quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

A alegria da glorificação.


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Deus aperfeiçoará a sua obra em você "até o dia de Cristo Jesus" ( Filipenses 1: 6 ).
Algum dia Deus glorificará e recompensará todo crente.
Para os cristãos, há um elemento de verdade no adesivo que diz: "Por favor, seja paciente, Deus ainda não terminou comigo". Nós não somos o que costumávamos ser, mas há muito a ser feito para nos tornar tudo o que Ele quer que sejamos. No entanto, a obra de Deus dentro de nós é tão segura e tão poderosa que as Escrituras garantem sua conclusão.
Ponderando sobre essa garantia levou o expositor bíblico FB Meyer a escrever: "Entramos no estúdio do artista e encontramos ali quadros inacabados cobrindo grandes telas, e sugerindo grandes desenhos, mas que foram deixados, seja porque o gênio não era competente para concluir o trabalho, ou porque a paralisia colocou a mão baixa na morte, mas quando entramos na grande oficina de Deus não encontramos nada que carregasse a marca da pressa ou insuficiência de poder para terminar, e temos certeza de que a obra que Sua graça começou, o braço da Sua força será completa "( A Epístola aos Filipenses [Grand Rapids: Baker, 1952], p. 28).
A conclusão da obra de Deus em você virá em um ponto futuro no tempo que Paulo chama de "o dia de Cristo Jesus" ( Filipenses 1: 6 ). As Escrituras também falam do "dia do Senhor", que é o tempo do julgamento de Deus sobre os incrédulos, mas "o dia de Cristo Jesus" se refere a quando os crentes serão plenamente glorificados e recompensados ​​pelo seu serviço fiel (cf. 1 Cor. 3: 10-15 ). Todos os seus cuidados terrenos terão desaparecido e a promessa de Deus de impedi-lo de tropeçar e fazer com que você permaneça em Sua presença sem culpa e com grande alegria será plenamente realizada ( Judas 24 ).
Concentrar-se no que está errado em sua vida pode deprimi-lo, mas concentrar-se no glorioso dia de Cristo deve excitá-lo. Não fique indevidamente preocupado com o que você é agora. Olhe em frente para o que você se tornará pela graça de Deus.
Sugestões de Oração
  • Reflita sobre a alegria que é sua porque você pertence a um Deus todo-poderoso que está trabalhando poderosamente em você. Expresse sua alegria e louvor a ele.
  • Leia 1 Crônicas 29: 11-13 como uma oração de louvor a Deus.
Para estudo adicional
Leia Apocalipse 7: 9-17 e 22: 1-5 . Que vislumbres essas passagens lhe dão das atividades dos crentes glorificados no céu?

por John MacArthur

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

NAMORO MISTO.

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Por que você não deveria namorar (ou casar ) um descrente?

Introdução:

Este é um assunto que pode parecer desnecessário, afinal, podemos pensar que uma pessoa que ama a Deus não consideraria gastar todas sua vida, dividindo sua vida familiar, com alguém que não tem a mesma compreensão das coisas eternas. Infelizmente, esta não é a realidade.

Queremos considerar alguns relevantes princípios que podem ser aplicados a qualquer cristão pensando em casar (ou namorar) alguém que não ama Jesus com todo seu coração.

Na segunda carta de Paulo aos Coríntios, a Palavra de Deus nos ensina: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso” (2 Co 7.14-18)
A Bíblia nos recomenda a não colocar nosso pescoço debaixo da mesma canga, fazendo nossos planos e sonhos com alguém que não possui a mesma compreensão espiritual que temos.

O que é “Jugo desigual”?
  1.  Primeiramente, são pactos e associações com Instituições filosóficas/religiosas que não conhecemos bem e que comprometem o Reino de Deus – Por exemplo, envolvimento com seitas místicas. No Brasil é muito comum pessoas cristãs, inadvertidamente, se tornarem membros da maçonaria. Para alguém ser admitido na maçonaria, no seu rito de entrada (também chamado de batismo), a pessoa deve declarar: “Estou nas trevas em busca da luz”. Apesar de negarem este aspecto da religiosidade, eles usam termos próximos de uma religião. Por exemplo, a loja deles é chamada de Templo. Podemos encontrar estes títulos claramente apresentados na Davis Square e Church St, em Massachussets, onde surge o termo “Masonic Temple”. Já tive presbíteros que eram mais fiéis à reuniões maçônicas que a reunião de oração.
Ao escrever este texto, o apóstolo estava muito preocupado com a distinção que os cristãos tinham que fazer com os ídolos. Vinham de uma sociedade pagã, onde conviviam sem nenhum problema como vários deuses, e ele tenta demonstrar que o Deus que agora servem é um Deus exclusivo, que não reparte sua glória com ninguém, por isto não deveriam participar de sociedades com demônios ou de comidas sacrificadas a eles.
O texto nos adverte para não nos envolvermos ou fazermos qualquer pacto que possa dividir nossa atenção. Nada que distraia ou nos envolva em compromissos e pactos que nos distanciem de Deus.

2. Rituais místicos que podem criar alguma ligação com obras demoníacas- É comum pessoas sem muito conhecimento do que significa ser cristão e imaturas na fé, participarem de brincadeiras e atividades aparentemente inocentes que estão relacionadas ao demônio. Algumas destas incluem meditação e levitação, tabuas de Ouija, a aparentemente inocente brincadeira do copo, a consultas a videntes, cartomantes ou quiromantes. No Rock in Rio (2011), a direção do evento, convidou 50 pais de santos para darem passes às pessoas que participavam do evento. Foram construídas pequenas tendas, onde podiam receber passes. É curioso que nenhum pastor ou padre tenha sido convidado...
Outro perigo que surge nesta área é a linha tênue entre parapsicologia e demonismo. Muitos se envolvem com supostas práticas parapsicológicas, e na verdade estão andando na linha do demônio, sem o saber. Parapsicologia e demonismo possuem uma linha divisória muito pequena.
Um dos meus diáconos em Goiânia, Sr. Jabes de Souza Santos, nos relatou ser comum em sua casa, antes de aceitarem a Jesus, que num encontro da família chamassem as crianças entre 3-5 anos, e pedirem que as mesmas colocassem seus dedos mindinhos ao redor de uma pesada mesa de madeira, para a levitarem. Todos os adultos ficavam ao redor e aquela cerimônia “despretensiosa” era praticada. Perguntei-lhe porque não fizeram mais depois de sua conversão e ele me respondeu que eles, misteriosamente, não tinham mais prazer nestas coisas.
“Jugo desigual” tem a ver, primariamente com envolvimento com ídolos e outros deuses. A Bíblia conta que Salomão se envolveu com muitas práticas terríveis. “Seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos moabitas; assim, fez Salomão o que era mau perante o Senhor”. 1 Rs 11.5,6 O texto é claro ao afirmar que “Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses, e o seu coração não era de todo fiel para com o Senhor, seu Deus, como for a o de Davi seu Pai”. I Rs.11:4
A gente pensa que estas coisas não acontecem atualmente, mas sabemos de pessoas que saíram da graça de Deus para oferecerem altares a deuses falsos. Um dos casos mais conhecidos no Brasil é o de um ex-professor do Seminário do Norte, que casou com uma babalorixá e hoje, embora não se curve diante dos sacrifícios, está ao lado de sua esposa para comprar as coisas que ele precisa e fazer suas oferendas aos demônios, enquanto ela invoca as entidades para as sessões que são feitas.  Definitivamente fez vínculos com demônios e coisas sacrificadas a ídolos.

  1. Negócios altamente rentáveis, cujo enriquecimento é lícito do ponto de vista da lei, mas contrários à lei de Deus e à nossa consciência.  Muitos cristãos podem adquirir ações em bolsas ligadas a cassinos, clínicas de aborto, pesquisas genéticas reprovadas pela ética cristã como clonagem de seres humanos e células troncos com abortivos.  Investimentos em hospitais que subsidiam propaganda homossexual ou projetos anti ecológicos que trazem danos à natureza ou subsidiam guerras e conflitos militares. Jugo é “canga” usada para colocar dois animais juntos. O que a Bíblia nos ensina que o crente não pode fazer nenhum vínculo com a pessoa que não comunga da mesma fé. Não pode se atrelar a ela, colocar a canga no seu pescoço e no do outro que não conhece a Deus. O texto é mais objetivo na questão da idolatria e adoração a outros deuses. Como cristãos não podemos ter vínculos que comprometam nossa fidelidade a Deus. Estou absolutamente certo de que o problema de Daniel em não querer se envolver com o vinho e a carne do rei era pelo vínculo idólatra que isto criava.
Nesta categoria ainda se incluem sociedade com pagãos. O Homem do mundo tem valores diferentes do homem que serve a Deus. O mundo age com base no lucro e no sucesso. Embora o homem cristão possa trabalhar nesta perspectiva, este não pode ser o nosso último alvo ou final. Antes disto, devemos buscar a glória de Deus e adorá-lo com nossa vida.

  1.  Vínculos afetivos ou comerciais com pessoas que são hostis ou rejeitam o evangelho e a Jesus -
    1. Proposta de trabalho onde você não pode testemunhar a Jesus, ou no qual você tem que se silenciar acerca do que você crê, ou mesmo defender comportamentos e princípios éticos que você condena. Existem cristãos aceitando isto, enquanto grupos e ativistas gays tem espaço para expressar suas atividades e fazer suas propagandas temos nos intimidado com o Evangelho. Existem muitos saindo às ruas para defender marcha de gays e vadias, e não saímos às ruas para defender princípios éticos e valores ligadas à família.

    1. Casamento com pessoas contrárias ou indiferentes ao Evangelho. É o que convencionamos chamar de “Casamento misto”. O maior de todos pactos humanos, é, sem dúvida, o casamento. Colocar-se num jugo desigual, pode trazer danos tremendos à vida daqueles que amam a Deus. Muitas pessoas cheias do Espírito Santo perderam sua vida de piedade e reverência a Deus depois que se envolveram com uma pessoa sem Jesus. Canga igual para animais de hábitos diferentes é complicado. Tente colocar uma canga num cabrito e num boi, ao mesmo tempo...
Estar casado com alguém que não ama a Deus é um preço muito caro! Por que? Casamento, depois da decisão de seguir a Cristo, é a maior e mais importante de sua vida. O problema é que muitos cristãos começam um namoro acreditando que isto não seja algo tão sério,

a)- Primeiro, porque a Bíblia fala contra isto ; A Bíblia afirma que o casamento deve ser “somente no Senhor” (1 Co 7.39). Contudo, existem várias justificativas para que a gente queira ignorar isto. Ou, veja o que este texto diz: “Qual a comunhão entre o crente e o incrédulo?”. O apóstolo Tiago afirma que devemos “acolher a palavra da verdade, com mansidão”. Nestas horas, geralmente as pessoas reagem e ficam indignadas porque Deus diz certas coisas que eles não gostam. Em alguns casos, se rebelam e fazem do jeito que querem fazer, contrariando frontalmente a Palavra da verdade. É bom lembrar, que os princípios de Deus são dados para a vida, portanto, “nunca devemos violar os princípios de Deus se desejamos ganhar ou manter as bençãos de Deus” (Andy Stanley). Deus não tem compromisso com a infidelidade. A quebra de princípios pode não levá-lo ao inferno, mas podem trazer o inferno até você.

b)- Segundo, porque os interesses são diferentes. Uma pessoa sem Deus pensa e age de forma diferente daquele que ama a Deus. O crente pensa nas coisas relacionadas à missão e ao reino de Deus, enquanto o homem sem Deus, busca fazer as coisas para sua carne. Mesmo que o que fazem não seja, necessariamente ruim ou eticamente condenável. O problema é a motivação. O lazer do cristão é diferente, as férias possuem objetivos diferentes e as prioridades são diferentes. No domingo de manhã, o crente quer ir para a Escola Dominical, o descrente, para o clube; No carnaval, o crente quer ir para o retiro, o descrente, para a folia.

Quais são as justificativas mais comuns para um casamento misto?
Jaime Kemp apresenta algumas das mais comuns no seu livro “Namoro, Noivado, casamento e sexo”.
Þ   Estou somente namorando, não temos intenção de nos casar…
Þ   Nós temos tanta coisa em comum...
Þ   Não sei se ele é crente, estou namorando a pouco tempo e ainda não tive condições de verificar isto...
Þ   Ele não é crente, mas é um cara legal...
Þ   Creio que ele (a) está aberto (a) ao Evangelho...
Þ   Ele quer que nossos futuros filhos freqüentem a Igreja...
Þ   Eu lhe falei que só namoraria pessoas crentes, e então ele aceitou o Evangelho...
Þ   Conheço poucos rapazes (moças) crentes, meu círculo de amizades envolve mais pessoas descrentes...
Þ   Ele é mais cavalheiro que a maioria dos rapazes que eu conheço...
Þ   Ele não é crente porque não quer ser hipócrita...

Qual é o problema do casamento misto?

O casamento misto não tem uma base cristã para o lar. O ambiente dele não é o seu. O problema no Brasil ainda é maior porque todos dizem que tem uma religião cristã. Você quer um casamento nos princípios e propósitos de Deus? Onde vocês podem orar juntos para resolver seus problemas pessoais? Na hora da crise vocês tem uma rocha comum?
Outro aspecto a ser considerado: É muito mais fácil alguém te puxar para baixo, que você levá-la para cima.
A recomendação bíblica é muito clara. O casamento tem que ser no Senhor. “Fica livre pra casar com quem quiser, mas somente no Senhor” (1 Co 7.39). A liberdade restringe-se a um vínculo com uma pessoa que possua as mesmas convicções quanto à sua fé.
Isto nos leva a considerar outro aspecto muitas vezes esquecido. Muitas pessoas namoram pessoas que andam perifericamente na igreja, e até mesmo a freqüentam com certa regularidade, acreditando que ela é cristã por causa disto. Mas o fato de alguém cultivar certa presença numa comunidade ou mesmo se batizar nela, não significa que ela tem compromisso com Deus.

Deixe-me fazer algumas perguntas para você checar se esta pessoa ama o Senhor ou não:
Þ      Ela é comprometida com a Palavra de Deus?
Þ      Tem interesse em orar e buscar a Deus?
Þ      Está envolvido com a Igreja local?
Þ      Tem amor pela obra?
Þ      Prega e ensina a Palavra de Deus?
Þ      Tem sede de crescer em Jesus?
Þ      Já assumiu o compromisso de ser verdadeiramente um discípulo de Cristo?
Estes pontos ajudam a clarificar a vida de uma pessoa que está “No Senhor”.

Testemunho:

Uma vez que você entrega seu coração e suas emoções para alguém, você ficará surpreso ao notar quão difícil será uma ruptura, mesmo quando você sabe que é necessário tomar tal decisão. Uma jovem cristã escreveu a seguinte carta para seu conselheiro:
“Tenho 16 anos e sou filha de missionários no Oriente Médio. Eu tenho mantido um relacionamento de intimidade com o Senhor e recentemente encontrei um garoto na escola que não é cristão e estamos namorando por três meses. De início acreditei que estava tudo certo, afinal eu não estava me casando com ele e nem tinha intenção de fazê-lo, uma vez que ele não tinha um compromisso pessoal com Jesus, mas ultimamente encontrei alguém que me afirmou que eu estava errada e que eu não deveria manter este tipo de relacionamento desde o princípio”.
“Uma noite ele veio à minha casa, e eu estava ouvindo um CD de música evangélica, e ele ironizou as letras dizendo que eram letras tolas e riu do que ele chamou ´deste estranho Jesus´. Quando ele saiu, senti-me profundamente ferida pela forma como ele zombou das coisas de Deus, e eu realmente me senti profundamente triste, chegando à conclusão de que deveria por um fim em nosso relacionamento, mas está sendo muito difícil porque nós temos um carinho muito grande um pelo outro e eu estou com medo de que o meu testemunho enfraqueça se o nosso namoro acabar. Eu realmente tenho pedido ao Senhor que me dê sabedoria. Gostaria de pedir que orasse por mim sobre este assunto”.
Este é o típico caso de rapazes e moças cristãs que oram por uma decisão depois de terem assumido o relacionamento. Ela não precisa de sabedoria para saber o que fazer, o que ela precisa é de graça e poder para fazer aquilo que ela sabe que está errada, afinal, “Que comunhão há entre o crente e o incrédulo?”. É muito fácil permitir que nosso coração dirija nossa consciência ou nossa obediência. Uma vez que seus desejos demandam prioridades, seu zelo por Deus facilmente esmaece. Nossas emoções são poderosas e podem facilmente nos controlar, afinal, “Enganoso é o coração, e demasiadamente corrupto, quem o conhecerá?” (Jr. 17.9). precisamos sempre indagar se temos sido orientados pela Palavra de Deus ou pelos nossos sentimentos.
Quando Caim pecou contra o Senhor, Deus veio admoestá-lo e reorientá-lo, já que ele havia se distanciado completamente de sua vontade. Sua palavra é muito oportuna: “Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn 4.7). Desejo precisa ser dominado, e apenas quando os submetemos a Deus, eles poderão estar sob controle, já que no nosso coração existe uma predisposição para o engano, como afirma o profeta Jeremias. Precisamos dominar nossos desejos, para que eles não nos dominem e nos animalizem.


Esclarecimento necessário:

Creio ser interessante fazer outro comentário sobre casamento misto. Já vi alguns dizendo: “Estou casado com alguém que não ama a Jesus, logo o meu casamento não pode ser abençoado por Deus, porque é um casamento misto” Pessoas assim estão apenas tentando justificar seu fracasso no casamento, mas buscando uma justificativa espiritual para romperem seu matrimônio. O que a Bíblia ensina àqueles que já estão casados?

Dois textos podem nos ajudar nisto:

I Co 7.12-14: “Aos mais digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone; e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido. Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte, os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos”.
Portanto, não pode pairar nenhuma dúvida sobre o fato de que uma pessoa casada com um descrente está autorizada por Deus a se divorciar.

1 Pe 3.1-2: “Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa, ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor”.
Há uma promessa de Deus que, pela atitude cristã da mulher temente a Deus, o marido incrédulo vai ser despertado para a salvação e conhecerá a verdade do Evangelho. Esta é uma promessa que pode revolucionar nossa história.

O nosso texto base, tem sido a 2 Carta de Paulo aos Coríntios. Este texto é um texto forte, que nos leva a avaliar seriamente alguns vínculos que temos estabelecido. Neste texto, Paulo tira esta idéia de “jugo desigual”, ou “canga desigual”, da vida agropastoril.

O que vem à sua ideia quando você fala de “Jugo desigual?’
Na zona rural é muito comum vermos bois levando cargas pesadas, mas atados por uma peça de madeira no pescoço. O nome que se dá a esta peça é canga ou jugo. São animais da mesma espécie colocados juntos para fazer um trabalho especifico. Eles são cuidadosamente treinados para responder aos mesmos comandos. O fazendeiro geralmente coloca dois animais do mesmo tamanho, força e temperamento porque sabe que precisarão trabalhar juntos. Se um animal desequilibra, o outro terá que fazer uma força extrema, porque a tarefa é dada para ser desenvolvida como uma equipe. Se estiverem fora da sintonia possivelmente o equipamento poderá se quebrar, sofrerão ferimentos, haverá confusão e o trabalho nunca será feito. Afinal, “andarão dois juntos se não houver entre eles acordo?” (Am 3.7).
Por isto é que a Palavra de Deus recomenda que casamento deve ser feito, “apenas no Senhor” (1 Co 7.39). Caso você deseja servir ao Senhor no seu lar, então ambos precisam de um acordo para que a tarefa seja realizada. Este princípio é realmente simples, por isto me impressiona que tantos ainda decidam ignorar a Palavra de Deus e agir sem considerar seus princípios.

A Bíblia apresenta algumas razões para que o Jugo desigual não aconteça:

a)- Porque o Evangelho não é inclusivo e tolerante com todas as coisas: (2 Co 6.17). Deus nos chama para sermos santos, separados. Por natureza o cristianismo precisa ser diferente.

ü       “Retirai-vos”- (2 Co 6.17)- Esta é uma forte afirmação. Ser cristão envolve ruptura com tudo aquilo que compromete a santidade de Deus. “Sede Santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1.16). Todas as exigências éticas de Deus para o seu povo podem ser resumidas neste chamado: “Sede santos”. Apesar da simplicidade óbvia, a ordem tem sido encarada com grande confusão, negligência e receio dos crentes e escárnio dos incrédulos. Deus exige santidade de seu povo.

ü       “Não toqueis” (2 Co 6.17)- Esta afirmação nos leva a considerar que é necessário um ruptura com certos processos e atitudes de nossa vida. Associação ou envolvimento com determinados comportamentos e rituais, comprometem nossa santidade com Deus.

b)-  Porque existe uma diferença de conteúdo: As perguntas que são feitas no texto, são retóricas, isto é, levam-nos a responder da forma como são feitas. “Que comunhão entre Luz/trevas; crente/incrédulo; Justiça/iniqüidade; Cristo/maligno?”. Todos estes elementos são contrários na sua natureza e essência. As trevas não comungam com a luz, a justiça não se associa com a iniqüidade, Cristo se opõe ao maligno, e o crente não pode se associar e pactuar com o incrédulo. Porque são, por sua natureza, como água e óleo.
A proposta aqui não é para um isolamento monástico nem fuga do mundo. O apóstolo Paulo já esclareceu esta questão na carta anterior que escreveu. “Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros; refiro-me, com isto, não propriamente aos impuros deste mundo, ou aos avarentos, ou roubadores, ou idólatras; pois, neste caso, teríeis de sair do mundo” (1 Co 5.9-10). A questão, porém, tem a ver com vínculos, pactos e associações que fazemos. E certamente a aliança do casamento está no centro desta questão.

c)- Porque associações nos comprometem - A Bíblia conta a história interessante dos gibeonitas em Josué 9. Quando ouviram o que Israel fizera a Jericó e Ai, duas cidades prósperas e vizinhas, resolveram pactuar com o povo de Israel , e para isto fingiram vir de longe, vieram com sandálias rotas e sacos velhos e odres de vinhos rotos e trouxeram um pão seco e bolorento dentro dos sacos de viagem. Assim fizeram um pacto com o povo de Deus. A Bíblia diz que o povo de Israel não pediu conselho ao Senhor antes foram enganados e fizeram aliança acreditando que eram pessoas vindas de longe, quando na verdade eram vizinhos, estavam no caminho e na terra que o povo queria conquistar, por isto Israel foi impedido de guerrear contra eles.
Muitas pessoas, ainda hoje, sem o saber, envolvem-se com coisas satânicas, para serem agradáveis e populares. Tomem cuidado com os vínculos, pactos e associações que são feitos, muitos destes compromissos podem estar desagradando a Deus.

4. Porque precisamos rejeitar coisas impuras – (2 Co 6.17).  Nossa vida deve ser uma vida de pureza e santidade aos olhos de Deus. A sociedade atual é extremamente inclusivista, licenciosa e tolerante até com o pecado e com o mal, e deseja unir trevas com a luz. Deus diz que é necessário pagar o preço para sermos aprovados, e este preço muitas vezes é da impopularidade e do radicalismo. Precisamos lembrar do status que recebemos de Deus, que nos chamou para sermos seus filhos (2 Co 6.18).
Certa vez, Luiz XIV, um jovem príncipe, herdeiro da coroa francesa teve que ser deportado para não morrer. No seu exílio, foi morar com muitos guerreiros e soldados que tinham uma péssima conduta ética, e ele ainda adolescente tinha que suportar todas as provocações, os soldados se excediam nas bebidas, gritarias, mau temperamento e brigas, além da licenciosidade moral, fornicação e prostituição. Quando lhe perguntaram porque não agia como os demais, ele respondeu de forma segura: “Porque um dia serei o rei da França, e isto não é um comportamento digno da realeza”. Ah! Se nós entendêssemos a vocação e o chamado que Deus nos tem dado e qual a suprema grandeza de sua glória, certamente seriamos mais prudentes e cautelosos na nossa ética, para glorificar nosso rei.

Conversões de conveniência

Em geral, tenho muita dificuldade em fazer casamentos mistos. Condiciono sempre o casamento a alguns encontros com os noivos, para abrir meu coração e falar do propósito de Deus para suas vidas. Eventualmente faço apelos para conversão, evangelizando pessoas durante tais encontros.
Por desejarem que eu realize a cerimônia de seus casamentos, não é muito difícil encontrar pessoas que “aparentam” ter uma certa espiritualidade, e para desfazer qualquer possibilidade de continuar mantendo um contacto fundamentado numa mentira, afirmo diretamente que não condiciono o casamento ao fato da pessoa fazer parte da comunidade na qual sou pastor. Aprendi que isto elimina qualquer predisposição para a hipocrisia e as conversões de conveniência.
Por outro lado, vejo rapazes e moças crentes, namorando descrentes, e criando uma “cláusula” nos relacionamentos: “Só me casarei com você, se você se converter”. É obvio que se o descrente está apaixonado pela pessoa crente, como não possui qualquer compromisso espiritual, facilmente concordará em “se converter e se batizar”, mas será que realmente esta pessoa teve uma experiência com Jesus e entendeu o plano de Deus para sua vida? Em geral, tais compromissos mostram-se superficiais, logo após o casamento.
Nunca confiei em uma conversão deste tipo. Não seguimos Jesus por causa de alguém, este não é o tipo de discipulado que Jesus deseja; mas seguimos a Cristo por causa dele mesmo.

“Namoro Missionário”
Eu não estou muito certo quando surgiu o termo “namoro missionário”, mas ele é mais que apropriado para ilustrar o que falamos. Imagine você – uma jovem cristã, cheia de zelo por Deus - indo para uma tribo remota de nativos para evangelizar o perdido e sentindo grande peso espiritual pelo charmoso filho do chefe da tribo. Ele parece interessado em Deus e você gasta um bom tempo na esperança de trazê-lo para o Senhor...
Então, sem que você saiba, sua amiga de uma sociedade missionária recebe um cartão postal dizendo que ela está se casando e não volta mais. Será que ele se converteu? Bem, na verdade não – mas ela está confiante de que em breve isto acontecerá. Enquanto isto, ela está tentando organizar as coisas da casa, na sua cabana cheia de ídolos (que não verdade, ela não pensa em adorar...) e sonhando com um futuro maravilhoso que construirão juntos.
Se você ouve falar de uma situação como esta, deve se perguntar quais são as chances desta garota encontrar real felicidade – ou dela professar seu amor pelo Senhor? Suas ações certamente parecem contradizer aquilo que ela realmente afirma crer.

O Jogo do Namoro
Vivemos dias em que os jovens tem tratado o relacionamento de namoro como algo superficial e vazio. Uma música contemporânea reflete bem este pensamento moderno: Já sei namorar, já sei beijar de língua, agora só me falta sonhar... Não sou de ninguém, eu sou de todo mundo, e todo mundo me quer bem” (Tribalistas). Esta idéia de “ser de todo mundo” é uma grande falácia. Ninguém é de todo mundo, todos nós precisamos de intimidade e responsabilidade nos nossos relacionamentos, caso contrário, haverá muitas feridas e dores.
O resultado tem sido o conhecido conceito de “ficar”. Embora “ficar” seja um verbo que dá idéia de estabilidade, neste caso ele expressa algo efêmero e passageiro. “Ficar”, na linguagem moderna significa se entregar a alguém durante um tempo curto, sem nenhum compromisso ou envolvimento afetivo. Namoro tem se tornado algo vazio e pecaminoso.
Tenho a convicção de que namoro não deve ser feito de forma superficial, e muito menos sem a aprovação de Deus. Ouvi certa vez a afirmação de que “namoro é para se conhecer, noivado é para planejar e casamento é para executar”. Embora não estejamos certos de que vamos casar com a pessoa que namoramos, uma vez que a estaremos conhecendo, é prudente pensar que estaremos nos conhecendo porque a outra pessoa se tornou interessante. Antes de um envolvimento, devemos ser capazes de ver as qualidades de um sincero amor de Deus na vida desta pessoa, e os frutos de sua fé também devem ser claros.
É natural que você comece a namorar alguém com quem você já esteja observando sua forma de ser por algum tempo. Para iniciar um namoro, que é um relacionamento mais profundo, você deve entrar quando o Senhor lhe mostrar que este passo deve ser dado. Se você teme ouvir um não de Deus, muito provavelmente você não está interessado em saber sua vontade para sua vida. Isto é um sinal vermelho de que alguma coisa vai mal no seu processo de seguir a Cristo, já que você não está realmente interessado em segui-lo.
Muitos estão num casamento miserável, porque ignoraram a orientação de Deus, e resolveram seguir seus próprios desejos e a voz de seus corações. Estão aprendendo lições de uma forma muito dura. Casamento é um pacto indissolúvel, selado por Deus, e a Palavra de Deus nos ensina que “O que Deus juntou, não o separe o homem” (Mt 19.7), e que “Deus odeia o divórcio!” (Ml 2.16).
Quando falamos do casamento, estamos nos referindo a um compromisso de uma vida de amor, honra, cuidado – até que a morte nos separe! Então, como fazer uma aliança com alguém que não ama Jesus?

Apelo aos que ainda não tomaram uma decisão em ser um discípulo de Cristo

Muitos ainda não quiseram fazer pactos com a Igreja e com o Evangelho. Fazer pactos é dizer, “eu assumo, eu me comprometo”. Não fazem tais compromissos por causa do medo dos vínculos!  É importante, porém, reconhecer que o Deus do Evangelho é um Deus pactual, Deus das alianças, que exige compromisso e deseja nossa fidelidade plena, sem reservas.
Alguns nunca disseram: “Eu aceito, eu me envolvo, eu entrego meu coração a Jesus e meu rendo ao convite de ser um discípulo”. Se você ainda não assumiu compromisso porque ainda não aceita o Evangelho é coerente e razoável que não deve assumir tal compromisso. Agora se você já aceita, e por razões familiares, comodismo ou negligência tem negligenciado ao adiado esta entrega incondicional, você ainda não tem a vida, porque não a entregou a Jesus. Lembre-se do que Cristo afirmou: “Quem me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante do Pai que está nos céus. Quem, porém, me negar diante dos homens, eu o negarei no último dia”. Mt.10:32,33.  O Deus da Bíblia é um Deus do pacto, da aliança, do compromisso. Por isto a palavra afirma: “Hoje se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração…”

Conclusão:

A dura realidade é que aqueles que amam a Jesus e se casam com descrentes, jamais terão a experiência da plenitude de um casamento como Deus planejou. Nunca experimentarão a verdadeira intimidade se estarem unidos nos vínculos do amor de Jesus. Verdadeiras alianças só podem ser construídas debaixo do altar do Senhor.
Confie no Senhor, ande em obediência, e Deus satisfará suas necessidades no Seu tempo e da Sua forma. Confie no Senhor de todo o seu coração e não te estribes no teu próprio pensamento. Não se engane! Quem verdadeiramente ama o Senhor, nunca vai comprometer sua história com alguém que ama o mundo.
Ore sinceramente ao Senhor, pedindo-lhe para que oriente seu coração para que ele não se afaste dos ensinamentos do Senhor. Se você está pensando em se casar com uma pessoa descrente, ter um lar cristão, temente a Deus e que busca seguir os mandamentos de Deus, criando filhos na disciplina e temor do Senhor, como você espera alcançar estes objetivos se seus desejos são tão distintos?

Creio que é isto que o texto da Palavra de Deus está ensinando: “Que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?”. Que Deus possa abrir o seu coração e mente, na medida em que você, sinceramente, busca fazer sua vontade.

Rev Samuel Vieira.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

18 razões para o Cristão não ser Vegano.




O Veganismo é um conjunto de práticas focadas nos direitos dos animais que, 

por consequência, adota uma dieta baseada em vegetais, livre de todos os alimentos de origem animal, como: carne, laticínios, ovos e mel, bem como produtos como o couro e qualquer produto  testado em animais. O vegano não deve usar artigos de peles, couro, lã, seda, camurça ou outros materiais de origem animal (como adornos de pérolas, plumas, penas, ossos, pelos, marfim etc.), pois implicam a morte ou  exploração dos animais que lhes deram origem. Sendo assim, um vegano se veste de tecidos de origem vegetal (algodão, linho, etc) ou sintéticos (poliéster, etc).  Veganos fazem uso da dieta vegetariana estrita, ou seja,  excluem, da sua alimentação, carnes e embutidos (enchidos), banha, vísceras, músculos, gelatina, peles, cartilagens, lacticínios, ovos e ovas, insetos, mel e derivados, frutos do mar e quaisquer alimentos de origem animal. Consomem basicamente cereais, frutas, legumes, vegetais, hortaliças, algas, cogumelos e qualquer produto, inclusive industrializados, que não contenha ingredientes  que dependam de uso animal em sua produção. Circos com animais, rodeios, vaquejadas, touradas,  zoológicos ou qualquer coisa que explore os animais de algum modo, também são boicotados pelos  veganos  pois estas práticas implicam escravidão, posse, deslocamento do animal de seu habitat natural, privação de seus costumes e comunidades, adestramento forçoso e sofrimento. Veganos não caçam, não promovem nenhum tipo de pesca, e boicotam qualquer "desporto" que envolva animais. Diante de tantas proibições, a pergunta a ser feita é: Pode o cristão se submeter  a estas exigências?  Deus exige isso de seus filhos? A resposta é não por, pelo menos, 18 motivos.

1. Deus autorizou seu povo a comer carne (Gn 9.3; At 11.5-9);

2. O povo de Deus, no Antigo Testamento, sempre comeu carne de boi, ovelha, 
cabra e outros animais (Jz 6.20; 1Sm 28.24,25; 1Re 4.23; Am 6.4);


3. O povo de Deus, no Novo Testamento, também comia carne bovina (Mt 22.4; 

Lc 15.30);

4. O povo de Deus comia carne de peixe (Nm 11.5; Ec 9.12; Ez 47.10; Mt 4.18; 
Lc 11.11);

5. Jesus alimentou a multidão com pão e carne de peixe (Mt 15.37; Mc 6.42);

6. Gafanhotos eram comidos (Lv 11.21,22; Mt 3.4; Mc 1.6);

7. Aves eram parte da alimentação (Êx 16.12,13; Nm 11.18-20,32,33; 1Re 4.23; 
1Sm 26.20);

8. O povo de Deus bebia leite (Dt 32.14; Jó 20.17; Jó 21.24; Pv 27.27; Ct 4.11);

9. O povo de Deus bebia mel (1Sm 14.27; 2Sm 17.29; Ct 4.11; Sl 19.10; Pv 16.24; 
Mt 3.4; Mc 1.6);

10. As descrições bíblicas de uma terra prometida são de “terra que mana leite e mel” (Ex 3.8,17; 13.5; 33.3; Lv 20.24; Nm 13.27);


11. Deus usou e ordenou o uso de peles de animais (Gn 3.21; Ex 25.5; Nm 31.20; Hb 11.37);


12. Homens de Deus como Elias e João batista usavam couro (2Re 1.8; Mt 3.4; Mc 1.6);

13. A seda também é permitida por Deus nas Escrituras (Ez 16.10; Ez 16.13; Ap 18.12);

14. A descrição da nova Jerusalém é de portas feitas de pérola (Ap 21.21);

15. Tanto a caça quanto a pesca são atividades permitidas por Deus (Gn 25.28; 27.3,5; 
Pv 12.27; Ez 47.10; Mt 4.18; Mt 13.48; Lc 5.4-6);



16. Animais eram usados tanto nos sacrifícios, quanto na agricultura, 

quanto nas guerras (2Re 6.17, Lc 9.62);


17. Os anjos, em corpos humanos, se alimentaram de coalhada, leite e carne bovina 
(Gn 18.8);

18. Jesus se alimentava de carne de peixe (Lc 24.42,43), mel (Lc 24.43); pão (Mt 26.26); carne de cordeiro (Êx 12.3) e, muito provavelmente, como todo judeu, de queijo de cabra, ovos, azeitonas, trigo, cevada, lentilhas, tâmaras, melõe, pepinos, romãs, e uvas passas.

O que está na base do Veganismo é a ideia de que o sofrimento animal não é permitido sob hipótese alguma. A vida animal é sagrada. Em um mundo vegano ideal, os animais morreriam de velhice. Conquanto cristãos tenham o dever de cuidar da criação de Deus (Gn 1.28), Deus colocou os animais abaixo dos seres humanos. O que o paganismo fez, no passado, foi inverter esta ordem “adorando e servindo a criatura em lugar do Criador” (Rm 1.25). O que a Ecologia (e agora o Veganismo) estão fazendo é ressuscitar o paganismo colocando a natureza como o próprio Deus e divinizando os animais. Assim, cristãos devem perceber que não se trata apenas de uma inocente dieta para cuidado da saúde, mas de uma filosofia que inverte os ensinos da  Palavra de Deus e que produz a idolatria da criação.“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.” (Gl 5.1) “Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro, segundo os preceitos e doutrinas dos homens?” (Cl 2.20-22). Foge destes que “exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de  graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom,  e,  recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado.” (1Tm 4.3-5) “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” (1Co 10.31)


Rev. Ageu Magalhães



sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Autoconfiança – Por João Calvino.

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Por esse motivo, aquele que pensa estar de pé, preste atenção para que não venha a cair (1Co 10:12).
- Paulo conclui, à luz do precedente, que não devemos ensoberbecer-nos de como começamos, ou de nosso progresso, de modo a nos tornarmos complacentes e indolentes. Pois os coríntios se sentiam tão vangloriosos de sua própria situação que se esqueceram de quão fracos eram, e caíram em muitas práticas vergonhosas e nocivas. Mergulharam numa injustificada autoconfiança, semelhante à que os profetas estavam sempre a condenar no povo de Israel. Porém, visto que os papistas torcem este versículo com o fim de estabelecer seu ímpio dogma de que devemos viver sempre num estado de incerteza no tocante à fé, notemos bem que existem dois gêneros de confiança.
Um repousa nas promessas divinas, de modo que o crente é convencido, em seu coração, de que Deus jamais o deixa, e, escudado nesta invencível convicção, ele enfrenta a Satanás e ao pecado, alegre e destemidamente. Ao mesmo tempo, contudo, rememorando suas próprias fraquezas, ele se abandona em Deus, em temor e humildade, e, em sua angústia, se confia a ele de boa vontade. Este tipo de confiança é algo santo e saudável, e não pode ser alienado da fé, como é evidente de muitas passagens da Escritura, especialmente Romanos 8.33. O outro tipo de confiança tem suas raízes na indiferença, quando os homens ardem de orgulho em virtude dos dons que possuem, e vivem completamente despreocupados sobre sua própria situação, senão que, ao contrário, aquiescem nela como se estivessem fora do alcance de qualquer perigo; com o danoso resultado de se verem expostos a todos os ataques de Satanás. E este tipo de confiança que Paulo deseja que os coríntios renunciem, porquanto ele percebia que sua presunção repousava numa crença irracional. Não lhes diz, porém, que vivessem num estado de ansiedade e in certeza quanto à vontade de Deus, ou que alimentassem medo de que a sua salvação não fosse algo definido e definitivo, segundo imaginam os papistas. Sumariando, lembremo-nos de que Paulo está falando a homens que viviam convencidos em razão de uma equivocada confiança no ser humano, e ele está procurando pôr fim a tal fraqueza, a qual teve sua origem na dependência humana e não na divina. Pois, após louvar os colossenses por sua solidez ou 'firmeza na fé' (Cl 2.5), convida-os a permanecerem firmes, radicados em Cristo, e a serem "edificados nele e estabelecidos na fé" (Cl 2.7).

Carta de João Calvino a Lutero por João Calvino.

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21 de Janeiro de 1545

Ao mui excelente pastor da Igreja Cristã, Dr. M. Lutero, [1] meu tão respeitado pai. Quando disse que meus compatriotas franceses, [2] que muitos deles foram tirados da obscuridade do Papado para a autêntica fé, nada alteraram da sua pública profissão, [3] e que eles continuam a corromper-se com a
sacrílega adoração dos Papistas, como se eles nunca tivessem experimentado o sabor da verdadeira doutrina, fui totalmente incapaz de conter-me de reprovar tão grande preguiça e negligência, no modo que pensei que ela merece. O que de fato está fazendo esta fé que mente sepultando no coração, senão romper com a confissão de fé? Que espécie de religião pode ser esta, que mente submergindo sob semelhante idolatria? Não me comprometo, todavia, de tratar o argumento aqui, pois já o tenho feito de modo mais extenso em dois pequenos tratados, em que, se não te for incomodo olha-los, perceberá o que penso com maior clareza que em ambos, e através da sua leitura encontrará as razões pelas quais tenho me forçado a formar tais opiniões; de fato, muitos de nosso povo, até aqui estavam em profundo sono numa falsa segurança, mas foram despertados, começando a considerar o que eles deveriam fazer. Mas, por isso que é difícil ignorar toda a consideração que eles têm por mim, para expor as suas vidas ao perigo, ou suscitar o desprazer da humanidade para encontrar a ira do mundo, ou abandonando as suas expectativas do lar em sua terra natal, ao entrar numa vida de exílio voluntário, eles são impedidos ou expulsos pelas dificuldades duma residência forçada. Eles têm outros motivos, entretanto, é algo razoável, pelo que se pode perceber que somente buscam encontrar algum tipo de justificativa. Nestas circunstâncias, eles se apegam na incerteza; por isso, eles estão desejosos em ouvir a sua opinião, a qual eles merecem defender com reverência, assim, ela servirá grandemente para confirmar-lhes. Eles têm me requisitado de enviar um mensageiro confiável até você, que pudesse registrar a sua resposta para nós sobre esta questão. Pois, penso que foi de grande conseqüência para eles ter o benefício de sua autoridade, para que não continuem vacilando; e eu mesmo estou convicto desta necessidade, estive relutante de recusar o que eles solicitaram. Agora, entretanto mui respeitado pai, no Senhor, eu suplico a ti, por Cristo, que você não despreze receber a preocupação para sua causa e minha; primeiro, que você pudesse ler atentamente a epístola escrita em seu nome, e meus pequenos livros, calmamente e nas horas livres, ou que pudesse solicitar a alguém que se ocupasse em ler, e repassasse a substância deles a você. Por último, que você escrevesse e nos enviasse de volta a sua opinião em poucas palavras. De fato, estive indisposto em incomodar você em meio de tantos fardos e vários empreendimentos; mas tal é o seu senso de justiça, que você não poderia supor que eu faria isto a menos que compelido pela necessidade do caso; entretanto, confio que você me perdoará. Quão bom seria se eu pudesse voar até você, pudera eu em poucas horas desfrutar da alegria da sua companhia; pois, preferiria, e isto seria muito melhor, conversar pessoalmente com você não somente nesta questão, mas também sobre outras; mas, vejo que isto não é possível nesta terra, mas espero que em breve venha a ser no reino de Deus. Adeus, mui renomado senhor, mui distinto ministro de Cristo, e meu sempre honrado pai. O Senhor te governe até o fim, pelo seu próprio Espírito, que você possa perseverar continuamente até o fim, para o benefício e bem comum de sua própria Igreja.

Extraído de Letters of John Calvin: Select from the Bonnet Edition with an introductory biographical sketch (Edinburgh, The Banner of Truth Trust, 1980), pp. 71-73.
[1] - Nota do tradutor: O especial interesse por esta carta, pelo que sabemos, é que ela é a única que Calvino escreveu a Lutero.
[2] - Nota do tradutor: Pelo que parece Calvino se refere aos huguenotes que embora haviam assumido o compromisso com uma confissão de fé reformada, mas na prática ainda
preservavam os ídolos, toda a pompa e ritual da missa católica romana. Esta prática evidenciava uma incoerência entre o ato e a convicção de fé.
[3] - Nota do tradutor: Calvino se refere ao culto como uma confissão pública de fé.
Tradução livre:

Rev. Ewerton B.Tokashiki
Pastor da Igreja Presbiteriana de Cerejeiras – RO.
Prof. de Teologia Sistemática no SPBC – extensão Ji-Paraná

A alegria da glorificação.

Deus aperfeiçoará a sua obra em você "até o dia de Cristo Jesus" (  Filipenses 1: 6  ). Algum dia Deus glorificará e re...