terça-feira, 14 de janeiro de 2014

TORNA-TE PADRÃO!!



"Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza." (1 Timóteo 4:12)

Quando o apóstolo Paulo partiu da Ásia pela última vez, ele severamente avisou os presbíteros de Éfeso acerca de "lobos vorazes" e "homens falando coisas pervertidas" que se levantariam no meio deles (Atos 20:17, 29-30). (4:1-5).  Na sua carta enviada a Timóteo em Éfeso (1:3), Paulo novamente avisa pelo Espírito que "alguns apostatarão da fé" (4:1). Este desvio da fé seria o resultado da obediência a "espíritos enganadores e a ensinos de demônios" (4:1). Pessoas encantadas pela mentira de falsas doutrinas agem contra a sua própria consciência (4:2; veja Romanos 2:14-16) e fazem coisas que os "que conhecem plenamente a verdade" jamais devem fazer (4:3-5; veja os avisos em 2 Tessalonicenses 2:9-12 e 1 João 4:1). Se esforçavam por encobrir sua perversidade interior mediante ritos externos, com o objetivo de descrever atos meritórios de salvação!

Desta forma, para que as pessoas não caíssem neste erro, Paulo exorta o jovem Timóteo à fidelidade e à diligência no ministério. Eranecessário que homens fiéis como Timóteo ensinassem cada vez mais "as palavras da fé e da boa doutrina" que eles mesmos praticavam (4:6), rejeitando as "fábulas profanas" que eram tradições de homens tolos. Pois estas celeumas traziam constantemente, discussões sem fim como ele falou em 1:4.

Diante daquele quadro, Paulo escrevendo ao jovem presbítero (Ordenado pelo próprio apóstolo como vemos em 1:18) o entreteceu a disciplina pessoal com as obrigações oficiais. Só o ensinamento da verdade daria aos homens o que era necessário para a prática espiritual.

Assim como é necessário o exercício físico para manter o corpo em boa forma, também é necessário exercitemos a nossa alma "na piedade" (4:7).  Posto ser o exercício espiritual muito mais proveitoso do que o físico, pois prepara pessoas para terem a força de lutar e esforçar-se na esperança, de nossa graciosa salvação.

Uma exegese bem acurada, nos mostra ainda que além de tímido e acanhado, Timóteo era mais jovem em relação aos outros Presbíteros. Porém Paulo não queria que isso fosse uma barreira para ele pregar o evangelho. : "Que ninguém pense pouco de você". Desta forma, o apóstolo também tinha como objetivo, que a carta fosse lida perante toda a igreja.Muitos estavam desprezando a autoridade do então jovem ministro, por causa de sua juventude.

Timóteo deveria então tornar-se exemplo, estabelecer sua autoridade através de uma vida piedosa. Sem gabar-se de ter sido ordenado presbítero. Paulo não queria que a juventude de Timóteo impedisse a sua eficácia como pregador da palavra de Deus. Afinal, o que faz de um servo de Cristo um bom ministro não é a sua idade, mas sua fidelidade para com a palavra que lhe fora conferida (4:12-13, 16; veja 1 Coríntios 4:1-4).

Torna-te padrão na Palavra!
Paulo enfatiza que o bom ministro deveria de ser, um bom modelo dos crentes através Palavra, pregando e protegendo a Doutrina, dedicando-se fiel e laboriosamente ao estudo das Sagradas Escrituras, pois aqui reside nossa confiança suprema. O que levou Charles Hodge a dizer certa vez: “O evangelho é tão simples que as crianças pequenas podem compreendê-lo, e é tão profundo que os estudos dos mais sábios teólogos nunca vão esgotar suas riquezas.”

Já João Calvino, dizia que para alguém chegar a Deus, o Criador, é necessário que tenha a Escritura por guia e mestra. Pois o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia. Isto porque, a Escritura é a única regra inerrante de fé e prática da vida da igreja.

“É a Verdade que santifica e liberta, porque a Palavra de Deus é a verdade”. A interação com a Escritura é essencial para a saúde espiritual da congregação e sem ela o crescimento espiritual é impossível.

Não podemos permitir sermões e mensagens rasas em nossos púlpitos! Se quisermos uma congregação saudável, devemos conceder-lhes uma boa nutrição.

“Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.” 
Salmos 119:97-105

Torna-te padrão no procedimento, na conduta, nos costumes!

        O jovem ministro, deve empenhar-se cada vez mais, por manter uma postura exemplar. Ele haverá de educar as suas ovelhas, também atravéz de seus atos.

Devendo ser movido irresistivelmente por afeições Santas.  Pois alertava Edwards, que as afeições Santas são suficientemente fortes para levar à ação. As afeições Santas, envolvem a cooperação coordenada de mente, vontade e emoções. Por serem as inclinações mais fortes da alma humana, as afeições se manifestam em todas as partes da pessoa: pensamentos, sentimentos e conduta.

Mostra-me tua vida, que direi tua teologia!

Torna-te padrão no amor!

        De que forma?

No profundo e mais sincero apego pessoal a seus irmãos, com uma genuína preocupação por seu próximo (inclusive seus inimigos). Aqui o amor, indica uma relação horizontal. Você tem chorado com os que choram na sua igreja? Você tem se alegrado por uma conquista de suas ovelhas? Ou tem sido indiferente a todas estas coisas?


Torna-te padrão na Fé!

                     Como tem sido o exercício de suas orações?Ou seja, o exercício desse dom de Deus deve brotar de umarelação vertical. Como tem tomado decisões?

            O que Neemias fez quando soube que o povo de Jerusalém encontrava-se numa situação precária e insegura, sujeito às agressões dos povos que controlavam as regiões adjacentes à cidade? A Bíblia diz que dia e noite. Neemias orava continuamente.(Neemias 1.6)

Modernamente ouvimos muito sobre os grandes homens do passado em nossa teologia, mas será que os temos copiado?

Além das confissões, também estão presentes as ações de Agostinho de hipona, por exemplo?

John Huss (pré- reformador) quando morreu queimado na fogueira, orou dizendo: “confio que pela graça de Deus ainda hoje hei de beber dele no Seu Reino. Os bispos retrucaram: Nós entregamos a tua alma aos demônios do inferno. Neste momento, Huss orou ao Senhor dizendo: E eu entrego o meu espírito nas tuas mãos, oh Senhor Jesus Cristo. A ti entrego a alma que tu salvaste!”

Jeronimo de Savonarola liderou uma reforma política e cultural na Itália, mas antes disso se entregou em oração.  Na época, o povo abandonou a literatura torpe e mundana para ler os sermões do famoso pregador. Os ricos socorriam os pobres em vez de oprimi-los. Foi neste tempo que o povo fez a grande fogueira, na "piazza" de Florença e queimou grande quantidade de artigos usados para alimentar vícios e vaidade. O pregador foi ameaçado, excomungado e, por fim, no ano de 1498, por ordem do Papa, foi queimado em praça pública. Com as palavras: "O Senhor sofreu tanto por mim!”

Assim fizeram também os reformadores:

Martinho Lutero foi um homem de oração. Dizia ele, que orava regularmente duas horas todos os dias e sempre que tinha muita coisa para fazer, ele dobrava para quatro horas o seu tempo em oração.

E o que dizer das orações de John Knox? As quais redundaram em tão grande avivamento na Escócia, que certa vez: a Rainha da Inglaterra exclamou: "Eu temo mais as orações de John Knox do que um exército de 10 mil homens marchando contra nós."

Assim fizeram os puritanos, assim fizeram os grandes homens. Alimentavam diariamente a sua fé, com sua vida de oração.

A história também conta, que quando Edwards pregou “pecadores nas mãos de um Deus irado”, as pessoas pediam para que ele parasse.  Algumas se agarravam nos pilares, outras por tão forte temor, acreditaram que o juízo havia chegado. Mas poucos sabem que, antes de pregar neste dia, Edwards por 3 dias não se alimentou, por 3 noites não dormiu, ele rogou a Deus sem cessar, “daí-me a nova Inglaterra!”

Afirma-se que um teólogo, que um ministro normal, deve orar no mínimo, 350 horas por ano, John Wesley, orava 700 horas por ano, assim ele fez por 54 anos. Ele recebeu o apelido de o “Tição de fogo”.

David Brainerd, antes de sair e pregar às tribo dos peles-vermelhas, índios canibais, escreveu em seu diário:  “assim passei a tarde orando, para que não confiasse em mim mesmo.”

Por fim, certa vez perguntaram a Spurgeon, que pastoreava uma igreja de 12 mil membro na Inglaterra, o tabernáculo metropolitano, qual segredo de tão grande crescimento? e ele respondeu: “Oração!”

Passe o que passar, aja o que houve, continue orando! Pois: “Todo crente deve ter desejo fervoroso de contar com Deus em cada momento de sua vida”. (João Calvino, A Verdadeira Vida Cristã, São Paulo, novo Século, p. 31)

Torna-te padrão na pureza!

        Torna-te perfeito e reto na completa conformidade, de pensamento e ato, com a lei moral de Deus. É preciso que o jovem ministro tenha uma vida movida para santidade, guiado com “Luz na mente e fogo no coração!”. Pois Se a impiedade é o seu deleite aqui na terra, o que lhe agradará no céu, onde tudo é limpo e puro? Você não seria feliz lá se você não é santo aqui.  Ou, como disse Spurgeon, "seria mais fácil um peixe viver numa árvore que um descrente no Paraíso".


Parafraseando Paul Washer, vos digo que a teologia moderna, os manterá como meninos, porque os homens são perigosos. Satanás sabe que um homem piedoso e íntegro é uma das coisas mais perigosas na face da terra!

Finalizo exclamando:

Firme-se na palavra!
Tenha uma conduta digna de respeito e retidão!
Ame os seus irmãos!
Tenha sua fé por inabalável!
Conserve a pureza!

E só assim, não haverá lobo enganador, falso profeta, ou qualquer homem que um dia possa enganar o teu povo. Muito menos, nenhum ímpio deste mundo podre e vil, poderá de ti dizer qualquer coisa torpe!

Torna-te padrão!

Wollney Ribeiro
Facebook: www.facebook.com/wollney.ribeiro

Por que Orar se Todas as Coisas já Estão Previamente Determinadas? Com a Palavra, Heber Carlos de Campos


01) DEVEMOS ORAR PORQUE É UMA ORDEM DO SENHOR

A primeira resposta que vem à mente daqueles que são mais esclarecidos, mas simplista, é esta: “Devemos orar simplistamente porque Deus mandou que orássemos pedindo as coisas que necessitamos. É uma simples questão de obediência a Deus.” Embora essa resposta seja verdadeira, não fugindo dos parâmetros estabelecidos pela Escritura, ela não responde a todas as ânsias de quem faz a pergunta acima honesta e sinceramente, nem exaure as possibilidades de respostas mais elaboradas e justas, que também estão de acordo com o ensino geral das Santas Escrituras, que é o padrão único de fé e prática para o crentes da ortodoxia cristã.

02) DEVEMOS ORAR PORQUE SOMOS DEPENDENTES DE DEUS

Uma segunda reposta tem que ver com o senso de dependência que possuímos. Oramos não simplesmente porque reconhecemos nossa necessidade, mas também porque reconhecemos que somente Deus tem o poder para dar resposta às nossas necessidades. A oração nos coloca em nosso verdadeiro lugar, no de criaturas dependentes do Deus criador e providente.

Muitos não gostam de orar porque isso implica humilhação, sujeição a alguém mais poderoso, ou ainda, confissão de impotência para resolver os problemas. Todavia, é exatamente assim que Deus quer que nos sintamos: dependentes totalmente de sua providência.

03) DEVEMOS ORAR PARA VER OS PROPÓSITOS DE DEUS CUMPRIDOS

Uma terceira resposta tem que ver com o cumprimento dos planos de Deus. Deus não somente determina os fins, mas também os meios para conseguir os fins. Assim como Deus resolveu salvar algumas pessoas pela loucura da pregação, assim também ele resolveu providenciar para as necessidades de suas criaturas usando as orações como um meio para isso.

Há uma ótima ilustração deste ponto. Deus havia dado alguns anos de estio à terra de Samaria e veio uma fome extrema sobre ela (1Rs 18:2). Elias era o profeta da4uela época. Deus havia determinado dar chuva para regar a terra e anunciou de antemão a Elias o seu propósito. Veja o que Ele diz a Elias: Vai, apresenta-te a Acabe porque darei chuva sobre a terra (1Rs 18:1); mas o fato de saber de antemão que Deus haveria de mandar chuva, não impediu que Elias orasse para que chovesse (Tg 5.17-18) e, então, Deus ouviu a oração de Elias. A providência é soberana de Deus, e, no entanto, ele usa as orações de seu povo para ter as suas providências cumpridas. Os planos são de Deus e na sua realização ele usa os instrumentos ou as causas secundárias.

04) DEVEMOS ORAR PARA GLORIFICAR O NOME DE DEUS

Uma quarta resposta tem que ver com a glorificação do nome de Deus. Quando oramos reconhecemos que não só o poder pertence a Deus, mas que ele tem domínio sobre todas as coisas. Quando reconhecemos isso, nós o glorificamos. Quando Elias orou pedindo chuva, ele reconheceu o controle que Deus tinha sobre todos os elementos da natureza. Quando suplicamos a Deus pela sua compaixão para com os nossos queridos que ainda não são cristãos, estamos reconhecendo o seu domínio sobre o coração deles e sua soberana administração da sua bondade. Portanto, as providências de Deus são efetuadas soberanamente por ele, mas ele não dispensa as orações dos seus filhos, porque estas o glorificam sobremaneira. Ore, então, para que Deus seja glorificado mercê de suas providências.

05) DEVEMOS ORAR PORQUE É PARTE DE NOSSO CULTO A DEUS

Uma quinta resposta tem que ver com o culto que prestamos a Deus na combinação das orações com a providência divina. Como já foi dito acima, as orações são o instrumento de Deus para a consecução de muitas de suas obras providenciais. Quando isso acontece, nós o cultuamos. Aliás, o que geralmente fazemos quando vamos aos atos congrulatórios? Vamos agradecer-lhe as bênçãos da sua bondade em nossa vida de família, nossa vida pessoal, nossa vida profissional e coisas dessa natureza. As respostas às orações geralmente provocam em nós o senso de culto ao Senhor providente. Esta é uma outra razão porque devemos orar.


CARLOS, Heber Campo de. In: A providência e sua realização histórica. 1 ed. São Paulo: Editoria Cultura Cristã, 2001. p43-44.

NOVA ORDEM MUNDIAL




A história da humanidade tem sido marcada por acontecimentos que modificaram, drasticamente, os comportamentos dos seres humanos, afetando diretamente as dimensões políticas, econômicas, éticas e sociais. Geralmente, estas mudanças ocorreram após grandes tragédias, a exemplo do atentado terrorista ocorrido em 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.

Após superar o impacto dos primeiros momentos de uma tragédia que assumiu grandes proporções procuram-se, imediatamente, explicações para as causas dos incidentes. Em seguida, a tragédia provoca mudanças de rumo que afetam a sobrevivência dos homens no planeta, verificou-se tal fenômeno após as I e II guerras mundiais. Em muitos momentos dramáticos da história da humanidade foi necessário estabelecer uma NOVA ORDEM MUNDIAL, como necessidade de adaptar-se a uma nova realidade.

Esta reflexão nos conduz aos primórdios da vida humana, expresso na literatura bíblica:
“E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do SENHOR um homem. E deu à luz mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentouE irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante. E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar” (GÊNESIS 4.1-7).

Este livro relata o início da criação e a parte mencionada descreve o momento posterior à queda do homem. A criação depara-se com uma situação caótica, a queda do homem do seu estado original alterou, terrivelmente, as condições de sobrevivência na Terra, estabelecendo uma NOVA ORDEM MUNDIAL. O capítulo acima apresenta um resumo sobre os principais aspectos desta tragédia que afetaram diretamente a vida do homem e de todo o planeta.

E A VIDA CONTINUA...

            Os quatro primeiros versículos do texto narram à vida cotidiana no contexto familiar, no ambiente de trabalho e no culto religioso. Estes três aspectos da vida humana estão relacionados ao evento da criação, citados em Gênesis no capítulo 1 a partir do versículo 26 até o capítulo 2:3.

O capítulo 4 apresenta o registro trágico do homicídio ocorrido entre irmãos, no local de trabalho como desfecho dos efeitos do culto. Neste relato sobre o início da vida a partir da queda do homem reafirma-se o propósito da criação relativo a família, ao trabalho e ao culto religioso.

A família é vista como uma instituição divina formada por pessoas criadas a imagem e semelhança de Deus, refletindo tal imagem no relacionamento entre seus membros. Adão e Eva, ao gerarem filhos, cumpriram um decreto divino. No relato referente ao trabalho, Abel e Caim desempenharam atividades decretadas pelo Criador, demonstrando capacidades peculiares aos seres racionais, criados com condições propícias ao desenvolvimento intelectual, bem como de produzir para a sobrevivência.

 Ao concluir a criação, Deus abençoou o sétimo dia, decretando que este seria separado para Sua adoração. Caim e Abel pretenderam obedecê-Lo, por meio de ofertas e sacrifícios em forma de culto religioso. O culto de Caim reprovado por Deus e, o assassinato do irmão no local de trabalho foram evidências do início da NOVA ORDEM estabelecida para a criação. No entanto, a queda não alterou os planos de Deus para a vida no planeta, pois a família, o trabalho e o culto prosseguiram, mas, estas atividades foram contaminadas pela presença do pecado no mundo.

Aplicação: Ser pais e filhos exemplares, agir com ética no lugar de trabalho e cumprir com zelo os deveres religiosos evidenciam a imagem de Deus refletida no homem. No entanto, o envolvimento ativo no cumprimento dos decretos de Deus para a criação (família, trabalho e igreja) não anula a sentença divina proveniente da desobediência.

SOB O REGIME DA LEI

         O desenvolvimento do drama, exposto anteriormente, apresenta distinções claras entre seus principais personagens. Caim, o primeiro filho foi lavrador, oferecendo uma oferta do fruto da terra ao Senhor, teve sua oferta rejeitada. Abel, o segundo filho foi pastor de ovelhas, oferecendo um animal como oferta ao Senhor, teve a sua oferta aceita. A parte b do versículo 4 apresenta o motivo da rejeição de Caim e da aceitação de Abel: “...atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou.”

 O texto prossegue narrando a indignação de Caim e, o pronunciamento de Deus decretando a NOVA ORDEM sobre a vida de Caim. Os versículos 6 e 7 destacam o pronunciamento de Deus e seus efeitos sobre a vida deste homem. Deus revela a Caim a base do relacionamento entre eles, sendo uma ratificação da aliança firmada entre Deus e Adão, “E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás’ (GENESIS 2:15-17).

Eis um relato estarrecedor para Caim e todos os seres humanos. Ao infringir a lei de Deus, o homem tornou-se réu, cuja sentença divina foi à morte, atingindo toda a humanidade. O Senhor, ao aceitar Abel e sua oferta revela uma aliança entre Ele e o homem diferente daquela firmada no jardim do Èden.

Aplicação: O pecado instaurou uma NOVA ORDEM MUNDIAL, tornando o homem réu dos seus próprios atos, afetando diretamente a sua relação com Deus.

O JUSTO VIVERÁ PELA FÉ

            Concluímos a reflexão anterior afirmando que ao aceitar Abel e sua oferta. Deus revelou uma aliança entre Ele e os homens, diferente daquela firmada com Adão. A oferta de Abel está diretamente ligada à NOVA ORDEM estabelecida por meio da nova aliança. Conforme Gênesis, Caim reconhecia a existência de Deus, prestando-lhe culto em forma de sacrifício. Ao ofertar do fruto da terra, ele acreditava que o produto proveniente do esforço humano poderia agradar à Deus, agindo assim desprezou as palavras que Deus havia proferido aos seus pais sobre sua justiça contida na aliança revelada em Gênesis 2:15-17. Ao oferecer das primícias do rebanho, e da gordura, Abel agiu de acordo com a palavra de Deus “E fez o SENHOR Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu” (GÊNESIS 3:21). Abel ofereceu sacrifício de um animal ao Senhor, pois foi com a pele de um animal que Deus cobriu a nudez de seus pais, portanto, ele atentou para a lei de Deus e para seus efeitos sobre os seres humanos com o evento da queda. A oferta de Abel expressava confiança na providência de Deus que segundo a sua palavra proveria um meio para libertar o homem do estado caótico em que se encontrava, assim “...pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo” (HEBREUS 11.4). 

Aplicação: Não valorizar os preceitos contidos na palavra de Deus, leva todas as atividades realizadas pelo homem, inclusive o nosso culto, uma afronta à santidade de Deus. O único meio eficaz para sermos aceitos por Deus é agirmos de acordo com a sua palavra.

CONCLUSÃO


            A cosmovisão cristã reformada entende que, a família, o trabalho e a religião são frutos dos decretos de Deus desde o início da criação, revelada no livro do Gênesis. Entende, assim, que todas as esferas da vida encontram-se contaminadas pelo pecado, devido a quebra da lei que Deus estabeleceu na aliança feita com o homem. Deus proveu um meio para restaurar o homem, transferindo as exigências previstas na lei para seu filho Jesus Cristo, revelando em seu sacrifício uma NOVA E ETERNA ORDEM, a ser adquirida, exclusivamente, pela fé. 

Presb. Amauri Ribeiro

THE VOICE BRASIL




Em nosso país numa emissora de TV em rede nacional iniciou-se um programa cognominado “The Voice Brasil”. Tradução: “A Voz do Brasil”. O programa é estruturado no viés de encontrar aquele que tenha “a Voz”. Busca-se beleza, afinação, emoção. Uma música que toque todos os sentidos dos ouvintes. Que inebrie, que envolva, que toque, que mova.

Na história do cristianismo houve um homem que foi “a Voz” e no 15º ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes Tetrarca da Galiléia que essa “Voz” ecoou nos rincões da palestina que dele foi dito que era: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será aterrado, e nivelados todos os montes e outeiros; os caminhos tortuosos serão retificados, e os escabrosos, aplanados; e toda carne verá a salvação de Deus” (Lc 3:4,5).

Este homem dizia aos homens que se arrependessem, abandonassem definitivamente seus pecados e se voltassem para o Deus, rico em perdoar. O conteúdo de sua mensagem não era para os homens mudarem de religião, denominação, mas de vida.

Hoje, mais de 2 mil anos após, ouve-se muitas vozes. Vozes humanas, vozes de máquinas, vozes de sinos, vozes que convidam ao consumo, vozes que convidam aos banquetes, às celebrações da amizade, fraternidade, vozes que convidam às boas obras para compensar o descompasso de uma “fé” que busca troca, benefícios e favores. Vozes que convidam o homem a celebrar suas conquistas, independente do Criador e Sustentador de todas as coisas.

Estas vozes supracitadas fazem os olhos brilharem, o coração acelerar e desejar o que não se tem por um preço que se cabe no bolso ou no limite do cartão. São vozes que cegam mais ainda. Que nos distanciam da “VOZ”.
Aquele que foi chamado como “Voz do que clama no deserto” não queria, especialmente, que sua voz fosse ouvida, mas que a “Voz” daquele a quem ele declarou como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!”.
Sobre o Cordeiro de Deus quando do seu nascimento foi dito que seu nome seria Jesus: “...porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”.

Há uma voz que precisa ser buscada, ouvida, atendida. Que precisa ecoar e reverberar a partir dos sonetos e suave voz da Noiva de Cristo conquistando homens e mulheres, jovens e crianças, adultos e idosos para os braços do amado desta.

Não venho aqui fazer uma apologia contrária ao programa, mas que a “Voz” de Cristo fará muita diferença na vida daqueles que a escutarem, isto eu não tenho nenhuma dúvida. Proclame, ecoe, reverbere a voz de Cristo, aquele que é “THE VOICE OF GOD”.

Encerro citando o Salmo de Davi de número 29: “A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é cheia de majestade. A voz do Senhor quebra os cedros... A voz do Senhor despede chamas de fogo. A voz do Senhor faz tremer o deserto... A voz do Senhor faz dar cria às corças e desnuda os bosques; e no seu templo tudo diz: Glória!”.

Rev. Fábio Bernardo

DECEPCIONADOS COM A IGREJA


Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia. (Hb 10:25)

Tem sido cada vez mais crescente o número de crentes que tem desistido da Igreja. As causas são as mais diversas possíveis, mas desejo nesse texto apontar alguns motivos mais voltados para fatores relacionais, pois tenho observado que boa parte desta debandagem tem sido ocasionada por decepções, desavenças, brigas por poder, etc.  Por isso não são poucos aqueles abandonam as Congregações tentando cultivar sua fé em Cristo, mas, bem longe de qualquer denominação. Eles estão com suas almas gravemente feridas, estão decepcionadas com a Igreja e não toleram mais as muitas imperfeições do “povo” de Deus.
Se fossemos citar todos os problemas das comunidades evangélicas certamente teríamos que escrever um livro com centenas de páginas e tenho dúvidas se o compendio seria suficiente para abarcar todos as deficiências, tantas que são. Parte dos Evangelhos, das Cartas Paulinas, das Epístolas Gerais e até alguns capítulos do livro de Apocalipse se dedicam em apontar, exortar e tratar dos muitos pecados existentes na religião judaico-cristã. O que esperar então da Igreja atual, senão, que também continue a enfrentar as mesmas dificuldades.
Mas porque tantos tem se afastado das comunidades evangélicas? Pontuo algumas razões:
Falsa visão da Igreja. Muitos imaginam que a Igreja é um lugar composto só de pessoas redimidas, o que está longe de ser verdade. Ímpios podem estar infiltrados nos corais, nos departamentos, e até nos púlpitos (1 Jo 2:19; Mt 7:15;). Estamos em convívio constante com não-regenerados que dividem espaço do mesmo banco conosco. Eles são instrumentos de tropeço para atrapalhar os Filhos de Deus (Gl 2:4). Os filhos do Diabo também costumam frequentar a Igreja de Deus na terra. Só que eles usam disfarces quase perfeitos. Suas roupas de ovelhas só não são capazes de enganar o Supremo Pastor que conhece bem cada um de seus cordeirinhos. Já nós, não somos tão perspicazes. É preciso lembrar de que o joio e o trigo estão juntos na mesma plantação e só serão separados na colheita (Mt 13:24-30).
Critérios exagerados de perfeição: Há muitos santos na Igreja do Senhor (graças a Deus!), mas cada um deles se encontra em estágios diferenciados de santificação. Falamos da santificação progressiva, assim como define alguns teólogos, como processo de crescimento espiritual do crente, ainda incompleto. Mesmo para estes santos em aperfeiçoamento há a possibilidade de tropeços desintencionais. Deslizes que todos os fiéis estão sujeitos a passar por mais vigilantes que sejam. Até o irmão mais piedoso de nossa congregação pode nos entristecer com alguma falta. Quando nossos critérios são exagerados idealizamos o ser perfeito, corremos o grande risco da desilusão. É que este é um critério muito pesado para pessoas imperfeitas como nós. Todo e qualquer lugar onde houver gente, mesmo que esta gente seja eleita, ali também existirá toda sorte de problemas.
Intolerância com as diferenças: Nada pode amadurecer mais um crente do que o convívio duradouro com a Igreja. Pois é através deste relacionamento intenso que descobrimos os defeitos e as diferentes personalidades uns dos outros à medida que somos desafiados a compreender, tolerar e perdoar. Deus permite que em nosso meio haja discordâncias e decepções para que sejamos aperfeiçoados na comunhão. Os primeiros líderes cristãos enfrentaram desacordos entre si, no entanto isto não provocou intrigas, nem ressentimentos duradouros (At 15.39; 1 Co 9:6; Cl 4:10; Fm 24; 2 Tm 4:11; Gl 2:14). Se desejamos viver longos anos e até uma vida inteira dentro de uma Congregação, temos alto preço a pagar: A renúncia do nosso orgulho e a liberação de perdão. Deve ser por isso que a Bíblia trata tanto sobre estes assuntos. Pena que alguns ao se depararem com tal situação preferem abandonar o barco, a saída de emergência sempre parece o caminho mais fácil. Temos que aprender a lidar de forma madura com as diferenças, entendendo que temos nossas opiniões e preferências e isto não é motivo de nos afastarmos, mas com mansidão e espiritualidade resolvermos nossos conflitos.

Elevada Autoestima Espiritual: Geralmente somos tentados a nos julgarmos mais santos do que os outros. Elevando assim o critério com o qual julgamos os demais. E isto nos expõe um terrível erro: não enxergarmos nossos defeitos e só observamos os defeitos dos irmãos (Mt 7.3). É provável que uma pessoa pouco tolerante com outras, se torne muito tolerante com ela mesmo. Não é correto hiperdimensionar os defeitos alheios e minimizar os nossos. Sem contar que crentes com espiritualidade autoestimada custam a reconhecer suas fraquezas e se mostram resistentes quando repreendidas e confrontadas com seus defeitos. Preferem deixar de congregar ao ter que humildemente reconhecer que também são pecadoras, sujeitas a tropeços. Sentem-se santas demais para viverem com pobres pecadores. Quanto a isto Salomão nos traz um alerta solene:Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo? (Ec 7:16). E Paulo Completa: Por isso, pela graça que me foi dada digo a todos vocês: Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; (Rm 12.3ª; ver 1Tm 1:15). Irmãos que agem desta forma carregam uma falsa imagem deles mesmos e dificilmente se tornam suficientemente humildes para também reconhecerem que não são imperfeitos.
Escândalos no meio do Povo: Este me parece ser o principal motivo porque muitos crentes desistem de congregar. Poucas coisas nos desapontam mais do que ver escândalos na Igreja: desvio de conduta moral, finanças obscuras, brigas por poder... Situações semelhantes a estas vem sendo cada vez mais frequentes, principalmente com líderes. Mas será que deveríamos ser pegos de surpreso com tais notícias?! Não. A Palavra de Deus nos mostra que eles iriam ocorrer. O Senhor Jesus alertou quanto aos escândalos no meio de Seu povo: “E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos”, mas prometeu punir os responsáveis: ”mas ai daquele por quem vierem! (Lc 17:1)”. Sabedor dos danos causados pelos escândalos, o Senhor já nos deixou o alerta. Devemos nos resguardar na confiança em Deus que é Justo Juiz e Senhor de Sua Igreja. Todos aqueles que envergonham o Evangelho haverão de prestar contas diante de dEle. Quem deve se afastar da Igreja são os escandalizadores (Mt 18:17; Rm 16:17), mas por vezes ocorre o contrário, os fiéis se afastam. 
Desejo fazer uma última consideração. Creio que até podemos ter motivos legítimos para abandonar a Igreja, como estes citados acima, mas em nenhum lugar na Bíblia encontramos conselhos para que os crentes se afastem. Pelo contrário, a Palavra sempre nos encoraja a continuarmos congregando, admoestando os irmãos e desfrutando de comunhão com os santos (Sl 133:1; Rm 15:14; Hb 10:25; Jd 1.3; Tg 5:16). Busquemos ao Senhor da Igreja, pois só ele pode nos sustentar, animar e nos fortalecer. Lembre-se que você faz parte de um corpo (Ef. 3:6; 1 Co 12:12) e não pode sobreviver sem ele, seu lugar é a Igreja do Senhor. Que mesmo imperfeita o Senhor pagou alto preço para que ela viva unida, assim como a perfeita unidade entre o Pai e o Filho (Jo 17:11).
Se você está afastado, retorne. Se está decepcionado, ore. Se magoado, perdoe. Se orgulhoso, humilhe-se. Não perca tempo. Volte agora!


Miss. Ericon Fábio

DESMITIFICANDO A SANTA MÚSICA GOSPEL.


Para muitos crentes, a música gospel é santa, pura e imaculada. Muitas vezes até superior às Escrituras, pois doutrinas são elaboradas com base em letras de músicas gospel, e não na Bíblia, e incorporadas ao corpo doutrinário de muitas Igrejas. A “Doutrina da Restituição” é um exemplo disso, pois embora não tenha NENHUMA base bíblica foi estabelecida após uma banda de sucesso gravar uma dezena de músicas tratando de restituição, de querer de volta o que é seu, buscando a restauração de tudo o que eu perdi mas é meu, e eu quero de volta, sete vezes mais, em dupla honra!!! 

Vez por outra eu comento com alguns amigos que a arte mais perseguida pela religião é a música. E sinceramente, não consigo entender o porquê. Música “do mundo” SEMPRE é pecado, ao passo que outras expressões artísticas são muito bem toleradas, e algumas até incentivadas.  
Não se deve cantar nem ouvir música “do mundo”, mas se pode assistir novelas (teledramaturgia), que têm como trilha sonora... MÚSICAS DO MUNDO! O mesmo se aplica a filmes, peças teatrais etc, que possuem trilhas sonoras com o mesmo tipo de música.  
Raramente vejo crentes serem disciplinados ou censurados por assistir seriados de terror como o THE WALKING DEAD (onde um grupo de pessoas luta contra zumbis, coisas a priori demoníacas e ligadas ao vodu e ao ocultismo), mas sempre vejo censuras e disciplinas por ouvirem músicas de bandas de rock, assistirem a shows como o Rock in Rio (embora os shows gospel sejam IDÊNTICOS a estes shows “do mundo”, completamente copiados inclusive nas coreografias, iluminação, pirotecnia...).  
Ouvir música do mundo é pecado, mas ler livros do mundo não é. Ou seja, se eu ler o poema FANATISMO da poetisa Florbela Espanca é cultura, mas se eu ouvir o mesmo poema que foi musicado pelo Fagner, é PECADO!  Ler um livro de sonetos do Vinicius de Moraes é sinal de superioridade literária de minha parte, mas se eu ouvir ou cantar os mesmos sonetos, muitos deles musicados pelo saudoso Poetinha e seus parceiros, é PECADO. Quem lê um livro do Carlos Drummond de Andrade e se depara com seu poema JOSÉ é um amante da boa literatura, mas quem ouve o mesmo poema na música do Paulo Diniz vai queimar no mármore do inferno! 
As artes plásticas (quadros e esculturas) são toleradas (nunca vi ninguém ser censurado por ter um lindo e caro acervo nas paredes da sala de estar de suas casas). 

Mas neste artigo eu quero falar sobre MÚSICA. Música gospel, a santa expressão do louvor musical e da adoração sonora a Deus, em contrapeso à música “do mundo”, diabólica e escarnecedora...  Por que para muitos “crentes” só se deve ouvir música gospel, e ouvir “música do mundo” é pecado?

Algumas respostas que já escutei ou recebi de crentes gospel a esta pergunta simples... E em seguida, uma breve explicação sobre elas...

1. A LETRA DE UMA MÚSICA “DO MUNDO” NÃO GLORIFICA A DEUS

A maioria das letras gospel também não! Glorificam ao homem, suas ânsias de vingança, enriquecimento, honra, dupla honra, vitória, restituição etc. O HOMEM, o EU, é o centro delas, e não Deus. NEM DE LONGE glorificam a Deus! Para glorificar a Deus, uma música precisa apontar para a Obra dEle, da criação, da salvação, da santificação, Sua graça infinta, imerecida pelo homem e não conquistada por obras de justiça etc... E sempre que falar sobre o homem, ressaltar seu pecado, sua depravação, sua incapacidade de buscar a Deus ou alcançar a salvação ou qualquer outra benesse por seus próprios méritos, e mostrar que tudo o que Deus dá ao homem é por graça, só por graça! Uma música que só retrata que eu sou vencedor, que eu nasci para vencer, para ser cabeça e não cauda, que Deus vai (tem que) restituir o que é meu, que vai humilhar meus inimigos e me exaltar, nem de longe foi composta ou é cantada para louvar a Deus! 
Repito: nem de longe as músicas gospel adoram a Deus!! A própria forma de composição geralmente em primeira pessoa (e mesmo quando compostas em terceira pessoa sempre direciona esta terceira pessoa para o homem) demonstra que a adoração ou a glorificação não é para Deus, e sim para O HOMEM. Analisemos algumas letras:
Onde era tristeza se verá / A dupla honra ME ornar ... É chegada a MINHA hora / MEU silêncio já acabou / Ouça o som da MINHA grande festa / EU vou viver uma virada em MINHA VIDA, eu creio!
Mestre EU preciso de um milagre ... Faz tempo que EU não vejo a luz do dia / Estão tentando sepultar MINHA alegria / Tentando ver MEUS sonhos cancelados /.../ Remove a MINHA pedra / ME chama pelo [MEU] nome / Muda a MINHA história / Ressuscita os MEUS SONHOS
Restitui... EU quero de volta o que é MEU /  Sara-ME, e põe teu azeite em MINHA dor
VOCÊ é um escolhido, e a SUA história não acaba aqui /  VOCÊ pode estar chorando agora, mas amanhã VOCÊ irá sorrir /  Deus vai TE levantar das cinzas e do pó...
Sinceramente, você acha que Deus é realmente adorado em letras como estas?? 
O pastor A. W. Pink disse certa vez que os hinos do passado eram compostos usando as palavras “Tu és, Tu és, Tu és”, enquanto que os modernos eram compostos com as palavras “Eu sou, eu sou, eu sou...”. Visivelmente observa-se que o alvo da glória não é Deus, mas o homem, o crente, o EU.... E olha que o pr. Pink faleceu na década de 1950, certamente muito antes da maioria das pessoas que leem este artigo terem nascido! O que ele diria nos dias de hoje??

2. A LETRA DE UMA MÚSICA “DO MUNDO” NÃO É BASEADA NAS ESCRITURAS 

Por favor, deem uma olhada nas músicas gospel, analisem suas letras de forma isenta e desapaixonada, e vocês verão claramente que poucas letras são realmente baseadas na Bíblia, e mesmo as que são muitas vezes DISTORCEM o que a Bíblia realmente diz. A famosa música gospel RESSUSCITA-ME é um exemplo de letra baseada na Bíblia (a ressurreição de Lázaro), mas que distorce completamente o sentido da narrativa bíblica, associando-a ao cumprimento dos NOSSOS sonhos. Logo, é mais uma música que tem por objetivo a realização pessoal dos desejos do homem.  
Uma música baseada na Bíblia não é aquela que transcreve PALAVRAS da Bíblia, mas a ESSÊNCIA. Satanás citou o Salmo 91, por ocasião da tentação do Senhor Jesus, mas extraiu-lhe a essência, o verdadeiro significado, o verdadeiro princípio. Logo, uma música como FAZ O MILAGRE EM MIM pode até citar a história do encontro de Jesus com Zaqueu, mas quando não transmite o real sentido deste encontro, mostra que não está baseada na Bíblia; apenas usa algumas de suas palavras, para adquirir status de bíblica! 
Na verdade, tais músicas que distorcem o sentido real da narrativa bíblica transmitem uma falsa piedade. Podem até estar parcialmente baseadas no texto sagrado, mas quando são analisadas de forma criteriosa se observa que o texto bíblico foi tão distorcido e desvirtuado que transmitem uma ideia completamente errada daquilo que a Bíblia quer ensinar, chegando até a negar verdades doutrinárias ou acrescentar-lhe inverdades. 
Sinceramente, qual a base escriturária de músicas do tipo SABOR DE MEL, ou 500 GRAUS? NENHUMA!! Aonde ela se encaixa nos princípios da Nova Aliança de perdão e amor aos nossos inimigos? 
Nos dias de hoje, é muita sorte comprar um CD gospel com 12 faixas e encontrar UMA MÚSICA com base realmente escriturística!! Geralmente, é um hino da Harpa, ou um hino das antigas que é regravado! 
3. O CANTOR “DO MUNDO” NÃO TEM COMPROMISSO COM DEUS 

A maioria dos cantores gospel também não! Eles têm compromisso com sua gravadora, com seus produtores, com os programas de tevê e rádio que participam, com as denominações e/ou organizações a que estão ligados e que os apoiam ou patrocinam, e com os erros doutrinários ensinados por estas denominações e organizações, além do compromisso maior com Mamom e seus próprios bolsos! 
Alguns cantores gospel de nossos dias chegam a ter compromisso com uma personagem criada por marqueteiros. Fazem caras e bocas, se apresentam com certas roupas, maquiagens e acessórios, demonstrando claramente que estão atuando, vivendo uma personagem dissociada do seu verdadeiro caráter. São atores, desempenhando um papel meticulosamente calculado para atender a certos públicos, satisfazendo os anseios deste público de tietar um ídolo da música. Isso não é compromisso com Deus, mas com o sistema!

4. OS CANTORES QUE CANTAM MÚSICA “DO MUNDO” NÃO SÃO CRENTES

E quem disse que quem canta música gospel é crente?? Muitos cantores são conhecidos por não serem crentes, alguns até deixam isso bem claro... Muitos apenas cantam músicas gospel, se aproveitam desta fatia de mercado!! Outros, não agem como crentes (há relatos de alguns que já fizeram shows apresentando sintomas de embriaguez, que já se hospedaram com fãs em seus quartos de hotel, que usaram drogas etc). Eu poderia até citar nomes aqui, mas não é esse o objetivo deste artigo! 
Aprendamos uma coisa: “nem todos os que são de Israel são israelitas” (Rm 9:6), e não é porque quem canta, quem gravou, quem compôs, é chamado de “evangélico” que a música é cristã! Há muitos crentes que cantam “hinos” que não condizem nem um pouco com a sã doutrina; devemos dar ouvidos a estas mentiras, mesmo quando saídas da boca de um crente?? E há muito não-crente que canta coisas corretas; devemos desprezar o que é certo só porque quem compôs ou quem canta não faz parte de nossos arraiais?

5. A MÚSICA GOSPEL É UMA DAS FORMAS DE SE PREGAR O EVANGELHO AOS NÃO-CRENTES

E eu até poderia concordar com isso se as letras das músicas fossem fieis ao Evangelho descrito na Bíblia, mas não são! As letras destas músicas gospel só tratam das bênçãos que o homem quer, as quais já citamos e repetimos: vingança, enriquecimento, honra, dupla honra, vitória, restituição etc. Não! Infelizmente, músicas gospel NÃO PREGAM O EVANGELHO, pois suas letras não contém o verdadeiro Evangelho!  
Além disso, nestas músicas não se conclama o homem ao reconhecimento de sua condição de pecador, ao arrependimento, à mudança de vida e atitudes e à necessidade de se submeter a Deus. Desculpem, mas não conheço pregação evangelística que não trate de pelo menos um ou dois destes assuntos! Por favor, identifiquem pelo menos UM DELES na música gospel SABOR DE MEL...
 
Aqui pra nós, seja sincero: qual é o “evangelho” que um “hino” como EU VOU VIVER UMA VIRADA prega?? Em que parte da letra encontramos a convocação ao arrependimento e conversão?? É uma música de entretenimento, e confesso que até gosto dela, musicalmente falando, mas a letra não evangeliza ninguém!

6. O CRENTE É EDIFICADO AO OUVIR MÚSICA GOSPEL

Não, o crente é edificado ao ORAR, LER ou OUVIR A PALAVRA, JEJUAR... A música, em todas as esferas, tem função de entretenimento, e à música religiosa se soma a necessidade de exatidão doutrinária, ou seja, a letra deve OBRIGATORIAMENTE refletir a sã doutrina. Só assim, atrelada à sã doutrina, sem desvios doutrinários ou erros, ela está apta para edificar, pois ouvi-la se equipararia a ouvir a Palavra. Quando a música cristã reflete fielmente a Palavra de Deus e a sã doutrina, aí sim ela passa a edificar quem a ouve. 
A maioria das músicas gospel não têm letra baseada na sã doutrina, e sim são compostas estrategicamente com letras "pra vender", para agradar à massa consumidora e o sistema vigente; logo, não edifica coisíssima nenhuma, Apenas serve, assim como qualquer “música do mundo”, como entretenimento, e entretenimento maligno, pois enquanto teria a OBRIGAÇÃO de ensinar a verdade, pelo contrário, ensina doutrinas erradas a quem as ouve, e passa-lhes o status de verdade absoluta; afinal, é uma música gospel, santa!  
Sinceramente: há mais edificação ao se ouvir certas músicas “do mundo” do que ouvir certas músicas gospel completamente desprovidas de conteúdo bíblico e, principalmente, de bom senso! Um exemplo disso é JESUS SALVADOR, de Roberto Carlos, que é muito mais edificante se comparada com 500 GRAUS, da Cassiane!!

7. OS COMPOSITORES DO MUNDO MUITAS VEZES SÃO ADEPTOS DE RELIGIÕES AFRO, ESOTÉRICAS ETC

É verdade! E os compositores gospel são adeptos do movimento gospel, comprometidos com tal movimento, que deturpa o Evangelho, muda seus princípios, distorce as Escrituras e perverte a sã doutrina. Além disso, têm o dinheiro, a fama e o estrelismo como pilares maiores. Neste aspecto, não sei quem está em posição pior... Aliás, sei sim! Certamente, aquele que conhece o Evangelho mas que compõe músicas que transmitem ideias e conceitos diferentes do Evangelho, que fomenta o erro ao invés de proclamar a verdade, é mais culpado do que aquele que NÃO CONHECE o Evangelho.

8. AS MÚSICAS GOSPEL TÊM MAIS QUALIDADE QUE AS MÚSICAS “DO MUNDO”

Acredite quem quiser, mas já me mandaram este argumento aí!!  E quem mandou só pode estar de brincadeira!!  Quem considera a qualidade da música gospel superior à das músicas “do mundo” deve ter algum problema!!  Exceto raríssimos exemplos, ocorre exatamente ao contrário! Em todos os quesitos -- harmonia, melodia, ritmo letra -- a música “do mundo” é superior! Observem-se estes quesitos em músicas de Djavan, Ivan Lins, Jorge Vercilo, e comparem com os mesmos quesitos nos cantores gospel mais famosos...  É claro que há casos e casos! Toda generalização é burra. O lixo e o chorume podem ser encontrados em ambas as vertentes! Há muita coisa boa, no sentido de harmonia, melodia e ritmo, em muitas músicas gospel, e muita coisa ruim no ramo secular. Por exemplo, a banda Diante do Trono possui excelentes arranjos, e o mesmo se aplica à cantora Fernanda Brum. Quanto às letras... Prefiro não comentar! Pelo menos, por enquanto...

9. AS MÚSICAS GOSPEL TRANSMITEM O RECADO DE DEUS PARA O HOMEM PECADOR

Não. Elas no máximo transmitem o recado do(s) compositor(es), do(s) cantor(es), do(s) produtor(es), do líder da denominação, da “visão ministerial” e da Editora ou Gravadora que está por trás do cantor ou da banda! Transmitiria o recado de Deus se houvesse fidelidade doutrinária. Muitas vezes, cantores são apoiados por determinado ministério, e são obrigados a gravar “hinos” que referendam as doutrinas deste “ministério”, e para continuar sendo apoiados tais cantores se submetem à prostituição doutrinária. 
Um exemplo disso é o cantor Nani Azevedo (de quem gosto muito), apoiado pela Editora e Ministério de um grande pastor brasileiro. Em um dos seus últimos discos, ele gravou a música ENQUANTO O MILAGRE NÃO VEM, que para fazer coro com o ministério do citado pastor traz em sua letra esta pérola: “Sei que a prosperidade vai me acompanhar enquanto eu semear”. Ele foi obrigado pelas circunstâncias a promover a “visão da semeadura” que seu mecenas tanto prega!

10. A MÚSICA GOSPEL APROXIMA O HOMEM DE DEUS 

Como assim?? De que forma um axé gospel, tocado em cima de um trio elétrico em uma das muitas “Marchas-Para-Não-Sei-Quem” e acompanhada por uma multidão de foliões, digo, fiéis pulando atrás do trio, os aproxima de Deus??  Desde quando uma letra que prega inverdades doutrinárias (como, por exemplo, as que nos ensinam a DETERMINAR a nossa vitória, EXIGINDO isso de Deus) aproxima alguém de Deus?? Desde quando uma música aonde vocifero maldições e pragas contra "os que me viram passar na prova e não me ajudaram" me aproxima de Deus, uma vez que Ele mandou exatamente o contrário: “Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem”  (Mt 5:44), e Paulo arremata em seguida: “Abençoai aos que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis” (Rm 12:14)?? Não entendi... Dá pra me explicar melhor? 
11. A MÚSICA GOSPEL PREGA A VERDADE 
Ah, como eu queria que isso fosse verdade!! Mas pelo contrário, ela prega, ensina e dissemina a mentira! 
Em primeiro lugar, o que é a verdade? Platos fez esta pergunta a Cristo, e não obteve resposta. Entretanto, o próprio Senhor Jesus deixou a resposta bem clara por ocasião de sua oração sacerdotal: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17:17). Não são os meus conceitos, não é a interpretação que eu dou às Escrituras, não é o corpo doutrinário desta ou daquela Igreja. A PALAVRA DE DEUS é a verdade. E por consequência, somente aquilo que concorda com a Palavra é a verdade. Pregação da verdade é, inexoravelmente, pregar de conformidade com esta Palavra. Assim sendo, os meus conceitos a minha interpretação ou o corpo doutrinário da Igreja tem que estar submissos à Palavra! 
A música sacra tem como obrigatoriedade a fidelidade doutrinária. Quando sua letra é um reflexo fiel do que ensina a Escritura, ela não só transmite a verdade como facilita aos ouvintes o entendimento e assimilação desta verdade. A música secular não tem esta prerrogativa, pois ela apenas se dá à função de entreter. A música sacra, tem função dupla: entreter e ENSINAR! Eis porque ela precisa estar atrelada à verdade, à sã doutrina. 
A música secular, “do mundo”, não tem pretensões de ensinar verdades, mas de entreter os ouvintes. O cantor “do mundo” Caetano Veloso escreveu em sua música COMO DOIS E DOIS a seguinte frase musical: “Meu amor / Tudo em volta está deserto, tudo certo / Tudo certo como dois e dois são cinco”. Evidentemente, sua intenção NÃO FOI ensinar uma verdade, quer teológica ou matemática, e sim se utilizar de ironia. Ninguém em são juízo, ao ouvir dez ou vinte vezes esta música, irá concluir que 2 + 2 = 5. 
 
Na música sacra, entretanto, quanto mais ouvimos “pérolas” do tipo “Restitui... Eu quero de volta o que é meu”, a autoridade de música gospel e religiosa transmite a ideia de que a doutrina da restituição se trata de uma verdade absoluta, presente nas Escrituras. E o povo cai, inexoravelmente, no engodo, e é conduzido ao erro! Assim sendo, seus compositores e cantores cometem dois pecados: ensinar o erro, e cantá-lo com tal autoridade que muitas pessoas, uma grande multidão, toma estas palavras em pé de igualdade com a Bíblia! Assim, muitas músicas gospel na verdade estão prestando um grande desserviço à sã doutrina, ensinando mentiras como se fossem verdades e levando multidões a abraçar o erro. 
A música gospel está longe, MUITO LONGE, de pregar ou ensinar a verdade! Ela é, na verdade, uma disseminadora e perpetuadora de mentiras! A cada nova “pérola musical” que é lançada, pastores sérios e comprometidos com o rebanho têm um trabalho hercúleo de mostrar os erros, ensinar a verdade e remar contra a maré da geração gospel, pois os grupos de louvor querem imediatamente incorporar tais músicas, que fazem muito sucesso no meio cristão, a seu repertório. Proibir sua execução torna o pastor zeloso um estraga-prazeres! 
A maioria quase absoluta das músicas gospel pregam A MENTIRA. E cabe a nós denunciarmos isso, mostrarmos o erro e abolir este lixo mentiroso de nossos altares! 
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O grande objetivo deste artigo não é desmoralizar a música sacra, que é importantíssima na adoração e no processo de doutrinação da Igreja. O objetivo é mostrar que a música gospel nada tem, ou pouco tem, de sacra. Não pretende incentivar a música secular, mas chamar a atenção para as incongruências da chamada música gospel, que infelizmente está atrelada a sistemas mundanos tão escusos que se desvirtuou da verdadeira adoração, da fidelidade escriturística e doutrinária.
Nada tenho contra os cantores e/ou compositores citados neste texto. Canto muitos hinos dos mesmos citados, desde que sejam cristocêntricos, de real adoração a Deus e que possuam letra bíblica. Apenas gostaria que eles fossem mais criteriosos ao compor ou cantar um hino. Voltem às Escrituras! Tornem à sã doutrina. Abandonem a indústria gospel!! Aí sim, a música gospel se converterá em música cristã e será, em todas as instâncias, preferida diante das músicas “do mundo”. Mas não fará das músicas “do mundo” um pecado!




Zilton Alencar 

Eita Gizuz maravilhoso: Pastor neopentecostal manda seus fiéis comerem grama e eles gostam!




A notícia é do Daily Mirror,
publicada no UOL:

Difícil acreditar mas um pregador neopentecostal africano conseguiu persuadir seus fiéis a comer grama alegando que desta maneira eles estariam “mais próximos de Deus”.

As mensagens polêmicas do pastor Daniel Lesego, líder do Ministério Centro Raboni em Pretória, uma das capitais da África do Sul, têm provocado milhares de críticas no mundo inteiro.

A comilança de grama, segundo reportagem do jornal inglês Daily Mail, causou indisgestão em muitos fiés, enquanto que outros garantiram terem sido curados, por milagre.

Nas palavras do pastor, a dieta inusitada demonstra que o ser humano é capaz de qualquer atitude quando tem consigo o poder de Deus.


Milagre de Gizuz!


Diante desta notícia maravilhosa, estamos aqui no Genizah chorando de alegria e dando glórias: Eita Gizuz maravilhoso!

FInalmente, vamos ver os fiéis neopentecostais serem tratados como merecem. Nada de exploração financeira impiedosa, mas apenas amor: Capim gordura e um descanso sem arreios nos pastos verdejantes. Agora só falta o pastor dar água fresquinha e um boa escovada nos pelos diariamente.

Valdemiro Santiago, Renë Terra Nova e Edir Macedo aprendam! Deixem seus rebanhos encontrarem a felicidade! Chega de dízimo, ofertas e macumbaria gospel. Soltem-os nos gramados, em nome de Gizuz!





CORONEL JOÃO DOURADO (1854-1927)

Alderi Souza de Matos João da Silva Dourado nasceu em Caetité, sul da Bahia, no dia 7 de janeiro de 1854. Era filho de João José da Silva Do...