sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O PERIGO DAS ESCOLHAS


Salmo 106.15

Introdução

Todos nós somos constantemente somos tentados a fazer escolhas e essas escolhas, acabam se tornando:

1-bênção ou maldição,

2-alegria ou tristeza,

3- choro ou sorriso.

Quantos aqui nunca tomaram uma decisão e pensou, que burrada foi essa que eu fiz.

O fato é estamos constantemente precisando da direção de Deus em nossas vidas.

O certo é daqui até o dia da nossa morte estaremos fazendo escolhas.

A vida é assim... uma longa série de escolhas que vão sendo feitas diariamente entre aquilo que:

1- é bom e o melhor,

2-grande e o enorme,

3-supremo e o superior!

4- o bonito e o lindo.

E como se dá nas escolhas, existe a cilada sutil de se escolher o bom ao invés do melhor.

Repita isto: Existe o perigo – de se contentar com o bom – ao invés do melhor.

Esse é o perigo mais comum aos crentes... É a tentação mais freqüente: a de escolher o bom ao invés do melhor.

Mas para não sofrer esse perigo, você tem que ter QI (diga: tem que ter “QI”)... isso: tem "QI" pro seu quarto... "QI" fazer oração... "QI" buscar a Deus!

o Sl 106.15, que fala: “Deu-lhes o que pediram, mas mandou sobre eles uma doença terrível”.

Esse verso faz referência ao texto de números 11:4 a 34-

Então, a história de Israel, a partir daí, mostra para nós como realmente existe o perigo de se escolher o bom ao invés do melhor.

Por isso o Sl 106 diz:

A escolha do bom ao invés do melhor, pode resultar na perda de uma oportunidade que não voltará mais...

Deus está falando ao seu coração? Será que por estes dias, em sua vida, você está sendo tentado a escolher o que é bom ao invés do melhor, pelo fato do que é bom já ser do seu agrado, do seu domínio, do seu prazer? ...e o que é melhor, ser algo ainda não experimentado, não completamente conhecido?

Ouça: O perigoso não é escolher o que é novo; o perigoso é se contentar com aquilo que é bom.

Novamente o Sl 106 diz: o Senhor “Deu-lhes o que pediram, mas fez definhar-lhes a alma”. VOCÊ QUER ISSO?

Esse é o perigo mais comum para os crentes... não é o de se desviem da fé.

O perigo mais comum para o crente, a tentação mais freqüente aos crentes, é a de escolher o bom de Deus ao invés do melhor de Deus.

Quantos crentes há, satisfeitos com aquilo que é bom, contentes por já terem o bom? ...dizem:

Estamos salvos do inferno, isso é bom!

Somos membros de uma igreja, bom!

A minha igreja trabalha domingo e terça-feira, bom!

Eu já canto, oro, leio a Bíblia... bom!

Entrego o dízimo... Bom!

Mas, amados, a Bíblia diz que temos asas como de águias; isto fala de subir às alturas, aos lugares cada vez mais altos, aos cumes dos montes e experimentar o melhor de Deus!

Conclusão

Se hoje, você está parado naquilo que é o bom de Deus, recorde-se da revelação de 1Co 2.9: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam”

As melhores coisas de Deus ainda estão por ser conquistadas e experimentadas.

O melhor de Deus ainda está por vir!

Vamos, pois, buscar a Deus em oração... se submetermos a nossa vontade à vontade dEle, não iremos correr o perigo de escolher o bom ao invés do melhor... porque Ele mesmo nos guiará

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

TIPOS INÚTEIS DE FÉ

Existem dois meios pelos quais um homem pode perder sua alma. Quais são eles? Ele pode perdê-la por viver e morrer sem nenhuma fé. Ele pode viver e morrer como um animal, ímpio, ateisticamente, sem a graça e incrédulo. Este é um caminho seguro para o inferno. Cuidado para não andar por ele. Ele pode perder sua alma por aceitar determinado tipo de fé. Ele pode viver e morrer contentando-se com um cristianismo falso e descansando numa esperança sem fundamento. Este é o caminho mais comum que existe para o inferno. O que quero dizer com fé inútil? Em primeiro lugar, uma fé é totalmente inútil quando Jesus Cristo não é o principal objeto e não ocupa o lugar principal. Existem portanto, muitos homens e mulheres batizados que praticamente nada sabem sobre Cristo. A fé deles consiste em algumas noções vagas e expressões vazias. “Mas eles crêem, não são piores que outros; eles se mantêm na igreja, tentam fazer suas obrigações; não prejudicam a ninguém; esperam que Deus seja misericordioso para com eles! Eles confiam que o Poderoso perdoará seus pecados e os levará para o céu quando morrerem”. Isto é quase a totalidade da sua fé. Mas o que estas pessoas sabem de fato sobre Cristo? Nada! Nada mesmo! Que relação experiencial eles têm com Seus ofícios e obra, Seu sangue, Sua justiça, Sua mediação, Seu sacerdócio, Sua intercessão? Nenhuma! Nenhuma mesmo! Pergunte-lhes sobre a fé salvífica; pergunte-lhes sobre nascer de novo do Espírito; pergunte-lhes sobre ser santificado em Cristo Jesus. Que resposta você terá? Você é um bárbaro para eles. Você lhes perguntou questões bíblicas simples, mas eles não sabem mais sobre elas, experimentalmente, do que um budista ou um mulçumano. E mesmo assim, esta é a fé de centenas de milhares de pessoas por todo mundo que são chamadas de cristãs. Se você é um homem deste tipo, eu o advirto claramente que tal cristianismo nunca o levará para o céu. Ele pode fazer muito bem aos olhos dos homens; pode ser aprovado no conselho da igreja, no escritório, ou nas ruas, mas ele nunca o confortará; nunca satisfará sua consciência; nunca salvará sua alma. Mas eu ainda tenho outra coisa a dizer. Uma fé é inteiramente inútil quando se une qualquer coisa a Cristo com respeito a salvação da sua alma. Você não deve somente depender de Cristo para salvação, mas deve depender de Cristo somente e exclusivamente de Cristo.Existem multidões de homens e mulheres batizados que professam honrar a Cristo, mas na realidade O desonram grandemente. Eles dão a Cristo um certo lugar no seu sistema religioso, mas não o lugar que Deus tencionou que Ele ocupasse.

Eu não me preocupo com o que você está juntando a Cristo. Se é a necessidade de unir-se a igreja de Roma, ou de ser um episcopal, ou um sacerdote independente, ou desistir da liturgia, ou de ser batizado por imersão. O que quer que seja que você acrescente a Cristo no que se refere a salvação, você ofende a Cristo. É horrível não ter nenhuma fé. Ter uma alma imortal confiada ao seu cuidado e negligenciá-la, é terrível. Porém, não menos terrível, é estar contente com uma fé que não lhe pode fazer nenhum bem. Não permita que esse seja seu caso.

J.C.Ryle

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A CRIANCICE DA IGREJA

O que caracteriza uma criança? Sabemos de algumas de suas características: a alegria, a espontaneidade, a sinceridade. Mas também a criança muitas vezes é irresponsável em seus atos precisando ser dirigida e orientada por um adulto. A criança ri das coisas sérias, não tem compromisso, é inconseqüente em suas atitudes. Nem sempre tem uma opinião coerente; às vezes, sua voz se junta a de outras para fazer coro, para apoiar ou vaiar, conforme seu estado de espírito no momento, ou simplesmente ir contra alguém porque não gosta dessa pessoa. Atualmente, a igreja cristã tem se caracterizado por uma infantilidade que chega às raias do absurdo. Isso acontece quando vemos igrejas que se desfazem por que como "meninos agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina (Efésios 4:14)", não são firmes em suas convicções, e qualquer sopro as faz cair. São as igrejas que correm atrás de modismos que fazem sucesso, mas derrubam. Igrejas têm sido irresponsáveis em sua atitude de julgar e condenar sem nem ao menos procurar entender. Criticam e ficam "magoados" quando são criticados, mas extasiam-se com os aplausos e muitos "amiguinhos" que vieram para brincar de igreja. São inconseqüentes em suas atitudes a ponto de deixarem de lado os feridos de alma em campo de batalha, abandonando-os à sua própria "sorte". O autor de Hebreus nos exorta ao dizer que no tempo em que deveríamos estar ensinando outros, necessitamos que alguém nos ensine "quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus (Hebreus 5:12). E completa dizendo: "Todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança". (verso 13). Quando nossa palavra como Igreja não tem a firmeza necessária para se for o caso, morrer pela palavra empenhada, nos fazemos iguais às crianças em que não há constância no seu querer e no seu falar. Ser uma igreja espiritualmente amadurecida e adulta leva tempo; talvez até o mesmo tempo que uma criança leva para crescer e deixar de ser criança. Nós temos que reconhecer que algumas coisas não devem ter mais lugar entre o povo de Deus, como ciúmes, contendas, brigas, mágoas, sentimentos feridos, porque como adultos, deveríamos aprender o valor de uma correção feita em amor. Que o Senhor Deus conceda a cada um de nós a sabedoria necessária para aprendermos a discernir não só o bem, mas também o mal que tem assolado nossas igrejas. Que sejamos ajuizados buscando ter na pessoa de Cristo Jesus nosso alvo, nosso exemplo maior, e desenvolvendo a cada dia, nossas vidas, rumando em direção ao conhecimento perfeito de Deus, o Pai. Que não mais sejamos comparados com as coisas negativas que caracterizam uma criança, mas sim, com aquilo que ela tem de melhor: sua pureza, sua alegria e o desejo ardente de agradar ao Pai. Ilkiss Lima Wilhelms

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O DOM DE SEPULTAR IGREJAS.

O Dom de Sepultar Igrejas

É um assunto sensível e delicado, mas acho que devo escrever sobre ele. É o caso de pastores que acabam ficando conhecidos, não pelas novas igrejas que abriram, mas pelas igrejas que sepultaram. A mão deles, ao sair das igrejas, quase sempre foi aquela que fechou os olhos do pobre cadáver eclesiástico.

Soube que os colegas de um desses, na gozação, haviam decidido entregar-lhe “a pá de ouro”, quando finalmente se jubilou para alívio de todos... (qué malos!) Os pastores com o ministério do “esvaziamento bíblico” são um problema para suas denominações, que ficam sem saber o que fazer com eles, após terem criado problemas em praticamente todas as igrejas por onde passaram. O pior é quando um pastor desses acaba obtendo algum poder político no âmbito da denominação, o que torna ainda mais difícil achar uma solução.

E que solução haveria para os pastores que têm um histórico crônico de problemas nas igrejas por onde passaram? Acho que se deve, em primeiro lugar, dar um crédito de bona fide. Será que o problema é realmente o pastor ou os conselhos e igrejas por onde, por azar, andou pastoreando? (há, de fato, conselhos, consistórios ou mesas diretoras conhecidos por trucidarem pastores. Mas, isso é assunto de outro post...)

Descontado este crédito, fica evidente que tem gente que errou na escolha do ministério pastoral como sua missão no mundo. Talvez esse engano não foi intencional. O zelo e o ardor de servir a Deus e de viver em contato com sua Palavra e a sua obra fazem com que muitos jovens cristãos, cheios de amor ao Senhor, busquem o pastorado como a maneira prática de realizar seus sonhos espirituais. A esses, muito pouco tenho a dizer, senão que podemos ser espirituais, zelosos por Deus, amantes de Sua Palavra e de sua obra em qualquer outro lugar além do púlpito. Há cristãos zelosos e sinceros que sinceramente erraram na vocação. Há também aqueles que viram o pastorado como meio de vida, ou que ficaram fascinados pelo prestígio que o púlpito e o microfone na mão parecem conferir aos que chegam lá. O pastorado exige mais que desejos profundos de santidade e paixão pelas almas perdidas. E obviamente, nunca será eficazmente desempenhado por quem entrou por motivos baixos.

Não estou dizendo que a prova da genuinidade da vocação é o sucesso numérico, pastorados longos em um único lugar e um histórico de saídas pacíficas de diferentes igrejas. Sei que números não dizem tudo. Nem saídas pacíficas de pastorados longos. Contudo, dizem alguma coisa. O problema se agrava porque em denominações históricas se incentiva o ministério em tempo integral. O pastor, via de regra, só aprendeu a fazer aquilo mesmo: realizar atos pastorais, elaborar uma liturgia, preparar sermões e estudos bíblicos, atender gente no gabinete, visitar os enfermos e necessitados, animar os cultos de domingo, fazer a sociabilidade da igreja, e por ai vai. Se sair do pastorado, não sabe praticamente fazer mais nada. Vai acabar abrindo uma igreja para ele, como muitos fizeram. Para evitar o problema, algumas denominações incentivam pastores bi-vocacionados, isto é, que além do ministério pastoral, tenham uma profissão secular.

Pastores com dom de fechar igrejas acabam se tornando um problema para todo mundo, especialmente quando eles vêm com um defeito de fábrica: a falta do “mancômetro”, um instrumento extremamente necessário para o ministério pastoral, que avisa quando está na hora de sair. Pastores sem mancômetro não conseguem perceber aquilo que todo mundo fica com receio de dizer-lhe abertamente: que de pastor mesmo, ele tem pouco ou nada. E que a melhor coisa que ele deveria fazer, era pedir para sair, e sair silenciosamente, sem fazer muito barulho.

Não posso deixar de admirar pastores que após algum tempo de ministério voluntariamente pedem para sair, ao perceber que cometeram um erro ao entrar. Conheci uns três ou quatro que fizeram isso, apesar de só me lembrar do nome de um deles. Tenho certeza que uma atitude dessas por parte de irmãos com o dom de enterrar igrejas agradaria ao Senhor. A ponto dele abrir-lhes portas para ganharem a vida de uma forma realmente digna e decente. Lembro-me da oração de meu sogro, o Rev. Francisco Leonardo, quando era reitor do Seminário Presbiteriano do Norte: “Senhor, manda para o seminário os verdadeiros vocacionados e coloca para fora os que não são”. Se mais diretores de seminários e conselhos de igrejas fizessem esse tipo de oração com mais freqüência, teríamos que entregar menos “pás de ouro” nos concílios.

REV. AUGUSTUS NICODEMUS

sexta-feira, 12 de março de 2010

QUANTO CUSTA SER UM CRENTE SANTO PRA VOCE









Tema: Quanto Custa Ser Cristão?


Texto : Lucas 14:28




Quantas não foram as vezes que as pessoas tem feito esta pergunta: "Quanto custa ser um Cristão?".



Ao comprar um terreno, ao construir uma casa, ao mobiliar as habitações, ao fazer planos para o futuro, ao decidir a instrução e estudos dos filhos, etc., seria sábio e prudente que nos sentássemos a considerar com calma os gastos que tudo isso implicaria.



As pessoas evitariam muitas moléstias e dores se ao menos fizessem a pergunta: "Quanto custa ser um crente verdadeiramente santo?" Estas perguntas são decisivas.



Muitas pessoas que pareciam iniciar bem a carreira cristã, mais tarde mudaram seu rumo e se perderam para sempre no inferno.



Vivemos em tempos muito estranho. Os acontecimentos se sucedem com extraordinária rapidez. Nunca sabemos "o que o dia nos trará", quanto mais o que nos trará o ano!



Você pode garantir que estará aqui na igreja no próximo mês, no próximo ano? Sendo um crente santo.


Esses textos abaixo nos da essa garantia.


FILIPENSES 1:6


JOÃO 10:28 E 29.


ROMANOS 8: 33 A 39


2 TS 3:3



Nos nossos dias vemos muitos fazerem confissões de sua religiosidade.



É muito comum vermos pessoas recebendo a Palavra com alegria, porém depois de dois ou três anos se afastam e voltam a seus pecados.



Os nossos dias requerem de cada um de nós um momento para refletirmos sob o custo o peso para nós não envergonharmos o nome do senhor Jesus. Temos que nos preocupar para que o nome do nosso Deus não seja escarnecido pelos homens ímpios.



Sem dúvida o caminho da vida eterna é um caminho delicioso, porém seria loucura de nossa parte fechar os olhos ao fato de que se trata de um caminho estreito e que a cruz vem antes da coroa.





1) O que custa ser um verdadeiro cristão?




Pra quem é um cristão de aparência não tem preso algum. Só requer que a pessoa assista aos cultos do domingo, duas vezes e durante a semana seja medianamente moralista.



Este é o "cristianismo" da grande parte dos evangélicos da nossa época. Se trata, pois, de uma profissão de fé fácil e barata; não implica em abnegação nem sacrifício.



Se este é o cristianismo que salva e o qual nos abrirá as portas da glória ao morrermos, então nós temos de alterar a descrição do caminho da vida eterna e dizer: "Larga é a porta e largo é o caminho que conduz ao céu".



Porém, segundo o ensino Bíblico, custa caro ser cristão. Há inimigos que vencer, batalhas que evitar e sacrifícios que realizar; deve-se abandonar o Egito, cruzar o deserto, carregar o peso da cruz e tomar parte na grande caminhada.



1) Custará seu amor à vida fácil.



Para correr com êxito a corrida ao céu se requer esforço e sacrifício. Temos vigiar diariamente e estar alerta, pois se encontrará em território inimigo.



1-Em cada hora e em cada instante deverá vigiar:


2-Sua conduta,


3-Sua companhia e os lugares que freqüenta.


4-Com muito cuidado haverá de dispor de seu tempo e vigiar sua língua,


5-Seu temperamento,


6-Seus pensamentos,


7- Sua imaginação,


Terá que ser diligente em sua leitura da Bíblia, em sua vida de oração,


Na maneira como passa o Dia do Senhor e participa dos meios de graça.



Certamente que não poderá conseguir perfeição em todas estas coisas, porém mesmo assim, não pode descuidar-se. (Pv.13:4).



2) Custará o favor do mundo.



Se desejar agradar a Deus deve saber que será depreciado pelo mundo. O mundo o engana, lhe ridiculariza, levanta calúnias contra você e o persegue e o odeia. Não deve se surpreender se as pessoas o depreciam e com desdém condenam suas opiniões e práticas religiosas. Lhe chamando de tolo, fanático, e inclusive que distorçam suas palavras e representem falsamente suas ações.: (Jo.15:20).



O que tem custado para você ser um crente santo?



Com amor Rev Márcio Gleison.



Estudo aplicado a IPB de Utinga BA. 04-03-10.

quarta-feira, 10 de março de 2010

ENOQUE

Aquele que andou com Deus

"Enoque viveu sessenta e cinco anos e gerou a Metusalém.

Andou Enoque com Deus; e, depois que gerou a Metusalém,

viveu trezentos anos; e teve filhos e filhas. Todos os dias de

Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos. Andou

Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.”

(Gn 5.21-24.)

Enoque não é um dos personagens bíblicos mais conheci­dos. Na verdade, ele pouco é mencionado nas Escrituras, e a maioria das pessoas nunca ouviu falar do seu nome. Enoque não passou à história como profeta, guerreiro, rei ou sacerdote. Nunca realizou um milagre, nem pregou um sermão nem fez nada memorável. Aparentemente, sua vida não chamou mais atenção na sua época do que o faz hoje. Entretanto, há algo que sabemos a respeito de Enoque: ele andou com Deus.

Extremamente discreto na terra, Enoque tornou-se uma ce­lebridade no céu. Foi um dos poucos homens que não experi­mentou a morte, pois Deus o levou diretamente para si. Assim como aquele patriarca, existem pessoas que jamais se tornarão famosas neste mundo - que nunca terão os seus nomes publi­cados nas revistas ou nos jornais — mas cuja história será regis­trada na eternidade. Será você uma delas? Com Enoque, apren­demos o fato de que é possível caminhar com Deus no mundo, para, um dia, andarmos com ele no céu.

O que significa andar com Deus?

Andar com Deus é conhecê-lo. Fazer a sua vontade. Sentir a sua presença. De fato, esta é a essência da fé cristã. O cristianis­mo não consiste num credo ou numa filosofia, mas num relaci­onamento. Há muitos que possuem uma religião, mas não uma relação. Conhecem doutrinas e observam rituais, mas não des­frutam de uma amizade sincera com o Criador. E por isso que Enoque é um personagem que tem tanto a nos ensinar. Não se fala que ele tenha professado um culto, guardado um código ou se envolvido numa cerimônia. Mas é dito que ele andou com Deus, e que o Senhor o tomou para si.

Certa ocasião, uma menina dava sua profissão de fé a fim de ingressar na igreja mediante o batismo. Devido à sua pouca idade, a congregação não estava segura de que ela estivesse preparada para dar esse passo. Então, alguém falou:

- Mariazinha, imagine que o diabo batesse à porta do seu coração. O que você faria?

- Isso é fácil, respondeu a menina. Eu diria: "Jesus, por fa­vor, você pode ir ver quem está batendo?" E quando a porta se abrisse, e o diabo desse de cara com ele, diria: "Desculpe, foi engano!", e sairia correndo.

Diante de tal resposta, todos se mostraram favoráveis ao ba­tismo da menina. Havia ficado claro que ela possuía um relaci­onamento com Cristo.

Você tem uma religião ou uma relação? A intimidade com o Altíssimo é a nossa maior necessidade. O salmista escreveu: "Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma" (Sl 42.1). Há um vazio no nosso peito que só o Senhor pode preencher. No fundo da alma de todo ser huma­no, sobrevive o desejo de andar com Deus. E Deus, por sua vez, deseja andar conosco. Ele se fez carne e habitou entre nós na Pes­soa de Cristo. "Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)." (Mt 1.22,23.)

Como podemos andar com Deus?

Enoque provou que andar com Deus é algo possível, e que nunca é cedo para iniciarmos o aprofundamento da nossa vida espiritual. Afinal, ele alcançou uma notável intimidade com o Senhor, tendo "apenas" trezentos e sessenta e cinco anos! Claro que, para nós, isso parece um exagero. Mas, se considerarmos a idade que a Bíblia atribui aos contemporâneos de Enoque (seu pai, Jarede, viveu novecentos e sessenta e dois anos, e seu filho, Metusalém, novecentos e sessenta e nove), ele ainda era um "garoto" quando Deus o levou. Há muitos que pensam que a preocupação com os valores espirituais deve ser deixada para a velhice. Enoque, entretanto, ainda jovem andou com Deus.

Existem muitos recursos que o Senhor coloca à nossa dispo­sição para nos ajudar a conhecê-lo melhor. A leitura da Bíblia, a prática da oração, o louvor, a meditação, o culto e o jejum são alguns deles. Provavelmente, ninguém irá muito longe se des­prezar essas disciplinas espirituais. Contudo, nenhuma delas se constitui numa prática mágica. Elas são meios, e não fins em si mesmas. Fundamental é a nossa postura. É o nosso desejo sin­cero de caminhar com Deus.

Quem quiser andar com Deus deve procurar harmonizar a sua vontade com a dele, pois, como diz a Bíblia; "andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?" (Am 3-3.) Deve buscar uma vida de santidade, pois "eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separa­ção entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça" (Is 59.1,2). Mas, acima de tudo, precisa decidir andar com Jesus, pois só ele nos leva ao Criador. "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim", disse o Mestre (Jo 14.6). Andar com Jesus é andar com Deus.

Qual é o resultado de andar com Deus?

Quando andamos com Deus, desfrutamos suas bênçãos. Colhemos todas as dádivas e dons que ele semeou em nosso caminho. Mais do que isso: quando andamos com Deus, des­frutamos seu caráter. Tornamo-nos, cada dia, mais parecidos com ele. Duas pessoas que passam muito tempo juntas acabam se assemelhando, não é mesmo? Assim também o Espírito San­to vai, na medida em que caminhamos com Deus, forjando em nós a mente de Cristo. Finalmente, quando andamos com Deus, desfrutamos sua companhia. Ao deixarmos a vida na terra, passamos a gozar, eternamente, as venturas do céu. Foi isso o que ocorreu com Enoque. A Bíblia diz que "pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara: Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus" (Hb 11.5).

Tal como aconteceu com Enoque, é certo que, se andarmos com Deus na terra, caminharemos com ele no céu. O tipo de vida que levamos aqui não será muito diferente daquele que teremos na eternidade, pois aqueles que optaram por afastar-se do Senhor serão banidos da sua presença, e os que procuraram aproximar-se dele, o verão face a face. De certo modo, céu e inferno nada mais serão do que a concessão, aos homens, da­quilo que eles priorizaram, elevado à sua máxima potência.

Pare por um instante e reflita: que tipo de vida você leva agora? Que tipo de existência terá na eternidade? Não é sábio ignorar tal questão, pois o tempo passa para todos, e estamos, a cada dia, mais perto de encontrarmos o Criador. O Padre Antô­nio Vieira, um dos maiores escritores do Brasil colonial, disse: "O terrível da morte não é o fim da vida, mas o começo da eternidade". Mas isso só é verdade se, em nossa existência terrena, optamos por caminhar longe de Deus. Tal opção impli­ca um total desperdício - da vida e da eternidade. Se a nossa escolha, porém, for por uma comunhão íntima, não teremos o que temer. Deus tomou Enoque para si. Ele fará o mesmo com qualquer um que se dispuser a caminhar com ele.

Enoque andou com Deus. E, ainda hoje, anda com ele, no céu. E quanto a você? As poucas linhas que falam sobre o patri­arca devem despertar, no seu interior, o desejo de buscar a co­munhão com o Senhor. "Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança." (Rm 15.4.) A história de Enoque não ficou registrada na Bíblia por causa dele, e sim por sua causa. Ela deve evocar, em sua alma, uma resposta de devoção.

Conta uma lenda que certa cidade foi coberta pelas águas de uma represa. Ruas, casas, praças, igrejas... tudo ficou submerso. Ainda de acordo com a lenda, nas noites de luar, quando o vento soprava mais forte, os pescadores conseguiam ouvir, de dentro dos seus barcos, o badalar dos sinos das catedrais enco­bertas. O balanço das ondas agitava os sinos, fazendo com que, das profundezas do lago, eles vibrassem os seus acordes numa saudosa melodia.

E você? Neste momento, quando lê sobre a história de Enoque - aquele que andou com Deus - não sente que se movimen­tam, nas profundezas da sua alma, pensamentos e emoções? Não percebe se agitarem, em seu peito, as notas da mais pura verdade, dizendo-lhe que para isso você foi criado, e que nisso residirá sua paz? Acredite: eu e você fomos feitos para caminhar com o Senhor! Então, não perca tempo. Não desperdice as opor­tunidades. Faça como Enoque. Disponha-se a andar com Deus.

segunda-feira, 8 de março de 2010

DEPOIS DA MORTE O QUE?




Depois da morte o que?


Um ensino bíblico sobre: o céu e o inferno.




TEXTO: Marcos 9:42 a 48.


Tema: Existe o Inferno de Fogo?



Introdução


A doutrina da existência de um inferno de fogo’ tem despertado a atenção dos homens de todos os séculos. Os Pensadores têm rejeitado o cristianismo por causa de tal doutrina; os jovens têm abandonado a crença em Deus, pois pensam: “Não posso crer em um Deus que para demonstrar sua justiça tenha de atormentar no fogo a alma de uma pessoa eternamente; Ele não existe...”.



Muitos têm saído das fileiras do cristianismo por causa deste assunto.



O inferno de fogo existe hoje ou existirá em um futuro? Por quanto tempo?



Antes de qualquer coisa temos que examinar as palavras que são usadas para inferno no texto bíblico. São três palavras.



1-Sheol.


Este vocábulo aparece 62 vezes no Velho Testamento.


Sheol era o lugar para onde iam os mortos, por isso é sinônimo de sepultura, ou lugar de silêncio dos mortos. Sheol nunca teve em hebraico a idéia de lugar de suplício para os mortos. Salmo 16:10, Gênesis 42:38, 1 Sm 2.6.


o termo sheol é empregado no sentido abstrato de morte, poder da morte e perigo da morte.




2- Hades


É usada apenas 10 vezes no Novo Testamento: Mateus 11:23; 16:18; Atos 2: 27,31; Apocalipse 1:18; 6:8; 20:13,14.



hades é o designativo neotestamentário de sheol.



Quando sheol e hades designam uma localidade no sentido literal da palavra, referem-se, ou àquilo que geralmente denominamos à sepultura.



3- geenna


A palavra neotestamentária, que denota o lugar final de punição, é geenna, geralmente traduzida por inferno.



Geena vem do vocábulo hebraico significa Vale do filho de Hinom. Nesse vale havia uma elevação denominada Tofete, onde ímpios queimavam seus próprios filhos.



2 Reis 16.3; 21.6; e especialmente Jr 32.35. Este era um vale ao sul de Jerusalém, onde, às vezes, pais ofereciam seus filhos como sacrifício ao deus amonita Moloque, nos dias de Acaz e Manassés



No futuro esse lugar se tornou depósito do lixo proveniente da cidade de Jerusalém. Juntamente com o lixo vinham cadáveres de mendigos, ladrões e criminosos encontrados mortos na rua. Estes corpos, ás vezes, eram atirados onde não havia fogo, aparecendo os vermes que lhes devoravam as entranhas num espetáculo aterrador.



Marcos 9: 42 a 48 É a este quadro que Jesus se refere.



Por estas circunstâncias, este vale se tornou desprezível e amaldiçoado pelos judeus e símbolo de terror, da abominação e mencionado por Jesus com estas características.



Ser atirado á Geena ao a morrer, era sinônimo e desprezo ao morto, abandonado pelos familiares, não merecendo ao menos uma cova rasa, estando condenado á destruição eterna do fogo.



A palavra geenna passou a ser usada como designação para o fogo escatológico do inferno e para o lugar da punição.



Ao continuarmos a observar o uso desta palavra, ficará claro que a punição de geenna é sem fim. Uma dor sem fim.



A biblia fala de fogo, mas por que fogo? Sinonimo de dor de tormento de tortura. Lucas 16: 24.



Espirito sente dor? Exodo 3:2


Os mortos ao ressuscitar terão um corpo?



Mateus 10.28, Mateus 5.29-30, a saber, que os sofrimentos do inferno envolvem tanto o corpo como a alma e, por isso, pressupõe a ressurreição do corpo.



1 Corintios 15: 35 a 44. os crente fiel ressucitaram com corpos e vao ao Céu os impios também ressutaram com seus corpos e receberam a devida punição.



Jesus utilizou a ilustração do vale do filho de Hinom para mostra que esse vale por mais detestável, horrível tenebrosos que fosse o fogo dele acabaria, mas o fogo eterno não, imagine você um fogo que nunca se apaga e os vermes nunca ficam satisfeito. Ele vai róe os habitantes do inferno, comendo-os incessantemente e não lhes dando repouso.



Exodo 3:2 a sarça ardia e não se consumia é mais aumenos uma replica dessa sarça que se queimava e não se consumia, o fogo queimará os impios, mas eles não serão consumidos.



Gemendo eternamente é isso que você quer?



Jesus nos chama para uma eternidade de paz e muita alegria ao lado dele.



Pese nisso: onde você vai passar sua eternidade?



Estudo aplicado a IPB Utinga em 2009.


Com Amor Rev. Márcio Gleison.



CORONEL JOÃO DOURADO (1854-1927)

Alderi Souza de Matos João da Silva Dourado nasceu em Caetité, sul da Bahia, no dia 7 de janeiro de 1854. Era filho de João José da Silva Do...