sábado, 10 de agosto de 2019

QUANDO SURGIU O DIA DOS PAIS

Resultado de imagem para dia dos pais

Em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Já adulta, Sonora se sentia orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos. A partir daí a comemoração se difundiu da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a ideia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972). O Dia dos Pais no Brasil, foi importado pelo publicitário Sylvio Bhering. Instituído no dia 14 de Agosto de 1953, atualmente é comemorado no 2º domingo do mês de agosto, sendo a data brasileira diferente da americana e europeia.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Relativize o relativismo!


Resultado de imagem para imagens relativize o relativismo

A geração atual, também conhecida por millenial, é avessa às regras. Na visão do filósofo Norman Doidge, esta é “a primeira geração diligentemente ensinada sobre duas ideias aparentemente contraditórias sobre moralidade... Essa contradição deixou-os, em geral, desorientados e inseguros... Veem a moralidade como relativa, no mínimo um ‘julgamento de valor’ pessoal... A moralidade de cada grupo não é nada além da tentativa de exercer poder sobre o outro... portanto, o mais decente a ser feito é demonstrar tolerância com as pessoas que pensam de modo diferente... Uma vez que não sabemos diferenciar o certo do errado ou o que é bom, a coisa mais inadequada que um adulto pode fazer é dar conselhos aos mais jovens sobre como viver.”

E Doidge continua: “infelizmente as pessoas não conseguem tolerar o caos inerente à vida, não conseguem viver sem uma bússola moral, sem um ideal para guiar suas vidas e assim surge o niilismo e o desespero. O resultado é uma geração sem direção, achando que a única virtude existente é não possuir qualquer concepção ou ideia formada sobre os assuntos mais palpitantes da vida.”

Então, o problema do relativismo é sua relatividade. Irônico, não? Ao dizer que “tudo é relativo!”, esbarramos na compreensão de que, até mesmo tal afirmação precisa ser relativizada, portanto, ela não é essencialmente verdadeira. Você não pode se firmar nesta afirmação. Não porque ela seja falsa, mas porque ela não é verdadeira. É possível tal dialética!?

A verdade é que todos nós precisamos de regras e princípios básicos que norteiem nossa caminhada, embora reconheçamos que costumes específicos variem de lugar para lugar. Ainda assim, podemos perceber que em todas as culturas, por mais primitivas ou sofisticadas que sejam, é preciso criar regras, leis e costumes.

O escritor C. S. Lewis tenta exemplificar isto da seguinte forma: “todos já viram pessoas discutindo. Às vezes, a discussão soa engraçada; em outras, apenas desagradável. Dizem, por exemplo: “Você gostaria que fi­zessem o mesmo com você?”; “Desculpe, esse banco é meu e eu sentei aqui primeiro”, “Por que você teve de entrar na frente?” Essas coisas são ditas todos os dias por pessoas cultas e incultas, por adultos e crianças.”

Ao fazer isso a pessoa apela para um padrão de compor­tamento que o outro deveria conhecer, mas raramente responde-se: “ao inferno com o padrão!”. Está claro que os envolvidos na dis­cussão conhecem uma lei ou regra de conduta leal, de comportamento digno ou moral, ou, como quer que queiramos chamar, há um padrão com o qual efetivamente concordam. Ora, essa lei ou regra do certo e do errado era cha­mada de Lei Natural.

Portanto, se o relativismo se torna o fundamento social, ideias como moral, valores e princípios nada mais são que formulações teóricas e preconceituosas. Tudo é válido porque ninguém pode dizer se isto é correto ou não... Aliás, para que serve sistema judiciário, polícia, família, casamento? Para que servem mesmo as regras? Se tudo é relativo, não há regras nem leis...

Rev Samuel Vieira

terça-feira, 23 de julho de 2019

Equívocos



Resultado de imagem para imagens equivocos

Uma das conhecidas máximas de Sócrates, filósofo grego, é a seguinte: “Quanto mais sei, mais sei que nada sei”.
Como facilmente julgamos erroneamente o que vemos, ou interpretamos de forma incorreta o que nos é dito. É fácil se equivocar no julgamento dos fatos, assim como é fácil se equivocar acerca das pessoas.

Na Bíblia há um relato interessante sobre isto. O profeta Samuel é enviado por Deus à casa de Jessé para ungir um de seus filhos para ser rei em Israel. Eram oito filhos, incluindo Davi que não estava presente, e quando Eliabe entrou, Samuel disse consigo: “Certamente, está perante o Senhor o seu ungido. Porém, o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração”.

O grande problema é que não seguimos o que é verdade, mas o que julgamos ser a verdade. Não necessariamente julgamos os fatos corretamente, mas damos a interpretação dos fatos; nem avaliamos corretamente as pessoas, mas a visão que desenvolvemos acerca delas.

Por isto é que você já teve ter vivido situações nas quais posteriormente admitiu que estava equivocado em relação a alguém, tanto por dar crédito a alguém duvidoso, quanto para suspeitar de alguém fidedigno.

Errar na interpretação é errar na vida. Nossos pressupostos e valores nos guiam e passamos a viver baseados naquilo que cremos e aceitamos como verdadeiro. Por isto, errar na avaliação cobra um dividendo tão caro. Quando a realidade vem à tona e revela o equívoco, ficamos irritados, frustrados ou nos tornamos vitimizados. 

Mark Twain afirma: “O que nos causa problemas não é o que não sabemos. É o que temos certeza que sabemos e que, no final, não é verdade”.  O pensamento é o produto mental decorrente da capacidade que todos os seres humanos possuem de trabalhar com a sua mente. Infelizmente muitas vezes cometemos “erros de pensamento”.

Em outras ocasiões, consideramos que existe somente o preto e o branco e nos esquecemos do cinza. Na verdade, existe uma zona cinzenta na qual as cores não são muito definidas mas ainda assim queremos afirmar que são pretas ou brancas.

A verdade é que todos nós, cometemos equívocos. Uma atitude de humildade e confissão, pode ser redentora. Muitas vezes o problema não é apenas cometer equívocos, mas insistir em sustentar uma mentira, mesmo depois que já entendemos nosso erro, simplesmente porque somos incapazes de dizer: “Me perdoa!”, ou “eu reconheço minha falha”, ou ainda “me ajude!” O equívoco pode real, mas a cura também pode ser completa, quando deixamos de sustentar aquilo que, no final, descobrimos que é falso. Isto é libertador!

Rev Samuel Vieira.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Não te impacientes...



Resultado de imagem para imagens impaciencia


Peter Marshal, capelão do Senado americano foi um brilhante orador. Um dos seus sermoes mais marcantes foi: “Pecado no tempo presente!”.

Ele narra a história de um pai e seu filho interagindo. Eles costumavam levar suas colheitas para venderem na cidade num determinado dia da semana. O filho era extremamente agitado, ao passo que o pai era calmo e paciente.
Muitos anos atrás, no Japão, havia um rapaz que cultivava um pequeno canto de terra.

Diversas vezes por ano, carregavam o carro de boi com verdura e iam à cidade mais próxima. A não ser o nome e o pequenino canto de terra, pai e filho tinham muito pouca coisa em comum. O velho cria em não trabalhar demais...e o filho era ativo.

Certa madrugada carregaram o carro, atrelaram o boi, e saíram a caminho. O jovem calculou que, se acordassem cedo, logo poderiam estar na cidade para vender seus produtos. Andava ao lado do boi, picando-o com o aguilhão para andar.

-“Calma”, dizia o velho. “Você viverá mais”

-“Se chegarmos ao mercado antes dos outros”, disse seu filho, “teremos a oportunidade de conseguir melhores preços”.

O velho puxou o chapéu sobre os olhos e pôs-se a dormir no banco. Seis quilômetros depois, chegaram a uma pequenina casa.

-“Cá está a casa de seu tio”, disse o pai. “Vamos parar e dizer bom dia?”.

-“Já perdemos uma hora”, retrucou o rapaz.

- “Então mais alguns minutinhos não farão diferença”, replicou o pai. Meu irmão e eu vivemos tão perto e quase nunca nos vemos”.

O moço se movia impaciente enquanto os dois senhores conversavam e davam boas risadas, tomando o seu chá. A caminho outra vez, o pai, por sua vez se incumbiu do boi. Um pouco mais adiante, chegaram a uma encruzilhada. O velho tocou o boi à direita.

-“O caminho à esquerda é mais curto”, disse o rapaz.

-“Eu sei”, disse o velho, mas este é mais bonito.

-“Você não faz caso tempo, faz?”, perguntou, impaciente, o jovem.

-“Faço muito caso” disse o velho. “É por isso que eu gosto de usá-lo para ver coisas bonitas”.

O caminho a direita passava por florestas e flores do mato. O jovem estava tão ansioso que não reparou quão belo era a natureza.

-“Esta é a última viagem que faço com o Senhor”, disse zangado o filho. O senhor se incomoda muito mais com flores de que com ganhar dinheiro”.
-“Isso é a coisa mais amável que você me diz há muito tempo” sorriu o velho.
Dois quilometros adiante, encontraram um fazendeiro tentando tirar seu carro de um buraco.

-“Vamos ajudá-lo”, disse o pai.

-“...e perder mais tempo?” explodiu o filho.

-“calma” disse o velho. “você poderá cair num buraco também algum dia”.

Quando conseguiram tirar o carro, tinham perdido um tempo precioso, na visão daquele rapaz, eram quase 8 horas da manhã, iam chegar tarde à feira, apesar de terem acordado tão cedo. Iam perder bons negócios...

Repentinamente um som estranho e um risco estranho rasgou o céu. Ouviu-se um trovão, assustador.

Além das montanhas, os céus ficaram negros.

-“Parece que vai chover muito na cidade”, disse o velho.

-“Se não tivéssemos perdido tempo, teríamos vendido tudo já!  resmungou o filho.

-“Calma, disse o velho, você viverá mais”.

Quando alcançaram, ainda bem distante, o topo do morro, ficaram perplexos com um o que viram. Por detrás daquele trovão, daquele barulho, e das nuvens escuras nos céus, viram uma cidade completamente destruída.

Ficaram olhando por longo tempo, nenhum deles falou.

Finalmente o moço que estivera com tanta pressa disse. “compreendo o que o Senhor quis dizer, papai”.

Viraram o carro e afastaram da cidade que tinha sido Hiroshima

Rev Samuel Vieira.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Orai sem cessar




Não importa a hora , não importa o lugar
Quer na bonança ou na tristeza
O crente é chamado a orar
Orar confiadamente, orar sem cessar

Dirigir súplicas confiadamente , a um Deus onipotente
Que ouve e segundo a sua vontade faz
Um Deus de relacionamento , um Deus que é Pai
Que nos dá acesso a Ele, em quem descansamos e temos paz.

Não definiu tempo, nem tampouco o lugar
Não definiu postura, nem a pessoa escolhida para orar
O Deus a quem direcionamos nossa oração
É o Deus onisciente  que sonda mente e coração

Qual o tempo específico para orar?
Sempre! Em todo tempo ! Em todo lugar!
Ore , confie, chore , ore , clame, ore
Agora , sempre ore sem cessar!

A oração nos molda , nos transforma , quebranta-nos e nos esvazia
A oração é bálsamo para alma, fonte de intensa alegria
Orar nos faz vivos e próximos do nosso Senhor
Orar , renova a confiança de pertencer a um Deus de amor.

Enquanto oramos não temos solidão
Temos a doce presença do Espirito Santo
Que geme de forma inexprimível diante do Pai por nós
E ajuda-nos a ouvir o Senhor e aquietarmos ante a Sua Voz

Orar pela família para Deus a  conduzir
Orar por um filho, para o caminho de Cristo ele seguir
Orar pela proteção do esposo para que a provisão do lar possa trazer
Orar buscando ser mulher sábia , para que prudente possa ser

Orar pela igreja  , noiva que Cristo amou
Orar pelos eleitos , ainda perdidos,  por quem Jesus se entregou
Orar pela liderança eclesiástica baluarte da congregação
Ore por sua vida , pedindo intimidade e santificação

Ore mulher, ore mãe e esposa, ore sem cessar
Sabendo que a tuas súplicas estão diante do trono da graça
 Serão  respondidas no tempo que o Senhor determinar
Aquiete e tranquilize teu coração , sabendo que o Senhor sempre te sustentará

                                                                                                  Cléria Fernanda
                                                                                          Utinga –Ba  18/06/2019

quinta-feira, 13 de junho de 2019

04 Razões Porque Festas Juninas Evangélicas São Sincréticas E Afrontam A Deus



Existe uma linha extremamente tênue entre contextualização e sincretismo religioso. Na verdade, ouso afirmar que não são poucos aqueles que no afã de contextualizarem a mensagem sincretizaram o Evangelho.


Antes de qualquer coisa, gostaria de afirmar que acredito na necessidade de que contextualizemos a mensagem da Salvação Eterna, sem que com isso, negociemos a essência do evangelho. O problema é que devido a "gospelização" da fé, parte da igreja brasileira começou a considerar todo e qualquer tipo de manifestação cultural ou religiosa como lícita, proporcionando com isso a participação dos crentes em eventos deste naipe, desde que portanto, houvesse mudança de nomenclatura. Nessa perspectiva, apareceram as baladas, festas e boates gospel, como também os arraiais evangélicos.

Diante do exposto, gostaria de ressaltar de forma prática e objetiva as principais razões porque não considero lícito ou adequado cristãos organizarem ou participarem de arraiais evangélicos:


1-) O Background histórico das festas juninas são idólatras, onde o objetivo final é venerar os chamados “santos católicos”.


Bom, ao ler essa afirmação talvez você esteja dizendo consigo mesmo: "Há, tudo bem, eu concordo, mas a festa junina que eu vou não é católica e sim evangélica, portanto, não rola idolatria."


Pois é, o fato de transformarmos uma festa idólatra numa festa gospel, não a torna uma festa legitimamente cristã. Do ponto de vista das Escrituras é preciso que entendamos que não fomos chamados a imitar o mundo e sim a transformá-lo.

2-) Um outro ponto que precisa ser considerado é que ao criarmos uma festa junina evangélica sem que percebamos estamos contribuindo com a sincretização do evangelho. Um dos graves problemas da igreja ao longo da história sempre foi a sincretização da fé.

3-) Em terceiro lugar acredito que a participação, bem como organização de festas juninas por parte dos cristãos aponta efetivamente para a "mundanização" da igreja. Paulo, em Romanos, nos ensina a não nos conformarmos com este século, (Romanos 12:1-2), o que significa nada mais, nada menos do que tomar a "forma" desde mundo.

4) Festa Junina não é evangelismo. Festa junina é paganismo. No afã de evangelizar, parte da igreja brasileira tem se aproximado de conceitos anticristãos, negociando assim, valores que jamais deveriam ser negociados. Talvez alguns estejam dizendo consigo mesmo: "O importante é que dá certo, por isso não vejo problemas em participar de uma festa junina. Quantos incrédulos não vão a esses eventos?" Ora, como já escrevi inúmeras vezes, o fato de uma coisa dar certo, não significa que ela esteja certa. Entretenimento nunca foi a melhor estratégia usada para a evangelização.

Como bem dizia Spurgeon a Palavra de Deus em nenhum momento nos incentiva a promover entretenimento com vistas a ganhar o perdido. o pregador inglês costumava afirmar que “Em nenhuma parte das Escrituras se diz que prover entretenimento às pessoas é uma função da Igreja.” Ele também afirmou que o diabo raramente criou algo mais perspicaz do que sugerir à igreja que sua missão consiste em prover entretenimento para as pessoas, tendo em vista ganhá-las para Cristo."

Diante do exposto não possuo a menor dúvida em afirmar que as igrejas que organizam festas juninas com danças, vestes caipiras e outras coisas mais, romperam a linha limite da contextualização embarcando de cabeça no barco do sincretismo.

Isto posto, me parece coerente e sábio que em situações deste tipo apliquemos a orientação paulina que diz: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam." (1 Coríntios 10:22-23)

É que penso!

Renato Vargens

sábado, 8 de junho de 2019

Percepções


Resultado de imagem para imagens percepcoes

Tudo o que acontece ao nosso redor passa pelo crivo constante de nossa parte, e nossos julgamentos podem ser corretos ou não acerca do que percebemos. Uma pessoa, ao sentir uma dor no peito, pode estar à beira de um infarto, e neste caso, sua percepção a livra da morte. Outra pessoa, entretanto, pode sentir uma dor no peito, e ao realizar exames médicos descobrir que não é nada grave, ou, até mesmo, nada.

Aos trinta e dois anos de idade, morando no Rio de Janeiro,  comecei a sentir uma dor incômoda no peito, e procurei o cardiologista que depois de fazer os procedimentos preventivos me deu a boa notícia de que não havia nada de errado com meu coração. Eu havia perdido dois amigos num curto espaço de tempo e havia somatizado minha dor. 

Jordan B. Peterson, terapeuta e filósofo, no seu livro “12 regras para a vida”, narra seu encontro com um paciente que foi de fato, perseguido por um esquilo, quando fazia um passeio pela floresta.

“O que você ouve na floresta, mas não consegue ver, pode ser um tigre. Pode ser até um bando de tigres, um mais faminto e cruel do que o outro, liderados por um crocodilo. Mas também pode não ser. Se você virar e olhar, talvez veja que é só um esquilo. Se você recusar a olhar, porém, será um dragão, e você não é um cavaleiro: é um rato confrontando um leão; um coelho paralisado pelo olhar de um lobo”.

A verdade é que, mesmo o que é terrível, frequentemente perde significância quando comparado ao que é terrível na imaginação. “A realidade ignorada se transforma na Grande Deusa do Caos, o grande e reptiliano Monstro do Desconhecido”.

Diante do possível engano, tente organizar seus sentimentos dando nome certo àquilo que lhe acontece. Nomear é perigoso ou libertador. Se nomearmos erroneamente podemos nos transformar em vítima daquilo que afirmamos a nosso respeito. Mas se nomearmos corretamente, a culpa, o medo e o passado podem ser redimidos quando usamos as palavras corretas.

É importante lembrar que nossos medos e fantasmas crescem melhor no escuro. Da mesma forma, o mal e o fungo se desenvolvem na penumbra, lugar onde a traça, a ferrugem, ratos e lacraias se escondem porque falta luminosidade. O sol afugenta o mal. A verdade nos liberta das trevas. Descobrir que o esquilo é apenas um esquilo, é altamente libertador. Saímos das trevas do medo, lançamos luz no imaginário e sombrio.

Percepções e julgamentos corretos, nos ajudam a entender quem realmente somos e assim, podemos identificar e simplificar as ameaças e reduzir a complexidade. Ajudam também a lidar com os outros e saber melhor como responder e se defender de relacionamentos e amores tóxicos.

Dê nome certo àquilo que você percebe, ou então, você será sempre presa da mórbida imaginação e da ameaça imaginária. Este é um caminho bem próximo da paranóia.

Rev Samuel Vieira.

CORONEL JOÃO DOURADO (1854-1927)

Alderi Souza de Matos João da Silva Dourado nasceu em Caetité, sul da Bahia, no dia 7 de janeiro de 1854. Era filho de João José da Silva Do...