sábado, 20 de fevereiro de 2016

Dez características de uma igreja fria


Um número significativo de cristãos acreditam que uma igreja fria é caracterizada pela ausência do chamado reteté de Jeová.
Nessa perspectiva  ensinam que uma comunidade desaquecida espiritualmente é desprovida de gritos, danças, giro santo, e outras coisas mais.
Há pouco fiquei sabendo de um irmão aque afirmou que uma igreja gelada é aquela que enquanto o pastor prega ninguém grita glória, aleluia ou coisa parecida.
Caro leitor, as definições que alguns entendem quanto ao que seja uma igreja fria é de arrepiar os cabelos. Lamentavelmente parte do povo de Deus tem fundamentado sua percepções doutrinárias em achismos desprovidos de conteúdo bíblico.
Isto posto, resolvi elencar dez REAIS características de uma fria:
1-) Uma igreja fria se caracteriza pela relativização do pecado. Geralmente os membros destas comunidades chamam doce de amargo, amargo de doce; luz de escuridade, escuridade de luz. Nessa perspectiva, não vêem problemas no sexo antes do casamento, em defraldar o próximo, em mentir, em promover suborno, fazer fofocas, produzir contendas e muito mais.
2-) Uma Igreja fria é uma igreja que não valoriza a oração. Uma igreja que não ora e não acredita na importância de orações, intercessões e ações de graça é uma igreja desprovida da vida de Deus em suas estruturas.
3-) Uma Igreja fria ama o mundo e as coisas que há no mundo. Nessa perspectiva permitem que os valores deste século prevaleçam sobre aquilo que as Escrituras dizem e ensinam.
4-) Uma igreja fria relativiza as Escrituras. Para ela, a Bíblia não é a Palavra de Deus e em virtude disso colocam aquilo que sentem, acham ou pensam acima das verdades contidas na Bíblia.
5-) Uma igreja fria é desprovida de amor. Para os membros desta comunidade, gente é tratada como coisa e não como pessoas que possuem dores, angústias, problemas e carências.
6-) Uma igreja fria é caracterizada pela ausência de misericórdia em suas estruturas. Nessa perspectiva os órfãos são negligenciados, as viúvas abandonadas e os pobres desprezados.
7-) Uma igreja fria  é uma igreja desprovida de santidade. Para ela, conceitos como "separação  do mundo" são antiquados e ultrapassados.
8-) Uma igreja fria é uma igreja aonde não há relacionamentos profundos entre os irmãos.
9-) Uma igreja fria é uma igreja que valoriza os defeitos e erros dos irmãos em detrimento as suas virtudes e valores.
10-) Uma igreja fria é uma igreja que há muito perdeu o temor do Senhor.
É o que penso, é o que digo.
Renato vargens

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A Tirania dos “deverias”



Karen Horney, conhecida psiquiatra afirmou que é uma das coisas mais devastadoras do ser humano na trajetória do seu crescimento e maturidade é a tirania do “deverias”. A pessoa passa a vida inteira achando que a vida “deveria ser assim”, que as pessoas “deveriam” agir assim, que o mundo “deveria” ser assim, que Deus “deveria” fazer assim, que as coisas não “deveriam” ser assim...

Isto acontece quando a pessoa aprende mais sobre o ideal do que sobre o que é real. É fácil ouvir os outros dizendo o que deveríamos ser, antes de entenderem quem somos. Por isto, facilmente podemos corre-se atrás do que é ideal, distanciando do real, construindo fantasias e sonhos ao invés de considerar o ponto de partida da realidade.

Isto pode ser ilustrado com uma conversa que tive com um colega. Ele tem características maravilhosas naquilo que faz, mas deparava-se com limitações profundas em outras, e isto o fez carregar um enorme peso e cobrança. Uma frase, porém, mudou sua história: “Quando eu sei que não sei, não dói!” Pense nisto!

Em outras palavras, quando ele se concentrou naquilo que era capaz de fazer bem, e não naquilo que esperavam que ele “deveria” fazer, conseguiu ser mais produtivo e proativo, e tirar um enorme fardo de tentar ser o que não era.

Por causa dos “deverias”, passamos a creditar que o trabalho “deveria” ser incrível (quando nem sempre ou quase nunca é); que “deveríamos” ser pessoas de sucesso (quantas realmente o são?); termos empregos ideais com salários ideais (quantos alcançaram isto?) e desta forma, por não sabermos lidar com o que é real, buscamos o emprego ideal, a faculdade ideal, o parceiro ideal, a vida ideal, quando na verdade deveríamos agir sobre o que é real.

Jovens são particularmente vítimas de tais sentimentos. Por não encontrarem o pote de ouro, a vida ideal, sem problemas, sentem-se desencorajados ao lidar com a concretude da vida, e tornam-se absorvidos pelo “deverias”; não querem dar duro e enfrentar sacrifícios, porque ilusoriamente acreditam que deveriam receber maior consideração, salários mais altos, melhores condições de trabalho e patrões menos exigentes.


Aqueles que nascem em famílias que evitam a todo o custo a ideia de sacrifício dos filhos, e não souberam estabelecer limites e parâmetros realistas, encontram ainda maior dificuldade porque seus pais os impediram de crescer psicologicamente, fazendo-os acreditar que eram merecedores de uma vida melhor sem cumprirem as etapas necessárias de esforço, sacrifício, lutas, abnegação, resiliência e persistência. Estes, facilmente, se tornam vítimas da “tirania dos deverias”.

Rev Samuel Vieira.

Vivendo a partir do centro



Em 1941, Thomas R. Kelly escreveu um dos textos mais fantásticos sobre ansiedade e cansaço: A Testament of Devotion – Nova Iorque: Harper and Brother. Sua atualidade é ainda hoje impressionante. Veja o que ele diz:

Nossas vidas na cidade moderna tornam-se demasiado complexas e cheias. Mesmo as obrigações que consideramos absolutamente necessárias, aumentam a cada dia, e quando percebemos, já estamos sobrecarregados de reuniões, cansados e apressados, cumprindo ofegantes uma roda viva de compromissos. Somos muito ocupados para sermos boas esposas, bons maridos, bons pais, e bons amigos, e não temos tempo algum para sermos amigos daqueles que não tem amigos. E quando tentamos nos retirar desses compromissos para passar algumas horas com a família, as responsabilidades da cidadania sussurram no nosso ouvido e perturbam o nosso sossego.

Ele continua afirmando: “Com uma finalidade frenética, tentamos cumprir o mínimo aceitável de compromissos, mas vivemos esgotados e exaustos. Reconhecemos e lamentamos o fato de que nossa vida está se esvaindo, dando-nos tão pouco da Paz, gozo e serenidade que pensamos que deverá proporcionar a uma alma superior. Os momentos para as profundezas do silêncio do coração parecem tão raros. Com uma tristeza culposa adiamos para a semana que vem aquela vida mais profunda de serenidade inabalável na Santa Presença, onde sabemos que está o nosso verdadeiro lar, porque esta semana está muito cheia”.

Brennan Manning afirma que o grande desafio que temos para vencer tais demandas é viver a partir do centro, porque esta é a única forma de nos libertarmos da tirania da pressão dos nossos iguais. Quando viver para agradar o Pai, como fez Jesus, torna-se mais importante que agradar as pessoas. Por isto Jesus eventualmente se afastava das exigências das pessoas e multidões, e dos julgamentos moralistas dos religiosos, para se encontrar com o Pai.

Desta forma, Jesus foi capaz de olhar ao redor sem ansiedade ou medo da rejeição das pessoas.

Kelly narra a história pessoal de John Woolman (alfaiate Quacker do século XVIII). Ele Simplificou sua vida à base de sua relação com o Centro divino. Nada mais valia tanto quanto a atenção à Raiz de todo viver que ele descobria dentro de si mesmo. Nunca permitiu que as exigências do seu negócio ultrapassassem suas necessidades reais. Sua vida exterior tornou-se simplificada à base de uma integração interior. Descobriu que podemos ser homens e mulheres guiados pelo céu, e se rendeu completamente, sem reservas àquela orientação, tornando-se aquecido e próximo ao Centro.

Rev Samuel Vieira.

KLEBER LUCAS: "NINGUÉM PRECISA CRER IGUAL".

Kléber Lucas diz no Encontro que ninguém precisa “crer igual” Discurso do programa é que Deus criou todas as religiões “Todas as r...