quinta-feira, 9 de março de 2017

Por uma REFORMA na Igreja Brasileira.




Assim como foi necessária uma Reforma contra os abusos da igreja católica romana no século XVI, a igreja hoje clama por uma reforma contra as distorções dos ensinamentos do verdadeiro evangelho.


 Este livro de Renato Vargens não é apenas uma denúncia do estado em que segmentos da igreja evangélica brasileira se encontra. A história desta lembra a descrição oferecida pelo mártir cristão Dietrich Bonhoeffer, ao falar do estado da religião que ele encontrou nos Estados Unidos em meados de 1930:Protestantismus ohne Reformation, “protestantismo sem reforma”.
Tristemente, vocábulos importantes da fé cristã, como pecado, arrependimento, juízo, justiça, cruz, e até mesmo Cristo e ressurreição vão desaparecendo do discurso de parte dos evangélicos brasileiros.
Em algumas faculdades teológicas e mesmo denominações há aqueles, associados ao liberalismo teológico, que substituíram a confiança na revelação pela suposição de que se pode encontrar a verdade por meio da racionalidade, como se, do começo ao fim, Deus não viesse a nós, em revelação. Entre os novos movimentos religiosos neopentecostais há aqueles que supõem poder controlar pelo uso de palavras mágicas o Deus vivo, o Senhor dos exércitos, o todo-poderoso Pai, Filho, Espírito Santo. Melancolicamente, estas palavras, definidoras do cristianismo, foram esvaziadas e substituídas por todos aqueles associados a estes grupos.
Todos estes abandonaram o Evangelho, correndo atrás de outro tipo de anúncio (Gl 1.6-9), mera perversão ou caricatura, mas não a boa nova da salvação de que, por meio da morte e ressurreição de Cristo, pecadores podem ser justificados pela fé somente.
O que essa obra oferece é um chamado ao fundamento da fé cristã, como encontrado nos famosos lemas que resumem o cerne da mensagem bíblica e evangélica: Deus fala a todos somente na Escritura (sola Scriptura); somos salvos somente
pela graça imerecida (sola gratia), que vem aos pecadores somente por meio da morte de Cristo (solus Christus); e este é recebido pela fé somente (sola fide); para que em tudo somente Deus receba o louvor e a glória (soli Deo gloria).
Precisamos receber e nos agarrar esta mensagem bíblica e evangélica com toda a seriedade. E sobre isso faríamos bem em ouvir com temor o reformador Martinho Lutero. Em 1522, ele preparou uma série de sermões de Natal para sua congregação, e num deles afirmou:
O guarda de um bordel público é menos pecador que o pregador que não entrega o verdadeiro Evangelho, e o bordel não é tão ruim assim como a igreja do falso pregador. (…) Isto os surpreende? Lembrem-se de que a doutrina do falso pregador não causa nada mais que dia-a-dia desviar e violar almas recém-nascidas no batismo — cristãos jovens, almas tenras, noivas virgens, puras e consagradas a Cristo. Considerando que o mal é feito espiritualmente e não fisicamente como num bordel, ninguém o observa: mas Deus está incomensuravelmente descontente.
Que Deus use esta nova obra de meu querido irmão Renato Vargens para quebrantamento, renovação e retorno a Deus, que é rico em misericórdia, não apenas para renovar nossa alegria nele, mas também para nos conceder novo alento
e renovada paixão para pregar a Escritura Sagrada, “o berço pelo qual o Cristo vem a nós” (Lutero).
Franklin Ferreira
Diretor do Seminário Martin Bucer

Apresentação do livro “Reforma Agora” de Renato Vargens por Franklin Ferreira.

07 razões porque os cristãos estão procurando igrejas sérias.



Em todo lugar no Brasil cresce o número de cristãos procurando igrejas sérias. Tornou-se comum, ouvir irmãos dizendo que cansaram do evangelho da autoajuda, do entretenimento, da prosperidade, do gospel e da libertinagem. De fato há uma enorme procura por igrejas bíblicas e centradas nas Escrituras, cujos pastores pregam as maravilhosas verdades do evangelho. 

Isto posto, resolvi elencar sete razões porque os cristãos estão procurando igrejas sérias, senão vejamos:

1- Os cristãos estão procurando igrejas sérias porque cansaram de ouvir pregadores  fracos e despreparados tanto bíblica quanto teologicamente, 

2- Os cristãos estão procurando igrejas sérias porque não suportam mais ouvir mensagens antropocêntricas cujo foco é a satisfação do freguês e não a glória de Deus.

3- Os cristãos estão procurando igrejas sérias porque não suportam mais uma igreja com louvores ensimesmados, cujo conteúdo encontra-se absorto em autoajuda.

4- Os cristãos estão procurando igrejas sérias porque não suportam mais ver o dinheiro e os recursos do Reino de Deus sendo mal administrados por pastores inescrupulosos. 

5- Os cristãos estão procurando igrejas sérias porque não suportam mais ouvir heresias, distorções teológicas, e absurdos doutrinários dos mais variados possíveis.

6- Os cristãos estão procurando igrejas sérias porque estão cansados de mensagens legalistas, desprovidas de graça e sabedoria.

7- Os cristãos estão procurando igrejas sérias porque estão cansados de apóstolos, bispos e pastores messianistas, cuja o evangelho pregado é espúrio, "coronelesco", despótico e ditatorial. 

Pense nisso!

Renato Vargens

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Orare et Labutare!!! (Oração e Trabalho!!!)

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“E nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra” (At 6.4).
Esse foi o discurso dos apóstolos no tocante a disputa que havia na igreja primitiva acerca da distribuição diária dos alimentos. Temos aqui a instituição do diaconato. Mas, o que queremos ressaltar é a fala dos apóstolos: “E nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra” (At 6.4). Não que seja algo degradante ou humilhante servir as mesas, pelo contrário era algo de suma importância. Todavia os apóstolos sabiam da importância e tinham convicção daquilo para o qual foram chamados.
Esse discurso dos apóstolos precisa ser resgatado urgentemente. Há uma falência grande nos púlpitos hoje. Vemos pessoas sendo mal alimentadas por mera negligência ou até por falta mesmo de conhecimento por parte de seus líderes. Se por um lado há uma falência, por outro há o terrível perigo de uma ortodoxia seca, árida e por muitas vezes morta. Uma ortodoxia exacerbada sem nenhum grau de piedade.
No texto de Atos (At 6.4) vemos o equilíbrio dos apóstolos em regar o ministério da palavra com uma vida de oração. Não há como divorciar a oração da palavra e ao mesmo tempo ter um ministério frutífero. É-nos mais do que necessário uma vida séria de oração aos pés da cruz de Cristo para que o Espírito Santo nos traga iluminação acerca da palavra de Deus. Se olharmos para a história da igreja, perceberemos que todo grande expositor das Escrituras eram homens de oração. Calvino, Lutero, Wesley, Whitefield, Spurgeon, Edwards e tantos outros, tinham vidas regadas pela oração.
O ativismo tem roubado de nós horas preciosas na presença do Senhor. Temos tempo pra tudo em nosso tão atarefado dia, menos para nos debruçarmos sobre o Santo Livro e nem para dirigirmos súplicas ao Santo Deus. O que eu acho incrível e ao mesmo tempo muito triste é que Deus vem falando desde o Antigo Testamento sobre isso e até hoje fazemos ouvido de mercador. O profeta Malaquias nos exorta da seguinte forma: “Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e de sua boca todos esperam a instrução na lei, porque ele é o mensageiro do Senhor do Exércitos” (Ml 2.7), e como se não bastasse essa exortação de Malaquias ainda temos a assertiva dos apóstolos.
A dedicação ao estudo da Palavra e à oração é algo raro hoje em dia. Vemos um combate infantil no meio cristão entre dois grupos. Aqueles que estudam e se dedicam à busca do conhecimento e os que se dedicam apenas a buscar uma espiritualidade profunda. E em meio a esses dois grupos, um combate, os que buscam o conhecimento chama os espirituais de ignorantes bíblicos, já os que buscam a espiritualidade profunda se defendem dizendo que “a letra mata!” E quem perde com o isso? O Reino de Deus. 
Atentemos para as palavras dos apóstolos... “oração e palavra”. A ortodoxia deve sempre ser acompanhada pela vida de piedade. Esse foi um dos legados dos puritanos. Eles procuravam viver uma vida de intensa piedade alicerçada, é claro, nas Escrituras. Eles entenderam a assertiva dos apóstolos e a viveram intensamente para a glória de Deus. Infelizmente hoje mais do que qualquer outra época vivenciamos esse combate infantil em uma larga e crescente escala. Aqueles que alcançaram um certo grau de conteúdo teológico se julgam melhores que os demais. No meio reformado, infelizmente ao que parece, as pessoas são medias pelos títulos e não pelo seu caráter, testemunho e frutos. Não estou desmerecendo o conhecimento, de maneira nenhuma, pois a exortação de Oséias queima em meu coração: “O meu povo está sendo destruído porque lhe falta conhecimento!” (Os 4.6) O conhecimento é mais do que necessário, mas sem a iluminação e a unção do Espírito Santo não passa de mero conhecimento.
Outro exemplo de comunhão entre a ortodoxia e a piedade vem dos Morávios. Eles passaram 120 anos em oração ininterruptamente, tudo isso para que fossem revestidos de poder do alto para que pudessem se entregar sem reservas ao serviço do Senhor. Voltando à Bíblia encontramos Jesus exortando os seus apóstolos que para que pudessem realizar a obra de Deus necessitariam de revestimento de poder do alto. Esse revestimento ocorreu no dia de pentecoste e após o ocorrido Pedro se levantou e pregou poderosamente a Palavra e, pela graça, 3000 almas foram salvas por Deus, mas para que tão extraordinária salvação ocorresse foi preciso revestimento de poder. Pedro já tinha o conhecimento, pois tinha sido doutrinado pelo Supremo Pastor e Mestre, mas lhe faltava poder. E o revestimento só veio (claro que era uma promessa e certamente iria acontecer) depois de intensas reuniões de oração. Oração e Palavra não podem ser divorciadas pelo ego humano. Quer seja pela ênfase dada ao conhecimento pelos reformados quer seja pelas experiências espirituais dos pentecostais, precisamos entender que o que os apóstolos propuseram em At 6.4 está longe de ambas as ênfases. Sou reformado e creio numa ortodoxia regada pela fervorosa e sincera oração, e não somente no conhecimento pelo conhecimento como muitos reformados creem. Creio no Santo Espírito de Deus, mas não posso concordar com as sandices e os desatinos promovidos pelos pentecostais. As coisas de Deus requerem decência e ordem (I Co 14.40).
Nesse primeiro artigo de 2017 quero que repensemos nossas atitudes no tocante a nossa vida devocional. Temos muito o que aperfeiçoar e em contrapartida (e acima de tudo) mais ainda para sermos aperfeiçoados por Deus. O tempo que dedicamos à oração e estudo da palavra precisam ser revistos. A qualidade desse tempo também precisa ser corrigida. Tudo isso deve ser revisto. 
A nossa negligência deve ser abandonada e precisamos voltar as Sagradas Letras o quanto antes.  Precisamos também entrar em nossos quartos fechar a porta e orar ao Pai que está em secreto (Mt 6.6).

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude!!!

Soli Deo Gloria!!!

Joel da Silva Pereira

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

4 razões pelas quais estou voltando a usar uma versão física da Bíblia.

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Com tantas pessoas fazendo uso de seus smartphones para a leitura do Evangelho, a versão física ainda teria seu lugar? Pesada, inconveniente e de difícil manuseio, seria o fim da impressão das escrituras e da tinta? Bem, Scott Slayton certamente não pensa assim, como ele escreve no “IBelieve” (Eu acredito).
“Durante vários anos, eu tentei realizar meus devocionais diários em um aplicativo da Bíblia em um dispositivo. Em momentos diferentes, eu usei meu  iPhone, iPad, um aplicativo do Kindle no meu Macbook ou o Logos (software para leitura bíblica). Depois de tentar isso por um tempo, meus devocionais ficaram atrasados e eu acabei retornando para a versão física  da Bíblia, como um experimento,” escreve Slayton.
“Ler uma versão física da Bíblia, ao invés de fazê-lo num dispositivo digital, parecia muito mais proveitoso pra mim, e agora eu faço quase toda minha leitura bíblica na minha Thinline ESV (bíblia de estudo)”.
1- Posso escrever na minha Bíblia.
“Um dos meus maiores problemas com a leitura da Bíblia em uma tela era que eu perdia minha atenção facilmente. Embora muitos aplicativos tenham capacidade para se fazer anotações, ler com um lápis na mão me transforma de um leitor passivo para um leitor ativo. Segurar o lápis me ajuda a fazer algumas coisas quando estou focado como sublinhar sentenças, desenhar caixas em torno de palavras-chave e escrever algumas notas nas margens. Quando eu volto para aquela mesma passagem, em outro momento, eu posso ver algo que me impressionou anteriormente. Aplicativos bíblicos possuem esses artifícios, mas eu acredito que um lápis é muito mais eficaz.
2- Eu não posso fazer nada mais com minha Bíblia
“Eu tenho uma dificuldade que é ficar facilmente distraído. Enquanto eu estou escrevendo essa publicação, estou sendo tentado a clicar num ícone do Google Chrome, onde eu posso checar meu Twitter ou ver o que as pessoas estão dizendo a respeito das finais da NBA. Meu telefone tem aplicativos de mídia social, meu iPad tem jogos e tem alguns trabalhos que eu preciso fazer no meu Mac. A única coisa que eu posso fazer com a minha Bíblia é ler a minha Bíblia. Ter meus devocionais matinais somente com a minha Bíblia sobre a mesa me ajuda a manter minha atenção focada na Bíblia e somente nela.
3- Meus filhos me veem lendo a Bíblia
“Uma das coisas que queremos fazer é construir nas crianças um amor pelo Evangelho. Nós queremos que elas amem a leitura, ouvir, estudar as Escrituras. Nós incutimos isso através de devocionais em família, catecismo, memorização da Palavra, e os encorajamos a fazer pequenas anotações durante um sermão. Elas também precisam ver o exemplo de seus pais, lendo e meditando sobre a Bíblia. Se estou usando o telefone, elas não sabem se o pai está fazendo uma leitura bíblica, verificando seu e-mail ou visualizando o Instagram. Quando elas descem as escadas pela manhã e me veem lendo minha Bíblia, elas estão me vendo fazer o que eu as encorajo a fazer. Às vezes, elas se sentam ao meu lado e me perguntam o que eu estou lendo, o que leva a boas conversas sobre as coisas de Deus. Isso geralmente não acontece se elas me veem olhando o telefone.
4- Eu me lembro de ler a Bíblia
“Eu sou um pastor, mas há dias em que estou enfrentando uma agenda lotada e eu preciso de um lembrete para ler a Bíbia. Ver a minha Bíblia num saco, onde eu a coloco quando a levo para o trabalho, me faz lembrar que eu tenho que ter alguns minutos, sentado, e ouvir de Deus nas Escrituras. Olhar para o meu telefone ou para o meu laptop não me lembra de nada, mas minha Bíblia me lembra. Além disso, ter uma Bíblia comigo me incentiva a lê-la durante os poucos intervalos de tempo que surgem ao longo do dia. Se eu estou esperando alguém e ela chega tarde, eu posso pegar minha Bíblia e lê-la por alguns minutos, antes que esse alguém chegue. Eu poderia, teoricamente, fazer isso no meu telefone, mas a Bíblia é um dos inúmeros aplicativos que me chamam a atenção. Uma versão física da Bíblia, na minha bolsa, chama a minha atenção apenas para ela”.
Com informações do Hello Christian
Tradução: Bruno Bonete
Imagem: Reprodução Web

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O QUE EU PERCO QUANDO PERCO O CULTO?



Tim Challies

Você pode imaginar a sua vida sem culto? Você consegue imaginar a sua vida sem se reunir regularmente com o povo de Deus, para adorá-lo em conjunto? O culto corporativo é um dos grandes privilégios da vida cristã. E talvez ele seja um daqueles privilégios que, ao longo do tempo, tomemos como certo. Quando eu paro para pensar a respeito, não consigo imaginar a minha vida sem culto. Eu nem mesmo desejo pensar nisso. Mas eu acho que vale a pena considerar: O que eu perco quando eu perco o culto?

Vivemos numa cultura consumista onde temos a tendência de avaliar a vida através de meios muito egoístas. Fazemos isso com o culto. “Hoje o sermão não falou comigo. Eu simplesmente não consegui apreciar as canções que cantamos nesta manhã. A leitura da Escritura foi demasiado longa”. Quando falamos dessa maneira podemos estar dando provas de que estamos indo à igreja como consumidores, como pessoas que desejam ser servidas em vez de servir.

No entanto, o ponto primário e o propósito de cultuar a Deus é a sua glória, não a satisfação das nossas necessidades sentidas. Nós adoramos a Deus, a fim de glorificar a Deus. Deus é glorificado no nosso culto. Ele é honrado. Ele é magnificado à vista daqueles que se juntam a nós.

Dessa forma, o culto rompe completamente com a corrente do consumismo e exige que eu cultue por amor da sua glória. Tenho ouvido dizer que o culto “é a arte de perder o ego na adoração de outro”. E é exatamente este o caso. Eu esqueço de tudo sobre mim e dou toda honra e glória a Ele.

O que eu perco sem o culto? Eu perco a oportunidade de crescer através de ouvir um sermão e de experimentar alegria por meio do cântico de grandes hinos. Eu perco a oportunidade de me unir a outros cristãos em oração e para recitar grandes credos com eles. Mas, mais que isso, eu perco a oportunidade de glorificar a Deus. Se eu parar de cultuar, estarei negligenciando um meio através do qual eu posso glorificá-lo.

Você vê? O culto não é sobre você ou sobre mim. O culto é sobre Deus. E, realmente, isso muda tudo.

Quando vejo o culto como algo que, em última análise, existe para o meu bem e para a minha satisfação, fica fácil tirar um dia de folga e pensar que a minha presença não faz nenhuma diferença. Mas quando eu venho para glorificar a Deus, eu entendo que ninguém mais pode tomar o meu lugar. Deus espera o levantar das minhas mãos, o erguer do meu coração e o levantar da minha voz a Ele.

Quando vejo o culto como algo que é todo sobre mim, fica fácil pular de igreja em igreja e estar sempre à procura de algo que se ajuste melhor a mim. Mas quando eu vejo a igreja como algo que é verdadeiramente sobre Deus, me pego procurando por uma igreja mais pura e melhor em adorar do modo exato como a Bíblia ordena – Eu procuro por uma igreja através da qual eu possa glorificá-lo cada vez mais.

Sem dúvida, o culto é um privilégio. Mas também é uma exigência, uma responsabilidade. E a maior responsabilidade, bem como o maior privilégio no culto, é trazer glória a Deus.

FONTE: What Would I Lose if I Lost Worship?

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Epidemia: outro pastor que se esgota e se demite Domingo passado.




A dor de um pastor é intensificada debaixo de impiedosos holofotes, enquanto a dor de outro é desconhecida. Ambas doem igualmente. Não fica mais fácil. Não importa quantas vezes você ouça sobre isso. E estamos ouvindo muito sobre isso ultimamente. Em números epidêmicos.

Outro pastor anunciou à sua chocada congregação que ele não podia mais. Ele os amava. Ele estava orgulhoso do trabalho do Reino que haviam feito juntos por anos. Mas suas prioridades estavam desajustadas. Ele havia posto todo seu tempo e energia na igreja e havia negligenciado sua própria saúde espiritual e emocional. Ele pediu à congregação que orasse por ele e sua família enquanto enfrentavam a próxima fase difícil de suas vidas – sem saber o que esta fase traria. Então ele reuniu a congregação de 20 pessoas na frente da igreja para orarem juntos uma última vez. Ele por eles. Eles por ele e sua família. Oraram, abraçaram, choraram e disseram adeus.

Enquanto escrevo esse artigo, aquele pastor está encaixotando seus pertences numa van para se mudar da pequena cidade que eles chamaram de lar por mais de uma década. Por agora, eles vão viver com os pais da esposa para se recuperarem.

Muitos pastores esgotados

Infelizmente, aquele pastor não foi o único a ter uma história dessas no último domingo. Aconteceu com centenas. Este ano, milhares vão deixar o ministério, esgotados e machucados. De igrejas grandes e pequenas, em crescimento e estagnadas. Ouvimos quando os pastores famosos desistem ou se esgotam. É o preço da fama. E é muito alto. Tanto o sucesso quanto as falhas são ampliadas. Mas um preço diferente é pago por aqueles que não são conhecidos fora de suas famílias e pequena congregação.

Enquanto os sucessos e dores de pastores conhecidos são destacados, os sucessos e dores de pastores de igrejas pequenas são ignoradas e esquecidas. Ambos são igualmente machucados. Ambos carregam o peso dos problemas que os levaram a deixar a igreja, e frequentemente o ministério. A dor do pastor da megaigreja é intensificada por falhar debaixo das luzes da ribalta, enquanto que a dor do outro é aumentada por cair no anonimato. Esquecido por quase todos. Ambos os cenários são tóxicos. Eles entristecem o coração de Jesus, prejudicam Sua igreja, devastam com as famílias dos pastores, arruínam ministérios e tornam difícil aos membros da igreja confiar num pastor novamente - ou confiar em Deus novamente.

Mudar o paradigma de sucesso da igreja

Não precisa se desse jeito. Não deveria ser desse jeito. Precisamos abandonar as expectativas não bíblicas que foram colocadas nos ombros dos pastores. Ou que nós próprios colocamos nos nossos ombros. Pastores nunca foram destinados a carregar esse fardo tão grande. Nenhuma pessoa é capaz de ser pregador, professor, “lançador de visão”, CEO, líder, evangelista, ganhador de almas, angariador de recursos, conselheiro matrimonial, e todo esse modelo de virtude que esperamos que os pastores sejam – muitos deles enquanto trabalham a tempo inteiro fora das paredes da igreja. Mas tem sido assim por tantos anos que às vezes parece uma locomotiva sem freio que não pode ser parada. Precisa ser parada.

Redefinindo o sucesso no ministério

Ninguém pode parar essa locomotiva a não ser nós, pastores. Precisamos dizer “não”. Para alguns de nós, isso significa dizer não às expectativas irracionais dos nossos membros, diáconos e oficiais da denominação. Mas para todos nós significa dizer não às nossas próprias expectativas não bíblicas. Dizer não a um paradigma que nós construímos e perpetuamos em volta de uma combinação dos nossos egos e inseguranças. Nós não somos os construtores da igreja, Jesus é. Não somos capazes de nos matarmos de trabalhar emocionalmente e espiritualmente sem que alguma coisa quebre dentro de nós. Não podemos continuar nos forçando fisicamente com poucas horas de sono, muita comida e pouca atividade física. Não podemos continuar negligenciando nossas esposas e famílias enquanto queimamos a vela dos dois lados e não esperar que todo mundo – nossas famílias, igrejas e nós mesmos – pague um enorme preço por isso. Precisamos redefinir com que o sucesso ministerial se parece, porque muitas pessoas boas estão sendo machucadas enquanto perseguimos nossa atual e insuportável versão de sucesso.

Orem uns pelos outros

Faça uma pausa hoje. Respire. E ore. Ore pelos pastores feridos, conhecidos e desconhecidos, que deixaram uma igreja que eles amavam – e talvez ainda amem. Ore pelos pastores famosos sofrendo debaixo da insuportável luz da ribalta. Ore pelos pastores desconhecidos que se sentem perdidos e esquecidos. Ore pelas famílias que suportaram anos de dor em silêncio, e que agora têm suportado ainda mais. Ore pelos membros da igreja que não sabem se se sentem bravos, tristes ou outra coisa. Ore para que o Deus que prometeu que Seu jugo era suave e o seu fardo leve, alivie os fardos mais pesados que nós colocamos sobre nossos próprios ombros. E que troque por Sua paz, Seu conforto e Sua esperança."


Karl Vaters - Christianity Today
Extraído de http://www.christianitytoday.com/karl-vaters/2016/september/epidemic-another-pastor-burned-out-and-quit-last-sunday.html

domingo, 25 de setembro de 2016

A Presciência de Deus.


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por
Arthur W. Pink

Que controvérsias têm sido engendradas por este assunto no passado! Mas que verdade das Escrituras Sagradas existe que não se tenha tornado em ocasião para batalhas teológicas e eclesiásticas? A deidade de Cristo, Seu nascimento virginal, Sua morte expiatória, Seu segundo advento; a justificação do crente, sua santificação, sua segurança; a Igreja, sua organização, oficiais e disciplina; o batismo, a ceia do Senhor, e uma porção doutras preciosas verdades que poderiam ser mencionadas. Contudo, as controvérsias sustentadas não fecharam a boca dos fiéis servos de Deus; então, por que deveríamos evitar a disputada questão da presciência de Deus porque, com efeito, há alguns que nos acusarão de fomentar contendas? Que outros se envolvam em contendas, se quiserem; nosso dever é dar testemunho segundo a luz a nós concedida.
Há duas coisas referentes à presciência de Deus que muitos ignoram: o significado do termo e o seuescopo bíblico. Visto que esta ignorância é tão amplamente generalizada, é fácil aos pregadores e mestres impingir perversões deste assunto, até mesmo ao povo de Deus. Só há uma salvaguarda contra o erro: estar firme na fé. Para isso, é preciso fazer devoto e diligente estudo, e receber com singeleza a Palavra de Deus infundida. Só então ficamos fortalecidos contra as investidas dos que nos atacam. Hoje em dia existem os que fazem mau uso desta verdade, com o fim de desacreditar e negar a absoluta soberania de Deus na salvação dos pecadores. Assim como os seguidores da alta crítica repudiam a divina inspiração das Escrituras e os evolucionistas a obra de Deus na criação, alguns mestres pseudo-bíblicos andam pervertendo a presciência de Deus com o fim de pôr de lado a Sua incondicional eleição para a vida eterna.
Quando se expõe o solene e bendito tema da preordenação divina, e o da eterna escolha feita por Deus de algumas pessoas para serem amoldadas à imagem do Seu Filho, o diabo envia alguém para argumentar que a eleição se baseia na presciência de Deus, e esta “presciência” é interpretada no sentido de que Deus previu que alguns seriam mais dóceis que outros, que responderiam mais prontamente aos esforços do Espírito e que, visto que Deus sabia que eles creriam , por conseguinte, predestinou-os para a salvação. Mas tal declaração é radicalmente errônea. Repudia a verdade da depravação total, pois defende que há algo bom em alguns homens, Tira a independência de Deus, pois faz com que os Seus decretos se apóiemnaquilo que Ele descobre na criatura. Vira completamente ao avesso as coisas, porquanto ao dizer que Deus previu que certos pecadores creriam em Cristo e, por isso, predestinou-os para a salvação, é o inverso da verdade. As Escrituras afirmam que Deus, em Sua soberania, escolheu alguns para serem recipientes de Seus distinguidos favores (Atos 13:48) e, portanto, determinou conferir-lhes o dom da fé. A falsa teologia faz do conhecimento prévio que Deus tem da nossa fé a causa da eleição para a salvação, ao passo que a eleição de Deus é a causa , e a nossa fé em Cristo, o efeito .
Antes de continuar discorrendo sobre este tema, tão erroneamente interpretado, façamos uma pausa para definir os nossos termos. Que se quer dizer por “presciência”? “Conhecer de antemão”, é a pronta resposta de muitos. Mas não devemos tirar conclusões precipitadas, nem tampouco apelar para o dicionário do vernáculo como o supremo tribunal de recursos, pois não se trata de uma questão de etimologia do termo empregado. O que é preciso é descobrir como a palavra é empregada nas Escrituras. O emprego que o Espírito Santo faz de uma expressão sempre define o seu significado e escopo. Deixar de aplicar esta regra simples tem causado muita confusão e erro. Muitíssimas pessoas presumem que já sabem o sentido de certa palavra empregada nas Escrituras, pelo que negligenciam provar as suas pressuposições por meio de uma concordância. Ampliemos este ponto.
Tomemos a palavra “carne”. Seu significado parece tão óbvio, que muitos achariam perda de tempo examinar as suas várias significações nas Escrituras. Depressa se presume que a palavra é sinônima de corpo físico e, assim, não se faz pesquisa nenhuma. Mas, de fato, nas Escrituras “carne” muitas vezes inclui muito mais que a idéia de corpo. Tudo que o termo abrange, só pode ser verificado por uma diligente comparação de cada passagem em que ocorre e pelo estudo de cada contexto, separadamente.
Tomemos a palavra “mundo”. O leitor comum da Bíblia imagina que esta palavra equivale a “raça humana” e, conseqüentemente, muitas passagens que contêm o termo são interpretadas erroneamente. Tomemos a palavra “imortalidade”. Certamente esta não requer estudo! É óbvio que se refere à indestrutibilidade da alma. Ah, meu leitor, é uma tolice e um erro fazer qualquer suposição, quando se trata da Palavra de Deus. Se o leitor se der ao trabalho de examinar cuidadosamente cada passagem em que se acham “mortal” e “imortal”, verá que estas palavras nunca são aplicadas à alma, porém sempre ao corpo.
Pois bem, o que acabamos de dizer sobre “carne”, “mundo”, e “imortalidade”, aplica-se com igual força aos termos “conhecer” e “pré-conhecer”. Em vez de imaginar que estas palavras não significam mais que simples cognição, é preciso ver que as diferentes passagens em que elas ocorrem exigem ponderado e cuidadoso exame. A palavra “presciência” (pré-conhecimento) não se acha no Velho Testamento. Mas “conhecer” (ou “saber”) ocorre ali muitas vezes. Quando esse termo é empregado com referência a Deus, com freqüência significa considerar com favor, denotando não mera cognição, mas sim afeição pelo objeto em vista. “... te conheço por nome” (Êxodo 33:17). “Rebeldes fostes contra o Senhor desde o dia em que vos conheci ” (Deuteronômio 9:24). “Antes que te formasse no ventre te conheci ... “ (Jeremias 1:5). “... constituíram príncipes, mas eu não o soube ...” (Oséias 8:4). “De todas as famílias da terra a vós somenteconheci ...” (Amos 3:2). Nestas passagens, “conheci” significa amei ou designei .
Assim também a palavra “conhecer” é empregada muitas vezes no Novo Testamento no mesmo sentido do Velho Testamento. “E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci ...” (Mateus 7:23). “Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido ” (João 10:14). “Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele” (1 Coríntios 8:3). “... o Senhor conhece os que são seus...” (2 Timóteo 2:19).
Pois bem, a palavra “presciência”, como é empregada no Novo Testamento, é menos ambígua que a sua forma simples, “conhecer”. Se cada passagem em que ela ocorre for estudada cuidadosamente, ver-se-á que é discutível se alguma vez se refere apenas à percepção de eventos que ainda estão por acontecer. O fato é que “presciência” nunca é empregada nas Escrituras em relação a eventos ou ações; em lugar disso, sempre se refere a pessoas . Pessoas é que Deus declara que “de antemão conheceu” (pré-conheceu), não as ações dessas pessoas. Para provar isto, citaremos agora cada uma das passagens em que se acha esta expressão ou sua equivalente.
A primeira é Atos 2:23. Lemos ali: “A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos”. Se se der cuidadosa atenção à terminologia deste versículo, ver-se-á que o apóstolo não estava falando do conhecimento antecipado que Deus tinha do ato da crucificação, mas sim da Pessoa crucificada: “A este (Cristo) que vos foi entregue”, etc.
A segunda é Romanos 8:29-30. “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho; a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos quepredestinou a estes também chamou”, etc. Considere-se bem o pronome aqui empregado. Não se refere aalgo , mas a pessoas , que ele conheceu, de antemão. O que se tem em vista não é a submissão da vontade, nem a fé do coração, mas as pessoas mesmas .
“Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu...” (Romanos 11:2). Uma vez mais a clara referência é a pessoas, e somente a pessoas.
A última citação é de 1 Pedro 1:2: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai...” Quem são “eleitos segundo a presciência de Deus Pai”? O versículo anterior nô-lo diz: a referência é aos “estrangeiros dispersos”, isto é, a Diáspora, a Dispersão, os judeus crentes. Portanto, aqui também a referência é a pessoas, e não aos seus atos previstos.
Ora, em vista destas passagens (e não há outras mais), que base bíblica há para alguém dizer que Deus “pré-conheceu” os atos de certas pessoas, a saber, o seu “arrependimento e fé”, e que devido a esses atos Ele as elegeu para a salvação? A resposta é: absolutamente nenhuma. As Escrituras nunca falam de arrependimento e fé como tendo sido previsto ou pré-conhecido por Deus. Na verdade, Ele sabia desde toda a eternidade que certas pessoas se arrependeriam creriam ; entretanto, não é a isto que as Escrituras se referem como objeto da “presciência” de Deus. Esta palavra se refere uniformemente ao pré-conhecimento de pessoas; portanto, conservemos “... o modelo das sãs palavras. . .” (2 Timóteo 1:13).
Outra coisa para a qual desejamos chamar particularmente a atenção é que as duas primeiras passagens acima citadas mostram com clareza e ensinam implicitamente que a “presciência” de Deus não é causativa , pelo contrário, alguma outra realidade está por trás dela e a precede, e essa realidade é o Seudecreto soberano . Cristo “... foi entregue pelo (1) determinado conselho e (2) presciência de Deus” (Atos 2:23). Seu “conselho” ou decreto foi a base da Sua presciência. Assim também em Romanos 8:29. Esse versículo começa com a palavra “porque”, conjunção que nos leva a examinar o que o precede imediatamente. E o que diz o versículo anterior? “... todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles... que são chamados por seu decreto”. Assim é que a “presciência” de Deus baseia-se em Seu decreto (ver Salmo 2:7).
Deus conhece de antemão o que será porque Ele decretou o que há de ser . Portanto, afirmar que Deus elege pessoas porque as pré-conhece é inverter a ordem das Escrituras, é pôr o carro na frente dos bois. A verdade é esta: Ele as “pré-conhece” porque as elegeu . Isto retira da criatura a base ou causa da eleição, e a coloca na soberana vontade de Deus. Deus Se propôs eleger certas pessoas, não por haver nelas ou por proceder delas alguma coisa boa, quer concretizada quer prevista, mas unicamente por Seu beneplácito. Quanto ao por que Ele escolheu os que escolheu, não sabemos, e só podemos dizer: “Sim, ó Pai, porque assim te aprouve” (Mateus li :26). A verdade patente em Romanos 8:29 é que Deus, antes da fundação do mundo, elegeu certos pecadores e os destinou para a salvação (2 Tessalonicenses 2:13). Isto se vê com clareza nas palavras finais do versículo: “... os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho”, etc. Deus não predestinou aqueles que “dantes conheceu” sabendo que eram “conformes”, mas, ao contrário, aqueles que Ele “dantes conheceu” (isto é, que Ele amou e elegeu), “predestinou para serem conformes”. Sua conformidade a Cristo não é a causa, mas o efeito da presciência e predestinação divina.
Deus não elegeu nenhum pecador porque previu que creria, pela razão simples, mas suficiente, de que nenhum pecador jamais crê enquanto Deus não lhe dá fé; exatamente como nenhum homem pode ver antes que Deus lhe dê a vista. A vista é dom de Deus, e ver é a conseqüência do uso do Seu dom. Assim também a fé é dom de Deus (Efésios 2:8-9), e crer é a conseqüência do uso deste Seu dom. Se fosse verdade que Deus elegeu alguns para serem salvos porque no devido tempo eles creriam, isso tornaria o ato de crer num ato meritório e, nesse caso, o pecador salvo teria motivo para gloriar-se, o que as Escrituras negam enfaticamente (veja Efésios 2:9).
Certamente a Palavra de Deus é bastante clara ao ensinar que crer não é um ato meritório. Afirma ela que os cristãos vieram a crer “pela graça” (Atos 18:27). Se, pois, eles vieram a crer “pela graça”, absolutamente não há nada de meritório em “crer”, e, se não há nada de meritório nisso, não poderia ser o motivo ou causa que levou Deus a escolhê-los. Não; a escolha feita por Deus não procede de coisa nenhuma existente em nós , ou que de nós provenha, mas unicamente da Sua soberana boa vontade.
Mais uma vez, em Romanos 11:5 lemos sobre “... um resto, segundo a eleição da graça”. Eis aí, suficientemente claro; a eleição mesma é “da graça”, e a graça é favor imerecido , coisa a que não tínhamos direito nenhum diante de Deus.
Vê-se, pois, como é importante para nós, termos idéias claras e bíblicas sobre a “presciência” de Deus. Os conceitos errôneos sobre ela, inevitavelmente levam a idéias que desonram em extremo a Deus. A noção popular da presciência divina é inteiramente inadequada. Deus não somente conheceu o fim desde o princípio, mas planejou, fixou, predestinou tudo desde o princípio. E, como a causa está ligada ao efeito, assim o propósito de Deus é o fundamento da Sua presciência. Se, pois, o leitor é um cristão verdadeiro, é porque Deus o escolheu em Cristo antes da fundação do mundo (Efésios 1:4), e o fez não porque previu que você creria , mas simplesmente porque Lhe agradou fazê-lo; você foi escolhido apesar da tua incredulidade natural. Sendo assim, toda a glória e louvor pertence a Deus somente. Você não tem base nenhuma para arrogar-se crédito algum. Você creu “pela graça” (Atos 15:27), e isso porque a tua própria eleição foi “da graça” (Romanos 11:5).


Fonte: Arthur W. Pink. Os Atributos de Deus. Editora PES.

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Alderi Souza de Matos João da Silva Dourado nasceu em Caetité, sul da Bahia, no dia 7 de janeiro de 1854. Era filho de João José da Silva Do...