terça-feira, 6 de agosto de 2013

A JMJ E O EVANGELHO

A JMJ e o Evangelho da Marcha Ré


Não há como negar ‘o papa é pop’ e não somente entre os católicos apostólicos romanos, mas dentre muitos outros, adeptos das mais diversas religiões. Mesmo que ‘o pop não poupe ninguém’, as manifestações contra a visita do bispo de Roma em nada ofuscaram a sua presença e participação ilustre na JMJ (Jornada Mundial da Juventude), na cidade do Rio de Janeiro.

Com o lema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28:19), a JMJ se diz como “mais que um encontro que reúne milhares ou mesmo milhões de jovens, a Jornada Mundial da Juventude dá testemunho de uma Igreja viva e em constante renovação.”, uma pequena mostra de que a ICAR realmente está preocupada com o avanço das outras religiões mundo a fora e em especial aqui no Brasil. O destaque é para o protestantismo que cresceu 61% entre 1990 e 2010, porém há uma diluição dos membros da ICAR em outros credos, como o espiritismo Kardecista (2%) e o ateísmo ou agnosticismo (8%). E nesse sentido, vemos que a música da vez é o tango, já que o estilo alemão de dançar foi ‘obrigado’ a renunciar e o baile polonês não durou pra sempre, embora tenha começado tudo isto.

Algo que ICAR retomou a pouco, com João Paulo II, o intuito do evento no Rio de Janeiro, foi a evangelização. Contraditoriamente em um país de maioria católica este ato se faz necessário pelos motivos de perca de membros. E como disse um amigo meu “o marketing do Vaticano é muito bom”, pois soube realmente quem colocar no pontificado para dançar conforme a música do momento, pois como bem sabemos a expressa humildade de Francisco é atraente até para os evangélicos que possuem líderes mais soberbos do que qualquer ímpio que não conhece a Cristo. Aí ficou fácil até demais agradar, porque se por um lado ‘sobra dinheiro’ ao segmento neopentecostal, falta humildade em todos os sentidos e no sentido mas amplo da palavra. Lembremos também que todo esse investimento de renovação também se expande a música, o argumento é o mesmo, ficou fácil com o cenário musica gospel do “agora é só vitória” em contraste com "tudo é do Pai".

Contudo a 28ª JMJ passou, mas alguns de seus objetivos foram cumpridos. Ao contrário do emocionalismo contido nos breves e raros momentos que algum evento protestante trouxe algo de mais chamativo, a religião romana conseguiu atrair para si a ideia de que juntamente com ela, as outra religiões podem juntamente coexistir sem divergir. E mais, podem até compactuar da visão una de que Cristo realmente morreu por todos, já que o seu amor é imensamente maior do que sua justiça e ira. Infelizmente, a teologia burra do quantitativo (e não qualitativo) evangelicalismo atual do Brasil é criança demais para comer da solidez da palavra e entender, às claras, que o catolicismo está demasiadamente distante do que Cristo realmente ensina a Palavra. A JMJ e a visita do Papa ao Brasil fizeram mais estrago ao protestantismo do que uma simples admiração cega a uma falsa humildade marqueteira. A afinidade de alguns líderes ou simples membros, ditos cristãos, com o papa é entendível: ambos estão mais preocupados com a quantidade de membros e sua hegemonia do que com a mensagem do evangelho de forma que a nova onda de ecumenismo juntou a fé e a vergonha quando a simples afirmação "somos todos irmãos" foi proferida. Em última análise, estamos voltando ao tradicionalismo onde a religião realmente não faz diferença.


“Você pode ter sido batizado na igreja, criado na igreja, servido na igreja. Pode ser que tenha se casado na igreja, morrido na igreja, ter sido velado na igreja e ainda assim acordar no inferno caso esteja meramente na igreja e não em Cristo” (Mark Driscoll) . Estar em Cristo é uma necessidade impar e transcende qualquer religião, mas não é possível ter fé se você não está em uma religião que te faça ouvir as verdadeiras palavras da fé dos evangelhos como afirma o verdadeiro apóstolo de Jesus, Paulo de Tarso, em Romanos 10.17, ponto. 

Felipe Medeiros
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