quinta-feira, 23 de abril de 2015

Babilônia



A imprensa tem notificado nos últimos dias a queda na audiência da Rede Globo na nova novela das 21, cujo título é Babilônia. A UOL TV fez a seguinte declaração no dia 29.03.2015: “A Globo lançou neste final de semana uma operação de salvamento de Babilônia. Rejeitada por parte do público e boicotada por evangélicos, a nova novela das nove derrubou a audiência do horário nobre da emissora em 19% e, se não reagir, poderá entrar para a história como o mais baixo ibope das 21h. Desde ontem, para recuperar o público que migrou para SBT e Record, a Globo exibe chamadas introduzindo didaticamente as tramas da novela, em uma ação chamada de "relançamento". Mudou também a abertura e a apresentação da logomarca”.
O nome Babilônia significa “porta dos deuses”. Havia nesta antiga cidade 53 templos pagãos onde perdurava o sincretismo. Babilônia é na Bíblia, a figura da mãe das fornicações e da devassidão moral e por isto é chamada de “A mãe de todas as prostitutas e de todas as pessoas imorais do mundo” (Ap 17.5). Todos se embriagavam com sua luxúria e bebiam o “sangue dos santos” (Ap 17.6). O apóstolo João afirma que quando a viu, admirou-se com grande espanto pela sua maldade (Ap 17.6). O significado completo da cidade é escatológico. Babilônia personificava a maldade humana. Trata-se portanto, de uma figura muito mais ampla que a mera descrição de uma cidade particular.
Fala-se em “boicote dos evangélicos”, mas outras igrejas também, inclusive boa parte dos católicos, estão preocupadas com a perda de valores morais, e a propaganda sistemática pela quebra de valores, entre eles, a família.
Li recentemente a seriíssima declaração do Pe. Dudu (Pe. Eduardo Braga), veja suas palavras:
“(Babilônia) faz referência à prostituição, entendida com seus crimes e pecados cometidos contra Deus e seus filhos. O que dizer de duas senhoras de oitenta e seis anos se beijando? Babilônia! Cenas casuais de sexo e assassinato? Babilônia! Golpe do baú e traição? Babilônia! Triangulo amoroso e prostituta de luxo? Babilônia! Em um momento tão crítico da história deste país, Babilônia e Big Brother não podem nos trazer luz, paz e esperança. Desperta povo! Deus destruiu Babilônia! Não permita que ela seja levantada com o material e mão de obra do Brasil! Não precisamos de Babilônia! Queremos Jerusalém! Queremos ordem e progresso! Queremos Deus e os valores autênticos e imortais! Queremos o amor e a paz! Queremos a segurança, o respeito e a prosperidade completa!”
Minha esperança é que nós, brasileiros, entendamos a força dos movimentos sociais. Existem momentos na história de um povo que é necessário que exista pressão de grupos, para que a voz seja ouvida. Governos corruptos só se assustam com manifestações. A Globo não precisa repensar sua filosofia, ela pode continuar fazendo o que sempre quis fazer, é uma escolha editorial e a imprensa felizmente, é livre no Brasil. Mas a população também é livre para dizer: Não queremos. Viram como um clic faz toda diferença?
Ah! E se as outras mídias, o governo e agências seculares, quiserem defender causas que consideramos anti-cristãs ou anti quaisquer outros valores, devemos fazer uso de manifestações, votos, imprensa, e mídias sociais para com ousadia dizer não. Afinal, como afirmou M. Luther King Jr. “Deus vai julgar, não apenas os atos dos maus, mas o silencio dos justos!”

Rev Samuel Vieira.

Livros que devoram



J. K. Rowling, criadora do conhecido personagem Harry Potter, concebeu na sua obra um livro que tinha o poder de devorar as pessoas. Ele deveria ser lido com cuidado e atenção, porque era perigoso. Quem dele se aproximava precisava fazê-lo com atenção, porque era atrativo, sedutor, mas podia ferir.
Na verdade, todos os livros têm o poder de ferir.
Culturas e gerações inteiras podem ser mudadas por causa de um livro. Livros são capazes de sublevar poderes e sistemas, provocar crises em poderes tirânicos (não é sem razão que, historicamente, muitos livros foram queimados em praça pública porque representavam ameaça). A Bíblia sofreu muitas vezes esta perseguição hedionda. Livros podem alterar toda cosmovisão, tem o poder de devorar, desconstruir conceitos e preconceitos, desmantelar paradigmas e estabelecer uma nova ordem social.
Livros também provocam revoluções individuais. Muitas pessoas foram transformadas ao terem contacto com determinada literatura. Na verdade, gosto de citar o pensamento de que daqui cinco anos, você será a mesma pessoa, exceto pelos amigos que tiver e pelos livros que ler. A leitura de um livro pode libertar, orientar, mudar drasticamente a espiritualidade, finanças, casamentos e perspectivas individuais. Livros são perigosos. Livros são vorazes.
A falta de leitura pode nos arruinar intelectual e psicologicamente. O Rev. Eudaldo silva Lima, grande orador bahiano, costumava afirmar que se não lesse cinco livros mensalmente ele se “asnificava”, isto é, emburrecia, se tornava um asno.
A geração atual lê muito pouco. As informações são fragmentadas e não há muita paciência para ler conteúdos mais reflexivos. Quando você abre a internet para ler as notícias do jornal, certamente não observa os editoriais, cujo conteúdo é mais aprofundado, mas prefere as informações passageiras, as tragédias imediatas, que não acrescentam nada no construto intelectual.
O entretenimento tem tomado também o tempo da leitura. São os facebooks, os what´s up, a web, youtube, que nos privam de um tempo precioso de leitura e reflexão. Esta distância dos livros dificulta a capacidade analítica.
Governos tirânicos e sistemas autoritários temem os livros, porque sabem que eles são perigosos. Quando residi nos Estados Unidos, me encontrei várias vezes com Caio Ferraz, doutor em sociologia pela universidade Sorbonne, que teve que se mudar do Rio de Janeiro por causa de perseguição de policiais inescrupulosos. Sua vida estava por um triz, porque sendo, ele mesmo, oriundo da favela, sabia demais e era crítico demais do sistema. Um dia me relatou que seu pai temendo represálias, o mandou a uma livraria de livros usados comprar volumes grossos de direito e compêndios, para colocar na sala de casa. Ele dizia que sistemas e pessoas embrutecidas, tinham medo de livros.
Rubem Alves afirmou que o maior problema na pedagogia moderna foi transformar a leitura em disciplina, como uma tarefa a ser cumprida, quando deveria ser introduzida no universo das crianças como deleite e prazer. Desta forma as crianças se aproximariam da literatura não como um exercício, mas como algo a ser apreciado, como um chocolate ou um sorvete.

Tenho um amigo que nasceu num contexto no qual a leitura nunca havia sido incentivada. O primeiro livro que ele leu foi em torno dos 30 anos de idade. De lá para cá, nunca mais deixou de ler, e até mesmo tem se arriscado a escrever algumas breves reflexões na página do facebook. Foi vencido pelo prazer. Poderia ter sido devorado pelos livros... e talvez tenha sido!

Rev Samuel Vieira. 

terça-feira, 7 de abril de 2015

Divórcio e adultério de pastores





Porque é que pessoas com doutorado em teologia estão lutando contra "pecados de nível graduado", gente com "conhecimento de gramática" na escola de Deus?

Para o Pastor e teólogo John Piper, isso se resume a uma resposta sucinta: Eles não conhecem a Deus. Se alguém vive realmente no amor do Criador do universo, e não focado em satisfazer suas próprias necessidades, seja ele ou ela, não irá cometer adultério.

John Piper completa ainda:

"Você pode estudar teologia 10 horas por dia durante 40 anos, e ainda assim não reconhecer que Deus é lindo, totalmente satisfatório, o maior tesouro de sua vida." Considerando o modo, e o quanto o diabo sabe a respeito de Deus, vai ele se preocupar com o conhecimento que você tenha sobre o Eterno?

A Bíblia diz: "Conheçamos e Prossigamos em conhecer ao Senhor" Oséias 6: 3a

Conhecer sobre Deus e seus atributos é uma coisa, conhecê-lo de verdade, somente através de uma conversão genuína, comunhão, intimidade, viver e caminhar com Ele, uma atitude contínua e sequencial que não deve e nem pode ser interrompida.

Se houver rupturas nesse relacionamento, imediatamente estaremos sujeitos às setas do inimigo, afinal ele está sempre vigilante e atento para nos atacar.

"Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais." Efésios 6: 12

Por mais que queiramos justificar e relativizar essa terrível questão que atormenta a Igreja da nossa geração, quando tantos líderes vivenciam problemas conjugais, que se desencadeiam quase sempre em separações e divórcios, com o agravante de um novo casamento, não há como esconder que está faltando intimidade com Deus e com a sua inerrante Palavra.

Sou consciente de que essa lavra é dura, mas pertinente e necessária, a priori para eu mesmo, e por isso o faço com amor, mas também muito temor e tremor, para que não esqueça dessa realidade.

Um líder que passa por uma situação como a que me refiro, por mais que existam justificativas e reconhecimento por parte da congregação que pastoreia, via de regra, salvo raríssimas exceções, fica desqualificado para tratar de casos conjugais semelhantes e ou similares dentro do seu rebanho, e o diabo sabe bem disso, tanto que passou a bombardear as investidas dessas tentações no ministério da Igreja.

"Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza."

Assim que vem à tona qualquer caso de infidelidade, adultério, separação e ou novo casamento na vida do líder e este continua exercendo as mesmas atividades à frente da Igreja como se nada tivesse acontecido, começam a "pipocar" vários casos similares no meio da congregação e até mesmo na vida de outros obreiros auxiliares, e não há mais quem possa tratar, justamente porque aniquilou-se a "autoridade espiritual" para tais aconselhamentos, valendo aí o adágio popular; "por onde passa um boi, passa uma boiada".

A questão é de ordem espiritual, e após o líder, o rebanho é atingido. Como consequência de um acidente de percurso dessa natureza, o pensamento dominante passa a ser o seguinte: se a autoridade maior do ministério não conseguiu solução para o seu problema, não sou eu quem conseguirá, logo a concretização de um divórcio e um novo casamento é a solução mais prática e aceitável.

O inimigo é o primeiro a saber que nas Igrejas atingidas por esse problema, o combate contra esse tipo de pecado fica nulo de pleno direito, pelo menos do ponto de vista humano.

Sempre que alguém abordar o tema à luz da Palavra de Deus não será bem visto, pois estaria afrontando ou confrontando a liderança. Em suma, não se tocará mais neste assunto nessa igreja.

Pensemos: Como é que o diabo vê isso, como é que Deus vê isso?


  • Infelizmente uns não podem mais falar porque já são vítimas da própria situação,

  • Outros não falam para não atingirem amigos, superiores ou liderados envolvidos e;

  • Outros não falam com medo de virem a se envolver em situação semelhante futuramente.


Meu Deus, o que está acontecendo com a Igreja? Me parece que a coisa ficou do jeito que o diabo gosta?

Amados, sejamos líderes ou liderados, doutores ou leigos; vigiemos, oremos e lutemos para conhecer verdadeiramente o Senhor e vivermos conforme a sua Palavra.

"Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher" (I Co. 7:10-11).

"A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo em que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor." (I Co. 7:39).

Este artigo não foi escrito como afronta ou ferramenta de acusação a quem quer que seja, mas como constatação de uma seta maligna lançada contra a Igreja, contra a qual precisamos estar atentos e vigilantes.

Portanto, oremos, sejamos vigilantes, cuidemos de nós mesmos, do nosso casamento, enfim, da nossa família e acima de tudo, conheçamos mais a Deus.

"Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia." I Cor. 10: 12

Tenha o Eterno misericórdia de nós!



Pr. Carlos Roberto Silva é pastor da A. Deus e editor do Point Rhema


quarta-feira, 1 de abril de 2015

CHEGOU ABRIL! UM MÊS EXPONENCIAL. ABRIL?! ABRIU!!! UM MÊS EXPONENCIAL.



"CHEGOU ABRIL!
UM MÊS EXPONENCIAL.
ABRIL?!  ABRIU!!! 
UM MÊS EXPONENCIAL.

No primeiro de abril não comece o mês passando trotes e celebrando o "dia da mentira". Se você fez isso peça desculpas a você mesmo. 
Primeiro de abril dá abertura  a um mês exponencial. 

Em 2015 a páScoa é celebrada na primeira semana de Abril. A Páscoa fala da cruz e da ressureição. Perdão e Vida. Vitória sobre o pecado, o diabo, a dor, a morte, os desesperos. Fala do Céu. De Cristo. Da vitória integral!!!

Se relacionarmos abril - tempo da pascoa com o Mês de Nisã, do calendário judaico e dermos uma olhadinha rapida na  Biblia, nossa alma se encherá de bom ânimo. 

A primeira páscoa foi realizada no Mês de Nisã. Tempo de livramento. O mar vermelhor se abriu no Mês de Nisã. Tempo de milagres e grande provisão divina. Jesus morreu e ressuscitou no Mês de Nisã. Tempo de Salvação. Ressureição. Vida. Recomeços. 
A colheita da cevada era feita no Mês de Nisã. Mt 13). Tempo de colheita. Tempo de prosperar de modo integral.

Abril de 2015. Não é tempo de dar lugar a mentira. É tempo de acolher as promessas. Afirmar as verdades biblica. 

Abril de 2015. Semana da Páscoa. Tempo da ressureição e tempos de recomços. 

Em Israel nos dias de Jesus e hoje tambem  Nisã é o tempo da  primavera. Era tempo de Festa. É tempo de renovar esperanças.

Façamos festa na semana da pascoa. Semana da ressureição.Façamos festa em ABril. 
O Senhor restaura nossa sorte. 
Bem-vindo Abril!
Abril!???? ABRIUUUUUU!!!!!
Com orações
Pastor Jeremias Pereira"
No primeiro de abril não comece o mês passando trotes e celebrando o "dia da mentira". Se você fez isso peça desculpas a você mesmo.
Primeiro de abril dá abertura a um mês exponencial.
Em 2015 a páScoa é celebrada na primeira semana de Abril. A Páscoa fala da cruz e da ressureição. Perdão e Vida. Vitória sobre o pecado, o diabo, a dor, a morte, os desesperos. Fala do Céu. De Cristo. Da vitória integral!!!
Se relacionarmos abril - tempo da pascoa com o Mês de Nisã, do calendário judaico e dermos uma olhadinha rapida na Biblia, nossa alma se encherá de bom ânimo.
A primeira páscoa foi realizada no Mês de Nisã. Tempo de livramento. O mar vermelhor se abriu no Mês de Nisã. Tempo de milagres e grande provisão divina. Jesus morreu e ressuscitou no Mês de Nisã. Tempo de Salvação. Ressureição. Vida. Recomeços.
A colheita da cevada era feita no Mês de Nisã. Mt 13). Tempo de colheita. Tempo de prosperar de modo integral.
Abril de 2015. Não é tempo de dar lugar a mentira. É tempo de acolher as promessas. Afirmar as verdades biblica.
Abril de 2015. Semana da Páscoa. Tempo da ressureição e tempos de recomços.
Em Israel nos dias de Jesus e hoje tambem Nisã é o tempo da primavera. Era tempo de Festa. É tempo de renovar esperanças.
Façamos festa na semana da pascoa. Semana da ressureição.Façamos festa em ABril.
O Senhor restaura nossa sorte.
Bem-vindo Abril!
Abril!???? ABRIUUUUUU!!!!!
Com orações
Pastor Jeremias Pereira

quarta-feira, 25 de março de 2015

As sete provas de Jó e algumas lições para fortalecer a nossa fé





      A Bíblia relata que Jó habitava em Uz, na atual Arábia era o homem mais rico do oriente. Possuía muito gado, servos, riquezas e uma família grande e abençoada. Deus testemunhou do caráter de Jó dizendo: "Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.” (Jó 1.8) para seu arque inimigo Satanás que o acusou de "comprar" Jó com suas bênçãos. Deus, então autorizou a Satanás para que tocasse em tudo que era de Jó, mas não podia tocar em sua vida.

      Um erro comum que as pessoas fazem é atribuir muito poder a Satanás, mas em uma leitura atenta vemos que o inimigo de nossas almas só pode ir até onde Deus o permitir (Jó 1.12). Deus conhecia a Jó e sabia até onde ele poderia suportar. Como servos de Deus estamos protegidos do inimigo (1 Jo 5.18). Deus nos conhece e não permitirá que sejamos provados mais do que possamos suportar. Quantos irmãos passam por provas e logo querem sair da igreja? Quantos irmãos dizem que estão no fundo do poço e na verdade só desceram apenas um metro? Se você esta no fundo do poço se acalme chegou a hora de Deus agir. Afinal, o Senhor disse em sua palavra que não permite que sejamos provados acima de nossas próprias forças (1 Co 10.13).

      Uma falaciosa doutrina ensinada em nossos dias é que o cristão não pode ficar doente, não pode perder bens e se perder deve estar em pecado. Estaria Jó em pecado? Sabemos que não, pois o próprio Senhor testificava de Jó certamente ele não estava em pecado (Jo 1.8). Vejamos as sete provas que o Senhor permitiu na vida de Jó e tiremos algumas valiosas lições para nós (Rm 15.4).

Primeira prova: Jó perde os bois e as suas jumentas (Jó 1.14-15)

      Os sabeus um povo que anteriormente não tinha relato de problemas com Jó foram usados pelo inimigo, para roubar os seus bois e jumentas, além de matar os seus servos que cuidavam deles só sobrando apenas um servo para contar a má notícia. Mesmo depois desta perda significativa, Jó ainda era um homem muito rico. Pode ocorrer de termos uma boa relação com nossos vizinhos, e de repente estes passam a fazer algo ruim contra nossa família, casa ou propriedade estejamos atentos pode ser o inimigo usando do mesmo expediente que usou contra a vida de Jó.

Segunda prova: Jó perde suas ovelhas (Jó 1.16)

      Jó não havia acabado de receber a noticia da perda de seus bois e jumentas. Chega outro servo com outra má noticia. Com a permissão de Deus, o inimigo mexeu com as forças da natureza e mandou fogo do céu que queimou as ovelhas de Jó, e matou os seus servos. Aqui podemos imaginar se Deus permitisse que satanás usasse as forças da natureza contra seus servos em nossos dias? Todo dia teríamos o telhado de nossas casas arrancados e nossos bens destruídos. O dia mau havia chegado à vida de Jó imagino a esta altura já deveria estar atônito com estas duas más noticias.

Terceira prova: Jó perde seus camelos (Jó 1.17)

      O inimigo agora usa os Caldeus para roubar os camelos e ferir os servos de Jó. Novamente preserva apenas um mensageiro parar dar à má noticia. Com esta terceira prova Jó, outrora rico fazendeiro já não tem mais gado para suas fazendas. Muitos colocam os corações em sua riqueza e servem a Deus durante a época da bonança e durante os tempos difíceis esquecem-se dEle ou fazem pior atribui a Deus todo o mal sofrido. Jó demonstrou que devemos servir ao Senhor durante toda nossa vida tendo ou não tendo dinheiro (Hc 3.16-17; Jó 19.25)

Quarta prova: Jó perde seus filhos (Jó 1.18-19)

      Nesta prova o inimigo tira a vida dos dez filhos de Jó de uma só vez em um só dia. Imagine o sofrimento de um pai, e principalmente de uma mãe ao perderem todos os seus filhos? A Bíblia diz que depois de todas estas perdas Jó rasgou suas vestes, raspou sua cabeça e adorou ao Senhor dizendo: "Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR.”      
       Em nossos dias quantos perdem um moeda e passam já a murmurar de Deus, perdem o emprego e passam a murmurar de Deus, imagina alguém que era o homem mais rico de sua região perder praticamente todos os seus bens e ainda perdem todos os seus filhos? É comum vermos pregadores dizerem que os filhos de Jó estavam desviados ou estavam em uma festa fazendo alguma espécie de orgia, mas a Bíblia não diz isto diz que Jó oferecia sacrifícios pelos seus se porventura houvesse eles cometido algum pecado contra Deus, e que estes estavam reunidos na casa de um deles somente quando um forte vento derrubou a casa. Em todas estas provas vistas até aqui o inimigo foi envergonhado (Jó 1.22). Jó não negou o nome o Senhor, e mesmo diante de todas as provações o adorou-O. Não sei se você esta passando por alguma provação? Mas se esta faça como Jó glorifique ao Senhor.

       O Senhor novamente elogia Jó dizendo para o inimigo: "Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal, e que ainda retém a sua sinceridade, havendo-me tu incitado contra ele, para consumir sem causa.” (Jó 2.3). Claro que o inimigo não desistiria, e duvidou se tocasse na saúde Jó negaria ao Senhor. O Senhor Deus permitiu que o inimigo tocasse na saúde de Jó.

Quinta prova: O inimigo tira a saúde de Jó. (Jó 2.3-8)

      O inimigo mesmo tendo tirado a prosperidade financeira de Jó, a alegria da convivência com seus filhos não conseguiu ver Jó murmurar de seu Deus. Agora, com a permissão de Deus toca de uma maneira muito cruel deixando-o coberto de chagas e úlceras malignas. Imagine alguém com ferimentos por todo o corpo. Imagine também a dor e o cheiro ruim destes ferimentos. A Bíblia fala que Jó se raspava com caco de telha já não estava no conforto de sua casa estava assentado em meio às cinzas. Mesmo neste estado Jó não negou ao Senhor, não perdeu sua fé e não murmurou. Será que você neste estado ou muito por muito menos negaria o teu Deus? Lembre-se de Jó e nunca deixe de crer e confiar no Senhor independente da situação (Jó 19.25).

Sexta prova: O inimigo usa a mulher de Jó (Jó 2.9)

      Quando lia este versículo olhava e pensava que a esposa de Jó deveria ser severamente criticada, e já vi em algumas pregações criticando o seu comportamento, mas pensemos um pouquinho. Quando Jó perdeu os seus bens ela perdeu tudo junto com ele. Quando Jó perdeu todos os seus filhos ela como mãe acredito que deve ter sofrido bem mais do que Jó. Agora, Jó estava castigado por uma doença que o maltratava e estava com aspecto de "morto vivo" ela olhando para todo o desespero de seu marido e preservada pelo inimigo que poderia ter matado-a junto com seus filhos diz para Jó: “Amaldiçoa a Deus, e morre". Se pensarmos somente nesta frase que ela pronunciou iríamos julgar mal a esposa de Jó que nesta ocasião foi usada pelo inimigo. Pense no apóstolo Pedro que por muito menos negou Jesus três vezes. É claro que Jó esperava uma palavra de conforto de sua companheira e não que ela o incita-se a amaldiçoar o seu Deus. Se bem que estudiosos de hebraico dizem que o termo não esta vertido corretamente, em vez de amaldiçoar seu Deus e morrer a tradução seria abençoa seu Deus e morre. Jó mesmo diante de todas estas adversidades repreendeu sua mulher e glorificou ao Senhor dizendo: "Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal?“ Jó reconhece mais uma vez a soberania de Deus em sua vida. Devemos ter sempre em mente que nossa luta não é contra carne e sangue. Jó, embora não conhecesse a origem de todo o seu sofrimento sabia reconhecer a soberania de Deus em sua vida. Quando situações contrárias, pessoas ou o que quer seja tente nos tirar da presença de Deus façamos como Jó glorifiquemos ao Senhor e não O neguemos!

Sétima prova: O inimigo usa os amigos de Jó (Jó 4- 38).

      Jó recebe a visita de três amigos que vieram de longe eram: Elifaz, Bildade e Zofar, e depois chegou Eliú. Quando seus amigos chegaram e contemplaram o estado de Jó ficaram uma semana sem falar uma palavra. Então, o anfitrião Jó se lamenta por tudo o que esta acontecendo em sua vida e amaldiçou até mesmo o dia em que havia nascido (Jó 3), logo depois de Jó terminar de falar então o seu amigo mais velho começa a falar a Jó. Elifaz vendo toda a situação ruim de Jó o acusa dizendo: "Lembra-te agora qual é o inocente que jamais pereceu? E onde foram os sinceros destruídos? Segundo eu tenho visto, os que lavram iniqüidade, e semeiam mal, segam o mesmo." Como podemos ver este amigo de Jó fala que ele deveria estar em pecado ou feito algum mal, e por isso estava naquela situação. Fala também que Jó queria ser mais justo do que seu Criador e que estava sendo corrigido por Deus(Jó 5.17). Jó tenta se justificar e terminando de falar outro amigo começa a tentar "consolá-lo". Bildade fala que se porventura os filhos de Jó estivessem pecado a morte deles foi para pagar suas transgressões (Jó 8.4) e pede para ele buscar a Deus de madrugada implorar a misericórdia de Deus (Jó 8.5) Jó novamente replica as acusações. Então, o terceiro amigo Zofar vendo Jó tentando se defender das acusações de seus outros amigos chama-o de tagarela, mentiroso e zombador (Jó 11.2-4). Para finalizar chega o jovem Eliú que chama Jó também de zombador, (Jó 34.7) pecador e rebelde (Jó 34.33), tagarela e não sabe o que esta dizendo (Jó 35.16) e que esta sofrendo por sua maldade (Jó 36.21)
      Nesta última prova vemos como é importante termos amigos homens de Deus de Verdade, que ao vermos passarmos por provações não reúnem para nos julgar como foi o caso dos amigos de Jó. Temos que ter em mente quando fizermos visitas aos nossos irmãos na fé não julgar, mas levar uma palavra de conforto. O próprio Deus irou- se com amigos de Jó (Jó 42)
      Jó passou por mais esta prova posteriormente tentou questionar Deus o porquê de todas as provações. Deus passa a responder e mostra para Jó sua pequenez (Jó 38-41). Jó reconhece que não é nada e exalta o Senhor ((Jó 42.2) que muda o seu cativeiro. Deus pede para que Jó ore pelos seus amigos para estes serem perdoados pelas inverdades que disseram sobre ele. O livro de Jó termina dizendo:

E assim abençoou o SENHOR o último estado de Jó, mais do que o primeiro; pois teve catorze mil ovelhas, e seis mil camelos, e mil juntas de bois, e mil jumentas.
Também teve sete filhos e três filhas.
E chamou o nome da primeira Jemima, e o nome da segunda Quezia, e o nome da terceira Quéren-Hapuque.
E em toda a terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos.
E depois disto viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos, e aos filhos de seus filhos, até à quarta geração.
Então morreu Jó, velho e farto de dias.(Jó 42.12-17)

retirado site: http://blogdomarcelooliveira.blogspot.com.br

domingo, 15 de março de 2015

BABILÔNIA: A VERDADE POR TRÁS DA NOVELA.

Novela Babilônia


Nesta semana, durante um dos intervalos do Jornal Nacional, vi uma chamada para a estreia da nova novela das 9 na Globo: Babilônia. Confesso que na hora fiquei bastante assustado com o título da novela, afinal de contas, a Bíblia não traz boas referências da antiga cidade que deu origem ao nome da novela.


A CIDADE DE BABILÔNIA


A Babilônia começou a ser erguida às margens do rio Eufrates, logo após o Dilúvio. A região é a mesma onde fica o Iraque hoje. Ao se afastarem do Deus Criador dos céus e da terra, os homens daquele lugar buscavam unidade e poder. Decidiram, então, construir uma torre na cidade de Babel, capital do Império Babilônico, que alcançaria o céu e seria a sede desse poder. Essa construção simbolizou a rebelião do homem contra Deus e Sua ordem: "Sejam férteis, multipliquem-se e encham a terra" (Gênesis 9:1). Veja como tudo aconteceu:

"Disseram uns aos outros: ‘Vamos fazer tijolos e queimá-los bem’. Usavam tijolos em lugar de pedras, e piche em vez de argamassa. Depois disseram: ‘Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra’. O Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo. E disse o Senhor: ‘Eles são um só povo e falam uma só língua, e começaram a construir isso. Em breve nada poderá impedir o que planejam fazer. Venham, desçamos e confundamos a língua que falam, para que não entendam mais uns aos outros’. Assim o Senhor os dispersou dali por toda a terra, e pararam de construir a cidade. Por isso foi chamada Babel, porque ali o Senhor confundiu a língua de todo o mundo. Dali o Senhor os espalhou por toda a terra" (Gênesis 11:3-9).

Desde aquele dia até hoje, Babilônia tem sido o símbolo do abandono da fé em Deus, arrogância, confusão e tentativa de salvação pelos esforços humanos. Nos capítulos 17 e 18 de Apocalipse, a Babilônia é citada como a fonte do governo e da economia dos ímpios. Veja o que foi revelado a João sobre essa cidade: "Babilônia, a grande, a mãe das prostitutas e das práticas repugnantes da Terra" (Apocalipse 17:5).


A NOVELA BABILÔNIA


Me lembro que, no final da chamada que vi na Tv, uma voz masculina dizia: "Vem aí Babilônia, o seu novo conflito das 9”. Diante disso, peguei o dicionário para saber exatamente qual é o significado de "conflito". Veja o que essa palavra quer dizer: "Oposição de interesses e sentimentos. Luta, disputa, desentendimento. Briga, confusão, tumulto, desordem". É isso que você quer para a sua vida? São essas coisas que você quer que entre na sua casa através da Tv? Pois é justamente isso que Satanás quer fazer através dessa novela! Como se não bastasse, fui até o YouTube para assistir as outras chamadas que estão circulando durante a programação da Globo. Encontrei três vídeos diferentes e, em cada um deles, uma personagem fala sobre si.

Na primeira chamada, a atriz Adriana Esteves diz: "(...) O mundo não me deu o que eu mereço, mas vou ter tudo o que me é de direito. Nem que seja à força. Essa é a minha ambição". Já no segundo vídeo, a personagem de Glória Pires afirma: "Eu não me contento com pouco. Eu quero mais, sempre mais. Essa é a minha ambição". E por fim, na terceira chamada, a voz de Camila Pitanga diz: "Eu aprendi desde pequena que ambição não é pecado. (...) Ninguém vai mudar o que eu acredito e é assim que eu vou vencer".

Diante dessas três colocações, eu lhes pergunto: Vocês notaram alguma semelhança entre as personagens da novela e o povo que viveu na Babilônia? Tanto na Babilônia do passado como na do presente, as pessoas anseiam pelo poder a qualquer custo. Outro ponto importante: A personagem da terceira chamada começa a sua apresentação dizendo: "Eu aprendi desde pequena que ambição não é pecado". Será que isso é verdade? Vamos ver o que a Bíblia diz sobre isso:

"O Senhor não deixa o justo passar fome, mas frustra a ambição dos ímpios" (Provérbios 10:3)

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos" (Filipenses 2:3)

"Contudo, se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso, nem neguem a verdade. (...) Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males" (Tiago 3:14,16).

Como podemos ver, a Palavra de Deus prova que essa ambição egoísta é pecado sim, pois traz confusão e todos os outros males para a vida das pessoas. Ou seja: o discurso da abertura da novela Babilônia é mentiroso. E nós sabemos muito bem que é o pai da mentira: "Vocês pertencem ao pai de vocês, o diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44).


AFASTE-SE DA BABILÔNIA

Não é de hoje que Satanás tem usado programas de Tv, especialmente as novelas para entrar na vida das pessoas e fazer com que elas se afastem dos caminhos de Deus. O diabo sabe que a Tv é o maior e mais importante veículo de comunicação em massa e um dos grandes formadores de opinião, por isso, envia diariamente inúmeras mensagens subliminares que acabam influenciando o comportamento de tantas pessoas.

Hoje, "graças" a essas mensagens lançadas por Satanás através das novelas e de outros programas, a sociedade aceita com naturalidade a prática sexual antes do casamento, o relacionamento afetivo entre pessoas do mesmo sexo, a desvalorização da mulher, a busca desenfreada pela fama, sucesso e poder, entre tantas outras coisas. Culpa da televisão? Claro que não. Eu não estou condenando a Tv, muito menos dizendo que você deve retirar a televisão de sua casa. Não serei hipócrita, pois existem programas excelentes e eu, inclusive, gosto de assistir vários deles. O que estou dizendo é que é precisamos selecionar muito bem o que vamos assistir para que o inimigo não entre em nossas casas e atrapalhe nossa vida espiritual.


VEJA 7 ALERTAS DA BÍBLIA SOBRE PROGRAMAS COMO A NOVELA BABILÔNIA


1) Eles trazem maldade e pecado para nossos lares: "Não levem coisa alguma que seja detestável para dentro de casa, se não também vocês serão separados para a destruição. Considerem-na proibida e detestem-na totalmente, pois está separada para a destruição" (Deuteronômio 7:26)

2) Colocam os espectadores na roda dos escarnecedores: "Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite. É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera!" (Salmos 1:1-3)

3) Atrapalham uma vida de consagração a Deus: "Seguirei o caminho da integridade; quando virás ao meu encontro? Em minha casa viverei de coração íntegro. Repudiarei todo mal. Odeio a conduta dos infiéis; jamais me dominará!" (Salmos 101:2-3)

4) Representam comunhão com as obras de Satanás: "Não se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14)

5) Poluem as nossas mentes: "Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Filipenses 4:8).

6) Divulgam todo tipo de pecado que o cristão deve rejeitar: "Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria. É por causa dessas coisas que vem a ira de Deus sobre os que vivem na desobediência" (Colossenses 3:1-3, 5-6).

7) Jesus está voltando em breve. Devemos abandonar todas obras das trevas: "A noite está quase acabando; o dia logo vem. Portanto, deixemos de lado as obras das trevas e vistamo-nos a armadura da luz. Comportemo-nos com decência, como quem age à luz do dia, não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação, não em desavença e inveja. Pelo contrário, revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne" (Romanos 13:12-14).


CONCLUSÃO


Diante de tudo o que foi falado sobre a novela Babilônia, pergunto: Vamos obedecer a Palavra de Deus e fugirmos do pecado, ou será que já estamos tão adormecidos pelos vícios deste mundo que não conseguimos mais ouvir a voz de Deus?




Fonte: http://www.pastorantoniojunior.com.br/mensagens-evangelicas/babilonia-a-verdade-por-tras-da-novela-biblia#ixzz3UU7k1xIR

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

As Astutas Ciladas do Diabo



Talvez a arma mais  poderosa de satanás na sua guerra contra a Igreja seja exatamente o erro religioso (Efésios 6:10-20). Talvez não haja uma arma mais eficaz do que esta: difundir o erro de tal forma que as pessoas fiquem confusas e, assim, a verdade do Evangelho e o progresso da Igreja seja obstaculado.

Vemos no texto de Efésios que o apóstolo Paulo nos adverte a  estarmos prontos porque nós temos de lidar com um adversário astuto, muito mais poderoso do que nós e que emprega ciladas sutis, armadilhas espertas, disfarçadas. Creio que uma das mais eficazes ciladas que ele usa neste combate contra a Igreja é exatamente difundir o erro religioso em meio à Igreja para confundir as pessoas e para afastá-las da verdade de Deus. As heresias, o erro teológico têm sido usados pelo diabo contra a Igreja de Cristo desde que a Igreja nasceu. Ele tem afetado a Igreja e os crentes através da história.

O apóstolo João nos diz no livro de Apocalipse 12:9, na  sua visão, que viu na ilha de Patmos uns espíritos que ele classifica como espíritos enganadores: "E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e satanás, o sedutor de todo o mundo...". E ainda no capítulo 13:11-15 ele diz que viu outra besta emergir da terra, descreve esta besta e diz no versículo 12 que ela exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. No versículo 13 diz que ela opera grandes sinais que faz com que os que habitam na terra façam imagens à besta, aquela que foi ferida a espada e sobreviveu. Então, João quando está narrando o conflito do diabo com a Igreja, ele menciona esta capacidade e este poder do diabo em produzir sinais, prodígios e ensinos de mentira com o propósito de desviar a Igreja da presença de Deus ou da verdade de Deus. Por isso, precisamos estar alerta.

Nosso texto nos adverte contra estas coisas. Muitas pessoas têm caído,  na igreja, vítimas das ciladas do erro religioso. Não somente das seitas que estão lá fora, mas do erro religioso que brota dentro da igreja. Creio que faz parte de tomar a armadura de Deus prepararmo-nos conhecendo as estratégias de satanás sobre este assunto. Hoje tem sido muito pouco enfatizado no moderno Movimento de Batalha Espiritual este aspecto que eu considero importante. Embora estejamos gratos porque o movimento tem despertado a igreja para o conflito em que ela se encontra, por outro lado observamos uma fraqueza neste movimento que é identificar a obra maligna em apenas questões como a doença, problemas físicos e ocasionais, esquecendo-se que a maior arma do diabo, que sua maior estratégia é exatamente o erro religioso; a difusão da mentira e que contra isso não existe uma solução fácil como amarrar esse ou aquele demônio de mentira. Não existe uma solução fácil de determinar que o demônio pare com isso. A única solução é que a Igreja se vista da verdade. Veja que esta é a primeira peça que Paulo nomeia na armadura - a verdade. Isto é muito importante! Ele começa exatamente com a verdade, pois só quando a Igreja professa e crê na verdade é que ela tem condições de resistir ao erro religioso. Ela pode "amarrar" quantos demônios queira e possa, determinar e declarar a queda de quantas fortalezas existam, pode fazer tudo isso, mas se ela não se revestir da VERDADE da Escritura, de nada valerão estas declarações.

Portanto, creio que faz parte do equipamento  da Igreja, na sua luta contra as hostes das trevas, conhecer as astutas ciladas do diabo à medida que ele prossegue difundindo o erro, quer sejam difundidos através das seitas conhecidas, como também dentro da própria igreja.

Para que vejam a situação  difícil que enfrentamos, conto um fato vivido no Rio de Janeiro, junto com outros colegas, quando fazíamos uma série de palestras e eu interpretava um pastor e professor americano que estava falando exatamente sobre esta questão toda de erros doutrinários. Antes da palestra começar, aproximou-se de mim uma senhora muito crente e dedicada e me disse: "Pastor, eu quero lhe mostrar um livro excelente, que me tem trazido edificação e inclusive o estou usando para evangelizar uma pessoa". Nesse momento me mostra um livro de Benny Hinn, chamado Bom Dia Espírito Santo e repetiu as palavras que colocavam o livro como um grande alimento para sua vida espiritual. Eu ainda não havia lido o livro e por isso não disse nada. Por "coincidência", a palestra do professor americano, naquela manhã, mencionou exatamente aquele livro dizendo que o autor, nos Estados Unidos, após a publicação do livro, foi "encostado na parede" pelos evangélicos ortodoxos exigindo que ele se retratasse de uma heresia histórica que está no livro. Benny Hinn cedeu em parte, e a outra edição do mesmo livro já vem um pouco alterada. Quando terminou a palestra a senhora me procurou e disse: "Pastor, esse livro eu não vou ler mais pois eu não sabia destes erros todos". Benny Hinn tem ensinado uma heresia histórica sobre o Espírito Santo, declarada como heresia pela Igreja há séculos. Só que desta vez ela vem num "envelope" muito bonito misturada com verdades a que nosso coração e mente dizem "sim". Muitas vezes absorvemos tudo isso inocentemente, sem crítica, sem preparo doutrinário nenhum. Muitos outros exemplos poderiam ser citados de como o ensino religioso errado, que sempre vem camuflado com um "envelope" de verdade, pode induzir pessoas a cair no erro. Não estou dizendo que ele fez isso debaixo da influência do demônio, mas estou dizendo que toda mentira procede do diabo. Na hora em que estamos escrevendo alguma coisa errada, em que estamos propagando o erro, em certo sentido, estamos nos aliando ao pai da mentira, como diz a Escritura. Portanto, como parte da nossa luta que estamos travando devemos estar alerta para este tipo de coisa.

Hoje em dia essa coisa não é bem aceita na Igreja  porque o espírito atual é de indefinição. As pessoas não querem saber de precisão doutrinária, de exatidão e formulações doutrinárias. Preferem um evangelicalismo vago e sem muita definição. Estão sob um "guarda-chuva", debaixo do qual, estão pessoas com as mais diferentes convicções, algumas delas até heréticas, vivendo harmoniosamente. Mas posso lhes assegurar que não foi assim na fundação da nossa igreja e quando ela recebeu sua formatação teológica através da Confissão de Fé de Westminster. As pessoas que estavam presentes àquela assembléia e escreveram os documentos da nossa Igreja foram chamados de os Puritanos ou mais precisamente preciosistas. Sabe por que colocaram este apelido pejorativo (preciosistas) nos Puritanos, que também foi um apelido colocado pejorativamente? Porque eles faziam questão de definir a doutrina. Faziam questão de chegar a uma formulação doutrinária o tanto quanto possível exata com a Palavra de Deus. E faziam questão de que a unidade da Igreja fosse feita em cima destas verdades auferidas da Palavra, através da exegese correta. Os tempos mudaram e o que vemos hoje é uma falta de definição, uma falta de precisão e profundidade teológica. Digo isso por amor à Igreja, e não estou querendo generalizar, pois existem exceções, pelas quais damos graças a Deus, mas creio que concordarão comigo que esse é o "espírito da época". Um espírito que foge de definição, de uma aferição exata dos posicionamentos doutrinários.

Creio que o diabo se aproveita disso  na sua luta contra a Igreja. Por isso, não é à toa que o apóstolo Paulo nos diz que quando vamos vestir a armadura de Deus, a primeira coisa pela qual começamos é pela verdade. No texto Paulo não se refere à verdade ética, não é o crente falando sempre a verdade e não mentir, ou o oposto da mentira. Mas, ali verdade é a verdade de Deus, um outro nome para a sã doutrina, para o Evangelho entendido como um corpo doutrinário revelado e que tem de ser crido pela Igreja.

Vamos olhar para esta  astuta cilada do diabo que nós cremos que é mais eficaz para ele. O que o diabo quer com tudo isso? O que ele deseja, o que as hostes malignas querem é impedir que os homens venham a conhecer a verdade pura. Toda obra de Cristo, tudo que Ele fez na cruz do Calvário, e o grande plano de Deus de redenção serão absolutamente inúteis para a salvação, se em primeiro lugar os pecadores não tomarem conhecimento dele e em segundo lugar, se eles tomarem um conhecimento deturpado. Nos dois casos se torna inútil em termos de efeito. O diabo sabe disso. Em Romanos 10:13-15, Paulo pergunta: "...como ouvirão, se não há quem pregue?". Ele começa dizendo como serão salvos se não podem clamar àquele de quem ouviram? Ali, Paulo está dizendo que a salvação, em termos práticos, em termos do seu efeito, depende da pregação. A isso acrescentamos, com base em outras passagens da Escritura, que quando Satanás não pode impedir que o Evangelho seja anunciado, sem dúvida nenhuma, ele vai tentar deturpar a mensagem do evangelho porque no fim o efeito será o mesmo. As pessoas não ouvirão a pura verdade de Deus mas uma mentira e ficarão confusos. O resultado é que não vão querer ouvir mais nada. Isso o diabo tentará fazer.

Dessa forma Satanás  concentra-se em primeiro lugar em impedir que o Evangelho se alastre e que os pecadores creiam. Primeiro Satanás oferece resistência aos verdadeiros pregadores, aos verdadeiros evangelistas, aos verdadeiros pastores e missionários que através do mundo todo tentam levar aos pecadores, aos perdidos, a mensagem de redenção que há em Cristo Jesus. Isso o apóstolo Paulo afirma em I Ts 2:18, onde ele escrevendo àquela igreja e explicando por que ele não havia ainda voltado ali, diz o seguinte:

"Por  isto quisemos ir até vós (pelo menos eu, Paulo, não somente uma vez, mas duas), contudo Satanás nos barrou o caminho".

Paulo reconheceu que o  impedimento de ir a Tessalônica foi uma oposição satânica. Ele não conseguiu voltar a Tessalônica e por isso escreve a sua segunda carta antes de voltar a esta cidade mais tarde. Mas, o ponto é que, à medida que Paulo quer desenvolver o seu trabalho, ele encontra oposição satânica. "Satanás me barrou o caminho...".

Isto o diabo faz e não somente  isto, ele, em segundo lugar, ataca a pessoa do pregador querendo colocar obstáculos no seu caminho, porém ele cega o entendimento das pessoas. Paulo diz na sua segunda carta aos Corintos no capítulo 4:3-4:

"Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que  se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus".

Por que tantas pessoas inteligentes ouvem  a mensagem do evangelho mais de uma vez e não conseguem compreender e aceitar ou se mover ou se decidir? A resposta é uma só: que os poderes malignos e tenebrosos que ocupam nosso mundo e o dominam, cegam os entendimentos dos incrédulos; fecham os olhos e não permitem ver o que é óbvio, o que é claro. O diabo faz isso.

Em terceiro  lugar, outra coisa que ele faz para impedir a propagação do evangelho é desfazer a obra da Palavra de Deus. Em Lucas 8, Jesus conta na parábola do semeador que algumas sementes caem à beira do caminho e os pássaros as levam. Isso significa que as pessoas que crêem no evangelho, pelo menos no interesse inicial, são roubadas pelo diabo na Palavra. O diabo rouba-lhes a Palavra. Jesus compara a atividade daqueles pássaros, tirando a semente e impedindo que ela germine, à obra do maligno, do diabo, tirando o que é plantado no coração das pessoas para que elas não venham a crer na verdade do evangelho. Isso o diabo faz de várias formas. Distrai a atenção do ouvinte que escuta a mensagem evangelística; ou quando a pessoa sai, o efeito é anulado, pois logo em seguida se encontra com alguém que o desencaminha e o que ouviu é "arrebatado" do seu coração, dos seus ouvidos e a Palavra não faz efeito.

Quando o diabo não consegue que isso ocorra, quando  ele não consegue impedir que o evangelho seja divulgado, usa outra estratégia que é difundir o erro religioso para causar confusão. Já que não pode impedir que o evangelho puro avance, pelo menos causa confusão na mente das pessoas, dentro e fora da Igreja. Por isso, como pai da mentira, é também o pai do erro religioso. Em Mateus 13 Jesus nos conta a parábola do joio. Esta parábola é importante, pois nela temos uma descrição da obra do maligno em difundir o erro religioso e perturbar a vida da igreja.

"outra parábola lhes propôs dizendo: O  reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no campo; mas enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. Então vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio? Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso."  (Mt  13:24-28)

Ele dá a explicação a partir do versículo 36:

"Então, despedindo as  multidões, foi Jesus para casa. E chegando-se a Ele os seus discípulos, disseram: Explica-nos a parábola do joio do campo. E Ele respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino (os que seguem a Jesus); o joio são os filhos do maligno; o inimigo que semeou é o diabo; a ceifa é a consumação do século, os ceifeiros são os anjos" (36-39).

Jesus está dizendo que é dentro do  reino de Deus, no progresso do reino de Deus, na Igreja, que o diabo tem colocado seus agentes difusores da mentira, que aqui Jesus chama de filhos do maligno, o joio, que é uma erva daninha amargosa, distinta do trigo apenas quando ambas chegam a certa idade. Isso se fazia quando alguém tinha ódio a outro, no oriente, naquela época e, em lugar de colocar fogo na plantação do inimigo, tinha uma vingança maior: semeava joio no meio do trigal pois no início não se percebia tanto. O joio quando começa a crescer é muito semelhante ao trigo, mas depois, quando cresce, vê-se a diferença, mas é quase impossível fazer a distinção apropriada e só se percebia a desgraça na hora da ceifa, quando não se tinha mais o que fazer. Essa era a vingança: semear o joio no meio do trigo. Exatamente isso o diabo faz ao semear no reino de Deus, a mentira e o erro religioso e colocando pessoas que lhe pertencem. O desejo é confundir, contaminar, para que não se possa fazer a colheita correta. Esta é estratégia do diabo. Ele confunde as pessoas com uma variedade de ensinos. Corrompe a verdade bíblica em cada geração e divulga o erro na Igreja. Estas são suas astutas ciladas.

Pensemos mais nestas ciladas do diabo. Quais os  instrumentos que Satanás usa? Paulo em I Timóteo capítulo 4, menciona os agentes diretos do diabo nesse propósito.

"Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos  alguns apostarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras, e que têm cauterizada a própria consciência..."

Paulo fala aqui de espíritos enganadores e de demônios  que são capazes de produzir doutrina. Não pensem que o diabo não conhece teologia, conhece muito mais do que nós, mesmo que tenhamos Ph. D. em teologia. A verdade é que ele a tudo supera. Sabe muito bem tudo, melhor do que qualquer teólogo na face da terra porque ele testemunha desde a criação do mundo todo o processo e evolução da verdade. O diabo como pai do erro religioso usa através de espíritos enganadores o engano religioso. O maior laboratório teológico de todo mundo são as portas do inferno, lá no gabinete de Satanás, são produzidos o erro religioso, a heresia religiosa, o engano e confusão religiosa. Produzem falsos sinais e prodígios porque o diabo sabe que o homem facilmente se impressiona com isso e para dar autoridade à mentira que ele deseja difundir, ele a autentica através de coisas extraordinárias, de sinais e prodígios. Ele faz assim e até mesmo dá uma falsa sensação de paz e alegria. Eu ainda não encontrei um membro de qualquer seita religiosa que seja claramente herética, que não diga que tem paz, pelo contrário, todos afirmam que têm paz profunda, alegria e senso de realização profundos. Se você conversar com estas pessoas ouvirá que é assim. Lembro-me de um rapaz, em um acampamento e que era de uma seita. Conversei com ele e o abordei sobre o assunto, começando erradamente e perguntado se ele tinha paz. Eu esperava que ele dissesse que não tinha, mas sua resposta foi oposta, pois afirmou que tinha muita paz e que estava feliz na sua seita, nos seus ensinos; que antes não tinha paz, mas agora tinha. Então, minha abordagem caiu por terra porque eu não estava ciente de que estas seitas ensinam e fornecem às pessoas uma certa sensação de bem-estar, de paz e alegria.

O que  quero dizer primeiramente é que a Bíblia nos ensina que o diabo age diretamente na Igreja através desses espíritos enganadores que produzem doutrina; espíritos de mentira que difundem o erro religioso. Como eles fazem isso? Demônio não escreve livro de teologia. Ele age através de homens e mulheres que se prestam a esse tipo de coisa. Há dois tipos de pessoas que são usadas para difusão do erro na Igreja.

Primeiro há o tipo sincero. São  pessoas absolutamente sinceras mas que vieram a cair vítimas do erro dentro da própria Igreja. Em segundo lugar há aquele que de certa forma caiu nesta rede do erro religioso. Isso aconteceu no século passado com um pastor que viveu logo após o grande pastor batista Charles Spurgeon da Inglaterra. Ele praticamente sucedeu Spurgeon, e era pastor da Igreja Presbiteriana. Seu nome era Edward Irving. Começou como assistente do grande teólogo Chalmers e quando Chalmers morreu Irving assumiu o púlpito da Igreja e, em menos de um ano, triplicou o número dos que assistiam à Igreja, porque Irving tinha tudo para ser um sucesso a nível de Inglaterra, até mais do que Spurgeon. Era bonito, tinha dons de eloqüência extraordinários, um grande pregador, tinha uma mensagem apaixonada, viril, definida e pregava o que se precisava pregar. Ele era calvinista e pregava como toda ênfase. No início do seu ministério atraia multidões, até de pessoas de outras localidades iam a Londres para ouvir Irving. Mas ele foi depois chamado de o precursor do movimento carismático quando este movimento nem ainda existia, pois só veio a existir em 1906. Edward Irving começou uma associação com os Irmãos de Plymouth que era um grupo que tinha umas idéias estranhas sobre escatologia (volta secreta de Cristo). Ele defendia que a volta de Cristo estava totalmente "as portas", que era iminente e que Cristo estava para voltar em um ano ou dois e antes seriam restaurados à Igreja todos os dons apostólicos como estavam narrados no N. T., inclusive o dom de apóstolo e de profeta. Dessa forma Irving abriu as portas de sua Igreja para que se formasse um grupo que ficou conhecido como os doze apóstolos; abriu também as portas para um grupo que se tornou conhecido como "os profetas", que à semelhança dos antigos profetas do A. T. se levantavam e vaticinavam sobre a vida das pessoas. Irving não se considerava propriamente um apóstolo nem um profeta, embora permitisse o falar em línguas em sua congregação apesar de ele mesmo não falar. Ao mesmo tempo que isso acontecia, Irving começou a mudar a sua pregação e ensinava que Cristo quando encarnou assumiu uma natureza pecaminosa, que Cristo tinha de fato uma natureza pecaminosa e que Ele não só tinha assumido a fraqueza da natureza humana, mas também o próprio pecado da natureza humana. Os problemas surgiram para Irving e o presbitério o disciplinou por heresia. Dessa forma ele saiu e fundou a Igreja Apostólica, por causa desses apóstolos e finalmente esses apóstolos tomaram conta da Igreja e expulsaram o próprio Irving da igreja que ele tinha começado. Irving morreu antes dos 40 anos de idade doente de pneumonia orando para que Deus o curasse e sem saber por que Deus não o estava curando, pois ele defendia que o dom de cura havia sido restabelecido na igreja e que Deus curava exatamente da mesma forma como curou no período apostólico.

Irving era sincero. Mas não basta ser  sincero, é necessário estar firmado na Escritura, na Palavra de Deus. Infelizmente nosso povo é tão impressionável. Basta que alguém conte seu testemunho, que teve esta ou aquela revelação e as pessoas logo lhe dão crédito. Mas tudo isso não é prova da verdade. Uma pessoa pode se sentir muito bem e mesmo assim estar errada.

Mas há, em segundo  lugar, aqueles que têm a mente cauterizada, que sabem que estão dizendo mentiras, mas não se importam, e que têm fins lucrativos. Paulo disse que estes pensam que piedade é fonte de lucro, homens apóstatas dentro da Igreja e que sabem que estão dizendo a mentira.

Nós vemos que no V.  T. os falsos profetas e profetisas surgidos de dentro do povo de Deus, foram usados pelo diabo para tentar destruir o povo de Deus. Jeremias se levantou contra os falsos profetas que diziam falar da parte de Deus quando profetizavam paz para o povo. Jeremias sozinho dizia que não havia paz, nenhuma paz, mas que Deus estava irado com o povo. Os falsos profetas levavam o povo cada vez mais para baixo da ira santa de Deus. Balaão foi um exemplo disso. A história da Igreja nos revela homens com a mente cauterizada, com fins e propósitos de lucro pessoal, sem se importarem com a verdade, com Deus e a Igreja. Eles querem popularidade, querem ter o seu lucro. Jesus nos alertou contra esse tipo de gente em Mateus 24:24: "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos". Jesus antecipou que isso aconteceria na Igreja.

Hoje, se perguntarmos as pessoas onde isso  está acontecendo nas igrejas históricas, receberemos a resposta de que nada disso está acontecendo. Elas não vêem nada de errado e que tudo está bem. Mas a verdade é bem diferente. Penso que, quando Jesus disse que haveria falsos mestres e falsos profetas fazendo sinais e prodígios que, se possível, enganaria os próprios eleitos, ele não estava querendo brincar com nosso sentimentos, mas estava querendo dar-nos um alerta genuíno e verdadeiro e que esse tipo de coisa deveria acontecer na história da Igreja. Às vezes a palavra de Jesus não tem sido levada tão a sério como nós pensamos. Em atos 20:29-30, o apóstolo Paulo exorta aos presbíteros da Igreja de Éfeso a se cuidarem dos falsos ensinos que certamente haveriam de entrar. Ele diz: "Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando cousas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles". Eles têm um propósito: arrastar os discípulos atrás deles. Querem formar seguidores, arrastar os discípulos falando coisas pervertidas.

As cartas de Paulo e as dos demais apóstolos foram  escritas exatamente para combater o erro religioso do primeiro século. Se não houvesse preocupação, nós não teríamos as cartas pastorais. Muitas vezes estamos esquecidos disto e que os apóstolos, quando sentaram para escrever, se dirigiam a problemas específicos das igrejas e na maioria dos casos a questão era o erro religioso. Na maioria das vezes estavam preocupados com mentiras que surgiam. A carta aos colossenses, por exemplo, foi escrita pelo apóstolo Paulo para combater a entrada do gnosticismo naquela região de Colossos. Uma heresia que danificou a Igreja até o terceiro século. O apóstolo João escreve as suas três cartas com este mesmo propósito para combater o gnosticismo incipiente no primeiro século. Judas escreve a sua carta para exortar a Igreja a combater pela "fé que uma vez foi dada aos santos". A segunda carta de Pedro tem o mesmo propósito. Paulo, quando escreve a Epístola aos Gálatas, tem um objetivo que é mostrar à Igreja que, na hora em que a Igreja deixa de crer na graça do Evangelho, a Igreja deixa de ser Igreja. Paulo escreve aos Gálatas para combater o legalismo religioso. Hoje toleramos práticas legalistas dentro da Igreja, mas Paulo achou tão importante a são doutrina que ele escreve Gálatas com esse propósito. O mesmo acontece com II Coríntios, tem este mesmo propósito pois havia falsos apóstolos na igreja de Corinto que ensinavam coisas estranhas. Vejam a preocupação dos apóstolos com a sã doutrina, sabendo que o diabo pode corromper a mente dos crentes e afastá-los da simplicidade do Evangelho (II Coríntios).

O diabo sempre usa pessoas que estiveram ativas. Em cada geração a  Igreja tem enfrentado falsos profetas e falsos ensinos. Foi o que aconteceu com o Unitarianismo, o liberalismo teológico, o modernismo, evangelho social, evangelho da cura e prosperidade etc., para não dizer das heresias que a igreja enfrenta desde o período patrístico. Este tem sido sempre o embate da Igreja.

O erro religioso é muito sutil. Qual a maneira como o diabo age na  vida das pessoas, qual sua tática sutil nessa área?

Primeiro É fazer com que o erro  venha disfarçado de verdade.

Segundo
a. O diabo torce a verdade de Deus como fez  lá no Jardim do Éden (Gn 3:1-6). Nós vemos como ele distorceu a Palavra de Deus para levar a mulher a se desviar do mandamento de Deus. Esta é a característica de todo falso mestre. Têm sempre uma interpretação distorcida da Escritura.

b. O diabo se manifesta  como anjo de luz. Paulo nos diz em I Co 11:13-15 exatamente dessa transfiguração de anjo de trevas em anjo de luz. No nascimento de cada seita sempre existe uma revelação. Cada um dos fundadores de seitas, hoje, reivindica que teve uma revelação de Deus. Foi o que fez Joseph Smith, fundador do mormonismo.

Que faremos com tudo isso? Como devemos  lidar com estas coisas? Até mesmo operação de curas, de milagres e de prodígios são efetuadas pors estes demônios para dar autoridade à mentira, para dar credibilidade, porque esta foi a arma que a Igreja Católica usou para dar credibilidade ao seu ensino na idade medieval. Assim surgiram os milagres dos santos, de determinada santa, que estes eram mediadores entre o homem e Deus. Dessa forma o prodígio era apresentado como autenticação do ensino propagado. Da mesma forma vemos isso hoje. Muitos, para provar seu ensino, fazem sinais e maravilhas. Assim o espiritismo tem ganho muitos adeptos. No espiritismo se vêem coisas sobrenaturais e isso é como prova de que tudo é verdade, e de fato coisas extraordinárias acontecem. Concluímos que há demônios operadores de sinais, capazes de produzir esses tipos de fenômenos. Em II Ts 2:9: "Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios da mentira". Esses sinais e prodígios da mentira são chamados assim, não porque eles não sejam verdadeiros, pois de fato são, mas porque têm o propósito de levar as pessoas a crerem na mentira. O alvo é levar as pessoas a crerem no erro que está por trás, no erro que está junto a estas manifestações. "...com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos" (v. 10). É por isso que no V. T. o teste do profeta não era somente se a profecia se cumpria (Dt. 18), mas o teste do verdadeiro profeta (Dt. 13), era se a profecia deles se cumpria e após isso ele dizia "vamos e sirvamos ao Senhor". Era o teste da ortodoxia do profeta, não apenas se a profecia se cumpria, pois a Bíblia está cheia de casos de homens malignos que faziam coisas maravilhosas (Balaão, Judas, etc.). Através da história eclesiásticas nós temos visto como esses demônios têm tido parte em todo misticismo que tem aparecido.

Não percamos de vista que há uma batalha dos espíritos malignos  contra a Igreja e queremos ficar alerta contra as armas do diabo. Uma arma dele é fazer pessoas bem intencionadas perderem o equilíbrio teológico. Isso ele faz com que as pessoas tomem certos pontos secundários e façam deles os pontos centrais produzindo um desequilíbrio. Como exemplo temos expulsão de demônios, curas, que são coisas que Deus pode fazer, e o diabo toma estas coisas, tira-as do seu lugar, que é um lugar secundário no N. T., e as traz como ponto central de várias movimentos, produzindo um desequilíbrio com que faz aquilo que é central seja obscurecido ou seja completamente ignorado, pois seu lugar foi tomado por algo secundário. Um exemplo disso é a questão social que é uma questão boa, necessária e legítima. O que acontece? Pessoas pegam esta questão que não é a central da Igreja, embora faça parte da sua atuação, e a trazem para linha de frente dando tanta ênfase que a função principal da Igreja fica obscurecida e até negligenciada. Aí está estabelecido um desequilíbrio que leva ao erro, porque são poucos os que são capazes de dizer: "Bem, isto está sendo enfatizado, mas não quer dizer que as outras verdades também não sejam necessárias". Poucos dizem isso e geralmente as pessoas vão pelo que está na frente, concentrando-se naquilo e esquecendo o resto. Ou até mesmo, e, digo isso com muito temor, é possível tomar coisas boas e legítimas como os dons do Espírito Santo e trazê-los como o centro de determinado movimento, ao ponto de que as doutrinas centrais, como a pessoa e obra de Cristo, Sua redenção, Sua glória, Seus atributos, Sua obra de salvação no mundo, sejam ignorados ou recebam uma atenção mínima, produzindo igrejas desequilibradas teologicamente e produzindo crentes que vivem em torno disso. Isso é erro religioso da mesma forma, pois existe um desequilíbrio onde a verdade não é apresentada em todas as suas formas harmônicas. Creio que o diabo usa pessoas absolutamente sinceras para trazer desequilíbrio para dentro da Igreja e confusão. O diabo faz esse tipo de coisa! Nós precisamos de discernimento.

Pergunta final: O que tudo isso tem a ver conosco? Que devemos  fazer? O erro religioso é tremendamente perigoso, mesmo que líderes achem que não há nenhum perigo. A evidência da Bíblia nos mostra o contrário, diz-nos que o erro religioso, o ensino desequilibrado é prejudicial para as almas da Igreja pois afasta o povo da verdade, corrompe a fé e as consciências. A verdade doutrinária deve ser buscada, perseguida, zelada pelo povo de Deus e defendida com as armas legítimas. O erro religioso conduz à prática religiosa errada e desequilibrada. Se você acredita no erro, sua prática será errada e no final vai oprimi-lo, atormentar e afligir. Só a verdade liberta, só ela traz paz verdadeira e crescimento. O Espírito Santo não abençoa o erro. O Espírito Santo é chamado na Bíblia de o Espírito da Verdade. Por isso só abençoará a verdade. Como resistir à queda no erro? Não há um caminho fácil e digo isso com clamor. Com todo respeito aos irmãos que estão bem intencionados e desejam declarar que o erro religioso está banido, declarar que os espíritos enganadores, de mentira e de heresias sejam amarrados. Àqueles que dizem amarrar o diabo eu digo que não há substituto para se tomar a armadura de Deus especialmente o cinto da verdade. Você pode "amarrar" quantos demônios queira, mas se você não estiver amarrado à verdade e comprometido com ela de nada vai adiantar, só vai iludir-se.

A  Igreja só tem uma defesa contra o erro religioso. É tomar toda a armadura de Deus, vestir-se da verdade, tomar a couraça da justiça, que vem da pare de Deus, empunhar a Palavra a a espada do Espírito. Não há outras armas. Isso significa estudo profundo da Palavra, meditação nela. Que a Igreja tome uma posição contra o erro religioso e resista a esta tendência moderna re reunir tudo debaixo dessa "salada", desse evangelicalismo disforme que temos nos nossos dias. A Igreja tem de zelar por isso, e cada crente faz parte desta luta. Exija do seu pastor que pregue sermões firmes fundamentados na Escritura, que exija do seu presbitério, do seu professor, que seja criterioso nas suas leituras escolhendo bons livros, que participe de bons congressos e não daqueles que nada têm a ver com a Escritura; exija critério, trabalho e sacrifício. Não há outro caminho. É isso que diz a Escritura: tomar a couraça da justiça e o cinto da verdade para poder resistir às astutas ciladas do diabo.

Só existe uma maneira de não se cair  vítima de uma mentira e ser enganado por ela. É você se voltar para o estudo da Escritura debaixo da orientação de alguém que conheça a Palavra, que tenha o propósito de iluminá-lo (1), de ajudá-lo (2). Minha súplica a você: hoje comece um estudo sério da Escritura, leia a Bíblia com atenção, com devoção; peça ajuda de alguém capacitado para isso. Mas não pense que você é capaz de discernir por você mesmo. O inimigo é muito mais poderoso do que você, muito mais sutil. Você precisa de ajuda, peça a Deus.


(1) De lhe iluminar
(2) De lhe ajudar




Augustus Nicodemus Lopes
O autor é pastor presbiteriano, tem doutorado em Hermenêutica e Estudos Bíblicos pelo Westminster Theological Seminary. Professor de Novo testamento do Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew A. Jumper, em São Paulo e Editor da Revista Fides Reformata.

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