terça-feira, 18 de julho de 2017

LÍNGUA UM SINAL PARA OS INCRÉDULOS.

Línguas Foram Um Sinal Para O Incrédulo Israel




       
 Uma verdade fundamental sobre as línguas bíblicas é que elas foram, principalmente, um sinal para Israel de que Deus estava estendendo o evangelho a todas as nações. Paulo esclareceu isto em suas instruções à igreja de Corinto, conforme a 1 Coríntios 14:20-22: “Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento. Está escrito na lei: Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor. De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis.”
          Os coríntios estavam abusando dos dons espirituais e, particularmente, enamorados pelas línguas. Como meninos espirituais  (1 Coríntios 3:1), eles estavam se exibindo uns aos outros. Paulo os admoesta a deixarem de ser meninos para se tornarem homens, quando entendessem o verdadeiro propósito das línguas. Estas eram o cumprimento da profecia de Isaías 28:11- 12, a qual foi dirigida aos judeus: “Assim por lábios gaguejantes, e por outra língua, falará a este povo. Ao qual disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; porém não quiseram ouvir”.
          As línguas miraculosas foram um sinal para os judeus incrédulos, [sinal] de que Deus estava falando a todas as nações e convocando todos os homens para um corpo espiritual composto tanto de judeus como de gentios. “Este povo” se refere à nação judaica da qual o profeta estava falando.
Sempre que vemos  o dom de línguas sendo exercido no Livro de Atos, os judeus estavam presentes. (Atos 2:6-11;10:46;19:6). No Dia de Pentecoste e em Atos 19 foram os próprios judeus que falaram em línguas.
        Fernand Legrand, um ex-pentecostal, faz a seguinte importante observação:

        “Convém notar que, onde quer que o sinal apareça, é sempre na presença dos judeus. E, onde não se encontram judeus, como em Atenas e Malta, também não se encontra o sinal... A exata natureza do sinal está onde se encontra a natureza de sua descrença...  O sinal denunciava ou corrigia sua falta de fé referente à salvação dos que falavam as línguas que eram estranhas à sua própria língua, isto é, os gentios... Mas nisto era exatamente no que os judeus não desejavam acreditar. De fato, eles eram os que ‘... também mataram o SENHOR Jesus e os seus próprios profetas... e ... impedem de pregar aos gentios as palavras da salvação, a fim de encherem sempre a medida de seus pecados; mas a ira de Deus caiu sobre eles até ao fim’... (1 Tessalonicenses 2:15- 16. A ideia de agora se tornarem um com os estrangeiros era mais do que os judeus do primeiro século podiam suportar.  Este simples pensamento foi suficiente para deslanchar o seu ativismo hebraico. Mesmo assim, esta seria a primeira coisa que eles deveriam entender e, finalmente, admitir. Portanto, Deus lhes deu o melhor sinal possível para fazê-los entender o que eles não queriam admitir. ELE OS FEZ, MIRACULOSAMENTE, FALAR NAS LÍNGUAS ESTRANGEIRAS. AO FAZÊ-LO, DEUS COLOCOU O LOUVOR JUDAICO NESTAS LÍNGUAS PAGÃS.

          “Uma simples, porém atenta leitura da Bíblia revela o cenário da ferrenha oposição relacionada a qualquer coisa que não fosse essencialmente judaica. Vemos Jonas odiar os homens de Nínive ao ponto de desobedecer a Deus... Em sua frustração ele chega ao extremo de pedir a própria morte. Se Nínive vive, Jonas deve morrer! Este espírito de oposição e descrença seria apenas reforçado, durante os séculos. Os judeus pertencem a Yahveh e Yahveh aos judeus, num íntimo círculo de fanatismo; todo mundo, exceto eles, é amaldiçoado...

          
Ousar sugerir que pessoas com línguas diferentes de sua própria língua poderiam ser beneficiadas pela bondade de Deus, era arriscar a própria vida. Eles levaram Jesus ‘até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem’ (Lucas 4:29), porque Ele havia dito: ‘Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome; e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva. E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o sírio’ (Lucas 4:25-27). Aos olhos deles isto significava mais do que merecer a própria morte.

“Que narrativa a de Atos 21:40-22:1-3!
 O prisioneiro Paulo, a caminho da fortaleza, ‘pondo-se em pé nas escadas, fez sinal com a mão ao povo; e, feito grande silêncio, falou-lhes em língua hebraica, dizendo: (Atos 21:40) “HOMENS, irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós. (E, quando ouviram falar-lhes em língua hebraica, maior silêncio guardaram). E disse: Quanto a mim, sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso de Deus, como todos vós hoje sois.’ (Atos 22:1-3)... ‘E disse-me: Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe. E ouviram-no até esta palavra, e levantaram a voz, dizendo: Tira da terra um tal homem, porque não convém que viva’. (Atos 22:21-22). O que os fez explodir desse modo? Foi a simples ideia de que Yahveh pudesse ser o Deus de todos os homens e de toda língua.

          “Agora fica mais fácil entender por que o falar em línguas é um sinal desta grande verdade e que ‘para este povo’ foi um meio de acesso ao mesmo...

          “Eles precisavam apenas se convencer a  abandonar sua crença particular e a não mais considerar impuros o povo e as línguas que Deus considerava bastante puras para serem faladas pelo Espírito Santo... Este sinal em línguas estranhas, assim como a tripla visão de Pedro, ensinou-os que a salvação era para ‘qualquer pessoa’, para ‘toda a carne’ e para ‘toda língua’...

          “Mas QUEM, na igreja de hoje, composta de tribos, raças, nações e línguas, QUEM ainda precisa ser convencido por um constante sinal de que o Espírito de Deus está sendo derramado sobre todos os povos, nações, tribos e línguas?” (Legrand, “All About Speaking in Tongues”, pp. 24-27; 33).

          É impossível ter uma doutrina correta das línguas sem compreender que elas foram um sinal para a nação de Israel sobre a coisa nova que Deus estava fazendo, que era estender o Evangelho a todos os homens, trazendo tanto os judeus como os gentios a um novo corpo espiritual. A necessidade deste sinal cessou completamente, no primeiro século. No ano 70 d.C., Jerusalém foi destruída pelos exércitos romanos comandados por Tito e os judeus foram dispersos pelas nações. Nesse tempo, os judeus já haviam ido a Cristo às dezenas de milhares e as igrejas dos gentios haviam sido estabelecidas através do Império Romano.  O propósito do dom de línguas como um sinal para a nação de Israel havia terminado. Por tê-lo rejeitado, Israel foi julgado, exatamente conforme os profetas haviam predito.
          “Assim por lábios gaguejantes, e por outra língua, falará a este povo. Ao qual disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; porém não quiseram ouvir. Assim, pois, a palavra do SENHOR lhes será mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, regra sobre regra, um pouco aqui, um pouco ali; para que vão, e caiam para trás, e se quebrantem e se enlacem, e sejam presos” (Isaías 28:11-13).
Isaías não apenas profetizou que Deus iria dar o sinal das línguas a Israel como também profetizou que Israel iria rejeitá-lo e por isso seria julgado, o que de fato aconteceu.
Na 1 Coríntios 13, Paulo ensinou à igreja de Corinto que as línguas cessariam: “O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos. Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado”. - (1 Coríntios 13:8).
          Esta passagem fala dos dons reveladores da profecia, línguas e conhecimento. Não são as línguas que vão cessar, mas o dom de línguas.
Quando cessarão estes dons? A passagem indica que eles vão cessar em duas etapas. O dom de línguas é tratado separadamente dos dons da profecia e do conhecimento. O dom de línguas é mencionado no verso 8 e não mais é mencionado, quando os dons da profecia e do conhecimento são mencionados, novamente, nos versos 9-10. Creio que isto nos ensina que o dom de línguas iria cessando por si mesmo {*}, antes dos outros dois dons {**} . Podemos ver isto no Livro de Atos. A última vez que vemos o falar em línguas é em Atos 19 [cerca do ano 53]. A partir daí, na igreja histórica, não houve mais dúvida de que Deus estava chamando os gentios através do Evangelho. Este assunto já havia se tornado meridianamente claro.{* Nota de Hélio: O dom de varões adultos falarem em idiomas estrangeiros (sempre na presença de judeus descrentes da extensão da graça de Deus a todos os povos, e sempre na presença e atestando a exclusividade dos 83 apóstolos e discípulos, ver 2Co 12:12) iria progressivamente cessar por si mesmo, tendo totalmente cessado a si mesmo em torno da Diáspora do ano 70}
{* Nota de Hélio: Os dons (exclusivos e identificatórios dos 83 apóstolos e discípulos
, ver 2Co 12:12) de varões adultos profetizarem trazendo novas revelações, escreverem palavras que Deus assoprava para dentro deles a fim de fazerem parte da Bíblia, e sempre demonstrarem perfeita ciência, seriam cessados súbita, total e definitivamente, com a morte do último deles, João, por volta do ano 100}


        Uma vez que o sinal já havia cumprido o seu propósito, seria tolice continuar com o mesmo. Se eu precisasse dizer a alguém à minha espera, no aeroporto, que ele iria me reconhecer porque eu estava usando um chapéu vermelho, o vermelho seria o sinal. Quando nos encontrássemos e ele me reconhecesse pelo sinal do chapéu, a necessidade do sinal teria cessado. Se eu pensasse que teria de usar o chapéu vermelho pelo resto da vida, isto seria tolice.
          Do mesmo modo, o dom de línguas cessou, antes mesmo que os eventos do Livro de Atos fossem concluídos, enquanto os dons da profecia e do conhecimento continuaram operando, até que “viesse o que é perfeito”, ou seja, o Cânon da Sagrada Escritura.
 
          “A 2 Timóteo 3:16-17 diz que “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”.
            Os dons da profecia e do conhecimento foram usados pelos profetas e apóstolos, a fim de ser completado o Cânon da Escritura e, em seguida, desapareceram. O último livro da Escritura a ser escrito foi o Livro do Apocalipse. João o escreveu em provecta idade, em cerca de 96 d.C., na Ilha de Patmos, e o concluiu com a solene admoestação divina, conforme Apocalipse 22:18-19: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro”.
            Isto se aplica não somente ao Livro do Apocalipse, mas também a todo o Livro do qual o Apocalipse é o capítulo final.
          “A clara doutrina bíblica sobre as línguas refuta, definitivamente, todo o moderno falar em “línguas”. Quando os alunos da Escola Bíblica de Charles Panham começaram a falar em “línguas”, em 1901, ou quando as “línguas” ecoaram na Azuza Street, em 1906, quais os judeus que estavam ali presentes? Se os judeus estivessem presentes, de que maneira o falar em línguas poderia ser um sinal de que Deus estava estendendo o Evangelho a todas as nações e criando um novo corpo [a igreja] através do Evangelho, se o sinal já havia sido dado 1.900 anos antes? De que maneira este sinal faltou ser cumprido no primeiro século? Estas são perguntas difíceis que cada pentecostal e carismático deve responder.  Se alguém insistisse que os judeus ainda precisam do sinal de línguas, iríamos indagar: “Por que, então, os movimentos pentecostais ignoram, quase totalmente, este aspecto das línguas?” Panham em Topeka e Seymour em Los Angeles não buscaram línguas como um sinal para Israel, mas como um sinal do “batismo no Espírito Santo”. O mesmo acontece com as Assembleias de Deus, as Igrejas de Deus da Profecia, os pentecostais do Evangelho Quadrangular, e outros...

        “Alguém, após ler o meu livro,  falou: “Para você, tudo se resume a um sinal!” Claro que sim! Tome um poste com placa de sinalização, por exemplo; você pode discutir à vontade sobre a sua altura, aparência, cor, fosforescência e tamanho das letras; contudo, por mais exatas que sejam as suas observações, é impossível você escapar do fato de que o propósito final dele é ser um poste de sinalização. O mesmo acontece com o falar em línguas. Contudo, você deve notar que o Espírito Santo disse que este foi um sinal para o incrédulo Israel. Neste assunto e em outros, deve-se observar que as regras do jogo não estão sendo seguidas” (Fernand Legrand  “All About Speaking in Tongues”, p. 67).

 
“Tongues Were a Sign to Unbelieving Israel ” - David Cloud
Traduzido por Mary Schultze, em 08/04/2010.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Solto, Caio Fabio diz que prisão foi “viagem missionária”.

Pastor gravou vídeo afirmando que foram “dias de milagres, de graça e de maravilhas”

Solto, Caio Fabio diz que prisão foi "viagem missionária"
prisão do pastor Caio Fábio D’Araujo Filho esta semana teve grande repercussão entre os evangélicos do país. Muitos afirmavam que a notícia era falsa, uma vez que seu ministério preferia não comentar o ocorrido. Contudo, acabou posteriormente sendo confirmada pela família.
Durante muito tempo um dos expoentes da igreja brasileira, o líder do Caminho da Graça, desde 1998 vê seu nome envolvido em um escândalo político que teve como articulador principal o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em áudios vazados na internet, no dia 24, Caio Fábio procura explicar a situação para as pessoas ligadas ao seu ministério. “Estou sendo conduzido para a superintendência da [Polícia] Federal e depois para a Papauda, num regime semiaberto. Não teve ainda nenhuma ação do meu advogado e eu mesmo estava absolutamente certo que esse era um processo vencido há muito tempo e acabado. Então, com toda tranquilidade, gostaria só que vocês informassem o pessoal da igreja…. o que aconteceu”, diz o material.
Dois dias depois, outro áudio, de autoria da pastora Adriana D’Araújo, confirmava a prisão de seu esposo, mas garantia que ele já estava fazendo um “trabalho evangelístico”, pois muitos detentos estavam pedindo para falar com ele. Ela também pedia aos membros da igreja que não comentassem o assunto, apenas orassem, pois o melhor agora seria “o silêncio”.
Liberado por um Habea Corpus, Caio Fábio postou um breve vídeo nas redes sociais onde mostra estar em casa, “na paz do Senhor”. Sem entrar em detalhes sobre os dias na prisão, afirmou que foi uma “semana de envio apostólico missionário”.
Segundo ele, tudo ocorreu para que cumprisse o que havia pregado na semana anterior, sobre os cristãos serem “cartas vivas”. Declarou que foram “dias de milagres, de graça e de maravilhas” e que teve um sinal singelo “que tudo aquilo foi apenas missão”.
Finalizou lembrando que pregará normalmente no domingo no Teatro Universa, onde sua igreja se reúne, mas não deu detalhes se falará sobre o cárcere.

Cronologia da prisão

O dossiê Cayman, como ficou conhecido, foi revelado as vésperas da eleição presidencial daquele ano. Ele continha dados sobre uma empresa e de contas que supostamente eram controladas por Fernando Henrique Cardoso, candidato à reeleição.
O conjunto de papéis também mostrava depósitos de US$ 368 milhões nessas contas, dinheiro arrecado por meio de propina recebida pela privatização de empresas do setor de telecomunicações.
Comentando o assunto ano depois, Caio Fábio dizia que Fernando Henrique o havia inocentado em depoimentos para o processo em 2005.
Contudo, em 2011, a Folha de São Paulo divulgou que o pastor fora condenado pela juíza Léa Maria Barreiros Duarte a quatro anos de prisão por ser considerado o autor dos documentos, mas ele não foi preso.
A condução para o presídio da Papuda, no Distrito Federal, só veio em 24 de maio de 2017, onde o pastor cumpriu apenas 4 dias. O site do Tribunal Superior Eleitoral dá conta que Às 12h43 do sábado (27), foi emitido um habeas corpus em favor de Caio Fábio pelo desembargador Carlos Eduardo Padin.
por Jarbas Aragão

Deus Ama Todo o Mundo?


6092011
Será que o dentista trata mesmo todo o Mundo, grande consultório ele deve ter!

Rev. Derek Dunn, no Ballymena Times (15 February, 2006), repetiu o mito que Deus ama todo o mundo. Deus ama o mundo, mas na Escritura isso raramente significa toda a raça humana (João 7:4; 12:19; Atos 17:6; 1Co. 11:32). No Antigo Testamento, Deus amava somente a nação de Israel (Dt. 7:7), mas mesmo então nem todo israelita, pois “nem todos os que são de Israel são israelitas” (Rm. 9:6). No Novo Testamento Deus ama pecadores de todas as nações, por conseguinte o termo “mundo”. O que é geralmente negado é que Deus odeia alguns pecadores, tanto eles como os seus pecados. Por exemplo, Deus odiou Esaú (Rm. 9:13) e ele “odeia a todos os que praticam a maldade” (Sl. 5:5).
Cristo veio para salvar somente aqueles a quem Deus ama, não Judas, Herodes, Pilatos ou outros “cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo” (Ap. 17:8). Antes, Cristo veio para salvar aqueles que o Pai tinha lhe dado (João 6:37-39; 17:2). Cristo, “como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim” (João 13:1), não  a todos no mundo. Em Cristo, pecadores eleitos são amados (Ef. 1:4-6), mas fora de Cristo, pecadores são odiados por Deus, pois Deus “não tem prazer na iniqüidade” (Sl. 5:4), mas “ama a justiça” (Sl. 11:7). Cristo em amor morreu por suas amadas ovelhas, mas não morreu nem orou pelos bodes (João 10:26-27; 17:9).
O amor de Deus é eficaz. Ele salva de fato os objetos de seu amor. Deus busca aqueles a quem ama, e faz com que os recipientes desse amor O amem (1 João 4:19). Visto que Deus não é obrigado a amar ninguém, mas escolhe livremente a quem amará, o homem não pode se queixar (Rm. 9:13- 20). Ensinar que Deus ama todo o mundo (mesmo aqueles que terminam no inferno) é roubar o filho de Deus do conforto e é “encorajar os ímpios a não se desviarem dos seus maus caminhos para salvarem a sua vida” (Ez. 13:22, NVI).
Alguns podem perguntar: se Deus não ama todo o mundo, por que a Bíblia usa linguagem universal, tais como o Senhor não “quer que nenhum pereça” (2 Pedro 3:9, RA) ou “todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo” (Rm. 10:13). Tais objeções desconsideram o contexto e mostram ignorância da linguagem. Freqüentemente usamos linguagem universal. Quando o professor pergunta, “Todo o mundo tem uma caneta?”, ele quer dizer apenas a sua classe. Quando um pai diz, “Todo o mundo entre no carro!”, ele refere-se somente à sua família. Considere Mateus 10:22 (“odiados de todos sereis”), João 3:26 (“e todos vão ter com ele”), Atos 19:19 (“trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos”) e Romanos 16:19 (“quanto à vossa obediência, é ela conhecida de todos”). Nessas passagens, “todos” não pode ser tomado como significando a raça humana inteira.
Similarmente, “todo o que” significa “todos aqueles que…”. Não significa todo o mundo. “Todo o que nele crê” (João 3:16, RA) significa todos aqueles que crêem, ou “todos os crentes”. 2 Pedro 3:9 foi escrito como uma resposta a escarnecedores e para dar conforto com respeito à demora percebida do retorno de Cristo. O Senhor não tinha retornado, pois Deus é longânimo para “conosco”. Deus não é longânimo para com todo o mundo. Deus não quer que seu povo (“nós”, no “conosco”) pereça, e visto que a “longanimidade de Deus é salvação” (2 Pedro 3:15, KJV)2, todos aqueles a quem Deus é longânimo serão salvos. Similarmente, “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm. 10:13) não significa que todo o mundo pode ou invocará o nome do Senhor. A Palavra de Deus ensina que os pecadores odeiam a Deus (Rm. 8:7) e não invocarão o seu nome. Isaías lamenta que “ninguém há que invoque o teu [i.e., de Deus] nome” (Is. 64:7) e Paulo escreve: “não há ninguém que busque a Deus” (Rm. 3:11). O fato de alguns invocarem a Deus é obra do Espírito de Deus, que graciosamente dá fé e arrependimento a alguns (Atos 11:18; Ef. 2:8; Fp. 1:29), mas cega e endurece a outros (Js. 11:20; Mt. 11:25; João 12:40; Rm. 9:18).
por: Martyn McGeown
Tradução: Felipe Sabino

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Caio Fábio é preso e levado para a Papuda.


Pastor diz que é consequência do “dossiê Cayman”, de 1998


Caio Fábio é preso e levado para a Papuda
Um áudio enviado para a redação do portal Gospel Prime, por uma pessoa ligada ao pastor Caio Fábio dá conta que ele foi preso nesta quarta-feira (24) pela Polícia Federal.
A voz é inegavelmente do pastor.
“Aquela ação lá de [19]98 do dossiê Cayman, teve vigência hoje e eu estou sendo conduzido para a superintendência da [Polícia] Federal e depois para a Papauda, num regime semiaberto. Não teve ainda nenhuma ação do meu advogado e eu mesmo estava absolutamente certo que esse era um processo vencido há muito tempo e acabado. Então, com toda tranquilidade, gostaria só que vocês informassem o pessoal da igreja…. o que aconteceu”, diz o material.

Ouça na íntegra:

Entenda o caso

O dossiê Cayman, como ficou conhecido, foi revelado em 1998, nas vésperas da eleição presidencial. Ele continha dados sobre uma empresa e de contas que supostamente eram controladas por Fernando Henrique Cardoso, candidato à reeleição.
O conjunto de papéis também mostrava depósitos de US$ 368 milhões nessas contas, dinheiro arrecado por meio de propina recebida pela privatização de empresas do setor de telecomunicações.
Entre as pessoas que integram o inquérito estavam os adversários políticos de FHC: Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu, Paulo Maluf, Ciro Gomes, Marta Suplicy, Marcio Thomaz Bastos, Leonel Brizola e Benedita da Silva.
Em seu depoimento ao caso, Lula afirmou ter tido um encontro com o pastor Caio Fábio e outro com o ex-ministro Luiz Gushiken. Ao perceber que os documentos eram falsos o PT não continuou as negociações sobre o dossiê.
Em 2011, a Folha de São Paulo divulgou que o pastor fora condenado pela juíza Léa Maria Barreiros Duarte a quatro anos de prisão por ser considerado o autor dos documentos, mas ele não foi preso.
“Essa sentença que saiu da parte desta juíza não tem nenhum fundamento na realidade do processo. A começar do fato de que esta ação foi movida contra mim em 1998 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Por volta de 2005/2006 ele determinou que o secretário da presidência da república fosse depor representando-o e me isentou de tudo”, contou.
“Meu coração está absolutamente em paz. Eu não irei a cadeia nenhuma”, garantia.
Caio Fábio disse na ocasião que mesmo se fosse preso receberia uma coroa de glória, pois a juíza agiu contrariando os depoimentos que o isentam da culpa. “No fim tudo isso vai contribuir para o meu bem porque eu amo a Deus”.
* As informações não são confirmadas pelo ministério de Caio Fábio nem nas mídias sociais. Mais informações a qualquer momento.
por Gospel Prime
https://noticias.gospelprime.com.br/caio-fabio-preso/

BREVE HISTÓRIA DA PALAVRA ARREPENDIMENTO.


Resultado de imagem para arrependimento
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Não é segredo que as palavras não se dão ao respeito: prestam-se a qualquer coisa e rebaixam-se a qualquer metáfora ou abuso (pressupondo-se que haja uma diferença). O problema apenas se acentua quando a comunicação é intermediada por milênios de distância cultural e o ruído babélico de traduções, traduções de traduções e lembranças de traduções. Mesmo levando-se tudo isso em conta, é unânime entre os que se preocupam com essas coisas que poucas palavras quanto esta sofreram maltratos tão acentuados e repetidos ao longo tempo.
A desfiguração do termo é tão completa que quem se depara hoje em dia com ele – tão simples: arrependimento – não apenas não tem como saber o que significava há dois milênios para os autores do Novo Testamento que semearam o seu uso na civilização ocidental; não há na verdade como determinar ao certo o que a palavra implica nos nossos dias.
Dependendo de quem está falando e de quem está ouvindo, “arrepender-se” pode significar “sentir remorso”, “lamentar e/ou abandonar uma vida ou conduta de pecado”, “converter-se [à religião de quem está falando]“,”voltar atrás [com relação a qualquer assunto ou posição]“. “Arrependimento” pode ser rigoroso ou ligeiro, sacro ou mundano, duradouro ou passageiro.
Os pregadores ainda esbravejam “arrependam-se”, mas não tem como estar certos de como são compreendidos. O que exigem com esse “arrependimento”? Contrição sincera? Culpa reconhecida? Pecado lamentado? Conduta reformada? Uma combinação de tudo isso? É algo que só deve ser experimentado uma vez, ou é uma atitude a ser renovada periodicamente? É trato da mente, da vontade ou do coração? Diz respeito à conduta passada ou à conduta futura? Passa apenas pela vida interior ou deixa impressões digitais na vida real? Quais são suas marcas e suas implicações, em todos os âmbitos?
Ninguém sabe e não teremos como saber, pelo menos enquanto estivermos dançando ao redor desta tradução. Inteiramente esvaziado de sentido pelos abusos a que o submetemos, o termo “arrependimento” deve aguardar sem rosto na beira do caminho, enquanto saímos pelo mundo em busca de conceito mais iluminador que possa recuperar-lhe as feições.
Podemos começar, por exemplo, pelas origens.
Mudei de idéia
Garantem-me os que se ocuparam de estudar essas coisas (e serve-me de guia Guy D. Nave, de cujo The role and function of repentance in Luke-Acts tirei todas as citações que seguem) que a palavra grega que foi traduzida como “arrependimento”, metanoia (bem como seu verbo correspondente, metanoeo), era utilizada pelos gregos (se bem que em menor escala) muito antes que a palavra fosse apropriada e popularizada pelos cristãos.
Mesmo os que afirmam que os autores do Novo Testamento e cristãos posteriores imprimiram à palavra novas e revolucionárias nuances concordam que esses partiram do peso que a palavra já carregava do seu uso anterior por poetas e filosófos pagãos.
E, para os gregos clássicos, metanoia significava mudar de pensamento, pensar diferente, reavaliar uma postura, mudar de idéia; implicava em mudança de mentalidade, de visão, de opinião, de propósito.
Escrevendo no quarto século antes de Cristo, o historiador Xenofonte diz assim:
Concluímos naquela ocasião ser mais fácil governar todas as outras criaturas do que governar homens. Porém, quando refletimos sobre a vida de Ciro, o persa, fomos levados a mudar de opinião, e julgar que governar homens pode ser tarefa nem impossível nem difícil.
Menandro, dramaturgo cômico do mesmo século, faz um de seus personagens dizer:
Deixo que você fique com uma de minhas possessões. Se gostar, fique com ela. Se não gostar, ou se mudar de idéia, devolva.
Falando a um tribunal, o orador Demóstenes, também do quarto século antes de Cristo, argumenta contra o seu oponente:
Que suspeito ele trouxe ao tribunal e foi capaz de condenar das acusações trazidas contra ele? Que decreto ele propôs do qual, depois de serem inicialmente persuadidos de sua legitimidade, vocês não escolheram mais tarde mudar de idéia?
Plutarco (45-125? d.C.):
Creio que os que, como homens que caem num poço, adentram irrefletidamente a vida pública, devem necessariamente experimentar confusão e começar a mudar de idéia sobre o acerto do seu curso de ação.
E:
Cypselus, pai de Periandro, quando era recém-nascido, sorriu aos homens que tinham sido enviados para matá-lo, e eles o pouparam. Quando esses mais tarde mudaram de idéia e foram procurá-lo, não o encontraram, porque sua mãe o tinha escondido num baú.
Fílon de Alexandria (25 a.C-50 d.C):
Deus não visita com a sua vingança aqueles que pecam contra ele, mas dá a eles tempo para que reavaliem a sua postura e remediem e corrijam sua conduta perversa.
Todos esses autores usam, nas palavras em negrito, o verbo grego cuja raiz é o substantivo metanoia, traduzido no Novo Testamento como “arrependimento”, e em cada caso o que querem denotar é uma mudança de idéia ou de postura.
As palavras só carregam sentido pelo seu uso anterior. Esse uso de metanoia pelos autores de fala grega sem dúvida orientou o a escolha da palavra por parte dos autores do Novo Testamento. Era como mudança de idéia ou reavaliação de postura que eles esperavam que metanoia fosse entendida pelos seus leitores.
Evidência ainda mais inequívoca disso é o uso de metanoia e seu verbo correspondente na Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento que é a versão da Bíblia mais citada pelos autores do Novo Testamento.
E na Septuaginta metanoeo é usado consistentemente no sentido de mudar de idéia ou de opinião. Se não:
Também aquele que é a força de Israel não mente nem muda de idéia, porquanto não é homem para mudar de idéia (1. Samuel 15:29);
Por isso lamentará a terra, e os céus em cima se enegrecerão; porquanto assim o disse eu, assim o propus e não mudei de idéia, nem me desviarei desse propósito (Jeremias 4:28);
E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes; e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque ele é misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em benignidade, e muda de idéia com relação ao mal [que pretendia fazer]. Quem sabe ele não se voltará e mudará de idéia, e deixará após si uma bênção, em oferta de cereais e libação para o Senhor vosso Deus? (Joel 2:13-14);
Se em qualquer tempo eu falar acerca duma nação, e acerca dum reino, para arrancar, para derribar e para destruir; e se aquela nação, contra a qual falar, se converter da sua maldade, também eu mudarei de idéia do mal que intentava fazer-lhe. E se em qualquer tempo eu falar acerca duma nação e acerca dum reino, para edificar e para plantar, se ela fizer o mal diante dos meus olhos, não dando ouvidos à minha voz, então mudarei de idéia do bem que lhe intentava fazer (Jeremias 18:7-10);
Laço é para o homem dizer precipitadamente: É santo; e, uma vez feitos os votos, mudar de idéia (Provérbios 20:25);
“Quem sabe se se voltará Deus, e mudará de idéia, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos?” Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho, e Deus mudou de idéia do mal que tinha dito lhes faria, e não o fez (Jonas 3:9-10).
Pœnitentiam agite
O problema começou, naturalmente, quando a palavra começou a navegar na nossa direção através de traduções. E logo na primeira instância, na tradução direta do grego original do Novo Testamento para o latim da Vulgata, a transição foi espetacular.
Se é preciso demonstrar o ponto de que toda tradução é ideológica, bastará este exemplo: os patriarcas latinos escolheram traduzir o grego metanoia pelo latim paenitentia. O que estamos habituados a ler como “arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” é em latim Pœnitentiam agite: appropinquavit enim regnum cælorum. Isto é, o que era “reavaliem sua postura”, ou algo parecido, passou a ser, sem rodeios, façam penitência.
Essa tradução foi orientada, sem qualquer dúvida, pela teologia prevalente no quinto século (e dali em diante), segundo a qual a salvação só podia ser obtida mediante a execução dos atos de justiça, caridade ou mortificação, fossem esses voluntários ou prescritos pelo padre após a confissão.
Numa única tacada, de metanoia paenitentia, a percepção coletiva da humanidade sobre o sentido de metanoia/arrependimento foi alterada para sempre. Como se não bastasse, a própria integridade da mensagem bíblica em sua viagem pelo tempo estava agora em questão. Se os guardiões da ortodoxia podiam transformar “mudem de idéia” em “façam penitência”, estava agora claro que o próprio texto bíblico não estava imune, via tradução ou interpretação (visto que não há diferença), a virtualmente qualquer manipulação ideológica. “Amem os seus inimigos” podia muito bem ser reformado em “queimem-nos na fogueira” – como de fato acabou acontecendo.
Nosso problema, naturalmente, está em que as palavras e sentidos da Bíblia são ainda hoje submetidos a esse tipo de desfiguração. As palavras não se tornaram mais fixas, nós mais iluminados ou os portadores da ortodoxia mais dignos de confiança. Cada um persiste encontrando o que quer no texto que quer, e impingindo ao mundo a sua própria leitura. Se é Rick Warren que está lendo, Jesus aprova as guerras em geral e a do Iraque em particular; se é R.R. Soares quem está lendo, Deus quer que você seja rico, e o caminho é você dar o seu dinheiro para mim. As palavras prestam-se a qualquer coisa, e não é à toa que o Apóstolo concluiu, devidamente enojado, que a letra é letal em 100% dos casos. A mensagem da boa nova é de tal natureza que só pode ser transportada em palavras de carne embebidas no espírito – mas estou me adiantando.
Do arrependimento como sentimento até os nossos dias
Quando João Ferreira de Almeida escolheu traduzir o grego metanoia pelo português “arrependimento”, estava devidamente iluminado por traduções anteriores, como a inglesa de Tyndale (1526) e a Autorizada do Rei Tiago (1611), que usam os verbos correspondentes repent e o substantivo repentance.
Essas traduções foram instruídas, por sua vez, pelas ênfases da Reforma na importância da recuperação do sentido original dos textos bíblicos e, neste caso em especial, na rejeição da doutrina católica das obras como agentes da salvação.
Em todos os sentidos traduzir metanoeo como “arrepender-se” foi um tremendo avanço em relação ao latim “façam penitência”. A metanoia deixava de ser tráfico da carne e voltava a ser transação do espírito.
Porém já no tempo de Almeida “arrepender-se” podia significar tanto um remorso ligeiro quanto a contrição que patrocina uma reforma mais profunda. Longe do sentido pragmático do grego original, segundo o qual metanoia representava a conversão em si, o arrependimento passava a ser associado a uma sensação de remorso, ao espírito de contrição necessário (e que antecede) à conversão genuína.
Desse conceito de arrependimento como sentimento tentam nos salvar muitas traduções e paráfrases contemporâneas da Bíblia, que buscam ao seu modo recuperar o sentido original do grego metanoia. Como é muito difícil fazer-nos mudar de idéia com relação a um conceito tão arraigado quanto arrependimento, essas traduções recorrem a todo um leque de alternativas para verter o usual “arrependei-vos”: mudem de atitude, mudem de idéia, mudem de mentalidade, reavaliem a sua postura, deixem o pecado e voltem-se para Deus, corrijam-se, abracem a nova ordem das coisas – porque, naturalmente, é chegado o reino de Deus.
Novamente, essas novas traduções representam um avanço formidável em relação ao mais fraco (e apenas transversalmente acurado) “arrependam-se”. O problema (e a tremenda vantagem) com relação à tradução “mudem de idéia” e suas variações está em que ela também permanece aberta a todo o tipo de interpretação. Mudem de idéia, está certo, mas com relação a quê?
Esse caráter aberto não está ausente, na verdade, do próprio grego metanoia. Nossa sorte é que, dos autores do Novo Testamento, nenhum está mais preparado e disposto a nos explicar o que representa na vida prática a metanoia no sentido usado por Jesus – qual é o sentido e quais são as implicações dessa mudança de mentalidade – do que o autor do livro de Atos.
Por Paulo Brabo
retirado do site: https://renatim.wordpress.com

quinta-feira, 23 de março de 2017

MARTYN LLOYD-JONES SOBRE O DOM DE PROFECIA.




Aqui está o que Lloyd-Jones afirmou:

“Podemos dizer, contudo, que o profeta era uma pessoa a quem a verdade era dada pelo Espírito Santo [...] Vinha-lhes uma revelação ou mensagem ou algum discernimento da verdade e, cheios do Espírito, podiam fazer declarações benéficas e proveitosas para a igreja. Certamente está claro que também isto era temporário, e por esta boa razão, que naqueles primeiros dias da Igreja não havia Escrituras do Novo Testamento, a verdade ainda não tinha sido exposta em palavras escritas.Tente imaginar a nossa posição se não possuíssemos estas cartas do Novo Testamento, mas apenas o Antigo Testamento. Era essa a posição da igreja primitiva. A verdade foi dada a ela, principalmente pelo ensino e pregação dos apóstolos, mas ela foi suplementada pelo ensino dos profetas aos quais foi dada a verdade e também a capacidade de falar com clareza e poder na demonstração e autoridade do Espírito.Mas uma vez que estes documentos do Novo Testamento foram escritos, o ofício de um profeta não era mais necessário. Por isso, nas Epístolas Pastorais, que se aplicam a uma etapa posterior na história da Igreja, quando as coisas haviam se tornado mais estáveis e fixas, não há nenhuma menção aos profetas. É evidente que mesmo o ofício de profeta não sendo mais necessário, a chamada foi para os mestres, pastores e outros exporem as Escrituras e transmitirem o conhecimento da verdade.Mais uma vez temos que observar que muitas vezes na história da Igreja o problema surgiu porque as pessoas pensavam que eram profetas no sentido do Novo Testamento, e que tinham recebido revelações especiais da verdade. A resposta para isso é que, na perspectiva das Escrituras do Novo Testamento, não há necessidade de verdades adicionais. Essa é uma proposição absoluta. Nós temos toda a verdade no Novo Testamento, e não temos necessidade de quaisquer outras revelações. Tudo foi dado, tudo o que é necessário para nós está disponível. Portanto, se alguém alega ter recebido uma revelação de alguma nova verdade, devemos suspeitar dele imediatamente [...]A resposta para tudo isso é que a necessidade de profetas terminou uma vez que temos o cânon do Novo Testamento. Não precisamos mais de revelações diretas da verdade; a verdade está na Bíblia. Nunca devemos separar o Espírito da Palavra. O Espírito nos fala através da Palavra, por isso, devemos sempre duvidar e consultar qualquer suposta revelação que não seja completamente consistente com a Palavra de Deus. Na verdade, a essência da sabedoria é rejeitar completamente o termo ‘revelação’, no que nos diz respeito, e só falar de ‘iluminação’. A revelação foi dada de uma vez por todas, e o que precisamos e o que pela graça de Deus podemos ter, e temos, é a iluminação do Espírito para entender a Palavra” (D. Martyn Lloyd-Jones. Christian Unity. Grand Rapids: Baker, 1987. pp. 189-91).[i]

Claramente, a explicação de Lloyd-Jones acerca da profecia do Novo Testamento é contrária à posição continuísta.

Porque o seu nome é levantado muitas vezes por aqueles que defendem uma posição continuísta, a sua descrição de profecia se torna especialmente pertinente na atual discussão sobre os dons.

UPDATE: Alguns comentaristas têm sugerido que Lloyd-Jones estava se referindo apenas à profecia escriturada e, portanto, suas declarações acima não se aplicam à posição continuísta contemporânea. No entanto, este não é o caso. Num parágrafo da introdução da discussão acima, Lloyd-Jones descreveu o tipo de profecia do Novo Testamento ao qual ele estava se referindo:

“No Novo Testamento os profetas geralmente são unidos aos apóstolos, como no segundo capítulo desta epístola: ‘Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele próprio a pedra angular, Jesus Cristo’ (Ef 2.20). Mas, embora estejam junto dos apóstolos, os profetas são obviamente diferentes. Por exemplo, não era necessário que um profeta tivesse visto o Senhor ressuscitado. Na verdade, em geral, ele não precisava ter muitas das qualificações do apóstolo. Essencialmente, um profeta era um homem que falava sob a inspiração direta do Espírito Santo. É claro que, algumas vezes, um profeta era uma mulher. Somos informados no segundo capítulo de Lucas, que Ana era uma ‘profetisa’. De igual modo, é dito em Atos que Filipe, o evangelista, tinha quatro filhas que ‘profetizavam’ (21.9). Existem muitas referências a profetas no Novo Testamento. Por exemplo, em Atos nos é dito que havia vários profetas na igreja de Antioquia, alguns dos quais tinham vindo de Jerusalém (11.27; 13.1). Um deles, chamado Ágabo, profetizou que uma grande fome estava para vir sobre a terra, e ele exortou os cristãos sobre isso. Há um ensino específico sobre os profetas no capítulo catorze da Primeira Epístola aos Coríntios” (D. Martyn Lloyd-Jones. Christian Unity. Grand Rapids: Baker, 1987. p. 188).[ii]

Observe que Lloyd-Jones vê uma distinção entre apóstolos e profetas em Efésios 2.20. Isto vai contra a comum interpretação continuísta desta passagem. Além disso, observe que Lloyd-Jones inclui as filhas de Filipe, Ágabo e até mesmo os profetas congregacionais de 1Coríntios 14 sob a égide da profecia do Novo Testamento que ele está discutindo.

Nada nos comentários de Lloyd-Jones (ao menos nesta seção em particular) sugere que ele abraçou a visão dos dois níveis da profecia do Novo Testamento, que caracteriza a posição continuísta contemporânea.


Por Nathan Nusenitz
O Dr. Eryl Davies faz a seguinte afirmação em seu artigo publicado no jornal Themelios, intitulado Dr. Martyn Lloyd-Jones: Uma Introdução“Embora carismáticos e pentecostais o reivindiquem como defensor dos seus pontos de vista, uma leitura cuidadosa dos escritos de M. L-J deixa claro que eles o entenderam mal”.

Davies fundamenta a sua afirmação (em parte) apontando para uma seção da obra Unidade Cristã, de Lloyd-Jones, na qual o Doutor (como ele era frequentemente chamado) discute a natureza da profecia do Novo Testamento.

retirado: http://www.cristaoreformado.com/2016/02/martyn-lloyd-jones-sobre-o-dom-de.html

quinta-feira, 9 de março de 2017

07 características de uma igreja que é dirigida por um falso pastor



Quantas igrejas nesse país não tem sido dirigidas por falsos pastores não é mesmo? Na verdade a quantidade de pastores desqualificados, despreparados e sem caráter que dirigem igrejas nesse país é de impressionar qualquer um. Pensando nisso, resolvi elencar sete características de uma igreja dirigida por um falso pastor:

1- Uma igreja dirigida por um falso pastor é  aquela que não faz das Escrituras sua única e exclusiva regra de fé. 

2- Uma igreja dirigida por um falso pastor é aquela que substituiu as verdades do evangelho, pelo culto ao dinheiro e a Mamon.

3- Uma igreja dirigida por um falso pastor é aquela que abandonou as doutrinas fundamentais à fé cristã em detrimento a falsas doutrinas, cuja existência deve-se exclusivamente à satisfação do homem.

4- Uma igreja dirigida por um falso pastor é aquela cuja liturgia, ensino, doutrina e fundamentos são eminentemente antropocêntricos culminando de forma velada com o culto ao homem ou a personalidade.

5- Uma igreja dirigida por um falso pastor é aquela que administra de forma errada o batismo e a Ceia do Senhor.

6- Uma igreja dirigida por um falso pastor é aquela onde a Palavra de Deus não é exposta com fidelidade.

7- Uma igreja dirigida por um falso pastor é aquela que dentre outras coisas,  nega a divindade de Cristo, a Trindade Santa, a salvação pela graça mediante a fé em Cristo Jesus, a volta corporal de Cristo e Juízo final.

Pense nisso!

Renato Vargens

CORONEL JOÃO DOURADO (1854-1927)

Alderi Souza de Matos João da Silva Dourado nasceu em Caetité, sul da Bahia, no dia 7 de janeiro de 1854. Era filho de João José da Silva Do...