sexta-feira, 26 de abril de 2013

RETETÉ


RETETÉ: A macumba pentecostal

Dani Marques

As manisfestações do Espírito precisam obrigatoriamente vir acompanhadas de "reteté"? Bom, já tive as minhas experiências sobrenaturais, mas acho preocupante a maneira como muitos cristãos lidam com essa questão. Alguns, são tão dependentes das chamadas "manifestações do Espírito", que chegam a acreditar que Deus não esteve presente ou não agiu quando elas não acontecem. Desculpe, mas tenho que dizer que isso não condiz com a Palavra. A maior evidência de que um indivíduo está cheio do Espírito, é quando manifesta em sua vida o caráter de Cristo e não quando sapateia, dança, grita e rodopia. A plenitude do Espírito Santo é uma ordem de Deus e não é privilégio de alguns, mas de todos os que creram e receberam Jesus em suas vidas, diz a Palavra. O Espírito Santo habita em nós 24 horas por dia e 7 dias por semana, e não precisa ser invocado para se manifestar. O mover e as manifestações acontecem à todo momento na vida da pessoa que caminha em verdadeira comunhão com Deus.

Já presenciei manifestações no meio evangélico semelhantes à reuniões de umbanda e candomblé, repletas de rituais, invocações, frases prontas, mantras, danças e movimentos que mais se assemelham a incorporações. Cheguei a ouvir uma pessoa dizendo: "Tô vendo aqui na igreja a mesma coisa que via lá no espiritismo". Esses rituais se repetem em cada "seção" ou reunião, seguidos das mais diversas manifestações. Sem contar as "bizarrices" que encontramos por aí: paletó que derruba gente, fogueira santa, bota de cobra piton para pisar no diabo, mão gigante para ser tocada, anjos massageadores, unção do leão, do pião e por aí vai... Para essas pessoas, a fé pura e simples não é suficiente, por isso constroem seus próprios "bezerros de ouro". Elas precisam tocar, sentir e ver! Esquecem que a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos, e se sentem incompletas quando não acontece o sobrenatural de Deus. Mas Paulo nos lembra que o andar no Espírito está muito longe disso: "Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.... Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito". Gálatas 5:22-25

Como disse anteriormente, sei que o Espírito Santo de Deus, que habita em nós, pode se manifestar de formas que pareçam estranhas aos olhos humanos, eu creio! Mas a questão aqui é outra. Estou falando de pessoas dependentes dessas manifestações: "Se não houve 'reteté' é porque o Espírito não agiu!", "Se não orou em línguas é porque não foi batizado", "Se não chorou é porque não recebeu a unção", "Se não gritou e rodopiou é porque não teve fé!". Gente, desculpe a minha sinceridade, mas pra mim isso não passa de idolatria ao "mover", e não tem absolutamente nada a ver com o Evangelho puro e simples de Jesus. Vamos fazer um pequeno teste: Imagine se você tivesse que passar o resto da vida sem presenciar ou sentir uma manifestação sobrenatural de Deus, se sentiria completo? Cheio do Espírito? Se a sua reposta for "não" ou "talvez", é bom começar a se preocupar.

Se tiver que acontecer algum tipo de manifestação sobrenatural, que aconteça, mas da forma mais natural possível. Não podemos viver em busca e na dependência delas, pois isso adoece a alma. Imagine se os discípulos vivessem em busca de experiências como a que tiveram no monte da transfiguração? Ela aconteceu? Sim! Foi maravilhosa? Claro! Tanto que eles nem queriam sair de lá! Mas percebam que quem promoveu "O Encontro" foi Jesus e não os discípulos. Foi Ele quem os conduziu até esta experiência, percebe a diferença? Lembrando que logo em seguida os fez descer e voltar à realidade, e a primeira atitude que tomou ao chegar, foi curar um menino lunático. Sem rodopios, sem gritaria e sem sapateado: "E, repreendeu Jesus o demônio, que saiu dele, e desde aquela hora o menino sarou." Mt 17:18. Pronto, simples assim! Vejam que eles estavam retornando de uma experiência sobrenatural maravilhosa! Jesus poderia muito bem ter aproveitado a unção e transformado a situação num verdadeiro "show pirotécnico", mas não o fez, justamente para nos ensinar que este não é o foco e que esta não deve ser a nossa preocupação.

Outra coisa que me preocupa são as músicas recheadas de repetições. Verdadeiros mantras! Elas fazem com que a igreja entre numa espécie de transe: "Vem Espírito x 20; Sopra neste lugar x 15; Derrama x 30... Repito: o Espírito Santo não precisa de invocação, pois ele habita em nós, em todo lugar e a todo momento! Outro detalhe: a música mexe profundamente com as emoções, e a linha que separa a manifestação emocional da espiritual é muito tênue, poucos conseguem discenir. A mente é como um mundo paralelo, e cada um desenvolve o que deseja. A psiquiatria chama isso de "Transtornos Dissociativos", podendo acontecer de forma coletiva. Causam estados alterados de consciência, estado de sugestionabilidade aumentada (frases repetitivas, ordens de comando, cânticos e movimentos pseudoespirituais), aumento de percepções de imagens como luzes ou fumaça, dimuição da iniciativa e da atitude de planejamento (fazer o que pedem) e redução momentânea da capacidade de teste de realidade. Tais fenômenos são caracterizados por estados transitórios em que parece haver uma dissociação mental completa ou parcial, na qual o sujeito pode apresentar-se sem movimentação motora ou com automatismos em atos e pensamentos e um estado hipnótico, semelhante a um sonho ou embriaguês². Isso te lembra algo?

Não posso esquecer daqueles que passam uma vida inteira correndo atrás de revelações, promessas e profecias. Erram feio por não conhecerem as Escrituras! Todas as promessas e revelações que Deus tem para a sua vida já foram dadas, é só ler a Bíblia! Mas dá trabalho né? É muito mais fácil sair por aí em busca de ungidos do Senhor para receber aquela oração poderosa, não é mesmo? Você deveria correr atrás de Deus, e não do sobrenatural de Deus! Estude a Palavra diariamente, ore em todo o tempo e busque transmitir o caráter de Cristo através de suas ações, palavras e pensamentos. E se Deus precisar te mandar algum recado, fique tranquilo, ele vai dar um jeito de mandar! Ah vai!

Caio Fábio disse acertadamente: "O justo vive pela fé, não por emoções e sensações. As emoções podem ser desastrosas quando tomam o comando da vida. Por trás de todas as maluquices da religião, há pessoas emocionalmente desequilibradas, e que confundem suas emoções com a vontade de Deus ou manifestações do Espírito. Para essas pessoas, o Espírito Santo é concedido pelo esforço humano, pela sua concentração emocional e pela sua aflição desejosa de Deus, e mais, tem que haver línguas e sinais externos de natureza sobrenatural, pois, para ele, o fruto do Espírito e a presença do Espírito não é amor, alegria, paz, bondade, benignidade, mansidão e domínio próprio, mas sim euforia descontrolada, embriagues dos sentidos, profecias nervosas e muita santaradice... Jesus, no entanto, disse que o Pai dá o Espírito Santo a quem quer lho peça, assim como um pai humano bom, que, recebendo o pedido de um filho que lhe pede um pão, a ele não serve uma serpente. Portanto, para receber o Espírito Santo basta dizer crendo: “Pai, dá-me o Teu Espírito!” e o Pai dará o Espírito: “Ora se vós que sois maus sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai Celeste não dará o Espírito Santo a todos os que lho pedirem?” — indaga Jesus o óbvio. Assim, não crer que o Espírito Santo me seja dado pelo amor do Pai em razão de minha fé simples e humilde, é pecado contra a Palavra de Jesus e contra a pureza e simplicidade do amor de Deus. Por isto é útil meditar no fato que a fé não tem nada a ver com emoção. Pela fé, você é habitado pelo Espírito de Deus, e Dele bebe de todas as fontes espirituais que estão franquiadas a todos nós que cremos, e não apenas a um grupo específico e em momentos específicos. O batismo com o Espírito Santo é sinônimo de conversão e regeneração, é a mesma coisa que “nascer de novo” e isso acontece apenas uma vez, assim que você recebe Cristo em sua vida. Ele não fica saindo, entrando e te batizando cada vez que volta".

Não podemos esquecer também que o Espírito é o mesmo em todos, apenas se manifesta de formas variadas, conforme 1 Coríntios 12:7-11: "A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum. Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, a palavra de conhecimento, pelo mesmo Espírito; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de cura, pelo único Espírito; a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas. Todas essas coisas, porém, são realizadas pelo mesmo e único Espírito, e ele as distribui individualmente, a cada um, conforme quer."

Oração em línguas é outra questão. Não encontro na Bíblia algo que justifique o falar em línguas no púlpito ou microfone, muito pelo contrário: "Se, porém, alguém falar em língua, devem falar dois, no máximo três, e alguém deve interpretar. Se não houver intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus". 1 Coríntios 14:27-28. Fora os que soltam os "alabaxuriandares" da vida na maior altura, desencadeando uma gritaria desenfreada na igreja. Desculpe, não consigo enxergar isso como mover do Espírito, pois não traz edificação nenhuma. E a grande maioria acaba indo na onda do movimento, muitos apenas por constrangimento, pelo receio de serem tachados de "não espirituais". Já vi pastores ensinando pessoas a orar em línguas dizendo: "Repete glória, glória, glória várias vezes que você consegue". Imagine só? Um verdadeiro gargarejo gospel comunitário! E se um descrente entra numa reunião como essas? O que vai pensar? Paulo nos dá a resposta:"Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos?". 1 Coríntios 14:23.

Outra situação delicada é o "confessai vossos pecados uns aos outros para serdes curados". Há uma simplicidade tão grande nessa orientação de Tiago... Compartilhe com um irmão de confiança seus pecados, suas mágoas, suas angústias e permita que ele ore com você. Isso traz cura para a alma! É como tirar a dor do peito com as próprias mãos! Digo por experiência própria. Mas os crentes teimam em achar que o versículo é simples demais para ser verdade, e então, cria-se todo um ritual em torno de uma situação que poderia ser tão simples. Os ministros sopram na cara do indivíduo, rodopiam, mandam repetir frases prontas, dançam... Aí a pessoa chora, grita, bota pra fora suas dores e sente o maior dos alívios (claro). Então, ao término da ministração, surgem as famosas frases: "Viu o mover de Deus? Ele se manifestou de forma tremenda aqui neste lugar!" Não, não estou dizendo que Deus não pode agir desta forma, mas batendo na tecla de que não há a necessidade do "reteté" para Deus agir. O Espírito Santo pode se manifestar numa conversa ao redor da mesa de jantar, num bate-papo com um irmão e através de uma oração simples e sincera. Ali, Ele pode me curar e tratar da mesma forma, só que de uma maneira muito mais simples, e pra mim, isso é tão tremendo quanto o "reteté"!

C. S. Lewis foi um homem que se entregou a Deus sem nenhuma emoção. Ele conta que apenas se curvou e disse: “Deus, eu reconheço que Tu és Deus!” — e pronto. Também não se diz nos evangelhos que os convertidos saíam chorando, arrepiados, sapateando ou dizendo terem visto anjos, mas apenas que haviam sido curados ou convencidos pela Palavra, simples assim! Sobrenatural é a transfomação que Deus pode fazer na vida de uma pessoa, levando-a da morte para a Vida! "Quando o “mover” significar ardor, paixão pela Palavra, amor pelas vidas, misericórdia, pregação fervorosa e muito desejo de servir a Deus e ao próximo, então estaremos no caminho certo. Aprendi a usar o seguinte critério: Tudo o que eu vejo nos evangelhos sendo praticado por Jesus, considero como modelo a ser seguido. O que eu não vejo nos evangelhos como prática de Jesus, eu tolero nos limites do bom senso. Bom senso é a palavra chave. Muitas vezes no auge e no anseio da experiência de algo novo e sobrenatural, a gente corre o risco de perder um pouco do equilíbrio e o bom senso".³

Infelizmente, a idolatria ao mover do Espírito está presente em nossas igrejas. Nas mesmas igrejas que condenam a idolatria aos santos. É hora de parar e pensar: Jesus não nos ensina que o amor é o maior de todos os dons? A maior de todas as manifestações? Sim, esse é o dom que você deve buscar e ansiar! A Bíblia é clara quando diz em 1 Coríntio 13 que se não houver amor, de nada valem as manifestações. Você pode orar em línguas, sapatear, profetizar, expulsar demônios, rodopiar, curar.... Se o amor pelas vidas não for a força motriz dessas ações, cada uma delas se dissolverá como fumaça diante dos olhos de Deus. Os dons do Espírito são concedidos à nós para edificação de vidas, apenas! "Visto que estão ansiosos por terem dons espirituais, procurem crescer naqueles que trazem a edificação para a igreja... Quando vocês se reúnem, cada um tem um salmo, ou uma palavra de instrução, uma revelação, uma palavra em língua ou uma interpretação. Tudo seja feito para a edificação da igreja." 1 Coríntios 14:12 e 26

É bom não esquecer que nem todos os milagres são de origem divina. Um poder sobrenatural pode ser satânico, apenas disfarçado de divino para criar uma ilusão. Estejamos atentos! "Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? ’Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal! ’" Mateus 7:22-23

O maior milagre já foi feito na Cruz, e a nossa maior busca deveria ser por testemunhar este milagre. O nosso maior investimento deveria ser em cumprir o "Ide" de Jesus, fazendo discípulos de todas as nações, afinal, não foi para isso que recebemos o Espírito Santo? "Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra". Atos 1:8. Jesus NÃO disse: "Busque o mover, corra atrás do sobrenatural de Deus", NÃO! Sua ordem foi: "Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos". Mt 28:19-20.

Fazer discípulos leva tempo, muitas vezes anos! Significa caminhar, conhecer, conviver, ensinar, exortar, amar, servir, se alegrar e chorar... É muito mais que uma reunião cheia de "unção". É uma caminhada longa, trabalhosa e nem sempre tão prazerosa, mas que deve ser feita em obediência a Cristo e amor às vidas. E se nessa caminhada surgirem manifestações sobrenaturais, amém! Mas a nossa busca incessante deve ser por intimidade com Deus através da caminhada diária e por vidas rendidas aos pés da Cruz, afinal, não foi para isso que fomos chamados?

"Eu lhes digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se". Lc 15:7


segunda-feira, 22 de abril de 2013

QUANDO O NAMORO VIRA UM DEUS


Na minha experiência pastoral tenho visto inúmeros jovens fazendo do seu namoro um tipo de Deus. Outro dia eu aconselhei um rapaz que compartilhou que a coisa mais importante da vida era a sua namorada. Na Conversa ele chegou a me dizer que a moça com a qual se relacionava era quem ele mais amava no mundo, e que não conseguiria imaginar viver a vida sem ela.


Pois é, assim como esse rapaz um número significativo de cristãos tem feitos dos seus namorados e namoradas pequenos deuses. Nessa perspectiva é comum encontrar moças e rapazes colocando os seus namoros num patamar acima da sua relação com o Criador. Ora, os que agem desta forma sem que percebam comportam-se como idólatras, isto porque, permitem com que seus namoros ocupem um lugar que deveria pertencer exclusivamente ao Senhor.

Caro leitor, sem sombra de dúvidas ouso afirmar que aqueles que colocam suas relações afetivas acima da sua relação com o Senhor, fazem do seu namoro um verdadeiro inferno, isto porque, cobram do namorado ou namorada, aquilo que eles jamais poderiam dar. Se não bastasse isso, é comum percebermos naquele que foi transformado em foco de adoração uma enorme angustia, mesmo porque, ninguém por melhor que seja pode preencher aquilo que somente o Senhor tem poder ou condição de fazê-lo.

Idolatrar alguma coisa ou alguém é pecado e aqueles que fazem dos seus namoros um tipo de deus, além de se frustarem, dão passos significativos a destruição do relacionamento.

Isto posto, pergunto: E você? Será que você tem considerado o seu namorado mais importante que Deus? Será que tem feito do seu relacionamento um deus o qual devota toda a sua expectativa?

Prezado amigo, se assim tem feito, convido-o ao arrependimento e a destruição deste ídolo, mesmo porque, ao agir de forma diferente, você sufocará sua relação, levando-o a curto prazo ao mais profundo caos.

Pense nisso!

Renato Vargens

GOVERNO ANTECIPA IDADE PARA REALIZAÇÃO DE CIRURGIA DE MUDANÇA DE SEXO; MULHERES SERÃO CONTEMPLADAS





O Ministério da Saúde deve publicar esta semana portaria que antecipa de 21 para 18 anos a idade mínima para a realização de cirurgia de mudança de sexo na rede pública e dá ao governo a responsabilidade pelo pagamento da operação de mulheres que querem virar homens. Fica incluído o pagamento de cirurgias para retirada de mamas, útero e ovários, além da terapia hormonal para crescimento do clitóris, com investimento inicial de R$ 390 mil por ano. A cirurgia para construção do pênis, considerada experimental pelo Conselho Federal de Medicina, não será custeada. O início do tratamento hormonal e psicológico também será antecipado, de 18 para 16 anos. “Desde 2008, somos um dos únicos países do mundo a ofertar o tratamento para transexuais de maneira universal e pública. O salto agora é aumentar o acesso e ampliar a oferta de serviços que fazem a cirurgia, além de autorizar o acompanhamento em unidades ambulatoriais”, justifica José Eduardo Passos, coordenador-geral de média a alta complexidade do Ministério da Saúde. 

Informações do Estadão.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

CASAMENTOS FRACASSADOS. MULHERES QUE TROCARAM CRISTO POR UM NAMORADO NÃO CRISTÃO



Outro dia eu escrevi um texto de grande repercussão na internet. "Evangélica, solteira e desesperada para casar." o qual mobilizou milhares de pessoas nos mais diferentes lugares do Brasil e exterior.

Confesso que fiquei impressionado com as dezenas de comentários feitos por mulheres que se identificaram com o artigo. Na verdade, devido àquilo que pude averiguar no blog, twitter ou facebook fui tomado pela convicção de que o bicho é muito mais feio do que aparenta ser.

Lamentavelmente não são poucas aquelas que se encontram desesperadas para contrair matrimônio. O problema é que devido ao fato de termos muito mais mulheres do que homens em nossas igrejas, parte das jovens, frustradas por não possuírem um namorado abandonam a Cristo em detrimento a um casamento com um não cristão.

Pois bem, as consequência disso são absolutamente assustadoras. Há pouco recebi o email de uma jovem senhora que dizia o seguinte:


"Pastor, eu casei errado. Casei com um homem que não era cristão e me arrependi. Sinceramente se pudesse continuaria solteira, agora não tenho como voltar atrás. Meu casamento é um verdadeiro horror."

Uma outra mulher, já bem mais idosa compartilhou dizendo: "Pastor se arrependimento matasse eu estava perdida. A maior bobagem da minha vida foi casar com uma pessoa não cristã. Eu fui criada na igreja, mas acabei casando com um adepto de uma outra religião. Pastor, minhas noites são regadas a muito choro. Hoje sofro por não ter casado com alguém que servia ao Senhor."

Caro leitor, não vale a pena trocar as "bênçãos do Senhor" por coisas temporárias. Ora, as Escrituras afirmam que Esaú trocou o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas. Infelizmente para o filho de Isaque a satisfação de uma necessidade momentânea era uma muita mais importante do que a herança de seu pai.

"E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto, mas Rebeca amava a Jacó. E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo, e estava ele cansado; E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso se chamou Edom. Então disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura. E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura? Então disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó. E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura." Gênesis 25:28-34

E você? Será que a vale a pena sacrificar sua vida com Cristo pelo prazer do sexo? E quanto ao futuro? Por acaso uma casa edificada sob jugo desigual poderá prosperar?

Por favor, pare, pense e responda sinceramente: por acaso você já parou para pensar que o preço a ser pago por um casamento com uma pessoa não cristã pode ser alto demais?

Prezado amigo, se de fato você nasceu de novo, você entenderá que o Senhor é o nosso bem maior e que em virtude disso, não vale a pena colocar os pés pelas mãos.

Isto posto não se precipite, espere no Senhor acreditando que no tempo certo Ele lhe abençoará concedendo-lhe um casamento com alguém comprometido com Cristo e que vive para a glória de Deus.


Pense nisso!


Pr. Renato Vargens

O QUE É MAIS CARO, ALIMENTAR EGOS OU BOCAS?


Eis ai uma bela questão. Os dados da FAO dizem que cerca de 30% de todo alimento produzido no mundo termina no lixo, sem ser consumido. Isso, desde as perdas no campo, passando por transporte, armazenagem, processamento, data de validade, e desperdício puro, como restos de comida jogados fora em restaurantes, fast foods, caterings, eventos e nas nossas santas casas dos churrascos do domingão.
A população que passa fome no planeta sempre orbita entre os 800 milhões e o um bilhão de famintos. E por que não se resolve doando comida? Porque, da mesma forma, distribuir e fazer chegar essa comida doada emperra na logística, na burocracia e na falcatrua de líderes nefastos que desviam doações e que não têm interesse algum em solucionar o drama da fome no mundo.
Por outro lado os gordos nunca foram tão numerosos nos países ricos e emergentes. Rapidinho, conforme adquirem um pouco a mais de renda no bolso, há o abandono das bases vegetais, e o sonho de consumo alimentar caminha para as proteínas, as carnes, os lácteos, as bebidas e também, na base da pirâmide, o fumo. Ricos gordos e mal alimentados. Muitos pobres magros e mal alimentados. E uma classe média tomada pela volúpia do consumir para poder ser, aparecer e um dia ter, que não sabe muito bem o que faz da vida na disputa íntima entre egos e bocas. Termina ganhando em volume o domínio do Deus ego. E, dá-lhe desperdício.
As únicas coisas realmente importantes no mundo são aquelas que não tem preço. Aquilo que não se pode botar preço. A saúde, a vida, a morte, o beijo do pai, o carinho curativo da mão da mãe, e a natureza. Com o espolcar de quatro nascimentos novos por segundo na terra, estaremos ultrapassando a barreira dos 9 bilhões de habitantes daqui a pouco, e todos loucos para ter, consumir e tentar ser. Será inviável viver com o desperdício e com o abuso da extração de recursos, não mais infinitos, da mãe terra.
Conclusão, a disciplina do ego, e a ética da solidariedade irão surgir, inapelavelmente através do verdugo chamado custo. Os bens tirados da natureza não serão simplesmente caros, eles não terão preço, e quando isso ocorrer, em algum momento da metade do século XXI, iremos domar a ira e a fúria gulosa dos egos humanos.
Iremos saber, como já sabemos, que é muito mais barato alimentar bocas do que egos. Mas, estes últimos só aprendem sob férrea determinação da ordem da natureza. Ao futuro cabe a distribuição do incômodo, e não o seu contrário. Preparai-vos para fechar a boca: do ego.
José Luiz Tejon Megido

4 LIÇÕES BÁSICAS QUE A CRUZ DE CRISTO PODE ENSINAR AOS PASTORES NEOPENTECOSTAIS




















Hoje, sexta feira, milhões de pessoas em todo o planeta estão a lembrar da morte de Jesus na Cruz do calvário. As Escrituras afirmam que Cristo carregando a sua própria cruz saiu para o lugar chamado  Gólgota, onde foi crucificado. (Jo 19:17-18).
A Cruz é mensagem central da nossa pregação. A morte do Cordeiro que tira o pecado do mundo deve ser a nossa proclamação. O sangue justo derramado na cruz a favor dos eleitos deve ser a nossa ênfase principal. A cruz é o centro da história do mundo. A encarnação de Cristo e a crucificação de nosso Senhor são o centro ao redor do qual circulam todos os eventos de todos os tempos. No entanto, parte das igrejas evangélicas brasileiras tem pregado um evangelho muito diferente do evangelho da Bíblia. Em dias tenebrosos como os nossos, muito se tem falado sobre vitória, bênçãos e prosperidade, contudo, quase não ouvimos mais pregações sobre a centralidade da Cruz. O saudoso pastor anglicano John Stott acerta vez afirmou que um dos mais graves equívocos da igreja evangélica é querer um cristianismo sem cruz.
Isto posto, gostaria de elencar alguns pressupostos bíblicos e teológicos extremamente importantes sobre a  cruz de Cristo:
1- Na Cruz todo escrito de dívida que era contra nós foi cancelado. Em outras palavras não existe nenhuma maldição que possa prevalecer, amedrontrar ou escravizar aqueles que tiveram um encontro com Cristo. A morte do Jesus foi suficiente para quebrar todo tipo de maldição. Paulo afirma que o Senhor nos libertou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor. Se não bastasse isso, as Escrituras são claras em afirmar que se o Filho nos libertasse verdadeiramente seríamos livres. Portanto assegurar que precisamos quebrar maldições hereditárias, e repreender de nossas vidas espíritos familiares, aponta para um profundo desconhecimento do significado da cruz.

2- O sacrifício de Cristo na cruz foi suficiente para libertar os eleitos das garras de satanás. Uma pessoa  alcançada pelo Senhor não precisa fazer absolutamente nada para se ver livre das ações do cramulhão. Mediante a fé em Jesus e pela maravilhosa graça a nós concedida tornamo-nos livres do diabo. Isto significa dizer  que o crente em Jesus não precisa expulsar encostos, fabricar amuletos mágicos, exorcizar espíritos familiares nem tampouco mistificar a fé.

3-  A morte de Cristo na Cruz bem como o seu sangue derramado pelos eleitos foi suficiente para a nossa salvação. A cruz nos remete ao fato inexorável de que nada do que façamos pode atenuar a nossa dívida para com Deus. Portanto qualquer sacrificio ou oferta que apresentemos ao Senhor afronta de forma efetiva o nome do Eterno.  "Esta consumado".  Essa é a mensagem da cruz! Portanto, não precisamos mais de nenhum sacrifício , a sua Graça nos basta. Aleluia!!

4- A cruz de Cristo aponta para nossa miséria. Ora,  A Bíblia nos ensina que  independente de cor, raça, sexo e nacionalidade, nascemos em um estado de pecaminosidade, culpa, e morte espiritual. O ensino cristão é de que não existe um homem neste planeta que possa considerar-se justo pelos seus próprios méritos. Na verdade, a Bíblia afirma que “todos pecaram, e que todos estão destituídos da graça de Deus.” (Rm 3:23), diz também “que o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), e que quem peca, “transgride a lei” (I Jo 3:04), e que o pecado faz separação entre os homens e Deus. (Is 59:02)

Prezado amigo, a cruz é o atestado divino que somos pecadores e que somente por Cristo podemos obter perdão de todos nossos pecados. Ouso afirmar que a cruz é o principal simbolo da nossa redenção e salvação e que ao contrário de alguns ensinos neopentecostais que fazem da cruz o instrumento de "divinização" do homem, ela nos mostra o quão carentes, miseráveis e impontentes nós somos.

Louvado seja o Senhor pela morte de Cristo na cruz!
Como bem afirmou John Stott qualquer pessoa que investigue o cristianismo pela primeira vez ficará impressionada pelo destaque extraordinário que os seguidores de Cristo dão a sua morte. No caso de todos os outros grandes líderes espirituais, a morte deles é lamentada como fator determinante do fim de suas carreiras. Não tem importância em si mesma; o que importa é a vida, o ensino e a inspiração do exemplo deles. Com Jesus, no entanto, é o contrário. Seu ensino e exemplo foram, na verdade, incomparáveis; mas, desde o princípio, seus seguidores enfatizaram sua morte. Além disso, quando os evangelhos foram escritos, os quatro autores dedicaram uma quantidade de espaço desproporcional à última semana de vida de Jesus na terra – no caso de Lucas, um quarto; de Mateus e Marcos, cerca de um terço; e de João, quase a metade.

Oh! Quão maravilhosa é a mensagem da Cruz! Como diz a clássica canção: "Sim eu amo a mensagem da cruz, até morrer eu a vou proclamar, Levarei eu também minha cruz, até por uma coroa trocar.

Pense nisso!

Renato Vargens

FESTA RAVE GOSPEL

















Em nome da contextualização e da necessidade de se modernizar a propagação da Palavra de Deus, tem sido comum por parte de alguns pastores e líderes evangélicos a utilização de estratégias diferenciadas na “evangelização”.

A cada instante, movidos por poderosas revelações, novas e mirabolantes estratégias tem sido criadas na expectativa de arrebanhar para os apriscos da fé, um número cada vez mais significativo de jovens. E é pensando assim que eventos dos mais estranhos possíveis têm sido criados por parte da liderança evangélica neste país, como por exemplo, o aparecimento de boates e discotecas gospel. Aliás, você já reparou que nós evangélicos temos a facilidade de transformar tudo em gospel? Para tais pastores, boates e discotecas tornaram-se “álibis” indispensáveis para se pregar “as boas novas” de Cristo Jesus. Na verdade, neste Brasil tupiniquim, cada vez mais em nome de uma liberdade cristã, os jovens abandonam a palavra e o discipulado bíblico em detrimento às festas e eventos que celebram efusivamente o hedonismo exacerbado de um tempo pós-moderno.

Para piorar as coisas, tais evangélicos criaram a RAVE GOSPEL. Confesso que fico estupefato com a capacidade evangélica de elucubrar sandices. Sem sombra de dúvidas isso é O FIM DA PICADA. Ouso afirmar que do jeito que a coisa anda daqui a pouco teremos um tipo de ecstasy gospel.

Prezados, confesso que estou absolutamente perplexo e preocupado com os rumos da igreja evangélica brasileira. Isto porque, em detrimento do “novo” têm-se optado por um caminho onde se negocia o que não se pode negociar. Cadê o compromisso com a Santa Palavra de Deus? Onde está o imperioso desejo de se fazer à vontade do Senhor em todos os momentos da vida? Por que será que temos coxeado entre dois pensamentos?

Pois é, isto posto, chego a conclusão que mais do que nunca a igreja evangélica brasileira precisa de uma nova reforma.



Com lágrimas nos olhos,
Renato Vargens

SERÁ QUE DEUS É CULPADO?



Finalmente a verdade é dita na TV Americana.

A filha de Billy Graham estava sendo entrevistada no Early Show e Jane Clayson perguntou a ela:'Como é que Deus teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro?'


Anne Graham deu uma resposta profunda e sábia:
'Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós.Por muitos anos temos dito para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas.Sendo um cavalheiro como Deus é, eu creio que Ele calmamente nos deixou. Como poderemos esperar que Deus nos dê a Sua benção e proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco?'
À vista de tantos acontecimentos recentes; ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc. Eu creio que tudo começou desde que Madeline Murray O'hare (que foi assassinada), se queixou de que era impróprio se fazer oração nas escolas Americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião. Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas...
A Bíblia que nos ensina que não devemos matar roubar e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordamos com esse alguém.
Logo depois o Dr.. Benjamin Spock disse que não deveríamos bater em nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto-estima (o filho dele se suicidou) e nós dissemos:
'Um perito nesse assunto deve saber o que está falando'. E então concordamos com ele. Depois alguém disse que os professores e diretores das escolas não deveriam disciplinar nossos filhos quando se comportassem mal. Então foi decidido que nenhum professor poderia disciplinar os alunos... (há diferença entre disciplinar e tocar). Aí, alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem. E nós aceitamos sem ao menos questionar. Então foi dito que deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas, quantas eles quisessem para que eles pudessem se divertir à vontade.
E nós dissemos: 'Está bem!'

Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia e uma apreciação natural do corpo feminino.
E nós dissemos: Está bem, isto é democracia, e eles têm o direito de ter liberdade de se expressar e fazer isso'.
Depois outra pessoa levou isso um passo mais adiante e publicou fotos de Crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição da internet. Agora nós estamos nos perguntando por que nossos filhos não têm consciência e porque não sabem distinguir o bem e o mal, o certo e o errado; porque não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios...

Provavelmente, se nós analisarmos seriamente, iremos facilmente compreender:
nós colhemos só aquilo que semeamos!!! (Gálatas 6:07)
Uma menina escreveu um bilhetinho para Deus:
'Senhor, porque não salvaste aquela criança na escola?'

A resposta dele:
'Querida criança, não me deixam entrar nas escolas!!!' É triste como as pessoas simplesmente culpam a Deus e não entendem porque o mundo está indo a passos largos para o inferno. É triste como cremos em tudo que os Jornais e a TV dizem, mas duvidamos do que a Bíblia, ou do que a sua religião, que você diz que segue ensina. É triste como alguém diz: Eu creio em Deus'. Mas ainda assim segue a satanás, que, por sinal, também ''Crê'' em Deus. É engraçado como somos rápidos para julgar, mas não queremos ser julgados!
Como podemos enviar centenas de piadas pelo e-mail, e elas se espalham como fogo, mas, quando tentamos enviar algum e-mail falando de Deus, as pessoas têm medo de compartilhar e reenviá-los a outros! É triste ver como o material imoral, obsceno e vulgar corre livremente na internet, mas uma discussão pública a respeito de Deus é suprimida rapidamente na escola e no trabalho. Você mesmo pode não querer reenviar esta mensagem a muitos de sua lista de endereços porque você não tem certeza a respeito de como a receberão, ou do que pensarão a seu respeito, por lhes ter enviado.

Não é verdade?

Gozado que nós nos preocupamos mais com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito do que com o que Deus pensa...
Garanto que Ele que enxerga tudo em nosso coração, e está torcendo para que você, no seu livre arbítrio, envie estas palavras a outras pessoas'.

OS LIMITES DA LIBERDADE RELIGIOSA NA SOCIEDADE CONTEMPORâNEA
























Utilizada pela primeira vez no século II, por Tertuliano, em sua obra “Apologia”, a expressão liberdade religiosa passou a denotar, desde então, a necessidade de liberdade de expressão e manifestação religiosa como um direito básico e fundamental do ser humano. As intensas perseguições movidas pelo Império Romano contra os cristãos (SORIANO, 2004) levou Tertuliano e outros pensadores a formularem conceitos próximos ao que seria defendido, por exemplo, pelo Iluminismo, pela Primeira Emenda à Constituição dos EUA e pelo Artigo 18 da Declaração Universal de Direitos Humanos, de 1948, que declara: “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.



A liberdade religiosa somente passou a ser uma realidade no Brasil com a Constituição de 1891, quando o Estado passa a ser laico – sem uma religião oficial – e garante-se liberdade de expressão religiosa às demais igrejas cristãs e grupos minoritários. No entanto, entre os anos de 1824 e 1891 – portanto durante um período de 67 anos – a Igreja Católica Apostólica Romana era a única religião reconhecida pela então monarquia ou império brasileiro. Em 1824, mas desde antes com o Tratado de Comércio e Navegação entre Portugal e Inglaterra, firmado em 1810, houve uma breve concessão de liberdade de expressão religiosa concedida inicialmente a comerciantes e navegadores britânicos de confissão anglicana, estendendo-se, posteriormente, aos demais ramos do Protestantismo Histórico (de Imigração e de Conversão).

Apesar da abertura estabelecida com a Constituição de 1824, as igrejas protestantes não podiam ter aparência externa de templo, seus membros não podiam se casar nem registrar filhos, as crianças eram descriminadas nas escolas, além de serem impedidos de participar da vida política do Brasil Monárquico. Também havia um problema com relação ao sepultamento de protestantes. Como até 1850 não existiam cemitérios no Brasil e os mortos, geralmente, eram sepultados sob o piso ou nas paredes das igrejas e conventos católicos, aos protestantes e demais religiosos restavam apenas terrenos baldios ou terras de suas comunidades como um dos poucos locais para enterro de seus mortos. Somente em 1859, em um terreno doado pela Marquesa de Santos, situado na atual Rua Sergipe, 177, em Higienópolis, São Paulo, foi construído o Cemitério dos Protestantes, local que passou a ser utilizado também por judeus.

As dificuldades enfrentadas pelos protestantes no Brasil Monárquico refletem, em parte, todo um contexto mundial de restrições e perseguições às religiões minoritárias ou não oficiais, como a exemplo do que ocorre em alguns países islâmicos e de regime comunista. A liberdade religiosa é um direito que tem sido solapado nos últimos anos e que merece, portanto, uma maior atenção por parte de pesquisadores sociais e autoridades jurídicas. Apesar das inúmeras violações do direito de liberdade religiosa – algumas das quais mencionadas no mês de março pelo relator especial da ONU sobre a liberdade religiosa ou crença, Heiner Bielefeldt, por ocasião de uma reunião no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, Suíça – a questão da liberdade religiosa tem de ser repensada pelo o fato de que algumas religiões tem se utilizado da liberdade para manipular adeptos, com exploração psicológica e financeira, além do uso da mão de obra crente com finalidades comerciais, como o verificado na Igreja da Unificação, fundada em 1954, na Coreia do Sul.

As igrejas neopentecostais, das quais a Universal do Reino de Deus é um dos principais exemplos, tem feito uso recorrente de técnicas de controle psicológico para arrecadação de fundos financeiros para a “manutenção” de seus programas televisivos e expansão ministerial. O Jejum de Daniel serve de base para a argumentação de que a IURD exerce, de maneira significativa, um controle psicológico sobre seus adeptos. Durante 21 dias os fieis são orientados a não assistir televisão, ler jornais, revistas ou outros periódicos que não sejam ligados aos discursos de Edir Macedo, com o argumento de que eles precisam concentrar sua fé em Deus, não podendo desviar sua atenção para qualquer outro tipo de informação.

Na Igreja Pentecostal Deus é Amor o método utilizado é o da submissão por meio de regras e costumes que ferem frontalmente alguns dos direitos fundamentais do ser humano, como o da higiene, do acesso às informações, da participação em atividades físicas e intelectuais, da livre associação com ex-membros ou adeptos etc. As restrições impostas são vistas como meios de controle psicológico uma vez que, sob o manto do fanatismo, a tendência é de que os membros sejam mais susceptíveis à manipulação. De acordo com Sidnei Moura que, por 15 anos, congregou na IPDA, os “fieis acabam seguindo as imposições da igreja principalmente por coerção, que é aplicada através da exposição ao medo: constantemente são bombardeados pelos sermões recheados de discursos de medo da condenação eterna”.

Os problemas verificados em algumas denominações “evangélicas” não são casos isolados, mas ocorrem em diversos outras organizações religiosas onde a capacidade de raciocínio de seus adeptos é reprogramada de maneira que eles obedeçam aos ditames de seus lideres ou profetas. Há problemas relacionados, por exemplo, com algumas comunidades religiosas de caráter sincretista, como a Comunidade Figueira, localizada na área rural de Carmo de Cachoeira, sul de Minas Gerais, onde os adeptos são mantidos isolados do mundo externo, sendo proibidos de terem acesso a celulares, internet, televisores, rádios e até mesmo máquinas fotográficas. Há, inclusive, restrições de que os residentes mantenham contato entre si, além de que as ordens de José Hipólito Trigueirinho Netto devem ser respeitadas de forma inquestionável. João Batista Barbosa, o Zumbaia, que durante alguns anos residiu em Figueira é categórico em sua descrição da comunidade: “Lá, tudo converge para um esquecimento total de si e da vida normal, transformando as pessoas em robôs obedientes e úteis. Sempre fui pelos Direitos Humanos e não me adaptei a situação. Sentindo várias formas de pressões psicológicas (não podendo assistir ao casamento de meu filho, o que desobedeci). Tentaram impedir-me de várias formas e passei muita perturbação psicológica”.

Além de questões associadas à manipulação psicológica de adeptos, há de se ressaltar, também, outros problemas relacionados às religiões de possessão que, em nome de sua tradição religiosa, sacrificam animais de forma cruel e com objetivos não alimentícios. O candomblé é um dos ramos das religiões de possessão que tem como base o sacrifício de animais. Apesar do art. 30, da Constituição Federal de 1988, deixar a cargo dos municípios legislarem em questões de interesse local, o sacrifício de animais em rituais religiosos é uma afronta aos direitos universais dos animais. Em dezembro de 2010, o Projeto de Lei 202/2010, aprovado por unanimidade quatro meses antes pela Câmara Municipal de Piracicaba, no interior de São Paulo, que proibia o sacrifício de animais em rituais religiosos, foi vetado pelo prefeito Barjas Negri, com base no art. 5º, inciso VI da Constituição Federal, que estabelece que é “inviolável a liberdade de consciência de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção dos locais de culto e suas liturgias”. Não obstante o veto promulgado pelo prefeito de Piracicaba e mantido pela Câmara Municipal, golpear, ferir, mutilar e cometer atos de crueldade contra animais são práticas condenáveis pela Lei de Crimes Ambientais 9605/98, art. 32, que estabelece detenção de três meses a um ano, e multa, aos que “praticarem de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”.

A liberdade religiosa é um direito universal que deve ser respeitado. No entanto, o livre exercício de culto religioso é um direito reconhecido enquanto não for contrário à ordem, à tranquilidade e sossego públicos, bem como compatível com os bons costumes. A maneira como as igrejas neopentecostais e outras mais arrecadam fundos para a “manutenção” de suas estruturas, o isolamento psicológico e social de adeptos praticado por algumas comunidades sincréticas em Minas Gerais e nos arredores de Brasília, o sacrifício de animais em terreiros de candomblé, além do incentivo de agressão a mulheres são aspectos que precisam de um tratamento especial por parte das autoridades competentes. Em janeiro, a divulgação de um vídeo em que um líder muçulmano brasileiro ensina como bater em mulheres, causou uma série de comentários em vários meios de comunicação por todo o país, nos quais se questiona quais os limites da liberdade religiosa na sociedade contemporânea. Ao mesmo tempo, tem-se de analisar até que ponto o Estado pode interferir em questões internas de organizações religiosas, como a proibição do uso da burca na França e limitações impostas pela FUNAI a missionários evangélicos.





Johnny Bernardo é jornalista, pesquisador da
 religiosidade brasileira e colaborador do Genizah 


PAPA FRANCISCO AFIRMA: SUA MISSÃO É CONTER AVANÇO DOS EVANGÉLICOS



A eleição há quase um mês do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio como novo papa da Igreja Católica chamou a atenção para a situação religiosa e espiritual da América Latina, a região que concentra o maior número de católicos do mundo. Em seu escasso mês à frente do Vaticano, Francisco deixou claro que em seu papado dará preferência aos pobres, mas ainda não dissipou as dúvidas sobre como exercerá seu papado na região o primeiro pontífice americano.

Durante um encontro na sede do Diálogo Interamericano em Washington, o cardeal e bispo emérito da capital americana, Theodore McCarrick, indicou que as viagens que Francisco tem marcadas para o Brasil, em julho, e Argentina e Chile, em setembro, poderão dar sinais esclarecedores sobre seu papel, mas deixou claro que conter o avanço da Igreja Evangélica deverá ser uma prioridade.

"Quando o papa visitar o Brasil, fará seus cidadãos verem a importância da Igreja Católica ali e o fará com entusiasmo, dirigindo-se diretamente às pessoas, fazendo-as ver que não existe uma diferença essencial entre essa confissão e a evangélica", indicou McCarrick, que esteve presente no último conclave, embora não pudesse votar por causa de sua idade (83).

Em agosto do ano passado, o então papa Bento XVI falou sobre o contexto da América Latina como uma zona onde a Igreja Católica deveria enfrentar um pluralismo religioso crescente. Nas duas últimas décadas a comunidade católica foi diminuindo às custas das igrejas evangélicas e pentecostais.

O Brasil, primeiro destino de Francisco na América Latina, é um claro exemplo dessa situação. Com 123 milhões de seguidores, o país sul-americano é o que tem a maior população católica do mundo, entretanto o censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2010 mostrou uma diminuição de fiéis de 10% na primeira década do século 21, devido à expansão do credo evangélico. A Igreja Evangélica brasileira já conta com 42 milhões de membros.

Com 565 milhões de fiéis em todo o mundo, 107 milhões de evangélicos se encontram na América Latina e no Caribe.

McCarrick afirma que a "personalidade humilde" do novo papa impedirá o rápido avanço dos evangélicos não só na América Latina, como nos demais países em desenvolvimento. "Se ele quiser, mudará a América Latina de alto a baixo", afirma o prelado.

Para a Igreja Católica, os problemas que fazem os fiéis se distanciarem de seu credo não são tanto dogmáticos quanto pastorais, e nesse sentido, segundo McCarrick, "Francisco é o melhor pastor, tem a intenção de transpor a linguagem do Concílio Vaticano 2º para o dia a dia".

O cardeal de Washington mostra-se convencido de que o novo papa "desenvolverá uma relação diferente da que a Igreja Católica teve até agora na América Latina, concentrada nas elites e nos governantes. Isso vai mudar, vai ser diferente".

O antigo bispo de Washington destaca as qualidades humanas e espirituais do novo pontífice como os motores propícios para liderar essa mudança e, nesse sentido, destaca seu domínio do espanhol e do português como ferramentas para ressaltar sua intenção reformista.

"Talvez não tenha o carisma de João Paulo II, mas Franciscodemonstrou que sabe criar atmosferas propícias, sabe se conectar com o povo. O fato de que fala seu idioma faz que os latino-americanos o vejam como um dos seus, que o percebam como alguém próximo."

Apesar desse retorno aos princípios do Concílio Vaticano II que McCarrick prevê que o papa Francisco vai liderar, a abertura da Igreja Católica na América Latina não é completa, pelo menos por enquanto.

Outro problema incrustado, o movimento da Teologia da Libertação, não parece que será resolvido em médio prazo. "É claro que a Teologia da Libertação compartilha o substrato do Concílio Vaticano II, mas o que a igreja não pode tolerar que ampare e apoie movimentos guerrilheiros e violentos", afirma McCarrick.

"Sem dúvida, o compromisso do novo papa com os mais pobres e sua defesa do meio ambiente foram bem recebidos e ajudarão a estender pontes, mas a perseverança em alguns de seus princípios continuará provocando oposição no Vaticano. É o que Francisco tentará lhes explicar", indica o cardeal americano.



Eva Saiz
Jornal El Pais
em Paulo Lopes.com



quarta-feira, 17 de abril de 2013

JOGOS DE AZAR- PODE OU NÃO?




Já me fizeram esta pergunta várias vezes. Sou contra jogos de azar, mas este é o tipo de posição que admite revisão se me aparecerem argumentos melhores e mais coerentes do que aqueles que vou colocar aqui.

Entre os jogos de azar estão aqueles jogos permitidos por lei, que são as várias modalidades de loteria, os bingos - este último, muito usado até por igrejas cristãs e instituições - e os sorteios pelo telefone valendo dinheiro, carros e outros prêmios. Quem explora este tipo de jogo tem licença de órgão público competente. Mas nem por isso quer dizer que sejam jogos que convêm ao crente.

Temos também os jogos ilícitos, cujo mais popular é o Jogo do Bicho. Os cassinos são mais uma modalidade de jogos de azar cuja legalidade e implantação oficial está sendo discutida no Brasil. Para o cristão, o que realmente importa é se estas modalidades de jogo acabam por afetar algum princípio bíblico.

A Bíblia não proíbe de forma explícita os jogos de azar. Entretanto, nossa ética é elaborada não somente com aquilo que a Bíblia ensina explicitamente como também com aquilo que pode ser legitimamente derivado e inferido das Escrituras. Existem diversos princípios bíblicos que deveriam fazer o crente hesitar antes de jogar:

1. O trabalho é o caminho normal que a Bíblia nos apresenta para ganharmos o dinheiro que precisamos, Ef 4:28; 2Ts 3:12; Pv. 31. Quando uma pessoa não pode trabalhar, por motivos diversos, desde desemprego até incapacidade, ela deve procurar outros meios  de sustento e depender de Deus pela oração (Fp 4.6, 19). A probabilidade da situação do desempregado piorar ainda mais se ele gastar seu pouco dinheiro em jogo é muito grande.

2. Tudo que ganho pertence a Deus (Sl 24.1), e como mordomo, não sou livre para usar o dinheiro do jeito que quiser, mas sim para atingir os propósitos de Deus. E quais são estes propósitos? Aqui vão alguns mencionados na Palavra: (1) Suprir as necessidades da minha família (1Tm 5.8), o que pode incluir, além de sustento e educação, lazer e outras atividades que contribuam para a vida familiar; (2) compartilhar com os irmãos que têm necessidades e sustentar a obra do Evangelho (2Co 8-9; Gl 6:6-10; 3 João; Ml 3.10).

3. Deus usa o dinheiro para realizar alguns importantes propósitos em minha vida: suprir minhas necessidades básicas (Mt 6:11; 1Tm 6:8); modelar meu caráter (Filip 4:10-13); guiar-me em determinadas decisões pela falta ou suficiência de recursos; ajudar outros por meu intermédio; mostrar seu poder provendo miraculosamente as minhas necessidades. Jogar na loteria não contribui para qualquer destes objetivos.

4. Cobiça e inveja são pecado (Ex 20:18; 1Tm 6:9; Heb 13:5), e são a motivação para os jogos de azar na grande maioria das vezes. A atração de ganhar dinheiro fácil tem fascinado a muitos evangélicos.

5. Existem várias advertências no livro de Provérbios sobre ganhar dinheiro que podem se aplicar aos jogos de azar: o desejo de enriquecer rapidamente traz castigo (Pv 28.20,22); o dinheiro que se ganha facilmente vai embora da mesma forma (Pv 13.11); e riqueza acumulada da forma errada prejudica a família (Pv 15.27).

Uma palavra aos presbiterianos do Brasil: o Catecismo Maior da Igreja Presbiteriana do Brasil enquadra os jogos de azar como quebra do oitavo mandamento, “não furtarás”. Após fazer a pergunta, “Quais são os pecados proibidos no oitavo mandamento?” (P. 142), inclui na reposta “o jogo dissipador e todos os outros modos pelos quais indevidamente prejudicamos o nosso próprio estado exterior, e o ato de defraudar a nós mesmos do devido uso e conforto da posição em que Deus nos colocou”. É claro que esta posição oficial da IPB vale para seus membros, mas não deixa de ser interessante verificar os argumentos usados e sua aplicabilidade para os cristãos em geral.

É importante lembrar, ainda, que os jogos de azar são responsáveis por muitos males sociais, emocionais e jurídicos no povo, tanto de crentes como de não crentes. Menciono alguns deles:

1. O empobrecimento. Há pessoas que são cativadas pelo vício de jogar e, diariamente estão jogando. E, como só um ou poucos ganham, há pessoas que passam a vida toda jogando sem nunca ganhar. Não poucos perderam tudo o que tinham em jogos. Muitos pais de família pobres gastam o dinheiro da feira no jogo.

2. O vício de jogar apostando dinheiro. A tentação para jogar começa desde cedo a estimular uma compulsão entre crianças e jovens que começam a adquirir o hábito de “tentar a sorte”. Há milhares de jovens que já são viciados no jogo, especialmente com a vinda da internet e a possibilidade de jogos online com apostas.

3. Arruinar vidas e carreiras. Não são poucas as histórias de pessoas que se arruinaram financeiramente jogando na bolsa de valores – conheço pelo menos uma pessoa nesta condição – ou apostando em outros tipos de jogo.

4. Jogar dinheiro fora. As chances de se ganhar na loteria são piores do que se pensa. Para efeito de comparação, a probabilidade de uma pessoa morrer em um atentado terrorista durante uma viagem ao exterior é de 1 em 650 mil e atingida por um raio é de 1 em 30 mil. Se uma pessoa compra 50 bilhetes a cada semana, ela irá ganhar o prêmio principal uma vez a cada 5 mil anos.

Outra pergunta frequente é se as igrejas deveriam receber ofertas e dízimos de dinheiro ganho em loteria. Minha tendência é dizer que não deveriam. Guardadas as devidas proporções, lembro que no Antigo Testamento o sacerdote era proibido de receber oferta de dinheiro ganho na prostituição (Dt 23:18) e que no Novo, Pedro recusou o dinheiro de Ananias e Safira (At 5) e de Simão Mago (At 8:18-20).

Alguém pode dizer que o valor gasto nas apostas em casas lotéricas é muito pequeno. Concordo. Mas é uma questão de princípio e não de quantidade. Quando o que está em jogo são princípios, um centavo vale tanto quanto um milhão.

Rev.Augustus Nicodemus Lopes

terça-feira, 16 de abril de 2013

OS HINDUS CEGOS E O PLURALISMO RELIGIOSO





“Existe uma antiga parábola que fala a respeito de seis hindus cegos que tocavam um elefante. Um dos cegos tocou o lado do corpo do elefante e disse que era um muro. Outro cego tocou a orelha do elefante e disse que era uma grande folha de árvore. Outro segurou uma das pernas do elefante e pensou que fosse o tronco de uma árvore. Outro ainda segurou a tromba do elefante e disse que era uma cobra. Outro cego tocou uma das presas de marfim e pensou que se tratava de uma lança. Finalmente, outro cego tomou a cauda do elefante nas mãos e julgou estar segurando uma corda. Todos os cegos estavam tocando a mesma realidade, mas compreendiam-na de maneiras diferentes. Eles todos tinham o direito de interpretar o que tocaram de acordo com o seu modo pessoal, mas o objeto tocado era o mesmo elefante.”

Essa parábola tem sido muito utilizada para ilustrar a existência de diferentes religiões e suas diversas práticas com respeito a uma mesma realidade espiritual quanto ao relacionamento do homem para com Deus; ela também nos induz a pensar que cada um interpreta uma mesma realidade, de acordo com seus próprios olhos, nos levando a uma certa passividade com relação à tolerância para com as diferentes formas de pensar.

Assim, o secularismo educacional defende o pluralismo e a tolerância como ferramentas para a criação de um ambiente liberal; essa sutileza filosófica tem levado muitos jovens a duvidar da existência de um único Deus criador que, para se comunicar com o homem que criou, enviou seu próprio Filho Jesus Cristo para resgatar a humanidade de seu estado de separação de Deus.

É um engano comparar essa parábola com a proposta de harmonizar as diferentes religiões entre si, pois todos os que apalparam o elefante eram cegos, o que limitou a percepção exata do elefante como um todo; quanto a nós que enxergamos e estamos numa posição privilegiada em relação a eles, podemos compreender que a realidade absoluta existe mas não pode ser compreendida por eles, por serem deficientes visuais.

Esse texto poderia ser utilizado apenas para preferências e gostos individuais em todos os sentidos e até mesmo quanto à escolha de uma religião, porém nunca para justificar que a verdade será sempre relativa e nunca absoluta. O fato de compreendermos uma realidade de forma subjetiva não justifica que a realidade ou verdade absoluta não existe, mesmo que não sejam perceptíveis para nós.
Os cegos da parábola não conseguem perceber a existência do elefante e muito menos sua forma física, porém nós, que não somos deficientes visuais, sabemos que na realidade esse animal existe e conhecemos sua forma física. A falta de visão dos hindus não comprometem a existência absoluta do elefante. Dessa mesma forma, apesar de nossas limitações de compreensão da verdade absoluta, temos consciência de que Deus existe, mesmo que essa percepção de Sua natureza, seja subjetiva.
Desde o principio Deus se utilizou de diversas formas para dialogar com o homem que criou e assim, poder transmitir-lhe Seu conhecimento. Nossa limitação física e mental não tem capacidade de compreender a verdade absoluta, mas podemos ter uma percepção significativamente próxima da realidade, pois o próprio Deus enviou seu Filho Jesus Cristo para iluminar o entendimento de todos aqueles que O aceitarem e crerem no Seu Nome.

Vejamos o que a Palavra de Deus (A Bíblia) diz:

“A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho.” (Sl. 119:105)
“Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!” (Mt. 6:22-23)

Oração de Simeão: “Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo. Pois os meus olhos já viram a tua salvação, que preparaste à vista de todos os povos: luz para revelação dos gentios e para a glória de Israel, teu povo.” (Lc. 2:29-32)

“Surgiu um homem enviado por Deus, chamado João. Ele veio como testemunha para testificar acerca da luz, a fim de que por meio dele todos os homens cressem. Ele próprio não era a luz, mas veio como testemunha da luz. Estava chegando ao mundo a verdadeira luz, que ilumina todos os homens.” (Jo. 1:6-9)

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dEle. Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que suas obras sejam manifestas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus.” (Jo. 3:16-21)

“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (Jo.8:12b)
“O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. Mas não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo o Senhor, e a nós como escravos de vocês, por causa de Jesus. Pois Deus que disse: ‘Das trevas resplandeça a luz’, Ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo.” (I Cor. 4:4-6)

Estes versículos bíblicos nos deixam bastante claro que Deus enviou seu Filho para iluminar o nosso entendimento de forma que possamos ter uma compreensão suficiente de Sua natureza divina e Seu plano de salvação para todo ser humano, concedendo a vida eterna a todos que receberem Seu Filho Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas. Está muito claro que essa luz, chamada Jesus Cristo o Filho de Deus, veio ao mundo para desvendar os mistérios divinos e abrir um caminho de conexão entre Deus e o homem que Ele criou.

Não podemos ignorar a Luz (Jesus Cristo), que nos foi enviada por Deus para iluminar nosso entendimento quanto a Verdade Absoluta que é o próprio Deus Pai. Assim, por questões lógicas, essa mesma parábola dos cegos hindus, quando melhor analisada através da Luz do conhecimento da Palavra enviada por Deus, entendemos que a Verdade Absoluta existe e portanto não há nada que justifique que todas as religiões sejam verdadeiras como afirma o Pluralismo.



“Ninguém fará nenhum mal, nem destruirá coisa alguma em todo o meu santo monte, pois a terra se encherá do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar.” (Is. 11:9)

Com a imprensa e agora mais ainda com o acesso à internet, temos liberdade de nos aprofundarmos no conhecimento, de tal forma que temos o livre-arbitrio de escolhermos ficar na Luz enviada por Deus ou continuarmos nas trevas espirituais

ABORTO: FÁCIL DE MATAR



Bruce
Quem não se lembra do filme Duro de Matar, protagonizado pelo ator Bruce Willis, que, inacreditavelmente, sai ileso das peripécias, aos trilhões de tiros que enfrenta na pele de um policial? Na contramão do filme, o Congresso Nacional pode estrelar o filme “Fácil de Matar”, com a pretensa proposta de reforma do Código Penal Brasileiro. Para quem ainda não sabe, através de Comissão Especial Interna do Senado Federal, senadores examinam o Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012, elaborado por uma Comissão de Juristas, conforme prevê o Regimento Interno do Senado Federal. A proposta está nas mãos do senador Pedro Taques (PDT-MT), relator do projeto, que poderá, convenientemente, produzir um relatório com base nos debates que ocorreram nas audiências públicas e nas sugestões e manifestações recebidas da sociedade.
O que todos querem saber, pelo menos eu, é se o senador vai manter no texto que recebeu da Comissão de Juristas a possibilidade de exclusão do crime de aborto em que, “se por vontade da gestante, até a décima segunda semana gestação, quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade”, ela terá direito ao abortamento. É bom lembrar que o parecer do senador Pedro Taques ainda será apreciado e votado pela Comissão Especial para, em seguida, ser submetido ao plenário do Senado. Isso quer dizer que, se a parte polêmica do anteprojeto que trata do aborto for aprovada pela Comissão, ainda terá de passar pelo crivo dos 81 senadores, antes de ser encaminhada à Câmara dos Deputados.
Além das excepcionalidades já previstas no Código Penal, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por 8 votos a 2, em 2012, que o aborto em caso de anencefalia (bebês sem cérebro) não é crime. E agora o anteprojeto de reforma que tramita no Congresso diz que o aborto não será crime se praticado até a décima segunda semana de gestação. O assunto não tem consenso e o debate se acirra à medida que as opiniões são levadas a público. É o caso do Conselho Federal de Medicina, que em nota declarou ser a favor da vida, mas que respeita a autonomia da mulher que, até a 12ª semana, já tomou a decisão de praticar a interrupção da gravidez.
Ainda é duvidosa a manifestação do CFM. Não está claro se a posição do Conselho representa a opinião dos médicos brasileiros, ou se por detrás dessa mera expectativa há interesses financeiros ou eugênicos (ciência que estuda as condições mais propícias à reprodução e melhoramento da raça humana). Os argumentos dos que desejam flexibilizar o crime de aborto esmeram-se na “autonomia” da mulher, no sentido de decidir o que fazer sobre o seu próprio corpo, esquecendo-se que há dentro de si um corpo autônomo e independente.
O direito à vida é um preceito constitucional. Em minha opinião, isso descredencia qualquer possibilidade de exclusão de ilicitude para o crime de aborto, inclusive para as já previstas no CP. Assim sendo, também defendo que a vida começa na concepção. Ora, a vida intrauterina, que passa por diversas fases, deve ser respeitada, a não ser que comprovadamente traga riscos à saúde da mãe. Chamar um feto que está na 12ª semana de gestação de “conglomerado de células”, como alguns preferem, é desrespeitoso e leviano. Veja o que diz o Dr. Flávio Garcia, de uma clínica de fertilização: “Na 12ª semana de gestação, quase todos os órgãos e estruturas do feto estão formados. Eles continuarão a crescer e desenvolver até o parto. Os dedos das mãos e pés já se separaram e os pelos e unhas iniciam o seu crescimento. Os genitais começam a assumir seu aspecto final feminino ou masculino. O líquido amniótico começa a se acumular à medida que os rins do bebê começam a excretar urina. Os músculos das paredes intestinais começam a se movimentar – é o peristaltismo intestinal – contrações no interior do intestino que ajudam na digestão e movimentação dos alimentos. O bebê mede cerca de 9 a 11 cm (da cabeça aos pés) e pesa em torno de 20 gramas”. À luz dessa constatação, a prática do aborto é uma violência.
Pois bem, a minha esperança é que os parlamentares a favor da vida e da família impeçam tal inclusão, que chamo de loucura, em nosso ordenamento jurídico. Manifeste sua opinião também, participe, junte-se ao coro daqueles que amam a vida e as crianças.
André Couto

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