitzsch, Commentary on the Old Testament in Ten Volumes: Joshua, Judges, Ruth, I & II Samuel, Vol. 2, 364.

[18] Carl Edward Armerding, In: F. F. Bruce (Org.), Comentário Bíblico NVI Antigo e Novo Testamentos, 447.

[19] Matthew Henry, Comentário Bíblico Antigo Testamento: Josué a Ester, 13

retirado do site: http://www.cristaoreformado.com/

ANÁLISE DE "FAZ UM MILAGRE EM MIM" (Régis Danese)



Como Zaqueu eu quero subir
O mais alto que eu puder
Para te ver, olhar para Ti
E chamar sua atenção para mim
Eu preciso de Ti, Senhor
Eu preciso de Ti, ó Pai!
Sou pequeno demais
Me dá tua paz
Faço tudo pra Ti servir.

Entra na minha casa
Entra na minha vida
Mexe com minha estrutura
Sara todas as feridas
E me ensina a ter santidade
Quero amar somente a Ti
Porque o Senhor é o meu bem maior
Faz um milagre em mim.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A LETRA
No primeiro verso o autor faz uso de uma Símile. Ele estabelece uma comparação implícita com uma personagem da Revelação bíblica no Novo Testamento: Zaqueu.
O desenrolar da letra faz referência a momentos da vida de Zaqueu, quando ele ainda estava morto em seus delitos e pecados (Como Zaqueu eu quero subir o mais alto que eu puder). Quando o Zaqueu da Bíblia subiu na árvore ele ainda não temia a Cristo. Então, a música faz uma associação com eventos da vida de um homem quando ele ainda vivia em impiedade. Quem canta, no caso, é um ímpio, visto que a letra é construída em 1ª pessoa.
O quarto verso diz: “e chamar sua atenção para mim”. Essa não era a intenção de Zaqueu. A intenção dele era apenas “ver quem era Jesus” (Lucas 19.3, 4). Ele não procurava chamar a atenção de Jesus. Pensar assim seria acreditar na heresia da “Graça Preveniente”, segundo a qual, o indivíduo recebe uma preparação que o capacita a “buscar e a aceitar Jesus”.
O mais sério está no Refrão: “Entra na minha casa/Entra na minha vida...”. Estes versos são completamente arminianos. Além disso, são completamente diferentes da narrativa bíblica. Em Lucas 19.1-10, Zaqueu não convidou Jesus para entrar em sua casa. Pelo contrário, a iniciativa partiu única e exclusivamente de Jesus: “Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa” (v. 5). Só após a palavra de Jesus foi que Zaqueu desceu.
Por último, como foi afirmado no início, quem está cantando é um ímpio, um Zaqueu pré-salvação. Não existe possibilidade de um ímpio se dirigir dessa forma a Deus antes do Espírito Santo regenerar o seu coração. Na verdade, o ímpio não sente o mínimo desejo de fazer isso.
Devemos prestar atenção nas letras das músicas que cantamos e desejamos introduzir no culto ao Senhor. As letras devem ser reguladas pela Bíblia, e havendo qualquer discordância, devem ser rejeitadas.

retirado do site: http://www.cristaoreformado.com/

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Alderi Souza de Matos João da Silva Dourado nasceu em Caetité, sul da Bahia, no dia 7 de janeiro de 1854. Era filho de João José da Silva Do...