quarta-feira, 12 de março de 2014

Papa escorrega no italiano e solta palavrão sem querer

É, amigo, a vida não está fácil pra ninguém, principalmente quando você é obrigado a falar em outra língua que não a sua nativa.

O papa Francisco sentiu na pele essa dificuldade durante sua bênção tradicional no domingo, dia 2 de março de 2014.

O pontífice argentino, que tem que falar italiano nas cerimônias oficiais do Vaticano, estava pedindo paz e diálogo para resolver a crise na Ucrânia, quando soltou um "cazzo" no lugar de "caso" (que se escreve igual e significa a mesma coisa em português).

"Cazzo", como você já deve ter ouvido em algum lugar com muitos descendentes de italianos, é a gíria que eles usam da mesma maneira que outra correlata em nosso idioma, também começada com "c".

Se bem que os italianos mais jovens hoje utilizam outra palavra começada com "m" (do dialeto siciliano) para substituir essa gíria que já está, digamos, meio desatualizada, mas não diremos qual é (risos).

O papa se corrigiu rapidamente, mas o estrago já estava feito. Perfeitamente compreensível e perdoável. 

Claro que o vídeo da gafe papal bombou no youtube e nós não poderíamos ficar de fora. Afinal, o papa é gente como a gente:

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Cantor Samuel Mariano desafia Thalles Roberto e André Valadão a fazerem shows gratuitos no sertão


A ideia é ir evangelizar no sertão do Piauí, local castigado pela pobreza onde os missionários passam por muitas necessidades.





O cantor Samuel Mariano lançou um desafio aos artistas evangélicos: promover um evento no sertão do Piauí tirando todas as despesas do próprio bolso.

Os desafiados foram: Thalles Roberto, André Valadão, Davi Sacer e Fernandinho. Cantores que Mariano sabe que têm dinheiro e que têm público no local. Samuel Mariano concedia uma entrevista para o projeto “Quero Almas” e relatou sua visita ao Piauí. “Eu fui cantar no Piauí e não aguentei e peguei toda a minha oferta e a vendagem do CD e deixei pro missionário”, disse.

O cantor pernambucano explicou que se sentiu comovido com a situação do missionário que estava fazendo o trabalho de evangelismo sem ter condições, ganhando cerca de R$400/ R$500 por mês.

“Eu gostaria de fazer um clamor pra vocês: vai pro sertão, gente. Pega uma grana aí, liga pra mim, a gente faz um evento. Por que só cidade grande? Por que só cidade volumosa? Por que a gente não se junta para evangelizar o Piauí?”

Mariano explica que as condições não são favoráveis aos artistas, pois não tem hotel cinco estrelas, toalhas no camarim e etc. O cantor deixa claro que são os próprios artistas, caso aceitem o desafio, é que devem pagar as despesas do evento, incluindo passagens e alimentação.

“Ai vocês vão pra história desse país, porque vocês vão pegar o dinheiro que eu sei que vocês têm e vão investir de alguma forma em um lugar onde as pessoas só vêm vocês em uma internet péssima”, disse.





por Leiliane Roberta Lopes

Pastora recém ordenada é excluída de igreja presbiteriana no México


Uma pastora recém-ordenada foi desligada da Igreja Nacional Presbiteriana e a Comunhão de Igrejas Reformadas desaprovou a decisão


Pastora recém ordenada é excluída de igreja presbiteriana no México



A Comunhão das Igrejas Presbiterianas Reformadas de Chiapas, no México, e a Igreja Nacional romperam ligações por conta da demissão de uma pastora. Ordenada em 15 de dezembro pela Comunhão, Cira Hernández Gutiérrez foi desligada no dia 23 de fevereiro pela Igreja Nacional que alegou não concordar com a participação dela nos cultos. O pastor Francisco Gómez Maça, que chegou a participar da ordenação de Cira, escreveu um texto no jornal “Excélsior” denunciando a decisão da Igreja Nacional dizendo que a pastora foi mandada embora sem receber nenhum tipo de indenização. Cira Gutiérrez somava 25 anos de trabalhos eclesiásticos, sempre atuando em defesa dos direitos humanos, realizando trabalhos que eram permitidos apenas às mulheres. Mas o Presbitério Centro Norte de Chiapas resolveu expulsá-la dizendo que “só os varões têm o privilégio de encabeçar celebrações no templo” e também aplicou uma medida disciplinar de um ano contra o pastor Maça por ter feito a denúncia. Em Chiapas restaram apenas três pastoras, todas elas envolvidas com atividades sociais, realizando trabalho junto aos mais pobres da região. Cira recorreu à justiça para que seus anos de trabalho sejam reconhecidos e levantou demanda trabalhista no setor de Conciliação e Arbitragem. Por conta deste episódio, a Comunhão de Igrejas Presbiterianas Reformadas de Chiapas escreveu uma nota pública dizendo que se afastou completamente da Igreja Nacional Presbiteriana “por discordar da posição quanto ao papel da mulher na igreja e das doutrinas fundamentais e fanáticas” que a denominação tem adotado. Com informações ALC.

por Leiliane Roberta Lopes

Cinco coisas que existem no inferno e faltam na igreja






Em Lucas 16:19-31:

“A parábola do rico e Lázaro”

Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.
Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele. E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.
E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.
E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro, no seu seio.
E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.
E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá.
E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venha também para este lugar de tormento.
Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.
E disse ele: Não, pai Abraão, mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam.
Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e os profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.


A parábola é muito simples e nos mostrar o contraste de duas existências, a vida de dois homens, vivida no mesmo espaço de tempo, porém em ambientes e condições completamente distintas. Um muito rico e abastado e outro em completa miséria e ainda leproso. Um se fartava com os seus bens, enquanto o outro, desejando saciar a sua fome, desejava um pouco dos restos da mesa do rico, onde o seu único refrigério era os cães, que lambiam as suas chagas.

Mas, o que eu quero abordar, nesta oportunidade, não são as vidas destes dois homens, mas o pós morte. Quero chamar a sua atenção, para cinco comportamentos, aqui vistos no inferno; mas que gostaríamos de vivenciar mais na igreja, no coração dos nossos irmãos:


1º - E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio.

O olhar dos frequentadores da igreja de hoje não estão na vertical, mas na horizontal, pois só buscam as coisas terrenas. A bíblia diz: Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. (Cl-3:1-3).
Devemos olhar mais para as coisas do Alto.

E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.

2º - No inferno alguém teve sede de refrigério, certamente se tivesse ouvido a palavra de Deus, não estaria nesta situação. Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. (Am-8:11)
Quanta falta de de sede pela Palavra vemos na igreja de hoje, mas inferno haverá sede.

E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venha também para este lugar de tormento.

3º - No inferno alguém, ainda que de forma tardia, teve espírito evangélistico, querendo dar um testemunho, não de salvação, mas querendo evitar, que os seus irmãos, se perdessem como ele. Hoje nas igrejas, os testemunhos, não são de salvação, mas sim de bênçãos materiais.

Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. “Notem bem que Jesus ao chamar um jovem para segui-lo; o jovem disse: Senhor deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai. Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o Reino de Deus. (Lc-9:59,60).

4º - No inferno alguém, não quer apenas enterrar os seus mortos, mas evitar que eles morram, pregando para que eles se arrependam. Na igreja, poucos são os que se importam com os seus parentes não salvos, tão pouco fazem grande esforço para levar-lhes a Palavra ou oram por seu arrependimento.

Porém, Abraão lhe disse: Se não ouve a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.

5º -No inferno ainda há arrependimento. (Não é tudo, que nos precisamos encontrar na igreja?). No inferno ainda se tem sede de refrigério. No inferno se deseja evangelizar. No inferno ainda se da um bom testemunho. No inferno, se compadece dos perdidos.


 Fabio Scofield

Presbitero Fábio publicou em Discipulo da Verdade 
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ILiberalismo fustiga a Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos.

Liberalismo fustiga a Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos. Uma de suas maiores congregações abandona a PCUSA


Rev. John Ortberg

Membros de uma das maiores e mais conhecidas congregações da igreja Presbiteriana (EUA) decidiram deixar  a denominação, mesmo tendo de enfrentar custos da ordem de nove milhões de dólares

A congregação de Menlo Park Presbyterian é baseada na área da baia de São Francisco e é liderada pelo conhecido autor e pastor John Ortberg. É a nona maior igreja presbiteriana dos estados unidos com cerca de 4.000 membros, incluindo a ex-secretária de Estado, Condoleezza Rice, a mulher-forte dos governos dos Bush.

O movimento para deixar a PCUSA foi aprovado por 93 por cento dos membros da congregação, de acordo com a carta enviada por Ortberg a PCUSA. 

Foi determinado que para manter a propriedade onde se localiza a congregação seria necessário ressarcir à PCUSA em 8.890 mil dólares, entre outros aspectos tratados no acordo de saída.

Já há alguns anos a PCUSA vem sofrendo com discórdias na liderança e cismas decorrentes de posições muito liberais de alguns líderes da denominação. Um dos assuntos que mais tem dividido a igreja são os relativos a permissão de ordenação de ministros gays celibatários e a definição de casamento incluindo casais homossexuais. Questões obviamente inaceitáveis para qualquer cristão sério.

Menlo Park Presbyterian
O liberalismo teológico também fustiga a PCUSA. "Surpreendentemente, há muitos pastores PC (EUA)-ordenados que não acreditam, por exemplo, na divindade de Cristo, ou na salvação pela fé em Cristo", afirmou Ortberg em uma declaração oficial da igreja Menlo Park Presbyterian , referindo-se a uma pesquisa de opinião realizada em 2011 entre os membros nacionais da PCUSA. Surpreendentemente, na investigação apenas quarenta e um por cento da amostra concordou com a declaração, "Somente os seguidores de Jesus Cristo pode ser salvo." Um escandaloso indício de que o liberalismo está varrendo a PCUSA.

Os irmãos de Menlo Park Presbyterian votaram para participar de uma nova denominação chamada ECO, uma Aliança de Evangélicos presbiterianos, que já atraiu 115 outras igrejas presbiterianas desde que começou em 2012

A PCUSA tem 1,8 milhões de membros e está perdendo, em média 60.000 por ano, de acordo com a própria denominação



Com informações do Washington Pos

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Mulheres Rixosas




Todos desejam um lar agradável. Provavelmente é seguro dizer que ninguém quer viver num lugar miserável, infeliz. Mas está claro que um lar agradável não é algo que se possa comprar com dinheiro. Se fosse assim, as pessoas ricas seriam felizes, e todos sabemos que bem poucas delas o são.

O que é que torna nossos lares verdadeiramente agradáveis? Sem dúvida, é a sabedoria que vem de Deus. Quando há sabedoria em casa, o lar é um prazer. Sendo assim, um lar agradável é aquele que tem uma mulher sábia, virtuosa no seu centro. Provérbios tem muitas descrições vívidas da mulher sábia e da mulher insensata.

Para iniciar, considerem Provérbios 14:1: “A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba.” Ambas as mulheres estão ocupadas, e seu comportamento tem um impacto considerável sobre seus lares e suas famílias. Mas a mulher sábia está construindo, enquanto a insensata está destruindo. Poderíamos argumentar que pelo menos a insensata tem a atenção centrada no seu lar. Certamente – da mesma maneira que uma equipe de demolição tem sua atenção centrada ao direcionar a bola de demolição. O lar é um triste alvo, e que tragédia quando a pessoa designada por Deus para ser a benção principal acaba se tornando uma vergonha e uma destruidora.

Charles Bridges, um pastor do final do século XIX, diz em seu comentário sobre Provérbios, “Muitas são as misérias na vida de um homem; mas nenhuma se iguala àquela que vem de quem deveria ser o esteio da sua vida.” E continua dizendo que a esposa petulante é uma grande calamidade doméstica, e não há saída legal. Um filho rebelde pode pelo menos ser posto para fora de casa, diz ele, mas uma má esposa simplesmente tem que ser suportada.

O livro de Provérbios confirma isso. Uma mulher briguenta, petulante, rixosa, indiscreta, ignorante é uma grande aflição para seu marido e sua família. Seria melhor dormir sobre o teto, ou no deserto, do que suportar a sua raiva e amargura. Salomão diz que seria melhor suportar o mau tempo do que lidar com ela. Afinal, neste caso, o tempo pode ser pior em casa do que fora. Um homem está melhor sozinho do que acompanhado de uma mulher como esta.

A maioria das mulheres cristãs prontamente presume que não estão na categoria das “rixosas e petulantes.” Mas gostaria de refinar isto um pouco para que possamos todos prestar atenção. Já vi mulheres destruírem seus lares, e normalmente isto não acontece em um dia. Foram anos de lamúrias, reclamações, descontentamento, perturbação e outros “pequenos” pecados não tratados. E isto se transformou em profundo ressentimento que acabou com uma espetacular demolição de um lar. “Pequenos pecados” de irritação, desprazer, auto-piedade, e um espírito crítico são como pequenos balanços com malhos. A parede acaba cedendo. Pequenos pecados sempre se transformam em grandes pecados. Cantares diz que as raposinhas estragam o vinhedo. As mulheres precisam ter uma política de tolerância zero com respeito aos seus próprios pecados. Devem se arrepender de todos imediatamente. Mentiras devem ser confessadas. Restituições devem ser feitas. O perdão deve ser buscado em todos os casos. De outra forma, um pecado leva a outro, e logo as coisas que deveriam ser o doce conforto do lar, a mesa de jantar e a cama de casal, tornam-se os palcos da tragédia anunciada.

De que maneira uma mulher pode buscar sabedoria para que isto não aconteça? De que maneira pode transformar seu lar se as coisas já estiverem em um estado de entulho e confusão? Como eu disse acima, o pecado deve ser primeiramente reconhecido e tratado. Mas depois, ela deve considerar a característica da sabedoria descrita em Provérbios e buscá-la diligentemente. “Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal ” (Provérbios 3:7). A mulher sábia busca a sabedoria no Senhor, não em si mesma. Esta humildade permite que ela seja ensinada: “O sábio de coração aceita os mandamentos, mas o insensato de lábios vem a arruinar-se ” (10:8); “O caminho para a vida é de quem guarda o ensino, mas o que abandona a repreensão anda errado ” (10:17). Uma mulher insensata não aceita mandamentos, instrução, crítica, informação ou correção de ninguém. Nem do seu marido, nem do pastor, nem de seus amigos, nem da Palavra. Ela é sábia aos seus próprios olhos e não necessita de nada. Ela justifica seu comportamento para si mesma. Ela conta e reconta sua história em suas próprias palavras e faz os ajustes necessários para garantir que ainda pareça um personagem compassível. Mas os outros personagens da história, a sua família, a vêem de maneira bem diferente.

A mulher sábia não apenas pode ser ensinada, mas também ensina aos outros coisas boas: “Prata escolhida é a língua do justo, mas o coração dos perversos vale mui pouco. Os lábios do justo apascentam a muitos, mas, por falta de senso, morrem os tolos ” (10:20-21). Quando uma mulher sábia fala ao seu marido, isto é alimento. Quando fala aos filhos, eles são abençoados. Ela se torna a fonte de força da sua família, ao invés de drenar sua alegria. Ela é a coroa, trazendo ao seu marido “bem e não mal, todos os dias da sua vida.” (31:12).

Um lar com sabedoria será um “manancial de vida” (10:11). A mulher que busca este tipo de sabedoria necessariamente se tornará alegre, prudente, obediente, disciplinada, respeitosa e submissa ao marido, uma bênção para todos ao seu redor, edificando seu lar. Este é um contraste bem marcante em relação à mulher insensata que está destruindo a sua casa por ser rixosa, barulhenta, indiscreta, ignorante, tolerante consigo mesma, argumentadora, nunca satisfeita, e sempre reclamando. Há uma razão para a repetição em Provérbios deste assunto: as mulheres têm a tendência a tentação comum de serem como torneiras gotejando. E subestimam radicalmente o impacto da sua desobediência: “O gotejar contínuo no dia de grande chuva e a mulher rixosa são semelhantes” (27.15).

Nancy Wilson

Fonte: Monergismo

terça-feira, 11 de março de 2014

A produção de teologia brasileira é pobre?



O site de notícias cristãs Gospel Prime publicou uma entrevista com Fernando Cintra, pastor batista, com o título: A produção de teologia brasileira é pobre. Como ideias devem ser discutidas e isso é saudável quando a abordagem é respeitosa, gostaria de contrapor as afirmações do pastor em sua entrevista. O texto dele está em vermelho e o meu em preto.

“a produção de teologia brasileira é pobre em todos os sentidos. Ainda estamos lendo em nossos seminários teólogos da década de 60 escritos por teólogos que já estão ultrapassados em suas conclusões”.

Parece que houve edição truncada no texto original, pois está confuso. A produção de teologia é algo diferente do que os alunos leem nos seminários. A produção de teologia é feita, basicamente, por meio das publicações dos teólogos, seja em livros ou em trabalhos acadêmicos. Já a leitura dos seminários depende da linha teológica de cada instituição.

Vamos, então, considerar que a crítica está endereçada ao que se lê nos seminários. O pastor diz que "ainda estamos lendo em nossos seminários teólogos da década de 60 escritos por teólogos que já estão ultrapassados em suas conclusões”. Faltou detalhamento na crítica. Quando o pastor diz "nossos seminários" ele está se referindo à sua denominação batista ou a todos os seminários do Brasil? A afirmação provocativa "produção de teologia brasileira" parece favorecer à segunda possibilidade. Se é isso, seria necessário que o autor declinasse mais dados. Será que ele tem conhecimento de tudo o que se lê em todos os seminários do Brasil? A que teólogos da década de 60 ele se refere? E quais conclusões estão ultrapassadas? Tudo isso fica no ar, sem respostas.

Entre as muitas questões polêmicas dentro das igrejas tradicionais está a ordenação feminina. Este mês a Ordem dos Pastores Batistas aprovou essa questão que divide a denominação. Para Fernando, a questão é simples: “Quando Deus começa uma obra ninguém pode segurar, mas Ele trabalha em nossa história… Nosso sistema congregacional é uma bênção, mas tem suas limitações e uma delas é que cada um pensa de um jeito”.

Não está claro se o pastor entrevistado é a favor ou contra a ordenação feminina. Quanto à decisão da Ordem dos Pastores Batistas, particularmente creio que houve erro. A ordenação feminina só prevalece diante da argumentação cultural. Denominações que têm pressupostos bíblicos não ordenam mulheres ao pastorado. O grande perigo (e que algumas igrejas ainda não perceberam) é que a mesma abertura que o argumento cultural dá à ordenação feminina, a saber "os tempos mudaram... hoje a mulher conquistou o seu lugar, etc...", já está sendo usado por igrejas norte-americanas e europeias para a ordenação de homossexuais ao ministério.

Para ele, parte da culpa é das editoras evangélicas do país. “Há muita coisa em termos de teologia bíblica evangélica brasileira, mas não há um parque gráfico operante. As editoras preferem traduzir livros de outros países. O que não acontece com a teologia brasileira católica”, acredita.

Texto confuso novamente. Se "há muita coisa em termos de teologia bíblica evangélica brasileira" como "as editoras preferem traduzir livros de outros países"? Afinal, as editoras estão publicando livros de autores nacionais ou não? Eu respondo: as editoras brasileiras têm feito as duas coisas. Há bastante produção estrangeira sendo traduzida, como também há um número crescente de autores nacionais sendo publicado. Quanto à afirmação de que "não há um parque gráfico operante" é bom esclarecer que parque gráfico diz respeito ao maquinário de impressão apenas, o final do processo. Quem produz livros não é a gráfica, mas a editora. A gráfica apenas imprime todo o processo que foi feito na editora.

Além disso, lembra que a maioria dos seminários brasileiros só ensinam sobre “os teólogos da primeira década do século XX e nem sabem os nomes dos teólogos brasileiros evangélicos e latinos”. Ou seja, de certa forma estamos “parados no tempo” ao longo das últimas décadas.

Novamente, a que teólogos (agora, da primeira década do século XX) ele se refere? E a acusação de que os seminários não sabem os nomes dos teólogos brasileiros e latinos é bastante imprudente. Os seminários da Igreja a que sirvo (Igreja Presbiteriana do Brasil) contemplam em sua grade curricular sete semestres de Teologia Sistemática, abordando os temas teológicos no decorrer da história da Igreja, e mais dois semestres contemplando a Teologia Contemporânea, isto é, o desenvolvimento teológico dos últimos séculos até as últimas décadas. Além disso, a crítica que se faz à teologia de tempos passados não é justa. Nem sempre a vanguarda das ideias é sinônimo de sabedoria. No início do século 20, por exemplo, o melhor caminho para as igrejas bíblicas não foi o embarcar na síntese entre Cristianismo e Iluminismo, com seus pressupostos racionalistas, mas retornar aos conceitos bíblicos e ancorar a fé nos seus fundamentos. Mais tarde, este movimento fundamentalista descaracterizou-se, mas seu início, com a publicação do "The Fundamentals" (12 volumes escritos por 64 teólogos ingleses e americanos e 3 milhões de cópias publicadas) deu um norte para as denominações reformadas, livrando-as do canto da sereia do liberalismo teológico. Se aquelas igrejas tivessem embarcado na "vanguarda teológica" teriam afundado.

Para as igrejas mais tradicionais isso teve um resultado claro: a perda de terreno para o movimento neopentecostal e a “explosão” de denominações como a Universal, a IMPD e outras. “Os tradicionais erraram em não falarem a língua do povo e nem de tratar o povo como indivíduos e não massa. O Deus imanente ficou muito mais visível pelos pentecostais e nas novas igrejas do que pelos tradicionais que não foram bons na divulgação”, assevera o pastor.

Essa análise é puramente pragmática. Atribui vitória ao movimento neopentecostal e fracasso ao protestantismo histórico. O pastor cita a Igreja Universal e a Igreja Mundial do Poder de Deus como exemplos de sucesso. Não é preciso muito para demonstrar o equívoco. As igrejas citadas estão longe da Palavra. Mercantilizaram a fé. Trouxeram de volta os comerciantes do templo, outrora expulsos pelo próprio Jesus. Pregam outro evangelho, humanista, triunfalista, materialista. Servem ao deus Mamon, não ao Deus verdadeiro. O crescimento destas igrejas não deve ser atribuído, de forma alguma, ao êxito na comunicação, como defende o pastor, mas à lei comercial de oferta e demanda: Para um povo doente e sem acesso à saúde, oferece-se cura. Para um povo carente de dinheiro, oferece-se prosperidade. Para um povo cheio de problemas e necessidades, joga-se a culpa nos demônios e resolve-se tudo com exorcismo. Com este tipo de relação, em que as pessoas sempre acham o que procuram, estas igrejas sempre estarão com seus bancos cheios. Mas isso está  bem longe da aprovação de Deus. O texto de Mateus 7.22 e 23 se aplica.

Sendo assim, constata-se que existe um dilema com o crescimento estatístico no número de evangélicos do Brasil: o número de seminários não acompanhou, prejudicando assim a formação de novos líderes para essas novas igrejas.

De fato, o número de seminários não acompanhou o crescimento numérico dos evangélicos. Mas é questionável se um número maior de seminários geraria mais líderes para estas igrejas, visto que a maioria delas não valoriza a formação teológica. Algumas denominações neopentecostais ordenam seus pastores com cursos rápidos, de poucos meses. Em muitos casos, vale mais o carisma pessoal do que os dons e talentos para o pastorado.

Concluo dizendo que, em minha opinião, a produção de literatura teológica no Brasil nunca esteve melhor. A despeito da existência de algumas vertentes equivocadas, o interesse pela teologia séria e bíblica está crescendo. Há pouco mais de 20 anos, quando comecei a estudar teologia, havia pouco material em português. Muita coisa era lida em espanhol, por meio da FELIRE, que nos beneficiava com livros reformados, ou em inglês mesmo. Hoje, além da boa literatura disponível, temos grandes conferências de teologia espalhadas por todo o país. Desta forma, nossa produção teológica não pode ser chamada de pobre...

Rev. Ageu Magalhães 

CORONEL JOÃO DOURADO (1854-1927)

Alderi Souza de Matos João da Silva Dourado nasceu em Caetité, sul da Bahia, no dia 7 de janeiro de 1854. Era filho de João José da Silva Do...