sexta-feira, 16 de abril de 2021

Adolescência: Uma mentira de Satanás.


A mentira de um conceito baseado em um falso modelo dos evolucionistas: Adolescência.
Uma idade em que supostamente somos rebeldes e em luta por “liberdade”.
Isto não é visto na Bíblia. E nem na maior parte das culturas e em quase toda a história. É uma idéia recente que nada faz além de produzir coisas ruins.

“Portanto, pelos seus frutos os conhecereis”. (Mat. 7:20)

A verdade é que, por causa da mentira da “adolescência”, o crescimento dos rapazes e das moças é interrompido.
Na “adolescência” ninguém quer ser chamado de menino. Passa-se de menino para adolescente. Um lugar muito cômodo de se estar. Você sabe que não é um homem e ninguém vai lhe chamar de homem, mas também não vai chamá-lo de menino.., Mas de “adolescente”. Continua-se a agir como menino, mas sem receber este título. O crescimento é interrompido.

Ninguém diz a um “adolescente” que se ele não é um adulto, não deve fazer coisa de adultos. O típico “adolescente” quer fazer coisa de adulto, desde que não assuma responsabilidade por elas. Assim, um rapaz de 16 anos relaciona-se com uma menina sem estar disposto e nem com capacidade de assumir responsabilidades por esta menina. Qual o resultado disto? “Rapazes” de 30, 40 anos ou mais que nunca cresceram. O mesmo se vê em relação às meninas. Elas nunca começam a serem mulheres piedosas e maduras… Nunca.

A primeira responsabilidade de um homem é com sua esposa, dando a vida por ela, da mesma forma que Cristo deu pela Igreja (Ef. 5:25). Depois vem a imensa responsabilidade com os filhos, formando-os em todo tempo, todos os dias… O dia todo (Deut. 6: 6-9). E por seguinte os demais interesses do Reino de Deus (incluindo ministério etc.), pois que importa o homem ganhar o mundo todo e perder sua família (I Tim. 3: 2-5). E criar filhos é um trabalho duro. Quando o homem chega em sua casa, não deve procurar diversão, mas assumir sua responsabilidade como marido e pai.

Isto é ser um homem de verdade. Talvez seja por isso que a maioria que não quer ser um homem (conforme as Escrituras Sagradas e não segundo o mundo).
Não há tempo para brincadeiras e nem para si mesmo… É morrer para seu ego e entregar sua vida pela família, encontrando maior alegria que achada no egoísmo. Os especialistas, segundo o mundo, mudaram isto para algo tenebroso.

As crianças não estão sendo ensinadas pelos pais. Em geral não há ensino bíblico no lar. Só há quando a criança faz algo ruim. Não há qualquer esforço sistemático de investimento de vida e tempo nos filhos. Eles serão enviados às “escolas cristãs” a ou à “escola bíblica dominical” para serem ensinados. Os pais terceirizam até para desconhecidos suas obrigações. A regra geral é que o caráter de um jovem é moldado por outros jovens e pelos meios de comunicação (que continuam afundando cada vez mais em densas trevas).

De acordo com as Escrituras, o homem sai para conquistar a sua esposa. Nunca o contrário. A jovem está sob autoridade de seu pai até o dia de seu casamento, quando passará a estar sob autoridade de seu esposo. Esta é o ensino bíblico, que é praticado até por culturas antibíblicas.

O que nós temos? Junta-se vários rapazes que não treinaram para serem homens maduros (responsabilidade, integridade, caráter, seriedade etc.), com várias moças que, de igual modo, não foram treinadas a serem mulheres maduras (integridade, virtude, conhecimento etc.). Essas moças são lançadas em um caldeirão de jovens cujos hormônios estão subindo, sem nenhuma estrutura de um homem maduro. Qual o resultado? Um império de carnalidades, impurezas e coisas semelhantes.

A Bíblia é verdadeira, e a verdade é a única coisa que temos. Ser cristão de mente e pagão de comportamento é algo inútil. No meio cristão, as práticas mundanas são amplamente aceitas. Você pode encontrar alguém ferido em sua testa. E perguntar a ele: O que aconteceu? E ele responde: Eu não sei, eu tenho isto há anos. Então um dia você decide segui-lo. Você descobre que ele bate fortemente dez vezes a própria cabeça em um telefone público. Você vai a ele e explica que as feridas dele são causadas por aquele ato. Mas ele não entende e insiste que não sabe a razão dos ferimentos.

O mesmo pode ser dito em relação ao cristianismo atual. Por que as famílias estão confusas? Por que as vidas das pessoas estão confusas? Por que a paz é algo raro? Por que fracassam os relacionamentos? Por que as pessoas se sentem tão vazias? Por que…?

“Ai, nação pecadora, povo carregado de iniqüidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores; deixaram ao SENHOR, blasfemaram o Santo de Israel, voltaram para trás. Por que seríeis ainda castigados, se mais vos rebelaríeis? Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres não espremidas, nem ligadas, nem amolecidas com óleo”. (Is. 1: 4-6)

O cristianismo é mais do que agarrar em algumas crenças genéricas e passar por ritos de confissão de fé, orações e etc. É conversão verdadeira. O Senhor quer aperfeiçoar sua obra em nós (Fp. 1:6)

O que significa ser homem? Estar maduro para liderar espiritualmente uma mulher. Dar a sua vida por ela. Ter integridade e caráter. Nunca deixá-la e ter capacidade de cuidar dela economicamente (não viver a sombra dos pais). O que significa ser uma mulher? Alguém que fixa seus olhos no propósito de Deus para sua vida, bem como escolhendo imitar mulheres piedosas, segundo os critérios bíblicos (Tito 2: 3-5).

Quem está ensinando sobre família perante o mundo? As feministas e homossexuais. Eles estão devastando tudo. Os homens não conseguem mais agir como homens. Esta geração de jovens pode ser chamada de “leva de shopping”. São fracos e pálidos meninos que buscam diversões e vagam pelos shoppings como crianças que se recusam a crescer. Não são jovens que trabalham, perseveram, lutam, estudam e pensam. Eles chegam aos 30 anos agindo da mesma forma.

As meninas bem sabem o que o mundo pensa sobre beleza. Elas se vestem conforme o mundo. Deus tem sido rejeitado e o mundo tem sido abraçado. E elas têm o grotesco, o feio e o sujo, destruindo sua feminilidade e sua verdadeira beleza, abolindo a elegância e substituindo tudo pela sensualidade. Um homem pode apreciar uma mulher por sua beleza traduzida em elegância e feminilidade, sem qualquer impureza, mas uma mulher sensual exala algo maligno. Elegância e feminilidade vêm de Deus, a sensualidade procede do inferno. Satanás tem avançado destruindo a verdadeira beleza da mulher.

Antigamente um rapaz que pusesse a mão nos ombros de uma moça receberia uma repreensão. Mas atualmente as mulheres agem como se fossem um desses rapazes. E isso é uma obra maligna. O movimento feminista tem destruído a beleza que Deus deu a mulher. As mulheres desprezam tanto a posição que Deus planejou para elas, que perderam o respeito dos homens. Muito bom seria que isto fosse uma dissecação do que há entre as mulheres que não se declaram seguidoras de Cristo. Mas é uma terrível realidade entre a maioria que diz segui-lo.

“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia… E coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”. (Gal. 5:19, 21)

“Fuji de toda a aparência do mal”. (I Tess. 5:22)

“Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor”. (I Tim. 2:22)

“[Admoesta] As mulheres idosas, como a mães, às moças, como a irmãs, em toda a pureza”. [Palavra de Paulo ao jovem Timóteo] (I Tim. 5:2)

Qualquer relacionamento entre solteiros deve guardar toda a pureza. Sem exceção. Nunca um rapaz e uma moça devem estar em um ambiente a sós. A Bíblia ensina a resistir ao Diabo pela fé, mas manda fugir da impureza e da aparência do mal. A carne é mais perigosa que o próprio Diabo. O namoro é parte do casamento. Nunca antes dele. Escapar da impureza não é apenas com jejum e oração, é apartar-se de toda situação que favoreça sua existência. [Se você não quer degustar os tenebrosos frutos do pecado, saia do pomar de Satanás]. Essas palavras aborrecem ao impuro. Muitos sabem e rejeitam tudo isto. E seguem com suas vidas na prática da impureza.

Como um casamento deveria ser sempre construído?

Dois jovens com pais piedosos (raridade). De um lado, um rapaz que tem sido treinado por seu pai desde sua infância, ensinando-lhe coisas para moldá-lo como um homem. Para isto, esse pai sacrificou tudo, inclusive sua vida profissional. Esse pai deu sua vida por sua esposa e filhos. Aos 18 anos, tendo um pai como este, você pode trabalhar o dia todo, pois nunca conheceu frivolidades estúpidas. E então se interessou por uma moça, que viveu sob o mesmo cenário, ensinada por sua mãe na Palavra e no exemplo, a ser uma mulher piedosa e tendo com modelo de homem um pai que a inspirou a amar ao Senhor.

Esse rapaz vai ao seu pai e fala-lhe do seu interesse pela moça, para sua avaliação. E o pai diz que ainda não é tempo, que há mais coisas a aprender. O que ele deve fazer? Obedecer a seu pai. Mas também é possível que ele diga que está orgulhoso da forma que seu filho se tornou um homem, com todas as qualificações que Deus quer para liderar uma família. E considera que a moça tem qualificações. Então, o que ele permitiu? Que o filho vá ao pai da moça e não a ela. Pois essa moça está sob a autoridade do pai dela e isto deve ser honrado.

Você então tem uma conversa com ele (uma coragem de um homem maduro) e diz: Tenho orado sobre sua filha, considero-a uma mulher piedosa e gostaria de seguir adiante com este relacionamento. O pai da moça, conhecendo a integridade e a vida espiritual do rapaz, diz: Vou pensar a respeito e falarei com você. Ele não diz: Vou perguntar a minha filha. Ele protege a sua filha para não ser confrontada por outro homem a não ser ele mesmo.

Num cenário, o pai vai à filha e ela diz não. O pai a conduz a orar sobre o assunto. A resposta continua não. Então o pai vai ao rapaz e diz não. Ele não disse que a filha disse não, para não colocá-la em conflito com outra pessoa. E o rapaz, estendendo a autoridade do pai, respeita e aceita sua decisão.
Mas se a moça diz sim, de forma entusiasmada. O pai a conduz a orar sobre o assunto, pois as emoções são perigosas. Ela ora e ele ora. A mãe também ora. Parece bom. O Pai solicita uma reunião com o rapaz e seus pais. E juntos planejam tudo na vida dos jovens até se casarem, principalmente em relação à forma como eles se conhecerão melhor, sem contatos físicos. Daí eles decidem se é de Deus ou não um casamento entre eles. Se positivo, eles chegam ao altar totalmente puros.

[Isto parece loucura para esta geração “teen”]

Sintetizado pelo site Rei Eterno de uma minitração de Paul Washer

POR  · 07/05/2014

quinta-feira, 15 de abril de 2021

A Ciência nos Salvará

 


 

 


Eu não sou obtuso nem ignorante, nem negacionista ou anti-científico, mas como teólogo e homem de fé, essa frase acima tem me causado profunda inquietação e vou dizer porquê. Acho que, ao colocarmos nossa confiança na Ciência, podemos deixar de depender de Deus. Dessa forma, podemos transformar a Ciência em um ídolo e colocarmos Deus em segundo plano. Vale lembrar que o primeiro mandamento condena exatamente a atitude de transformar Deus em algo secundário, e não a prioridade em nossa vida, pois diz: “Não terás outros deuses diante de mim”.


Podemos, perigosamente, deificar, idolatrar e sacralizar a Ciência, que também possui suas lacunas e contradições. A bem da verdade, muitas vezes a Ciência se vende nos altares do sucesso, da ganância, da riqueza e do poder. Ela deixa de ser neutra para servir determinados interesses pessoais ou políticos.


O Dr. Paulo F. Ribeiro, doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade de Manchester, na Inglaterra, professor em universidades nos Estados Unidos, Nova Zelândia e Holanda, afirma que, como cientista e cristão, não vê incongruência entre fé e Ciência, mas em seu artigo Em quem confiar: na Ciência ou na Fé? (Revista Ultimato, 20 de Maio 2020) levanta alguns questionamentos:


1 - Nem tudo o que é científico é necessariamente verdade. Ele cita A Teoria da Deriva Continental considerada provável em 1912 e que depois foi tida como completamente "errada" em 1940. Em 1950 tornou-se finalmente verdadeira, quando novos fatos e novas explicações se tornaram geralmente aceitos;


2 - Nem tudo o que é verdade é necessariamente científico. O mundo ingênuo dos sentidos não é menos real do que o mundo da física. "Os sentidos também têm sua verdade" (Kepler).


  3 - Nem todas as disciplinas científicas atingem o mesmo grau de certeza ou objetividade. Mesmo na Medicina, temos ainda muito o que aprender devido à complexidade do ser humano;


4 – Muitas vezes, devido à falta de dados precisos e à complexidade das questões, a comparação de modelos puramente científicos pode gerar uma não objetividade na certeza de suas efetividades.


 C. S. Lewis afirma que o ponto de vista puramente científico não pode conter todas as verdades, nem mesmo inteiramente a própria Ciência porque ela está em constante movimento e é dinâmica em sua essência. Por isso confiamos na Ciência, mas não desprezamos a fé que é transcendental.


O Profeta Jeremias afirmou: “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte na sua força, nem o rico, nas suas riquezas. Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor” (Jr 9.23,24). Na hora da dor, da aflição e da desesperança nos recursos humanos e na própria Medicina, ainda podemos crer em um Deus de milagres, que sempre está acima da Ciência.


Nossa confiança não pode repousar na ciência que também possui suas limitações. O Salmista diz: "Elevo os olhos para os montes, de onde me virá o socorro? O Meu socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra". A ciência e a pesquisa é uma benção, mas nossa salvação não se encontra nela, mas em Deus.


Rev Samuel Vieira.

sábado, 6 de março de 2021

O Risco de Pactos levianos

 

Josué 9 


Introdução

 

Muitos já sofreram por se envolverem em pactos, alianças e parcerias com pessoas erradas e com negociações mal analisadas. O resultado é muito sofrimento.

 

Por isto a recomendação da Bíblia é séria e grave: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” (2 Co 6.14-17).


A ideia é de que não é possível compartilhar uma canga com alguém cuja filosofia de vida, convicção e valores seja completamente diferente do evangelho. Apesar disto, muitos insistem em alianças com pessoas que resistem a andarem com Deus.

 

Uma aliança deve ser considerada com todas as suas implicações.

§  A Bíblia é um livro de alianças.

§  O Deus da Bíblia é o Deus dos pactos

§  Van Groninken afirma que a palavra mais bíblica é “aliança”.

 

O primeiro pacto, das obras, foi feito de Deus com Adão. Como sabemos, Adão quebrou o pacto.

 

O segundo pacto é o da graça:

Todo o AT encontra-se debaixo da graça. Os homens do AT são salvos através da da graça. A promessa foi dada a Abraão (Gl 3.16). Abraão creu em Deus e isto lhe foi imputado para justiça (Gn 15.6). A lei foi dada apenas para impedir o avanço do mal, era uma forma restritiva. A Lei não foi uma aliança, conforme Gl 3.19.

 

Deus leva a sério nossos pactos:

Ec 5.4-5: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras.”

 

Votos importantes:

 

1.     Voto de batismo: Nossa confissão de fé é algo séria. Declaramos nossa compreensão do que Cristo fez por nossas vidas, de que cremos na autoridade das escrituras sagradas, na

 

A Confissão de Fé de Westminster diz: “Os sacramentos são santos sinais e selos do pacto da graça, imediatamente instituídos por Deus para representar Cristo e os seus benefícios e confirmar o nosso interesse nele, bem como para fazer uma diferença visível entre os que pertencem à Igreja e o resto do mundo, e solenemente obrigá-los ao serviço de Deus em Cristo, segundo a sua palavra.

Rm. 6:11; Gen. 17:7-10; Mat. 28:19; I Cor. ll:23, e 10:16, e 11:25-26; Exo. 12:48; I Cor. 10:21; Rom. 6:3-4; I Cor. 10:2-16.

II. Em todo o sacramento há uma relação espiritual ou união sacramental entre o sinal e a coisa significada, e por isso os nomes e efeitos de um são atribuídos ao outro.

Gen. 17:10; Mat. 26:27-28; Tito 3:5.”

(CFW cap 27 & 3,4).

 

2.     Os votos do batismo infantil: feitos pelos pais ao apresentarem seus filhos a Deus é um atitude séria. Os pais são representantes espirituais dos filhos diante de Deus. Isto é ao mesmo tempo um grande privilégio, (lembrar que nossos filhos pertencem a Deus, herança bendita do Senhor). E  também grande responsabilidade. Fazemos votos pelos nossos filhos. Oramos por eles, e os entregamos a Deus. Grande privilégio e responsabilidade!

 

3.     Votos do casamento. Da mesma forma podemos colocar os votos do casamento. Em Ml 2.14 Deus afirma: “E perguntais: Por quê? Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança.” (Ml 2.14).

 

Precisamos estar muito atento aos votos que fazemos. Deus é testemunha destes votos. Votos espirituais são sempre muito importantes, são formas de selos, são pactos.

 

Josué 9

Considerando a seriedade dos votos é que nos aproximamos de Josué 9

 

O povo de Israel foi enredado pelos gibeonitas. Quando o povo estava entrando na terra prometida, eles ficaram com medo de Israel e criaram um estratagema, para que assim Israel fizesse aliança com eles, e não fizessem guerra. Israel foi iludido, trapaceado, enganado.

 

Não é assim que tantas vezes acontece conosco? Fazemos alianças levianas, não consideramos as implicações e quando vemos, estamos enredados por contratos, assinaturas ou compromissos verbais que fazemos. Somos presos pela nossa ingenuidade.

 

Quais erros o povo de Deus cometeu?

 

A.   Israel não consultou o Senhor – Js 9.14 

 

Alianças precisam ser feitas com temor, prudência, entendimento. Pense bem antes de se comprometer. É isto mesmo que devemos fazer?

 

Pense na aliança do batismo dos filhos. Realmente estamos preparados para fazer tais votos diante de Deus?

 

Certa vez um casal me procurou para batizar seus filhos. Eles eram membros da igreja, mas estavam bem afastados. Quando conversei com eles, disse que ao apresentarem seus filhos deveriam fazer votos sérios diante de Deus, se comprometendo a trazer seus filhos à igreja, orar com eles e por eles, e eu achava que eles não estavam preparados para fazer tais votos. Disse-lhes que se eles começassem a frequentar a igreja, e então eu faria o batismo de seus filhos. Eles se comprometerem a participar da igreja e disseram que poderíamos fazer o batismo que eles queriam retornar à igreja. Eu batizei seus filhos alguns domingos depois, e creio que esta foi a última vez que os vi na igreja. Eles nunca mais apareceram. O voto deles não foi cumprido. Quão sério é esta atitude...

 

Certa vez um colega de ministério encorajou um casal da igreja a se casar, já que eles queriam se tornar membros da igreja. O casamento foi feito, a igreja se envolveu, se casaram, e depois de uma semana se separaram, apesar de todos os votos que haviam feito. O pastor  me compartilhou com sofrimento: “Me senti participando de uma farsa...”

 

Se você vai fazer uma aliança, ore ao Senhor. Pergunte a si mesmo se você quer realmente fazer tal voto, se quer fazer tal compromisso entenda o que você está fazendo. Não faça votos de tolos.   

 

B.    Israel não avaliou as informações

 

O texto bíblico diz: “Os Gibeonitas usaram de estratagema” (Js 9.4).

Um estratagema é artimanha, com informações mentirosas. “Eles vieram a Josué em Gilgal e disseram aos homens de Israel: viemos de um país muito distante e queremos que vocês fazem um acordo conosco” (The Messenger). “  (Js 9.6).

 

O povo de Deus assinou o contrato...

São negócios feito às escuras...

 

Nos EUA, há uma clássica recomendação: “Não faça negócios sem consultar um advogado e um contador”, isto é, precisamos de nos cercar de informações corretas, coletar os dados daquilo que nos dizem. Uma expressão no mundo de negócios diz: “show me the numbers”.

 

A mesma coisa deve ser feita em relação ao casamento.

Ninguém sabe realmente quem é o outro até passar a morar junto, mas alguns sinais são dados. Alguém afirmou que para se conhecer é necessário comer primeiro um saco de sal, juntos. Entretanto, podemos ver indícios: como esta pessoa lida com sua fé, suas convicções, valores. Como se relaciona com a ética, com dinheiro e trabalho, como trata sua família.

 

Eis alguns passos que podem orientar:

 

i.               Veja como é o compromisso desta pessoa com Cristo. “Venha devagar e veja quanta coisa boa há em mim, ou venha depressa e eu saberei quantas ruins há em você”.  Seu discipulado é serio com Cristo? Esta pessoa ama de fato a Jesus?

 

ii.              Veja como esta pessoa lida em situações provocativas...

a.     Ira

b.     Agressividade

c.     Mau humor

 

iii.            Veja como esta pessoa lida com a família

a.     Tratamento pais, irmãos, amigos.

b.     Respeito aos pais

 

iv.            Veja quais são seus valores. Quando lida com dinheiro, contratos, sexualidade, negócios.

 

Israel recebeu de forma ingênua as informações que vieram dos gibeonitas. O povo de Israel já tinha, desde aquela época, um bom serviço de espionagem. Por que, então, não fizeram uma pesquisa para saber qual era a realidade, se as informações eram autenticas e confiáveis?

 

C.    Israel colocou o nome do Senhor no negócio, sem avaliar os perigos – Js 9.9 “Nós lhe juramos pelo Deus de Israel”.

 

A recomendação de Jesus no sermão da montanha

 

Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei; nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.”( Mt 5.33-37).

 

Não coloque o nome de Deus em transações suspeitas e mal planejadas. O Terceiro mandamento nos adverte: “Não tomarás o nome do teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”(Ex 20.7). Muitos estão comprometendo o nome de Deus.

 

Na sociedade moderna o nome de Deus tem pouco valor. Já viram o juramento solene de posse da presidência dos EUA? As pessoas eleitas colocam a mão sobre a bíblia. Será que este gesto tem algum valor real? Eles consideram seriamente o que fazem? Por que os antigos faziam isto? Porque o nome de Deus era sério, não dava para brincar...

 

Resultados de alianças mal avaliadas. Os judeus não puderam ocupar plenamente a terra. Ficaram sempre presos aos votos que fizeram. Os gibeonitas sempre estariam no meio do povo de Deus, impedindo o avanço e a plena realização da tarefa que lhes havia sido dada por Deus.

“Josué concedeu-lhes paz e fez com eles a aliança de lhes conservar a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram juramento. Ao cabo de três dias, depois de terem feito a aliança com eles, ouviram que eram seus vizinhos e que moravam no meio deles.” (Js 9.15,16).

 

...“ao cabo de três dias...” Seria tão fácil avaliarem melhor e mais cuidadosamente, mas não o fizeram. (Js 9.16). A Bíblia afirma: “”Os simples passam à frente e sofrem a pena. Os prudentes veem o mal e se esquivam”. Prudência e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém...Um pacto mal feito sempre traz dor de cabeça.

 

Casamentos desfeitos: separação, bens acusações, luta pelos filhos

Sociedades rompidas: papelada, cartório, juiz, protestos, ações ajuizadas.

 

Não faça alianças

-       Sem considerar o Senhor

-       Sem olhar cuidadosamente

-       Comprometendo por juramento o santo nome do Senhor.

 

Conclusão:

A grande aliança

 

A grande e indispensável aliança, a perfeita aliança, o pacto do qual não precisamos suspeitar encontra-se por toda parte nas Sagradas Escrituras. Todos os votos, juramentos, alianças VT, são sinais acerca de Cristo, apontam para Jesus.

 

Quando ele estava na cruz, uma das afirmações foi feita: Tudo está pago!  Jesus honrou o contrato feito com o Pai. A dívida foi paga! Os teólogos chamam isto de pacto da redenção, feito na eternidade, não entre Deus e os homens (que falharam), mas no conselho trinitário. Pai, Filho e Espírito Santo. Jesus morre em lugar dos pecadores. Esta é uma aliança com implicações eternas.

Rejeitar esta aliança feita no conselho trinitário, é rejeitar a oferta de Deus que nos é feita por meio de Cristo. tem implicações espirituais eternas. Deus nos convida para uma aliança de sangue, um pacto de amor, de relacionamento.

 

“é meu, somente meu, todo trabalho...

e teu trabalho é descansar em mim”.

 

Nossa parte no acordo? Aceitar a oferta do Pai, feita por meio de Cristo.

Rejeitar esta aliança é fatal

 

O julgamento de Deus é este: que a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas que a luz, porque as suas obras eram más.” (Jo 3.19).  

Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” (Jo 3.36).

 

Fazemos tantas alianças sem considerar as implicações dos votos assumidos. Da mesma forma, podemos deixar de aceitar o pacto mais radical e eterno que foi feito por Deus a nosso favor. Assuma este pacto, receba-o! Viva nele! Este pacto traz vida, alegria e salvação. 

sábado, 13 de fevereiro de 2021

O melhor conselho sobre casamento que você jamais receberá.

 

Um dos motivos mais comuns para desentendimentos na vida é também um dos maiores problemas no casamento.




As relações humanas são sempre problemáticas devido às interações. Só não haveria problemas se ninguém pensasse ou falasse. Por isso sempre que duas (ou mais) pessoas interagem, existe o conflito.

A causa pode residir na comunicação deficiente e na falta de empatia. Muitas vezes ao conversar com alguém assumimos que a pessoa que nos ouve sabe o ponto onde nosso pensamento está como se estivesse dentro de nossa mente. A menos que quem nos ouve tenha poderes extrassensoriais, a probabilidade é que o outro não saiba do que estamos falando.

Um dos melhores conselhos que você recebeu sobre casamento pode ser o pior

Imagine a seguinte situação:

Um casal está na sala de TV. Ele assiste a um filme e ela pensa sobre algo que aconteceu no dia. Do nada ela pergunta: E se eu tivesse agido diferente? O marido olha para ela sem entender nada e ela emenda: o que teria acontecido? Imagine o tamanho da interrogação acima da cabeça do marido.

E isso se apresenta em muitas outras áreas do relacionamento humano. Supomos que aquilo que nos agrada irá agradar ao outro, ou que aquilo que não gostamos, o outro também não. Infelizmente isso é mais comum do que se pensa e pode trazer conflitos entre as pessoas até mesmo entre as que se amam.

Quando um casal tem muitos anos de casamento já quase não enfrentam mais esse tipo de problema, mas para chegarem ao “muitos anos de casamento”, tiveram que conhecer e respeitar o modo de ser e as peculiaridades um do outro.

Muitas diferenças podem ser percebidas ainda no namoro e trabalhadas como, por exemplo, um gostar de sair e encontrar pessoas, ter uma vida social ativa e outro ser mais reservado e gostar de ficar em casa. Mas diferenças mais sutis podem ficar imperceptíveis por algum tempo e ser uma surpresa.

Uma boa maneira de evitar problemas é conhecer o outro bem antes de se casar, conversarem bastante e respeitarem as diferenças. Para serem parceiros os dois não precisam ser iguais. Crescemos nas diferenças e no respeito a essas diferenças.

Então chegamos ao melhor conselho para se evitar crises, problemas e aprender a respeitar-se mutuamente:
“Quando se casar, não tente transformar seu cônjuge em você”

Para isso alguns comportamentos devem ser eliminados:


Esperar que o outro adivinhe o que você está querendo ou pensando ao invés de comunicar-se claramente


Querer que tudo seja feito à sua maneira


Achar que está sempre certo


Esperar que o outro sempre concorde com o que você pensa ou diz


Querer que o outro goste das mesmas coisas que você gosta


Cozinhar o que você adora e emburrar quando seu par não gosta


Supor que todas as suas surpresas vão alegrar imensamente o outro


Esperar que o outro reaja aos problemas da mesma maneira que você

Seria possível listar muito mais situações a serem evitadas, mas essas costumam ser as mais comuns.

Navegando na internet li o relato de um homem que dizia:

“Dia desses perguntei a minha esposa se ela gostaria de ir comigo em uma caminhada. O dia estava frio e chuvoso. Eu, pessoalmente, adoro a chuva, então descobri que ela gostaria de andar na chuva como gostaria de ser chicoteada. Ou seja, de maneira alguma. Quando está chovendo, ela gosta de ficar dentro de casa e bem agasalhada. Mas, para mim vento, chuva e frio são divertidos. Eu acabei por chateá-la, porque eu não conseguia entender como ela não gostaria de ir comigo. Eu pensei, eu gosto tanto, por que ela não gosta? Simples, é porque ela não é ‘EU’.”

Lembre-se: seu cônjuge não é você! Você não se casou consigo mesmo. Ele é outra pessoa e deve ser visto dessa maneira. Vocês podem ter muitos pontos em comum, mas não vão ser um em todos os momentos. Isso é saudável. Tente ser companheiro e apoiar seu cônjuge naquilo que lhe agrada sem forçar ou fazer trocas. Seja você mesmo e deixe seu amor ser quem ele/ela é e tenha um casamento mais rico e mais feliz.


Stael Ferreira Pedrosa

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

“HOJE DEIXEI DE LER MINHA BÍBLIA”


Após a minha conversão em 1977 passei a dedicar diariamente horas para a leitura da Bíblia e oração. Eu tinha um diário onde anotava as minhas experiências espirituais todos os dias. Durante alguns anos registrei nesse diário as minhas histórias de fracasso, vitórias, frustrações e descobertas como cristão.
Uma das lições que aprendi cedo, e que ficou registrada no diário, foi que quando eu parava de ler a Bíblia, meditar nela e orar a Deus, o pecado remanescente em meu coração ganhava poder sobre minha vontade e sobre minhas decisões. Vez após vez escrevi sobre esse fato. Não poucas vezes registrei a frase que é o título dessa mensagem.
Quanto mais tempo eu passava sem ler a Bíblia e orar, mais difícil era retomar a prática diária e mais endurecido meu coração ficava. Aquela mentalidade espiritual tão necessária se perdia aos poucos. Eu perdia o poder espiritual necessário para a santificação. Por outro lado, quando eu mantinha regularmente a disciplina da oração e leitura bíblica, o deleite em Deus e a compreensão do mundo a partir das Escrituras cresciam exponencialmente.
Hoje, tantos anos após aquelas experiências, mesmo sendo um cristão maduro e experimentado, reconheço a veracidade daquela lição aprendida no começo da minha cristã. Como pastor, aprendi essa verdade de maneira ainda mais profunda. Pastores são muito tentados a negligenciar a vida devocional pessoal.
Primeiro, existem as muitas demandas do ministério, que por vezes o levam a trabalhar manhã, tarde e noite, todos os dias da semana. O mesmo pode ser dito de muitos dos membros da igreja que não são pastores mas que são muito envolvidos em seus trabalhos.
Segundo, existe a tentação de substituir o tempo devocional pelo tempo de preparação de estudos e sermões. Mas, simplesmente não é a mesma coisa. Ler comentários e livros de teologia sistemática não substituem ler a Palavra e deixar que Deus fale através dela.
Terceiro, existe a tentação do pastor pensar que tem tudo sob controle e que não precisa da graça e do poder de Deus para seu trabalho pastoral. Ele jamais diria isso abertamente – mas é uma tentação muito sutil e que o pastor acaba disfarçando pelo seu ativismo. O pastor que não mantém uma vida regular de leitura bíblica e oração não terá uma mentalidade espiritual e bíblica diante dos problemas e aconselhamentos que tiver de enfrentar. Também lhe faltará o fruto do Espírito e um caráter cristão aprovado. Pode ser que essas coisas não fiquem claras para a Igreja onde ele pastoreia.
Pastores tendem a disfarçar o verdadeiro estado de seu coração em público. Por isso, geralmente os efeitos começam em casa, no relacionamento com a esposa e com os filhos, nas explosões de raiva e nas decisões egoístas, na indiferença para com a esposa e filhos, no tempo gasto diante da televisão ou das mídias sociais.
Pastores, façam da piedade pessoal diária uma das prioridades de seu ministério. Igrejas, ajudem seus pastores nisso, orando por eles e entendendo que o tempo que ele gasta diante da Bíblia e em oração faz parte integral do seu trabalho como pastor.
Infelizmente, para muitos membros de igrejas, pastores só estão trabalhando se estiverem visitando, pregando ou aconselhando. “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros” (Hb 13:17).

Rev Augustus Nicodemus.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

A REFORMA NÃO É UMA OPÇÃO


A Reforma não é uma criação da velha estrutura religiosa, nem uma pele bronzeada para cobrir o esqueleto doente de uma teologia herege. A Reforma não é uma mudança epidérmica motivada apenas pela busca do novo. A Reforma é uma volta às Escrituras, um retorno à doutrina dos apóstolos, um compromisso inalienável com a verdade divina. Vamos, abordar três áreas na vida da igreja contemporânea que precisam de Reforma profunda, urgente e bíblica: 1. Precisamos de Reforma na Teologia - A teologia é a base, o alicerce e o fundamento da vida. A ética decorre da teologia e não esta daquela. A teologia determina o comportamento; a doutrina rege a vida. Se a teologia estiver errada, a vida não pode estar certa. A igreja cristã havia se desviado da doutrina dos apóstolos e acrescentado muitos dogmas estranhos e heréticos ao seu arcabouço doutrinário. A Reforma denunciou esses erros, eliminou-os e colocou a igreja de volta nos trilhos da verdade. Hoje, precisamos de uma nova Reforma. Há muitos desvios e muitos acréscimos absolutamente estranhos ao ensino bíblico presentes em algumas igrejas chamadas evangélicas. O liberalismo com sua falsa sapiência duvida da integridade da Escritura e tira dela as porções que lhe incomodam ou interpreta à revelia as partes que lhe convém. Se o liberalismo tira da Escritura o que nela está, o misticismo acrescenta à ela o que nela não está. Precisamos de uma Reforma não só para nos colocar de volta na vereda da verdade, mas também para mostrar-nos que o conhecimento das Escrituras não é contrário à piedade, mas sua essência. 2. Precisamos de Reforma na Liturgia - Se a teologia é a base da vida, a liturgia é a manifestação da teologia. Aquilo que cremos, professamos no culto. O culto é a manifestação pública da nossa fé. Uma das razões mais gritantes que evidenciam a necessidade urgente de uma nova Reforma é o esvaziamento da pregação nas igrejas evangélicas. Perdemos a centralidade de Cristo no culto e a primazia da pregação das Escrituras. Estamos nos capitulando à proposta do culto show. Em muitas igrejas o púlpito foi substituído pelo palco, a Bíblia pelo entretenimento e o choro pelo pecado pela encenação glamourosa. As músicas estão se tornando produto de consumo. As letras dessas músicas, com raras exceções, estão cada vez mais vazias de conteúdo bíblico e os cantores gospel cada vez mais populares. Precisamos de liturgia pura, que coloque Cristo no centro do culto em lugar do homem no centro. Precisamos de liturgia onde a mensagem não seja mercadejada, onde o evangelho não seja diluído para agradar a preferência dos ímpios. Precisamos de uma liturgia que glorifica a Deus, exalte a Cristo, honre ao Espírito Santo, promova o evangelho, edifique os santos e traga quebrantamento aos incoversos. 3. Precisamos de Reforma na Vida - A ortodoxia é insubstituível, porém, apenas doutrina certa não é suficiente se nós não a colocamos em prática. A ortodoxia morta mata tanto quanto o liberalismo e é tão nociva quanto o misticismo. Precisamos nos acautelar para não cairmos no laço de um intelectualismo vazio e de uma ortodoxia morta. Precisamos de luz na mente e fogo no coração. Precisamos ter cuidado da doutrina e também da vida. Precisamos crer na verdade e viver na verdade. Precisamos de uma Reforma que nos ponha de volta no caminho de uma vida cheia do Espírito Santo. Que Deus nos ajude a buscarmos essa Reforma da teologia, da liturgia e da vida!

Rev. Hernandes Dias Lopes.

CORONEL JOÃO DOURADO (1854-1927)

Alderi Souza de Matos João da Silva Dourado nasceu em Caetité, sul da Bahia, no dia 7 de janeiro de 1854. Era filho de João José da Silva Do...