sexta-feira, 9 de agosto de 2013

UMA DAS MAIS BELAS CANÇÕES DE TODOS OS TEMPOS




Boa parte dos evangélicos já ouviram, pelo menos uma vez, um linda canção  cujo título é: "Amazing Grace", todavia que a maioria dos cristãos não sabem é que essa canção foi composta por um ex-traficante de escravos chamado Johnn Newton.

Conta-se que, numa das suas viagens, o  navio o qual capitaneava, foi atingido  por uma severa tempestade. Newton deu-se, então, conta de que só a Graça Divina o salvaria e orou fervorosamente a Deus. O senhor ouviu a sua oração livrando-o do naufrágio e da morte.

John tocado pelo Espírito Santo converteu-se a Cristo mudando completamente a sua vida. Além disso, Newton  libertou todos os escravos que possuía tornando-se assim um abolicionista, influenciando homens como Willian Wilberforce. John Newton compôs, então, a canção "Amazing Grace", como agradecimento e em testemunho do que se havia passado com ele, no seu encontro com Deus.

É esta canção que você ouve no vídeo abaixo, 

Vale a pena assistir!

Renato Vargens











A IGREJA DESNECESSÁRIA




A Igreja cristã sempre sofreu todo tipo de ataque ao longo de sua trajetória por meio das investidas despóticas promovidas pelos impérios e nações cheios de ódio; por meio das agressões violentas proporcionadas pelos religiosos cheios de preconceito; e por meio das injúrias impiedosas promovidas pelos intelectuais ateus ou agnósticos cheios de orgulho e soberba.


Dentre tais ataques, há um que se apresenta como a pior de todos, trata-se do acometimento sutil que nasce e se desenvolve dentro da própria Igreja para confundir os que querem se firmar na fé. Não foi à toa que certa vez Jesus alertou seus discípulos sobre o joio de Satanás que seria semeado em meio ao trigo do Senhor. Da mesma forma, o apóstolo Paulo, no final da sua vida, exortou Timóteo, um de seus sucessores no ministério pastoral, para que pregasse a Palavra sob qualquer circunstância, pois muitos cristãos nominais não iriam mais sustentar a sã doutrina, ao contrário, estariam sempre cercados de “pregadores” com mensagens favoráveis aos desejos pecaminosos. Também Judas afirmou que homens não tementes a Deus entrariam no meio do povo cristão sem serem notados para torcerem a mensagem da graça divina a fim de arranjarem uma desculpa para a vida imoral. Fica claro, então, que o ataque interno é o mais perigoso e destrutivo que existe. Portanto, resta saber como se dá esse ataque, quem são os inescrupulosos, o que ensinam e que tipo de igreja eles promovem e apresentam ao mercado.

Ao ponderarmos sobre este assunto com mais acuidade, descobriremos que não é difícil identificar tais igrejas hoje. Quero inicialmente fazer uma abordagem do ponto de vista teórico e do ponto de vista prático.

Do ponto de vista teórico, elas se caracterizam pela postura humanista. Para uma melhor compreensão, é importante estabelecer aqui a diferença entre o humanismo e o humanitarismo. Humanitarismo é a preocupação com a dignidade humana proporcionada pela liberdade, pela justiça imparcial e pela igualdade. É a luta para que as injustiças sociais promovidas por sistemas pecaminosos e opressores sejam exterminadas. É, afinal, a postura resultante da exortação do Senhor descrita pelo profeta Isaías ao afirmar que a santidade anda de mãos dadas com o humanitarismo: “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas.” Já o humanismo vai muito além, é a tendência de alocar o homem no lugar de Deus. Embora o termo “humanismo” seja mais ou menos recente do ponto de vista da jornada humana neste mundo, a postura ocorre desde a tentação do Éden. Historicamente também o percebemos no discurso dos sofistas, na proposta da renascença, e no fulcro da modernidade até os dias de hoje. Ao contrário do que muita gente pensa, a referência dos humanistas não é o ser humano em relação a si mesmo, mas o ser humano em relação a Deus. É nesse sentido que entendemos as tendências que ficaram conhecidas por deísmo, agnosticismo, relativismo, panteísmo ou ateísmo.

Do ponto de vista prático, tais igrejas possuem uma preocupação obsessiva: o crescimento numérico. Isso não significa dizer que o crescimento de uma igreja seja algo errado, pelo contrário, cada cristão deve evangelizar com responsabilidade e ininterruptamente para que Deus possa alcançar os seus eleitos. A questão aqui não é a evangelização, e sim a forma que se utilizam para crescer. Há uma expressão que explica a metodologia utilizada, a expressão é “pescar em aquário”, que significa o crescimento pragmático em detrimento da qualidade e do comprometimento com a santa Lei. Em outras palavras, o alvo principal não são os que estão no mundo, o alvo principal são os que já estão em alguma igreja cristã. É a sedução pela célebre frase: “venha para a minha igreja porque ela é melhor do que a sua.” São entidades abarrotadas de professos de outras igrejas, é o crescimento cínico que acontece sem ética e sem compromisso.
Com base nesses dois pontos de vista, quero especificar algumas características específicas que ajudam na identificação desses grupos, ou seja, ressaltar os desdobramentos do humanismo que, oferecidos e barganhados em todos os setores da sociedade, envergonham o genuíno Evangelho. São os donativos que buscam seduzir e agradar ao homem em detrimento de Deus, são os atrativos estranhos às Escrituras. Há, ao meu ver, quatro tipos de igrejas: a do ceticismo, a do mercado, a do entretenimento e a do sectarismo.

A igreja do ceticismo. Muitos acreditam que, para tornar o cristianismo interessante à sociedade, devem encerrá-lo nos porões da ignorância e da ingenuidade. Afirmam que a Bíblia está cheia de mitos e de mensagens que não passam de metáforas textuais. É a adaptação da Igreja às críticas impiedosas das academias e dos que crêem que somente a ciência deve ser tida como um conhecimento confiável. A pressão ocorre sobre os que acreditam na inerrância e na total inspiração das Escrituras, é a tentativa de desmoralizar e envergonhar o cristão que passa a ser acusado de “néscio” e “fanático”. Os líderes sempre são simpáticos na convivência, mas implacáveis em suas afirmações. São indivíduos que tem causado muito mal aos eleitos de Deus, pois o único objetivo que possuem é a satisfação em se reconhecerem como intelectuais “amadurecidos” e inteligentes capazes de elaborar explicações racionalizadas que desprezam o sobrenatural e os milagres. Embora, de todos os movimentos perversos, este seja um dos menores grupos no cenário nacional, sua proposta sórdida é corrosiva e destruidora, levando os seus discípulos ao desespero e à desonestidade para com a convivência respeitosa entre o conhecimento teológico e o conhecimento filosófico e científico. Em suma, a igreja cética possui a vocação para reduzir o reino de Deus em um grande questionamento.

A igreja do mercado. Aqui temos o maior grupo no Brasil hoje. São as igrejas que transformam o cristianismo em um grande hipermercado de opções. As ofertas variam entre a possibilidade da boa saúde, de muito dinheiro no banco, do prestigio total, enfim, da total satisfação garantida. Basta pagar, e pagar caro, pelos serviços divinos para que possam usufruir das benesses que transformam o Deus justo e Santo em um melancólico despachante celestial “encurralado” por seus “súditos” cheios de “autoridade”. O principal objetivo de seus líderes é o enriquecimento fácil à custa da boa fé popular ou por meio da promiscuidade político-partidária que faz com que seus pastores estejam nas folhas de pagamento do setor público ou ainda pelo desvio do dinheiro público para o financiamento da construção dos templos destinados à negociata espiritual. Vale tudo para enganar: objetos sagrados, água do rio Jordão, óleo bento, teatralização da fé, etc. Além disso, a autoridade dos líderes migra do poder da Palavra para os títulos inusitados de “bispo”, “apóstolo”, “arcanjo” etc. Este é, sem dúvida alguma, o lado piegas e bizarro daqueles que destroem a fé bíblica por meio da perseguição ideológica e utilitarista. Em suma, a igreja do mercado possui a vocação para transformar o reino de Deus em um grande shopping center.

A igreja do entretenimento. Um dos pontos mais críticos nas igrejas hoje é a confusão entre show e culto. É quando o show se torna um culto e quando o culto se torna um show. O alvo principal não é agradar a Deus por meio da adoração, comunhão e louvor, mas entreter aos que estão presentes. O objetivo é fazer um culto “gostoso” aos participantes que buscam o bem-estar acima de qualquer outra prática. Não estou defendendo aqui o culto ranzinza, chato e destituído de alegria, o que estou dizendo é que o culto solene deve também conter temor e tremor, pois quanto mais enxergamos a graça de Deus, muito mais tememos diante desse Deus gracioso. Nesse contexto de que tudo é alegria, há também a disseminação de que a misericórdia de Deus existe apenas para afrouxar a busca pela santidade. Com isso desprezam a advertência do apóstolo Paulo quando diz:“Será que devemos viver pecando para que a graça de Deus aumente ainda mais? É claro que não! Nós já morremos para o pecado; então como podemos continuar vivendo nele?” Em suma, o que encontramos aqui é a oferta de um cristianismo sem revezes por utilizar os modelos do mundo em suas práticas. E se não há hostilidade por parte do mundo, logo se torna um cristianismo sem dor, sem sofrimento, sem repressão da cobiça, sem perseguição. É a doutrina que relativiza o pecado em detrimento dos valores a muito defendidos como: a virgindade até o casamento, a luta contra o divórcio, a incontaminação que nos afasta da licenciosidade das boates e das bebedeiras. Em suma, a igreja do entretenimento possui a vocação para transformar o reino de Deus em um grande parque temático.

A igreja do sectarismo. Não há nada pior nesse mundo que um espírito sectário. É triste perceber tantas pessoas que se arrogam afirmando que somente elas possuem o caminho verdadeiro. É óbvio que eu creio que há somente um caminho que conduz a Deus, esse caminho é Jesus, portanto não é nesse sentido que eu estou falando. O sentido dado aqui é a manipulação do Evangelho que passa a ser brutalmente desfigurado apenas para ufanar os indivíduos. Não é sem propósito que a esmagadora maioria destes grupos sempre afirma que a existência de suas igrejas está embasada num pseudo-propósito de Deus em retificar a sua igreja na terra, uma vez que já está farto das demais denominações cristãs. Afirmam também que a sua origem se deu por uma revelação direta a um líder específico. São grupos que colocam em pé de igualdade com as Escrituras tais revelações que, posteriormente, se tornaram livros sagrados. Como resultado, pregam dizendo que a salvação, a revelação divina, o usufruto das bênçãos, o contato com Deus só podem acontecer sob suas doutrinas particularmente reveladas. Logo, as demais igrejas são satânicas e proscritas. A triste conclusão é a de que há somente um único caminho que conduz a Deus, e esse caminho não é Jesus, esse caminho é a igreja que fundaram e defendem. Ao olhar para a minha própria igreja, contrastando-a com outras denominações fiéis ao Senhor, sempre me lembro que o Reino de Deus não está circunscrito a uma instituição, mas está sempre presente onde estão os eleitos de Deus. Em suma, a igreja sectária possui a vocação para transformar o reino de Deus em uma seita restrita.

Concluo dizendo três coisas: primeiro, embora o humanismo seja uma terminologia recente, sua essência, como já afirmei, existe desde a tentação no Éden, é a postura que sempre caminhou contra o povo de Deus; segundo, o Senhor sempre alertou o seu povo contra os falsos líderes, os falsos pastores, os falsos mestres cuja manifestação poderia até enganar um eleito: “...pois surgirão falsos ungidos e falsos profetas, operando sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos. Estai vós de sobreaviso; tudo vos tenho predito.” Terceiro, a única arma contra tudo isso é a Palavra de Deus que deve ser lida, meditada e vivida. Infelizmente não há como se livrar de tantos erros disseminados, mas pelo menos, por meio da revelação especial de Deus, podemos conhecer a banda desnecessária da Igreja de Cristo.

Sola Scriptura
Alfredo de Souza

Avaliando com a Bíblia a visita e pronunciamentos do Papa Francisco.




NOTA
: Sermão pregado na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro em 28.07.2013, 
baseado em um texto meu anteriormente postado no BLOG, atualizado para o contexto da visita do Papa ao Brasil, no final de julho de 2013.


LeituraMateus 9.35-38
E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades.Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustascomo ovelhas que não têm pastor. E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.

Introdução:
Certamente temos visto multidões, idosos e jovens, enfrentando a chuva, a lama, o frio, a ausência de transporte, a insegurança das cidades, para ver o Papa em sua visita ao Brasil, que começou na segunda-feira, 22.07.2013, e se estende até o último domingo do mês. A mídia tem divulgado a visita com tanta intensidade, que se você estava neste planeta, nestas últimas semanas, não pode ter ignorado a presença do Papa no Brasil. Por exemplo, a revista semanal de maior circulação e repercussão (VEJA) trouxe reportagens de capa sobre o acontecimento em duas semanas seguidas. Como avaliar a pessoa do Papa, a sua visita e os seus pronunciamentos? Como entender as expressões de fé e devoção encontradas nos olhares das multidões? O texto de Mateus 9.35-38 fala de multidões às quais não faltava religiosidade! Ao lado da curiosidade, havia devoção, ensino dogmático, religião, mas eram ovelhas "que não tinham pastor"! A sinceridade, mesmo presente, não era passaporte para a verdade! E o pastor de que se fala no texto, é um só - Cristo Jesus, fora do qual não há salvação. Quem é o Papa atual?

O cardeal argentino, Jorge Mario Bergoglio foi escolhido Papa (e assumiu o nome de Francisco) em um dia considerado por muitos “cabalístico” (13.03.13). Havia uma expectativa em muitas pessoas e na mídia de que o novo líder da Igreja Católica fosse um Papa “progressista”. Estes se espantaram com a sua posição em relação à união de gays; à questão do homossexualismo, que hoje em dia é propagada como “apenas” uma opção sexual; e sobre o aborto. Ele é contra, ponto final! Alguns católicos se espantaram porque ele não colocou, de início, o envolvimento social como prioridade máxima da Igreja. Em vez disso, contrariou a mensagem que tem soado renitentemente ao longo das quatro últimas décadas, especialmente em terras brasileiras, proclamada pelos politizados “teólogos da libertação”, ou da natimorta “teologia pública”. Ele aparentou priorizar as questões espirituais!

Desde o início do seu “Papado” certas declarações chamaram a atenção, também, dos evangélicos. Por exemplo, ele disse que a missão da Igreja é difundir a mensagem de Jesus Cristo pelo mundo. Na realidade, ele foi mais enfático ainda e afirmou que se esse não for o foco principal, a Instituição da Igreja Católica Romana tende a se transformar em uma “ONG beneficente”, mas sem relevância maior à saúde espiritual das pessoas! Depois, o viés mudou um pouco, especialmente nesta visita ao Brasil. A ênfase passou para uma postura de vida ascética e humilde, demonstrando uma frugalidade que, em uma era de opulência, corrupção, apropriação de valores alheios e desprezo pelos valores reais da vida, também soa saudável e pertinente!

Ei! Disseram alguns evangélicos – essa é a nossa mensagem!!

Bom, não seria a primeira vez na história que um prelado católico reconhece que a Igreja tem estado equivocada em seus caminhos e mensagem. Já houve um monge agostiniano que, estudando a Bíblia, verificou que tinha que retornar às bases das Escrituras e reavivar a missão da igreja na proclamação do evangelho, libertando-a de penduricalhos humanos absorvidos através de séculos de tradição. Estes possuíam apenas características místicas, mas nenhuma contribuição espiritual e de vida que fosse real às pessoas. Assim foi disparado o movimento que ficou conhecido na história como a Reforma do Século 16, com as mensagens, escritos e ações de Martinho Lutero, em 1517. Lutero foi seguido por muitos outros reformadores, que se apegaram à Bíblia como regra de fé e prática.

Será que estamos testemunhando uma “segunda reforma” dentro da Igreja Católica? Se algumas dessas declarações do Papa Francisco forem levadas a sério, por ele próprio e por seus seguidores, vai ser uma revolução. Mas é importante lembrar, entretanto, que proclamar a mensagem de Jesus Cristo é algo bem abrangente e sério. Existem implicações definidas e explícitas nessa frase. E a questão que não quer calar é: será que a Igreja Católica está disposta a se definir com coragem em pelo menos nessas cinco áreas cruciais? Examinemos uma a uma.

1. AS ESCRITURAS: Rejeitar apêndices aos livros inspirados das Escrituras. Ou seja, assumir lealdade apenas às Escrituras Sagradas, rejeitando os chamados livros apócrifos.Proclamar as palavras de Jesus, nesta área, é aceitar tão somente o que ele aceitou. Em Lucas 24.44, Jesus referiu-se às Escrituras disponíveis antes dos livros do Novo Testamento, como “A Lei de Moisés, Os Profetas e Os Salmos” – essa era exatamente a forma da época de se referir às Escrituras que formam o Antigo Testamento, em três divisões específicas (Pentateuco, livros históricos e proféticos e livros poéticos) compreendendo, no total, 39 livros. Representam os livros inspirados aceitos até hoje pelo cristianismo histórico, abraçado pelos evangélicos, bem como pelos Judeus de então e da atualidade. Ou seja, nenhuma menção ou aceitação dos livros apócrifos, não inspirados, que foram inseridos 400 anos depois de Cristo, quando Jerônimo editou a tradução em Latim da Bíblia – a Vulgata Latina[1]. Evangélicos e católicos concordam quanto aos 27 livros do Novo Testamento, mas essas adições à Palavra são responsáveis pela introdução de diversas doutrinas estranhas, que nunca foram ensinadas ou abraçadas por Jesus e pelos apóstolos. Além disso, na Igreja Católica, a própria TRADIÇÃO tem força normativa igual à Bíblia. Proclamar a palavra de Jesus ao mundo começa com a aceitação das Escrituras do Antigo e Novo Testamento, e elas somente, como fonte de conhecimento religioso e regra de fé e prática. Se não nos atemos a conhecer as Escrituras verdadeiras, caímos em erro, como alerta Jesus a alguns religiosos do seu tempo, que apesar de citarem as Escrituras, se apegavam mais às tradições do que à Palavra de Deus: “Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?” (Marcos 12.24). O livro doApocalipse, no final da Bíblia, traz palavras duras tanto para subtrações como para ADIÇÕES às Escrituras: (22.18)   “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; (22.19)   e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”.

2. A MEDIAÇÃO COM DEUS: Rejeitar a mediação de qualquer outro (ou outra) entre Deus e as Pessoas, que não seja o próprio Cristo. Não acatar a mediação de Maria, e muito menos a designação dela como co-redentora, lembrando que o ensino da palavra é o de que “há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2.5). Na realidade, a Igreja precisa obedecer até à própria Maria, que ensinou: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (João 2.5); e Ele nos diz: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao pai, senão por mim” (João 14.6). Foi um momento revelador da dificuldade que o Papa tem na aderência a essa mensagem da Bíblia, observar sua homilia pública (angelus) de 17.03.2013. Após falar várias coisas importantes e bíblicas sobre perdão e misericórdia divina, finalizou dizendo: “procuremos a intercessão de Maria”... Ouvimos as próprias palavras do Papa: “No dia seguinte à minha eleição como Bispo de Roma fui visitar a Basílica de Santa Maria Maior, para confiar a Nossa Senhora o meu ministério de Sucessor de Pedro”.[2] Em Aparecida, nesta visita ao Brasil, ele também disse: “Hoje, eu quis vir aqui para suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latino-americano”. “Que Deus os abençoe e Nossa Senhora Aparecida cuide de você”. Não é assim que irá proclamar a palavra de Jesus ao mundo, pois precisa apresentá-lo como único e exclusivo mediador; nosso advogado; aquele que pleiteia e defende a nossa causa perante o tribunal divino. Para o Papa, “a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria, mas o Povo de Deus sabe, que a igreja verdadeira segue a vontade de Deus, expressa em Sua Palavra.

3. O CULTO ÀS IMAGENS: Rejeitar as imagens e o panteão de santos composto por vários personagens que também são alvo de adoração e devoção devidas somente a Cristo. Essa característica da Igreja Católica está relacionada com a utilização de imagens de escultura, como objeto de adoração e veneração; e também precisaria ser rejeitada.[3] Ela contraria o segundo mandamento e desvia os olhos dos fiéis daquele que é o “autor e consumador da fé - Jesus” (Hebreus 12.2). Proclamar a palavra de Jesus ao mundosignifica abandonar a prática espúria e humana da canonização de mortais comuns, pecadores como eu e você, em complexos, mas inúteis processos eclesiásticos, que não têm o poder de aferir ou atribuir poderes especiais a esses santos. Proclamar a mensagem de Jesus, seria abandonar a adoração e devoção à “Nossa Senhora Aparecida” e a tantas outras “Nossas Senhoras” e ídolos que integram a religião Católico-Romana. Vejam o que nos diz a Bíblia:
Salmo:
115.3   No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada.
115.4   Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens.
115.5   Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem;
115.6   têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram.
115.7   Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta.
115.8   Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam.
115.9   Israel confia no SENHOR; ele é o seu amparo e o seu escudo.
Habacuque
2.18   Que aproveita o ídolo, visto que o seu artífice o esculpiu? E a imagem de fundição, mestra de mentiras, para que o artífice confie na obra, fazendo ídolos mudos?
Jeremias
10.3   Porque os costumes dos povos são vaidade; pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, com machado;
10.4   com prata e ouro o enfeitam, com pregos e martelos o fixam, para que não oscile.
10.5   Os ídolos são como um espantalho em pepinal e não podem falar;necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, e não está neles o fazer o bem.

4. O DESTINO DAS PESSOAS: Rejeitar o ensino de que existe um estado pós-morte que proporciona uma “segunda chance” às pessoas. A doutrina do purgatório não tem base bíblica e surgiu exatamente dos livros conhecidos como apócrifos (em 2 Macabeus 12.45), sendo formalizada apenas nos Concílios de Lyon e Florença, em 1439. Mas Jesus e a Bíblia ensinam que existem apenas dois destinos que esperam as pessoas, após a morte: Estar na glória com o Criador – salvos pela graça infinita de Deus (Lucas 23.43 – “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” – e Atos 15.11 -  fomos salvos pela graça do Senhor Jesus”), ou na morte eterna (Mateus 23.33 – Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?”), como consequência dos nossos próprios pecados. Proclamar a palavra de Jesus ao mundo é alertar as pessoas sobre a inevitabilidade da morte eterna, pregando o evangelho do arrependimento e a boa nova da salvação através de Cristo, sem iludir os fiéis com falsos destinos.

5. AS REZAS: Rejeitar os “mantras” religiosos, que são proferidos como se tivessem validade intrínseca, como fortalecimento progressivo pela repetibilidade. É o próprio Jesus que nos ensinou, em  Mateus 6.7: “... orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos”. É simplesmente incrível como a ficha não tem caído na Igreja Católica, ao longo dos séculos e, mesmo com uma declaração tão clara contra as repetições, da parte de Cristo, as rezas, rosários, novenas, sinais da cruz etc. são promovidos e apresentados como sinais de espiritualidade ou motivadores de ação divina àqueles que os repetem. Proclamar a palavra de Jesus ao mundo é dirigir-se ao Pai como ele ensina, em nome do próprio Jesus, no poder do Espírito Santo, abrindo o nosso coração perante o trono de graça (Filipenses 4.6: Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”).

Conclusão:
Assim, enquanto acompanhamos a visita, é verdade que podemos admirar a coragem deste homem, Jorge Bergoglio, que tem se pronunciado claramente contra alguns pecados aberrantes que estão destruindo a família e a sociedade. No entanto, muito falta para que a Palavra de Deus e os ensinamentos de Jesus façam parte real de sua mensagem e de uma igreja transformada pelo poder do Espírito Santo – como vimos em cada uma dessas áreas mencionadas (e em outras, também).

Em toda essa situação, podemos aprender algumas coisas: (1) Pedir a Deus que dê forças às nossas lideranças evangélicas, e a nós mesmos, para termos intrepidez no interpelar de governantes e da mídia, quando promovem leis e comportamentos que contradizem totalmente os princípios que Deus delineia em Sua Palavra. Estes princípios sempre são os melhores para o bem da humanidade, na qual o povo de Deus (incluindo nossos filhos e netos) está inserido. (2) Exercitar cautela em nossa apreciação e entusiasmo das ações e palavras do Papa – a idolatria e diminuição da intermediação de Cristo continuam bem presentes em sua visão religiosa e na Igreja que o tem como líder. Envolvimentos de evangélicos nessas celebrações são totalmente desprovidas de base bíblica - representam um descaso por essas profundas diferenças doutrinárias que representam a diferença entre a vida e a morte espiritual das pessoas. (3) Clamar a Deus por misericórdia e salvação real para o nosso povo e para a nossa terra. Como é triste em ver tantos olhos e esperanças fixados em santos, mitos, misticismo e na pessoa humana, em vez de no Deus único soberano. O Deus da Bíblia é a esperança de nossas vidas. É ele que nos alcança e nos fala em Cristo Jesus, pelo poder do Espírito Santo. Esse nosso Deus é real e eterno e não temporal como o Papa.

Solano Portela

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

LENINE, SPURGEON E SALOMÃO


LeninePor Rodrigo Ribeiro
Nem todo dia o sol brilha com a mesma intensidade. Em nossa existência também iremos nos deparar com o céu nublado e até mesmo tempestades torrenciais. A mentira habita nos lábios daquele que propaga uma verdade diversa desta, ainda mais se esta fábula for direcionada aos cristãos, uma falsa promessa de vida mansa e pacífica, distante de tribulações. Certo é que todos já encaramos e também iremos encarar tempos difíceis em nossa vida, a grande questão é somente uma: como iremos líder como eles? Seremos despedaçados em meio à turbulência ou iremos sair dela mais fortalecidos?
Neste sentido, dentre várias preciosas orientações de como lidar com os tempos nebulosos da vida, destaco uma frase do príncipe dos pregadores, o Pastor Batista Charles Spurgeon que afirmou que “aqueles que mergulham no mar das aflições trazem pérolas raras para cima”, apontando para soberania de Deus e sua maravilhosa providência, que nos fez descansar certos de que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8:28).
A respeito deste dilema onipresente nos corações humanos, é possível perceber ainda uma profunda e verdadeira reflexão vinda de um lugar inesperado, pelo menos para alguns mais ascéticos. Também existem verdade e graça fora dos muros eclesiásticos, ainda não seja a graça salvífica, mas sim a comum, pois “toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” (Tiago 1:16-17) e nisto está incluso a boa arte, assim como a boa ciência e etc.
No instante que o movimento gospel declina de uma teologia saudável, especialmente em temas como o sofrimento, Deus tem levando pedras para clamar. E vos apresento neste instante uma breve reflexão num destes clamores, nos instruindo a respeito de uma forma de lidar com os dias maus em perfeita consonância com a verdade bíblica. Observem a letra da canção “Eu Envergo Mais Não Quebro” do Pernambucano Lenine:
Se por acaso pareço
E agora já não padeço
Um mal pedaço na vida
Saiba que minha alegria
Não é normal todavia
Com a dor é dividida
Eu sofro igual todo mundo
Eu apenas não me afundo
Em sofrimento infindo
Eu posso até ir ao fundo
De um poço de dor profundo
Mais volto depois sorrindo
Nesta etapa inicial da música, especialmente na estrofe em negrito, podemos observar uma nítida semelhança com a perspectiva apresentada no inicio pelo Pastor Batista Charles Spurgeon, com base nos escritos do Apóstolo Paulo. De fato ainda que sejamos submersos pelo mar bravio das aflições, não devemos sucumbir em meio à dor, devemos retornar a superfície trazendo uma pérola preciosa, com um retumbante sorriso nos lábios. A mesa verdade é manifesta nas palavras destes dois homens, e só porque um incrédulo (Lenine) falou não podemos descartar uma verdade tão visível. Ela também vem de Deus.
Em tempos de tempestades
Diversas adversidades
Eu me equilíbrio e requebro
É que eu sou tal qual a vara
Bamba de bambú-taquara
Eu envergo mas não quebro (2x)
As adversidades certamente nos acometem, mas nessa hora é preciso compreender que ainda que moídos, torcidos, envergados, não devemos desfalecer, pois não seremos quebrados. O choro pode durar uma noite, ou várias, mas amanhã irá despontar na alvorada. O que nos resta? Nos equilibrar e aguardar o raiar do sol.
Não é só felicidade
Que tem fim na realidade
A tristeza também tem
Tudo acaba, se inicia
Temporal e calmaria
Noite e dia, vai e vem
Neste momento é possível chamar o Rei Salomão para tomar parte na melodia, visto que ele mesmo em Eclesiastes 1, versículos de 2 à 7, nos informa, sob a inspiração do Espírito Santo, que não há nada de novo debaixo da terra e que tudo é vaidade, de modo que o sol nasce e depois se põe, as gerações vem e vai, o mar sempre corre para o mar e assim por diante. Tudo sempre começa e termina, num ciclo sem fim. O temporal e o dia mau não fogem desta regra. Aparentemente o mesmo inspirador este por trás destes versos. E por que não?
Quando é má a maré
E quando já não dá pé
Não me revolto ou me queixo
E agora o músico envergonha uma multidão de religiosos que não se contentam em murmurar contra a providência de Deus, mas chegam ao disparate de coloca-lo na parede, ordenando que mude a sorte deles, restituindo e lhes dando um bom tempo. Lenine, embalsamado na graça de Deus, nos apresenta outro caminho, que não é novo: a piedade com contentamento, que nos é ensinada por Paulo em 1 Timóteo 6.6-8. Mais uma voz o apóstolo participa da melodia popular brasileira.
E tal qual um barco solto
Salto alto mar revolto
Volto firme pro meu eixo
Em noite assim como esta
Eu cantando numa festa
Ergo o meu copo e celebro
Os bons momentos da vida
E nos maus tempos da lida
Eu envergo, mas não quebro (4x)
Por fim, para terminar com chave de ouro, a poesia musicada nos indica mais uma postura: aproveitar e celebrar os dias bons, como forma de nos equipar para suportar os inevitáveis dias maus. Mas uma vez precisamos nos arvorar na antiga e sempre atual sabedoria de Salomão que corrobora com o cantor pernambucano: Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe com coração contente o teu vinho, pois já Deus se agrada das tuas obras. (Eclesiastes 9:7). E contexto do texto em questão é exatamente este: o homem não controle sobre o bem ou mal que lhe é acometido, sendo assim, ele deve aproveitar as bênçãos de Deus e descansar Nele, pois o Senhor se agradou de antemão de suas obras.
Diante desta análise gostaria de sugerir duas reflexões oportunas: primeiramente, não limite a verdade de Deus às quatro paredes do templo. A igreja é sim o baluarte da verdade, mas a graça de Deus ainda se encontra em várias manifestações e ignorar isto, rejeitando as coisas pela fonte e não pelo conteúdo, significa ingratidão contra o próprio Deus que capacitou os homens. Prestemos atenção nas palavras de Calvino: “Mas contaremos qualquer coisa como digna de louvor ou nobre sem ao mesmo tempo reconhecermos que vem de Deus? Que nos envergonhemos de nossa ingratidão, na qual nem os poetas pagãos caíram, pois eles confessavam que deuses tinham inventado a filosofia, as leis e todas as artes úteis.” [1]

E por último, que possamos refletir nesta canção, assim como na frase Spurgeon e nos textos bíblicos de Paulo e Salomão que fazem coro em uma só voz. A dor estará presente nesse mundo, pelo menos até que Cristo volte. Os dias maus ainda irão nos alcançar, mas que possamos descansar nos braços de nosso Senhor, sabendo que ainda que venhamos a envergar, certamente ele não permitirá que sejamos destruídos.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Jezabel, Modelo de Mulher à Não Ser Seguido.





“Nunca existiu ninguém como Acabe que, pressionado por sua mulher, Jezabel, vendeu-se para fazer o que o Senhor reprova. Ele se comportou da maneira mais detestável possível, indo atrás de ídolos, como faziam os amorreus, que o Senhor tinha expulsado de diante de Israel”. (1 Reis 21: 25-26)

             Acabe estava amargurado e triste deitado em sua cama porque Nabote, um jezreelita, que possuía uma vinha ao lado do seu palácio não quis vendê-la para que Acabe pudesse fazer uma horta no lugar. Então Jezabel, esposa de Acabe, vendo a tristeza de Acabe, foi até ele e disse-lhe: "É assim que você age como rei de Israel? Levante-se e coma! Anime-se. Conseguirei para você a vinha de Nabote, de Jezreel”. (1 Reis 21: 7)

             Após esse episódio, Jezabel escreveu cartas em nome de Acabe, pedindo aos anciões e aos nobres, para trazerem Nabote cativo para frente do palácio, de frente a todo o povo. E para que o colocasse à frente de dois homens más e que estes acusariam Nabote de ter blasfemado contra Deus, e depois deveriam levá-lo para fora e apedrejá-lo até a morte. Assim o fizeram até a morte de Nabote. Jezabel após saber a notícia correu a Acabe e disse-lhe: "Levante-se e tome posse da vinha que Nabote, de Jezreel, recusou-se a vender-lhe. Ele não está mais vivo; está morto!" (1 Reis 21: 15b)

            Elias, enviado pelo Senhor, foi até onde Acabe se encontrava e lhe disse: "porque você se vendeu para fazer o que o Senhor reprova”. (1 Reis 21: 20b).

Depois de lermos sobre esse capítulo da história de Jezabel e seu esposo Acabe, trago de volta as primeiras partes do texto onde cito o versículo 25 parte b deste capítulo 21, onde diz: “porque Jezabel, sua mulher, o instigava”. Por isso Jezabel é um exemplo de esposa e mulher a não ser seguida, ela foi má, ela agiu com pensamentos dobres, onde buscou um único benefício, sem pensar nas consequências que isto traria para ela e sua família, ela quis tomar as “rédeas” dos problemas do marido e acreditou que ia conseguir tudo isso satisfazendo o desejo de Acabe de possuir a vinha, na verdade ela acabou destruindo tudo.

            Acabe era um rei e possuía poder e autoridade, estes sabemos que são dons de Deus. Os que os possuem estes dons têm a responsabilidade divina de utilizar esse poder e essa autoridade com piedade. Mas Acabe não soube usar isso corretamente, deixando Jezabel ser autoritária, e acabaram que os dois pecaram contra Deus. Mas se voltarmos um pouco na Bíblia veremos que Acabe e Jezabel já começaram pecando contra Deus em seu casamento: “Acabe, filho de Onri, fez o que o Senhor reprova, mais do que qualquer outro antes dele. Ele não apenas achou que não tinha importância cometer os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, mas também se casou com Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, e passou a prestar culto a Baal e a adorá-lo.  No templo de Baal, que ele mesmo tinha construído em Samaria, Acabe ergueu um altar para Baal”. (1 Reis 16, 30-32).
            Então, de quais características de Jezabel podemos tirar ensinamentos para nosso crescimento?

1º Jezabel era perseguidora implacável daqueles que serviam a Deus

             Tantas mulheres hoje em dia tentam conseguir seus objetivos utilizando-se de meios carnais e assim se tornando perseguidoras, atrapalhando a vida espiritual dos homens. Não devemos ser empecilhos como paredes e obstáculos, mas sim facilitadoras do reino de Deus como pontes e escadas.

2º Jezabel muitas vezes conseguiu inspirar e seduzir os servos não vigilantes a comerem coisas sacrificadas aos ídolos

             Hoje em dia nossa sociedade cristã está corrompida por idolatrias das mais diversas. A tolerância passiva também é outro grande dilema, tolerando algumas coisas acabamos concordando com elas e isso a igreja moderna tem feito muito bem.

3º Jezabel não se submetia ao seu esposo

            Augustus Nicodemos escreve em seu livro “A Bíblia e sua família”: “Sujeitar-se significa ‘colocar-se sob autoridade de alguém, submeter-se, obedecer’. O conceito neotestamentário de submissão a alguém que está em autoridade não implica a inferioridade do que se sujeita nem a superioridade do que está em autoridade. Trata-se de funções, e não de valor pessoal...homem e mulher são iguais, embora desempenham papéis diferentes.”

            A submissão e o temor do SENHOR andam juntos, precisamos entender submissão como uma atitude de amor. (Não vou entrar do ‘dilema’ sobre submissão feminina se não ia dar muito pano para manga rsrs)

4º Jezabel tomou as dores de Acabe para si

            Lemos que Jezabel logo notou que seu esposo estava mau e então tentou dar um jeito de arrumar a história para ele. A preocupação de esposa é normal e agradável em um casamento, mas tentar ferir o outro por conta da mágoa que o esposo sofreu é claramente inaceitável, é errar por você e por ele. As mulheres devem se levantar com sabedoria para ajudar seus esposos e não como Jezabel fez, com falsidades, mentiras e enganações. Quando quebramos os mandamentos de Deus o desagradamos profundamente. Nós mulheres precisamos ser cheias do Espírito Santo de Deus, conselheiras e auxiliadoras (lembrando que essa não é somente uma lição para casadas, mas para solteiras que buscam um compromisso com um homem de Deus também).         Deus quer ser glorificado em nossas vidas e como podemos fazer isso é nos submetendo à sua vontade que é boa, perfeita e agradável. Proponho que possamos orar mais pedindo ao SENHOR para sermos mulheres segundo o coração de Deus, para que assim possamos ser benções em nossos relacionamentos como amigas, esposas, mães e irmãs. Glória a Deus sempre!

Laryssa Lobo

É Certo Um Cristão Se Casar Com Alguém Que Não Compartilhe Da Mesma Fé? Com a Palavra Timothy Keller






"NÃO SE PERMITA CRIAR UM ENVOLVIMENTO EMOCIONAL PROFUNDO COM UMA PESSOA NÃO CRISTÃ. Trata-se de uma questão controversa, embora essa advertência não deva causar surpresa a quem leu este livro até aqui. A Bíblia sempre pressupõe que cristãos devem se casar com outros cristãos. Em 1Coríntios 7.39, por exemplo, Paulo diz: 'A mulher está ligada a seu marido enquanto ele viver. Mas, se o seu marido morrer, ela estará livre para se casar com quem quiser, contanto que ele pertença ao Senhor' (NVI). Outras passagens são usadas para corroborar esse princípio, e com razão. Em 2Coríntios 6.14,15 lemos: 'Não vos coloqueis em jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? que comunhão há entre luz e trevas? Que harmonia existe entre Cristo e Belial? Que parceria tem o crente com o incrédulo?'. As muitas proibições no AT de que judeus se casassem com não judeus podem parecer, à primeira vista, exigir que a pessoa se case com alguém da mesma etnia, mas passagens como Números 12, em que Moisés se casa com uma mulher de outra etnia, indicam que a preocupação de Deus não era o casamento inter-racial, mas o casamento com alguém de outra FÉ.

Muita gente considera que desestimular os cristãos a se casar com alguém que não compartilhe da mesma fé é algo preconceituoso e bitolado, mas há fortes razões para essa regra bíblica. Se seu parceiro não compartilha de sua fé cristã, ele não a entende da mesma forma que você, que tem uma experiência interior dessa fé. E se Jesus ocupa uma posição central em sua vida, isso significa que seu parceiro não entende VOCÊ de fato. Não entende sua motivação principal, a base para tudo o que você faz. Como observamos em capítulos anteriores, ninguém é capaz de conhecer seu parceiro perfeitamente antes de se casar. Mas, quando duas pessoas que têm em comum a fé em Cristo se casam, cada uma sabe algo importante a respeito das motivações fundamentais da outra pessoa de como a outra pessoa encara a vida. Se, contudo, você se casa com alguém que não compartilha de suas convicções mais profundas e importantes, com frequência você tomará decisões que fugirão inteiramente à compreensão do seu cônjuge. Essa área de sua vida que, aliás, é a mais importante, será sempre obscura e misteriosa para seu cônjuge.

A essência da intimidade no casamento é que você finalmente tem alguém que, com o tempo, virá a conhecê-lo e aceitá-lo como você é. Seu cônjuge deve ser alguém de quem você não precise se esconder, ou que você não precise 'enrolar'; deve ser alguém que o entenda. Se, contudo, a pessoa não for cristã, não conseguirá compreender a essência do seu coração.

Se você se casar com alguém que não compartilha de sua fé, há dois caminhos a seguir. No primeiro, você terá de se tornar cada vez menos transparente. Na vida cristã normal e saudável, você relaciona Cristo e o evangelho a todas as coisas. Você pensa em Cristo quando assiste a um filme. Você baseia suas decisões em princípios cristãos. Medita sobre aquilo que leu na Bíblia naquele dia. Se, contudo, você for natural e transparente sobre todos esses pensamentos, para seu cônjuge isso será entediante, irritante ou mesmo ofensivo. Ele dirá: 'Não fazia ideia de que você era tão fanático'. E você terá de esconder isso tudo.

No segundo caminho, a pior possibilidade, você removerá Cristo da posição central em seu consciente. Terá de deixar o fervor do seu coração por Cristo esfriar. Também terá de deixar intencionalmente de pensar na relação que há entre seu compromisso cristão e cada uma das áreas de sua vida. Rebaixará Cristo em sua mente e coração, pois, se continuar a mantê-lo no centro, se sentirá isolado de seu cônjuge.

Esses dois resultados são, obviamente, terríveis. Por isso você não deve se casar com alguém que você sabe que não compartilha de sua fé cristã".

Timothy Keller. O Significado do Casamento. São Paulo: Vida Nova, 2012. pp. 254-256.

A MINHA GRAÇA TE BASTA





“A minha graça te basta” (2Coríntios 12:9)

“...Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais ( Deus vos trata como filhos ); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos.” (Hebreus 12:5-8)



No capítulo 12 da segunda carta aos Coríntios, Paulo descreve que em sua carne fora posto um espinho (não descrito com clareza), pelo qual orou três vezes a Deus para que ele fosse retirado, porém o que ouviu do Senhor foi “a minha graça te basta”. O autor do livro de Hebreus 1 discorre acerca da prova do amor de Deus na correção. Mesmo sendo epístolas que buscavam tratar de assuntos diferentes 2ambas mostram o tratar de Deus com o homem nas adversidades. Há quem diga que o sofrimento não é algo que os verdadeiros cristãos passem, mas veremos que esse tipo de pensamento está em disparidade com o evangelho das Escrituras.
Imagine se nenhum dos personagens bíblicos tivessem sido sujeito à provações ou a certas afrontas e ultrajes. Imagine agora quem seria você se não tivesse passado por alguma adversidade na vida. Certamente se tais coisas deixassem de acontecer não conheceríamos nem o pouco que conhecemos sobre a misericórdia e graça divinas e com toda certeza não teríamos crescido na fé. E assim confesso que a cada adversidade que vivo e após seu termino, lembro das outras e me pergunto duas coisas: onde eu estaria e como eu seria, caso elas não tivessem acontecido em minha vida. E é interessante porque na mesma medida que perguntas como essas aparecem lembro-me do paralelo que certa vez pude perceber: Paulo e Esaú.
Lembrando que Esaú, filho de Isaque e neto de Abraão, foi homem perito em caça, homem do campo (Gn 25:27) e uma de suas características era ser impulsivo e por isso acabou por vender a sua primogenitura a seu irmão em troca de uma refeição (pois havia voltado do campo e se achava bastante fraco e faminto) e em um momento mais a frente, perde a benção do seu pai. Pela venda de sua primogenitura Esaú foi considerado por Paulo como um desrespeitador das coisas sagradas, abdicando de um direito tão impar quanto o de ser peça importante no plano de Deus. Não, não ache que fugi ao tema, pois se continuar lendo a história de Esaú verá que ele foi alguém que viveu a seu bel prazer, ou em outras palavras, a vida deste homem foi entregue a sua vontade errante de viver a vida como bem quis. Esaú foi um típico filho bastardo, sem correção; alguém que simplesmente viveu sem buscar o conhecimento de quem era Deus e qual a importância disto para Ele.
Olhando para vida de Paulo, notamos claramente por tudo o que viveu e escreveu era reflexo de uma vida transformada pela ação divina. Paulo quando buscou fazer aquilo que bem queria (perseguir os cristãos da época), Deus o impediu, literalmente derrubou-o do cavalo, o fez cair de seu ego. E para que Paulo não esquecesse de que dependia totalmente de Deus, tinha uma dificuldade (espinho na carne, como dito acima)
Existe uma diferença entre a forma que cada um dos personagens citados agiu. Enquanto um, atraído pela graça de Deus, foi moldado e aperfeiçoado outro foi quem ele “desejou” 3 ser.
O mais miserável dos seres humanos é aquele que Deus simplesmente deixou ser o que bem quis ser, por assim dizer. Ou seja, os que estão sem repreensão, constituem, na verdade aqueles que são obras da criação de Deus, mas que se apresentam como filhos bastardos, mas que nesse caso, foram os filhos que não reconheceram Deus como pai, assim como Esaú desconsiderou a primogenitura, assim como o rei Saul foi o rei que desejou ser e não que Deus o ordenou a ser.
Spurgeon em um de seus sermões devocionais sugeriu a pequena “parábola” :

Há um farol em alto mar: a noite está calma - não posso dizer se sua estrutura é sólida ou não; a tempestade precisa desabar sobre ele, e só assim saberei se continuará em pé. Assim é com a obra do Espírito Santo: se ela não fosse cercada por águas tempestuosas em muitas ocasiões, não saberíamos que é forte e verdadeira; se os ventos não soprassem sobre ela, não saberíamos o quanto é firme e segura. As obras-primas de Deus são aqueles homens que permanecem firmes, inabaláveis, em meio às dificuldades:  "Calmo em meio ao choro transtornado Confiante na vitória."

                Em qualquer situação, a graça de Deus nos basta. Se estamos sendo açoitados pelas dificuldades nesse momento é por uma razão, é para o nosso aperfeiçoamento, para o crescimento do cristão.

Soli Deo Gloria



[1] Não se sabe ao certo quem escreveu, porém supõe-se Paulo como um dos mais prováveis.

            [2] Em 2ª Coríntios o propósito era Afirmar o ministério do Paulo e defender sua autoridade como apóstolo, assim como refutar aos falsos professores em Corinto.  Já no livro de Hebreus, Apresentar a suficiência e a superioridade de Cristo.

            [3] Logicamente, desejou viver de acordo com a influência pecaminosa natural e também inerente a todo homem não regenerado.




Felipe Alexandre Medeiros

CORONEL JOÃO DOURADO (1854-1927)

Alderi Souza de Matos João da Silva Dourado nasceu em Caetité, sul da Bahia, no dia 7 de janeiro de 1854. Era filho de João José da Silva Do...