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Mostrando postagens de Junho, 2014

Repensando o Progresso

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O evangelho tem feito com que eu reconsidere a forma típica de pensamento que temos sobre crescimento cristão. Ele tem me feito repensar as medidas espirituais e a maturidade; o que significa mudar, desenvolver, crescer; o que a busca pela santidade e a prática da piedade realmente significam.


O que tem acontecido comigo é muito similar com o que aconteceu quando me tornei calvinista, no inverno de 1995. Tudo mudou. Eu comecei a ler a Bíblia com novos olhos. A soberania de Deus e a doçura de sua graça incondicional estavam em TODO LUGAR! Lembro-me de pensar “Como eu não vi isso antes? A Bíblia inteira fala disso.”


Bom, a mesma coisa tem acontecido comigo em relação a como eu penso sobre o crescimento cristão. Se levarmos a sério uma leitura da Bíblia que aponta para Cristo; se formos consistentes quando se trata de evitar uma interpretação moralista da Bíblia; se formos persistir em nossa devoção a um entendimento das muitas partes da Bíblia à luz do contexto maior do drama da redenção,…

Onde Posso Encontrar Segurança?

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Há um tempo, em outro texto que publiquei, eu destaquei que a confiança na minha transformação não é a fonte de minha segurança. Antes, a fonte de minha segurança vem da fé na substituição de Cristo. A segurança nunca parte de nós mesmos. Apenas surge como conseqüência de olhar para Cristo.
Como resultado, algumas pessoas me fizeram esta pergunta: "Mas espere um pouco... considerando que Deus nos salva e o Espírito começa sua obra de renovação em nossas vidas, essa obra de renovação interior não deveria constituir uma fonte de segurança? Não seria pelo menos um caminho para saber que estamos justificados diante de Deus?"
Quero ser bem explícito sobre o que estou falando quando trato do fundamento da nossa segurança. Na verdade, a obra santificadora do Espírito na vida do cristão dá fruto (Gálatas 5.22-23). Deus nos faz crescer na "graça e conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo". Em Cristo, morremos para o pecado e ressuscitamos para uma novidade de vida (Romano…

Por Que Devemos Ser Explicitamente Teológicos

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Kevin DeYoung
Se não me engano, nossa igreja tem uma reputação de ser bastante teológica. Sei que por isso muitas pessoas têm vindo à nossa igreja. E imagino por que algumas pessoas têm saído dela, ou nem sequer nos procuraram. Mas nenhuma igreja deveria se desculpar por falar e gostar de teologia. Contudo – isto é uma importante advertência – se somos arrogantes com a nossa teologia, se a nossa paixão doutrinária é simplesmente um objetivo intelectual eticamente duvidoso, ou se somos completamente desproporcionais em nossos afetos para com outras doutrinas não tão consideráveis, então que o Senhor nos repreenda. Não devemos ficar surpresos se a teologia receber uma péssima classificação em tais circunstâncias. 
Mas quando se trata de pensar, alegrar-se e edificar uma igreja sobre fundamentos bíblicos saudáveis, deveríamos todos desejar uma igreja profundamente teológica. Eu poderia citar muitos motivos para pregar teologicamente e muitos motivos para pastorear uma congregação que ama…

DOIS CAMINHOS E DOIS DESTINOS

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23:15 


Texto base: Salmo 1.1-6


INTRODUÇÃO

O salmo 1, de autor desconhecido, é uma introdução de todo o livro. Este salmo, juntamente com o salmo 2, não é especificamente uma oração como os demais salmos, mas uma afirmação categórica. A primeira oração no livro dos salmos começa a partir do salmo 3. Não obstante o Salmo 1 é um salmo de sabedoria, e, portanto, é mais que uma introdução, pois ele contém ensinamentos preciosos para nós. Neste salmo vemos patente todas às pessoas inseridas em dois modos de vida e o destino final de ambos.

O esboço homilético do salmo 1 pode ser dividido em três seções. Na primeira e na segunda seção o salmista descreve um profícuo contraste entre duas classes de pessoas em suas respectivas categorias morais e espirituais – o justo e o ímpio (1.1-5). E na terceira seção, o salmista conclui a sua declaração mostrando o destino final dos justos e dos ímpios (1.6).


EXPLANAÇÃO

1. O RETRATO DO JUSTO (1.1-3)


a) O estado do justo (vs.1a)

O termo bem aventu…

Dízimo, uma prática bíblica a ser observada.

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Há uma enxurrada de comentários tendenciosos e distorcidos circulando as redes sociais, em nossos dias, atacando a doutrina dos dízimos. Acusam os pastores que ensinam essa doutrina de infiéis e aproveitadores. Acusam as igrejas que recebem os dízimos de explorar o povo. Outros, jeitosamente, tentam descaracterizar o dízimo, afirmando que essa prática não tem amparo no Novo Testamento. Tentam limitar o dízimo apenas ao Velho Testamento, afirmando que ele é da lei e não vigente no tempo da graça.
Não subscrevemos os muitos desvios de igrejas que, laboram em erro, ao criarem mecanismos místicos, sincréticos e inescrupulosos para arrecadar dinheiro, vendendo água fluidificada, rosa ungida, toalha suada e até tijolo espiritual. Essas práticas são pagãs e nada tem a ver com ensino bíblico da mordomia dos bens. O fato, porém, de existir desvio de uns, não significa que devemos afrouxar as mãos, no sentido de ensinar tudo quanto a Bíblia fala sobre dízimos e ofertas. Destaco, aqui, alguns p…