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A FILA ANDA? A Falta de Seriedade no Namoro Leva à Impureza




A Falta de Seriedade no Namoro Leva à Impureza
Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (1Tessalonicenses 4.3-7).
Anos atrás foi veiculado na televisão um comercial da Coca-Cola que mostrava dois adolescentes na praia. Eles haviam acabado de se conhecer. Na cena, o rapaz está segurando uma lata do refrigerante quando a moça pede um gole. O problema é que já havia acabado. Então, ela pede pra levar a lata como uma lembrança daquele momento tão especial. De repente, percebe-se que se tratava de uma recordação por parte da moça. Ela estava em casa, segurando a lata do refrigerante e lembrando o que ocorreu. Ela decide então guardar a latinha na sua estante, quando de repente a câmera recua e, ao abrir a imagem, podem ser vistas outras cinquenta latas, no mínimo. Era nesse ponto que a terrível frase era pronunciada: “Ficar, essa é a real!”
Aos protestos muitos argumentarão: “Nós, cristãos, não ‘ficamos’! Nós namoramos de forma séria!” Não obstante, a verdade é que muitos jovens foram profundamente influenciados pela filosofia subjacente à propaganda mencionada, inclusive jovens cristãos. Porém, não é de hoje que nos deparamos com uma questão delicada: a impureza existente no namoro de muitos que professam a fé cristã. No momento tenho em mente uma forma de impureza bem específica: a constante e intensa troca de namorado/namorada.
É comum entre aqueles que não temem ao Senhor a prática de colecionar um namoro atrás do outro, como se uma lista com os muitos nomes dos rapazes fosse algo digno de orgulho, um trofeu a ser exibido para as amigas. Os rapazes costumam cultivar essa prática de forma ainda mais intensa, como se isso se constituísse na verdadeira prova da masculinidade.
Estão os jovens crentes imunes a esta prática? Não, não estão. Na realidade, é comum encontrarmos casos em que nossos moços colecionam um namoro atrás do outro. Interessantemente, eles até fazem uma pergunta que soa sincera: “Como poderei saber quem é a pessoa certa?” Michael Lawrence afirma que, “numa cultura que nos permite escolher a pessoa com quem vamos casar, ninguém deseja fazer a escolha errada. Especialmente se, como cristãos, entendemos que a escolha que fazemos é para o resto da vida”.[i]
O Ego por trás da pergunta
Sempre que alguém faz a pergunta acima, na verdade, o que está perguntando é: “Como posso saber se ela é a pessoa certa para mim?” O “eu” está em vista aqui. O objetivo do relacionamento se torna verificar se a outra pessoa atende ou não às minhas necessidades, se é compatível com o meu gênio, se mesatisfaz. O ego se torna o centro da questão. O jovem encara o namoro como um meio de satisfazer aquelas que ele pensa serem as suas necessidades. E, assim, até que encontre alguém que preencha os requisitos, várias pessoas serão “testadas” e “experimentadas”. Pior ainda, o jovem crente acaba enxergando os outros de uma maneira completamente errada. Em vez de enxergar os outros jovens crentes como irmãos e irmãs em Cristo, ele os vê como namorados ou namoradas em potencial.
A Banalização da Declaração de Amor
Isso revela um entendimento errôneo a respeito da natureza do amor, bem como leva a uma banalização do “eu te amo!” Será que os nossos jovens compreendem as reais implicações de se dizer que ama outra pessoa? Verdade seja dita: A grande maioria pronuncia essa frase imbuída do esquema conceitual do mundo. O “eu te amo!” é um testemunho implícito de que a outra pessoa corresponde aos anseios e às necessidades emocionais do “eu”. Como pontua Joshua Harris: “Primeiramente precisamos entender que todas as decepções do mundo advêm da crença de que o amor é basicamente para a realização e conforto de si mesmo. O mundo envenena o amor ao concentrar primeiramente na satisfação das necessidades da própria pessoa”.[ii]
O grande problema é que isso não é amor verdadeiro. Antes, é egoísmo. É defraudação. Como diz Harris: “Quando avaliamos a qualidade do nosso amor por alguém apenas pela nossa própria realização emocional, nós praticamos o egoísmo”.[iii] Disso resultam as sucessivas trocas de namoradas/namorados mesmo dentro da igreja.
Defraudação Equivale a Impureza
Em 1Tessalonicenses 4.3-7 fica claro que ofender e defraudar o irmão é o mesmo que cometer impureza. O contexto mostra que o apóstolo Paulo tem em mente a intimidade física sem compromisso. E por “compromisso”, entenda-se “casamento”. De forma prática, isso quer dizer que nossos jovens serão muito abençoados quando compreenderem que não possuem o menor direito a desfrutar de afetos e carícias de uma, duas, três, quatro jovens sob a desculpa de não terem convicção de que a pessoa do momento é “pessoa correta”.
Michael Lawrence usa uma ilustração interessante: “Muitas vezes, no namoro, pensamos e agimos como consumidores em vez de servos. E não como bons consumidores. Afinal, ninguém jamais foi a uma concessionária, pegou um carro para fazer um longo test-drive, estacionou-o na sua garagem particular, dirigiu-o até o trabalho e do trabalho para casa por várias semanas, talvez viajando nele de férias, rodando milhares de quilômetros, para depois leva-lo de volta ao vendedor, dizendo: ‘Não estou pronto para comprar este carro’”.[iv] A ilustração é absurda? Não! Absurdo é fazer algo semelhante com um irmão ou uma irmã em Cristo.
Um Caminho Melhor: Fazer as Perguntas Certas
Isto posto, proponho que em vez de perguntar “Como vou saber se ela é a pessoa certa pra mim?”, você pergunte: “Sou o tipo de pessoa com quem um filho/filha de Deus desejaria se casar?” ou “Que qualidades/características devo procurar observar, para poder iniciar um namoro com vistas ao casamento?” Então, uma vez que as perguntas certas tenham sido feitas e que o jovem tenha assentado em seu coração proteger aqueles que são suas irmãs em Cristo, por exemplo, ele decidirá namorar tempo suficiente para discernir se estará disposto a amá-la de forma sacrificial, como Cristo amou a Igreja (Ef 5.25). Ao assentar em seu coração proteger o coração de suas irmãs, o jovem cristão não se permitirá namorar uma moça durante um longo tempo, para poder ter confiança de que o casamento não desembocará em sofrimento.
Como consequência direta, o verbo “namorar” ganhará contornos completamente diferentes daqueles a que estamos acostumados. Gosto da definição dada por Scott Croft: “Namorar normalmente começa quando um homem solteiro aborda uma mulher solteira indo até o pai da mulher, e então conduz seu relacionamento com a mulher sob a autoridade de seu pai, de sua família ou igreja, o que for mais apropriado. Namorar sempre tem o casamento como objetivo direto”.[v] Deus nos chamou à santidade, inclusive em nossos relacionamentos!

Alan Rennê 


[i] Michael Lawrence. “Stop Test-Driving Your Girlfriend”. Acessado em 07/02/2012. .
[ii] Joshua Harris. Eu Disse Adeus ao Namoro. São Paulo: Atos, 2003. p. 60.
[iii] Ibid. p. 61.
[iv] Michael Lawrence. “Stop Test-Driving Your Girlfriend”.
[v] John Piper e Justin Taylor (Orgs.). Sexo e a Supremacia de Cristo. São Paulo: Cultura Cristã, 2009. p. 184.


OS NOVOS EVANGELICOS UMA GERAÇÃO EM CRISE




A geração de jovens que compões as fileiras de nossas

 igrejas hoje, em sua grande maioria são de jovens 

descomprometidos com as marcas de Cristo.

VEJA ESSE VÍDEO!!!!!!!!

Eles conseguem levantar as mãos durante o louvor, conseguem ter presença regulares no culto de domingo, tem “evangeliques” nível intermediário, alguns levam até a bíblia, outros com muita coragem sobem aos púlpitos para louvar e até pregar, mas tudo não passa de uma ilusão ótica, estão a bailar o famoso moonwalk.
O profeta Joel (Cap 2) encontrou uma geração parecida, uma sociedade em que as pessoas estavam prontos a rasgarem as vestes (prontos a sinalizar o que realmente não estavam vivendo), as vestes eram rasgadas mas por dentro o coração permanecia intacto, e a estes Deus disse por meio do profeta: “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejum, e com choro, e com pranto, e rasgai o vosso coração, e não a vossas veste.”

MULTIDÃO MUÇULMANA INCENDEIA 178 CASAS CRISTÃS NO PAQUISTÃO


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"Estamos sendo castigados por sermos cristãos no Paquistão"

Centenas de cristãos ficaram desabrigados no Paquistão depois que uma multidão de três mil muçulmanos incendiou casas e lojas de propriedade dos fiéis, além de uma igreja. Isso tudo ocorreu devido a uma acusação falsa de que um cristão, supostamente, teria blasfemado contra o profeta Maomé.

No último sábado (9), os cristãos de Joseph Colony, na área de Lahore, fugiram da cidade com medo da violência. Eles temeram por suas vidas após escutarem uma mensagem vinda dos alto-falantes das mesquitas locais que exortavam muçulmanos a "matarem os blasfemos".

Extremistas foram incitados a atacarem o bairro cristão em resposta a uma queixa apresentada contra Savan Masih, no dia anterior, por um muçulmano local. Ele alegou que o cristão deferiu comentários depreciativos contra o fundador do islamismo, Maomé.

A multidão atacou a casa de Savan e também invadiu propriedades de outras famílias cristãs, saqueando seus bens e deixando seus lares em chamas. Um total de 178 casas e 75 lojas foram destruídas; muitos cristãos ficaram sem nada. Bíblias também foram queimadas.

Uma das vítimas, Aslam Masih, de 65 anos, disse a um dos parceiros locais da Portas Abertas que durante muitos anos ele economizou dinheiro para que as suas duas filhas se casassem no próximo mês. Ele agora não pode dar-se ao luxo de comprar uma única refeição para sua família. Em meio a lágrimas, ele disse: "Este incidente deixou-nos pobres".

Os agressores não conseguiram achar Savan, mas encontraram seu pai, Chaman Masih, e o agrediram.

A polícia acalmou a multidão ao registrar uma ocorrência de blasfêmia contra Savan, com base na seção 295-C do Código Penal paquistanês, que ordena a pena de morte para aqueles que profanam o nome de Maomé. Chaman também foi levado sob custódia.

O suposto incidente de “blasfêmia” aconteceu na noite de 7 de março, durante uma conversa entre Savan, que é casado e pai de três filhos, e um amigo muçulmano.

A organização de ajuda humanitária Barnabas está trabalhando com parceiros locais para ajudar os cristãos desabrigados de Joseph Colony a reconstruírem suas vidas.

As autoridades paquistanesas reagiram com firmeza à violência anticristã. O presidente Asif Ali Zardari e o Primeiro Ministro Raja Pervez Ashraf solicitaram a abertura de um inquérito. O governo de Punjab anunciou que os cristãos serão compensados por suas perdas, e que os processos contra os criminosos serão levados a juízo. Cerca de 150 suspeitos foram detidos.

Resta aguardar, portanto, se medidas serão tomadas e a ajuda virá. O incidente ainda é um vestígio da violência em Gojra, de 2009, em que mais de 60 casas cristãs foram incendiadas e oito cristãos foram mortos. Até agora, ninguém foi condenado por esse ataque. Centenas de cristãos que foram obrigados a deixar suas casas em Maherabad após uma falsa acusação de blasfêmia contra a adolescente Rimsha Masih em agosto de 2012, ainda não puderam voltar para casa.

Patrick Sookhdeo, Diretor internacional da fundação Barnabas, declara: “Mais uma vez, uma comunidade inteira no Paquistão foi arruinada e destruída por extremistas islâmicos por causa de acusações de blasfêmia sem fundamento. É bom saber que esses cristãos indefesos receberão ajuda do Estado, mas é provável que eles necessitem de ajuda de seus irmãos e irmãs de todo o mundo”.



OS SETE HÁBITOS DE UM NAMORO ALTAMENTE DEFEITUOSO - 1ª PARTE


Joshua Harris e sua esposa, Shannon.

Por Joshua Harris

1. O namoro leva à intimidade, mas não necessariamente a um compromisso.
Jamie era uma caloura no ensino médio; seu namorado, Troy, estava no último ano. Troy era tudo que a Jamie sonhou em um rapaz, e por oito meses eram inseparáveis. Mas dois meses antes do Troy partir para a faculdade, ele abruptamente anunciou que não queria mais ver a Jamie.

“Quando terminamos, foi definitivamente a coisa mais difícil que já aconteceu comigo” Jamie me contou depois. Mes­mo que fisicamente não passaram de um beijo, Jamie tinha entregado o seu coração e as suas emoções completamente ao Troy. Ele tinha aproveitado a intimidade enquanto servia às suas necessidades, mas a rejeitou quando estava pronto para seguir adiante.

Esta estória lhe parece familiar? Talvez você tenha ouvi­do algo semelhante de um amigo, ou talvez você mesmo tenha vivido isso. Como em muitos namoros, Jamie e Troy se torna­ram íntimos com pouco, ou mesmo nenhum, pensamento so­bre compromisso ou como seriam afetados quando terminas­sem. Podemos por a culpa no Troy por ter sido um canalha, mas façamos uma pergunta a nós mesmos. Qual é a idéia prin­cipal na maioria dos namoros? Geralmente o namoro estimula a intimidade pela própria intimidade - duas pessoas se aproxi­mam sem nenhuma real intenção de um compromisso de lon­go prazo.

Intimidade que se aprofunda sem a definição de um ní­vel de compromisso é nitidamente perigoso. É como escalar uma montanha com uma parceira sem saber se ela quer a res­ponsabilidade de segurar a sua corda. Quando estiverem a seiscentos metros de altura em uma encosta, você não quer conversar sobre como ela se sente “presa” por causa do relacionamento. Do mesmo modo, muitas pessoas experimentam mágoas profundas quando elas se abrem emocionalmente e fisicamente apenas para serem abandonadas por outros que declaram que não estão prontos para um “compromisso sério”.

Um relacionamento íntimo é uma experiência linda que Deus deseja que experimentemos. Mas ele fez com que a reali­zação advinda da intimidade fosse um sub-produto do amor baseado no compromisso. Você poderá dizer que a intimidade entre um homem e uma mulher é a cobertura do bolo de um relacionamento que se encaminha para o casamento. Se olhar­mos para a intimidade desta forma, então na maioria dos na­moros só tem a cobertura. Normalmente falta a eles um propó­sito ou um alvo bem definido. Na maioria dos casos, especial­mente no colégio, o namoro é de curta duração, atendendo às necessidades do momento. As pessoas namoram pois querem aproveitar os benefícios emocionais e até físicos da intimidade sem a responsabilidade de um compromisso real.

Na verdade, isso é a essência da revolução original do namoro. O namoro não existia antigamente. Como eu o vejo, o namoro é um produto da nossa cultura direcionada à diversão e totalmente descartável. Muito antes da revista Seventeen[1] (Dezessete) dar dicas sobre namoro, as pessoas faziam as coi­sas de modo muito diferente.

Na virada do século vinte, um rapaz e uma garota ape­nas se envolviam romanticamente quando planejavam se ca­sar. Se um rapaz freqüentasse a casa de uma garota, a família e os amigos deduziam que ele tinha a intenção de pedir a sua mão. Mas as variações de atitude na cultura e a chegada do automóvel trouxeram mudanças radicais. As novas “regras” permitiam às pessoas entregarem-se a todas as emoções do amor romântico sem nenhuma intenção de casamento. A es­critora Beth Bailey documentou estas mudanças em um livro cujo título, From Front Porch to Backseat (Do Alpendre ao Ban­co de Trás), diz tudo sobre a diferença na atitude da sociedade quando o namoro passou a ser a norma. Amor e romance passa­ram a ser aproveitados pelas pessoas apenas pelo seu valor de entretenimento.

Apesar de muita coisa ter mudado desde os anos 20, a ten­dência dos namoros em caminhar na direção de uma maior in­timidade sem compromisso permanece praticamente a mesma.

Para o cristão este desvio negativo está na raiz dos pro­blemas do namoro. A intimidade sem compromisso desperta desejos - emocionais e físicos - que nenhum dos dois pode sa­tisfazer se agirem corretamente. Em I Tessalonicenses 4:6 a Bíblia chama isso de “defraudar”, em outras palavras, roubar alguém ao criar expectativas mas não satisfazendo o que foi prometido. O Pr. Stephen Olford descreve defraudar como “despertando uma fome que não podemos satisfazer justamente” prometendo algo que não podemos ou não iremos cumprir.

Intimidade sem compromisso, semelhante à cobertura sem o bolo, pode ser gostoso, mas no final passamos mal.


[1] N.T.:A revista Seventeen é direcionada ao público adolescente abordan­do temas como sexo e relacionamentos etc.


A Provável Causa de Muitos dos Nossos Problemas



Fico me perguntando se uma das explicações para alguns dos problemas que afligem as igrejas evangélicas – qualquer que seja a sua linha – não é o fato de que tem muita gente, nos bancos e nos púlpitos, que nunca nasceram de novo.

Eu não estou dizendo que pessoas que são genuinamente regeneradas pelo Espírito, que foram iluminadas salvadoramente por Deus e que foram perdoadas e aceitas por Deus, justificadas de seus pecados e adotadas na família de Deus, - sim, não estou dizendo que elas não sejam capazes de cometer pecados, e pecados graves. Há vários exemplos disto na própria Bíblia. Mas, como Davi, estas pessoas se arrependeram, choraram seus pecados, se penitenciaram e voltaram atrás – como Pedro após negar Jesus.

Mas, é que fica realmente difícil compreender como uma pessoa que foi iluminada pelo Espírito, conheceu a graça de Deus em Cristo, experimentou o perdão de pecados, teve acesso ao trono da graça mediante Jesus, seja capaz de espalhar mentiras, agredir irmãos, levantar calúnias, falsear a verdade, espalhar a cizânia, viver na prática da imoralidade, ser movida pelo ódio, pelo amor ao dinheiro e ao poder, sem jamais demonstrar um mínimo de remorso, de arrependimento ou tristeza pelos seus atos. E isto, anos a fio.

Teoricamente, é possível alguém ter uma capa de religiosidade e, por dentro, ser um lobo devorador. É possível alguém se passar por homem ou mulher de Deus e ainda assim não conhecer a Deus e nem a seu Filho Jesus Cristo. Estou me referindo a passagens da Bíblia como estas abaixo:
Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas. (Fil 3:18-19 ARA). 
Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos. (Rom 16:17-18 ARA) 
Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras. (2Co 11:13-15 ARA) 
Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade. (Mat 7:22-23 ARA). 
Quando o dono da casa se tiver levantado e fechado a porta, e vós, do lado de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos a porta, ele vos responderá: Não sei donde sois. Então, direis: Comíamos e bebíamos na tua presença, e ensinavas em nossas ruas. Mas ele vos dirá: Não sei donde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais iniqüidades. (Lucas 13:25-27 ARA) 
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. (1Co 13:1-3 ARA) 
Surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. (Mat 24:24 ARA) 
Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. (Mat 24:5 ARA) 
Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graça (1Ti 4:1-3 ARA).
Acho que as passagens acima são suficientes para mostrar a preocupação do Senhor Jesus e dos seus apóstolos para com a presença de pessoas que não eram realmente convertidas em meio ao povo de Deus.

Acredito que há pessoas que resolveram se tornar cristãs, mas não pelo motivo correto. Foram admitidas nas igrejas, o que é extremamente fácil em umas e relativamente mais difícil em outras. Mas, uma vez dentro, assumiram um papel religioso externo – um descrente pode orar em voz alta, usar linguagem evangélica, contribuir para a igreja, cantar e ouvir sermões. E por serem pessoas de talento, capacidade ou terem tido sucesso na vida secular, foram consagradas pelas igrejas como presbíteros, pastores, líderes – em algumas igrejas isto é muito fácil. Pode ser que alguns deles consigam manter o papel por muito tempo sem causar problemas, mas a natureza não regenerada cedo ou tarde vai se manifestar na forma de ódio, amor ao poder, dissimulação, falsos ensinos, perseguição, intolerância, autoritarismo e a busca da própria glória.

Fica muito difícil dizer que uma pessoa não é convertida por causa de atitudes erradas e pecados cometidos, pois admitimos que um verdadeiro crente pode errar. Mas, pensemos bem: não será que a razão pela qual algumas destas pessoas continuam anos a fio fazendo estas mesmas coisas sem arrependimento e mudança de vida, indo, na verdade, de mal a pior, sem quebrantamento e contrição sincera, não é resultado de uma natureza não regenerada?

Infelizmente, tenho a impressão de que temos mais gente não convertida nos bancos e nos púlpitos do que imaginamos.

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Ex-BBB vira pastora da Bola de Neve e chora quando lembra que posou pelada para a Playboy

Natália Nara participou da quinta edição do reality show ao lado de Jean Willys

À esquerda, Natália atualmente e na imagem à direita na época em que participou do programa

Algumas pessoas podem não lembrar dela, mas a ex-BBB Natália Nara, que chegou a ganhar o título de a Iracema de Fortaleza, se arrepende amargamente de ter entrado no Big Brother Brasil.

Participante da edição que tornou o baiano Jean Willys vencedor e destacou a atriz Grazi Massafera, a cearense se nega a falar sobre o BBB e diz que chora quando lembra de sua atuação no programa.

Em entrevista ao jornal 'Extra', a mãe de Natália contou que contou que a jovem não gosta de ser reconhecida como uma ex-BBB. "Ela não quer mais saber de ‘BBB’, mas o que ela mais lamenta é o fato de ter posado nua. Ela chora só de lembrar. Esse programa só fez mal a ela e atrapalhou os estudos", disse dona Neide à publicação carioca.


A morena - que atualmente é pastora da igreja Bola de Neve - se casou em julho de 2012 e desde que conheceu a religião, em 2007, a sua vida mudou.  "Quando me dei conta da besteira que eu fiz (a revista 'Playboy'), me arrependi e passei a andar no caminho de Jesus", testemunhou Natália, num vídeo publicado no Youtube. Ainda de acordo com o Extra, a ex-BBB tem planos de finalizar a faculdade de Jornalismo e seguir como pastora em São Paulo, onde mora atualmente.

Confira testemunho da pastora da Bola de Neve










CAUSA GAY: UMA VIA DE MÃO UNICA.



Há coisas difíceis de digerir. Para mim, uma delas, por exemplo, é nata no leite; porém, há quem goste, e eu não tenho nada contra isso, contanto que não me obriguem a um castigo como esse.

Numa república democrática, devemos conviver respeitosamente com o contraditório, sem que a vontade individual seja invadida pela de outrem que nos force a aderir integralmente ao que ele considera bom para si.

De uns anos para cá, a bandeira da liberdade de expressão sexual tem ocupado extraordinário espaço e apoio na mídia. Tem-se tentado, a todo custo, fazer a sociedade aceitá-la como algo normal. Mas a sociedade, de tradições engessadas – tanto por conceitos religiosos quanto pelo que se entende por normalidade da vida natural –, não consegue compreender plenamente as reivindicações dos ativistas gays. Estes, em face disso, reagem com atos que variam de acusações de anacronismo a palavras de ofensa.

Os ativistas gays pretendem aprovar o Projeto de Lei que criminaliza todo e qualquer tipo de preconceito contra a prática sexual entre pessoas do mesmo sexo. O projeto inclui também a união matrimonial entre pessoas do mesmo sexo.

A causa gay tem feito grandes avanços no seu labor. A cada dia aumenta o número de pessoas que se mostram mais tolerantes, e até simpáticas a ela. Em alguns Estados da Federação, já é possível a união estável entre pessoas do mesmo sexo. A legalização federal certamente não demorará a acontecer. Isso não é novidade para mais ninguém. A principal alegação para o casamento entre homossexuais é, segundo eles, a de garantir-lhes direitos adquiridos, assim como ocorre com um casal heterossexual.

No entanto, o que para uns é algo normal para outros soa como ofensa à sociedade, desrespeito à família, banalização dos bons costumes e transgressão às leis de Deus. Desse modo, a sociedade está dividida. Muitos há que, por medo de sofrerem algum tipo de retaliação, afirmam ser favoráveis às mudanças, mas não são capazes de sustentar seu discurso. Perguntados sobre como agiriam se tivessem um filho ou filha gay, mostram desconforto com a ideia.

As reivindicações dos gays não levam em conta as consequências que isso trará à sociedade, com todas as exigências que fazem. Os direitos que buscam excedem em muito os direitos comuns. Por que tachar de homofóbico quem simplesmente pensa diferente deles? Então, toda a sociedade – sem exceção alguma – é doente, e precisaria ser internada. Toda vez que alguém discorda do ponto de vista de outro significa que tem “medo” daquele ponto de vista, ou mesmo, daquela pessoa? O são-paulino tem medo do corintiano; o católico, do evangélico; este, do espírita, e assim por diante?

Será que já não temos leis suficientes para garantir direitos que estabeleçam o respeito mútuo entre os indivíduos? Quem ofenderia a um gay por ser gay, e não seria punido? Do mesmo modo o negro, o judeu, o deficiente físico etc.?

Mas eles querem uma lei exclusiva, que os torne uma classe superior às outras. Provavelmente se sentem superiores aos demais, contrariando, assim, a Constituição, que diz que todos somos iguais perante a Lei. Ao mesmo tempo, esquecem que, se a sociedade toda se tornasse atraída por pessoas do mesmo sexo, em poucos anos a espécie humana deixaria de se reproduzir, e se extinguiria!

Eu estava tomando café com a minha mulher na praça de alimentação de um Shopping Center na cidade de São Paulo. Dois rapazes, ambos negros, sentaram-se à nossa frente e, em acintoso gesto de provocação pública, começaram a se beijar e a se acariciar nas partes íntimas. Pessoas que estavam próximas começaram a se afastar, procurando outras mesas, principalmente as que estavam acompanhadas de crianças, devido ao desconforto que a cena causava a todos. Olhei para um segurança do shopping esperando que ele fizesse algo, mas ele reagiu discretamente, acenando com as mãos e com os ombros, dando-me a entender que não podia fazer nada. Se fosse um casal heterossexual, aquilo seria um “atentado ao pudor”, mas eram dois homens! Qualquer atitude que tivéssemos, por mais educada que fosse, certamente se voltaria contra nós, com dupla acusação: discriminação sexual e racial, e, certamente, o ganho de causa seria dos gays!

Senti-me impotente, totalmente desprotegido pelo Estado no direito de exercer minha cidadania! Se agora já é assim, como será depois quando, por um simples gesto ou suspeita, formos todos criminalizados por gente que quer o respeito, mas que não se dá a ele? É justo que essa via tenha somente mão de ida, e não tenha a de volta?

Continuo tendo náuseas ao ver uma nata flutuando numa xícara de café com leite. Posso ser respeitado pelo meu gosto? Ou será que um dia me obrigarão a engolir isso?


Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
Pastor da Assembleia de Deus Bereana. Apresenta o programa TV Bereana em Redes de televisão


QUINTA-FEIRA, 21 DE MARÇO DE 2013






  

TIPOS INÚTEIS DE FÉ

Existem dois meios pelos quais um homem pode perder sua alma. Quais são eles? Ele pode perdê-la por viver e morrer sem nenhuma fé.  Ele pode viver e morrer como um animal, ímpio, ateisticamente, sem a graça e incrédulo. Este é um caminho seguro para o inferno. Cuidado para não andar por ele. Ele pode perder sua alma por aceitar determinado tipo de fé. Ele pode viver e morrer contentando-se com um cristianismo falso e descansando numa esperança sem fundamento. 
Este é o caminho mais comum que existe para o inferno. O que quero dizer com fé inútil? 
Em primeiro lugar, uma fé é totalmente inútil quando Jesus Cristo não é o principal objeto e não ocupa o lugar principal. Existem portanto, muitos homens e mulheres batizados que praticamente nada sabem sobre Cristo. A fé deles consiste em algumas noções vagas e expressões vazias. “Mas eles crêem, não são piores que outros; eles se mantêm na igreja, tentam fazer suas obrigações; não prejudicam a ninguém; esperam que Deus seja misericordioso para com eles! Eles confiam que o Poderoso perdoará seus pecados e os levará para o céu quando morrerem”. Isto é quase a totalidade da sua fé. Mas o que estas pessoas sabem de fato sobre Cristo? Nada! Nada mesmo! Que relação experiencial eles têm com Seus ofícios e obra, Seu sangue, Sua justiça, Sua mediação, Seu sacerdócio, Sua intercessão? Nenhuma! Nenhuma mesmo! Pergunte-lhes sobre a fé salvífica; pergunte-lhes sobre nascer de novo do Espírito; pergunte-lhes sobre ser santificado em Cristo Jesus. Que resposta você terá? Você é um bárbaro para eles. Você lhes perguntou questões bíblicas simples, mas eles não sabem mais sobre elas, experimentalmente, do que um budista ou um mulçumano. 
E mesmo assim, esta é a fé de centenas de milhares de pessoas por todo mundo que são chamadas de cristãs. Se você é um homem deste tipo, eu o advirto claramente que tal cristianismo nunca o levará para o céu. Ele pode fazer muito bem aos olhos dos homens; pode ser aprovado no conselho da igreja, no escritório, ou nas ruas, mas ele nunca o confortará; nunca satisfará sua consciência; nunca salvará sua alma. Mas eu ainda tenho outra coisa a dizer. Em segundo lugar, uma fé é inteiramente inútil quando se une qualquer coisa a Cristo com respeito a salvação da sua alma. Você não deve somente depender de Cristo para salvação, mas deve depender de Cristo somente e exclusivamente de Cristo.Existem multidões de homens e mulheres batizados que professam honrar a Cristo, mas na realidade O desonram grandemente. Eles dão a Cristo um certo lugar no seu sistema religioso, mas não o lugar que Deus tencionou que Ele ocupasse. 
Eu não me preocupo com o que você está juntando a Cristo. Se é a necessidade de unir-se a igreja de Roma, ou de ser um episcopal, ou um sacerdote independente, ou desistir da liturgia, ou de ser batizado por imersão. O que quer que seja que você acrescente a Cristo no que se refere a salvação, você ofende a Cristo. 
É horrível não ter nenhuma fé. Ter uma alma imortal confiada ao seu cuidado e negligenciá-la, é terrível. Porém, não menos terrível, é estar contente com uma fé que não lhe pode fazer nenhum bem. Não permita que esse seja seu caso.                                                                                                                                                                                          
                                                                                                                        J.C.Ryle








SEGUNDA-FEIRA, 18 DE MARÇO DE 2013


UMA SEGUNDA REFORMA?


Uma Segunda Reforma? Avaliando as declarações iniciais do Papa Francisco











O novo líder da Igreja Católica, escolhido em um dia considerado por muitos “cabalístico” (13.03.13), já recebeu diversos comentários e reações aos seus primeiros pronunciamentos. Mesmo sendo muito cedo para qualquer análise ou opinião, observamos que todos os segmentos, os dos católicos, evangélicos e até os que se declaram sem religião, estão, por razões diversas, perplexos.
Aqueles com os quais a mídia fez coro, na expectativa da eleição de um Papa que fosse “progressista”, se espantaram com a posição do Dom Jorge Mario Bergoglio, agora Papa Francisco, com relação à união de gays, à questão do homossexualismo como “apenas” uma opção sexual e sobre o aborto. Ele é contra, ponto final! Na esfera política latino-americana, o distanciamento do Papa da tiete chavista Cristina Kirchner e alegados alinhamentos passados com a direita argentina, também fez com que este grupo ficasse não somente eriçado, como igualmente frustrado. Em adição, muitos “sem religião”, que dizem não ligar a mínima para o papado, têm comentado essas posições e declarações do Papa, franzindo o cenho em desaprovação ainda que meio veladamente.

Católicos se espantaram porque ele não colocou, de início, o envolvimento social comoprioridade máxima da Igreja. Em vez disso, contrariou a mensagem que tem soado renitentemente ao longo das quatro últimas décadas, especialmente em terras brasileiras, proclamada pelos politizados “teólogos da libertação”, ou da natimorta “teologia pública”. Ele aparentou priorizar as questões espirituais!

Exatamente por isso, no campo evangélico, chamou atenção a sua declaração de que a missão da Igreja é difundir a mensagem de Jesus Cristo pelo mundo. Na realidade, o Papa disse que se esse não for o foco principal, a Instituição da Igreja Católica Romana tende a se transformar em uma “ONG beneficente”, mas sem relevância maior à saúde espiritual das pessoas! Ei! Disseram alguns evangélicos – essa é a nossa mensagem!!

Bom, não é a primeira vez na história que um prelado católico reconhece que a Igreja tem estado equivocada em seus caminhos e mensagem. Já houve um monge agostiniano que, estudando a Bíblia, verificou que tinha que retornar às bases das Escrituras e reavivar a missão da igreja na proclamação do evangelho, libertando-a de penduricalhos humanos absorvidos através de séculos de tradição. Estes possuíam apenas características místicas, mas nenhuma contribuição espiritual e de vida que fosse real às pessoas. Assim foi disparado o movimento que ficou conhecido na história como a Reforma do Século 16, com as mensagens, escritos e ações de Martinho Lutero, em 1517. Lutero foi seguido por muitos outros reformadores, que se apegaram à Bíblia como regra de fé e prática.

Entendo, portanto, que não seria impossível uma “segunda reforma” dentro da Igreja Católica, se esta declaração inicial do Papa Francisco for levada a sério, por ele próprio e por seus seguidores. É importante lembrar, entretanto, que proclamar a mensagem de Jesus Cristo é algo bem abrangente e sério. Entre outras coisas que poderiam ser mencionada, a Igreja Católica precisaria se definir com coragem nessas cinco áreas cruciais:

1. Rejeitar apêndices aos livros inspirados das Escrituras. Ou seja, assumir lealdade apenas às Escrituras Sagradas, rejeitando os chamados livros apócrifos. Proclamar as palavras de Jesus, nesta área, é aceitar tão somente o que ele aceitou. Em Lucas 24.44, Jesus referiu-se às Escrituras disponíveis antes dos livros do Novo Testamento, como “A Lei de Moisés, Os Profetas e Os Salmos” – essa era exatamente a forma da época de se referir às Escrituras que formam o Antigo Testamento, em três divisões específicas (Pentateuco, livros históricos e proféticos e livros poéticos) compreendendo, no total, 39 livros. Representam os livros inspirados aceitos até hoje pelo cristianismo histórico, abraçado pelos evangélicos, bem como pelos Judeus de então e da atualidade. Ou seja, nenhuma menção ou aceitação dos livros apócrifos, não inspirados, que foram inseridos 400 anos depois de Cristo, quando Jerônimo editou a tradução em Latim da Bíblia – a Vulgata Latina. Evangélicos e católicos concordam quanto aos 27 livros do Novo Testamento, mas essas adições à Palavra são responsáveis pela introdução de diversas doutrinas estranhas, que nunca foram ensinadas ou abraçadas por Jesus e pelos apóstolos. Proclamar a palavra de Jesus ao mundo começa com a aceitação das Escrituras do Antigo e Novo Testamento, e elas somente, como fonte de conhecimento religioso e regra de fé e prática.

2. Rejeitar a mediação de qualquer outro (ou outra) entre Deus e as Pessoas, que não seja o próprio Cristo. Não acatar a mediação de Maria, e muito menos a designação dela como co-redentora, lembrando que o ensino da palavra é o de que “há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2.5). Na realidade, a Igreja precisa obedecer até à própria Maria, que ensinou: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (João 2.5); e Ele nos diz: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao pai, senão por mim” (João 14.6). Foi um momento revelador da dificuldade que o Papa tem na aderência a essa mensagem da Bíblia, observar sua homilia pública (angelus) de 17.03.2013. Após falar várias coisas importantes e bíblicas sobre perdão e misericórdia divina, finalizou dizendo: “procuremos a intercessão de Maria”... Não é assim que irá proclamar a palavra de Jesus ao mundo, pois precisa apresentá-lo como único e exclusivo mediador; nosso advogado; aquele que pleiteia e defende a nossa causa perante o tribunal divino.

3. Rejeitar as imagens e o panteão de santos composto por vários personagens que também são alvo de adoração e devoção devidas somente a Cristo. Essa característica da Igreja Católica está relacionada com a utilização de imagens de escultura, como objeto de adoração e veneração; e também precisaria ser rejeitada. Ela contraria o segundo mandamento e desvia os olhos dos fiéis daquele que é o “autor e consumador da fé - Jesus” (Hebreus 12.2). Proclamar a palavra de Jesus ao mundo significa abandonar a prática espúria e humana da canonização de mortais comuns, pecadores como eu e você, em complexos, mas inúteis processos eclesiásticos, que não têm o poder de aferir ou atribuir poderes especiais a esses santos.

4. Rejeitar o ensino de que existe um estado pós-morte que proporciona uma “segunda chance” às pessoas. A doutrina do purgatório não tem base bíblica e surgiu exatamente dos livros conhecidos como apócrifos (em 2 Macabeus 12.45), sendo formalizada apenas nos Concílios de Lyon e Florença, em 1439. Mas Jesus e a Bíblia ensinam que existem apenas dois destinos que esperam as pessoas, após a morte: Estar na glória com o Criador – salvos pela graça infinita de Deus (Lucas 23.43 e Atos 15.11), ou na morte eterna (Mateus 23.33), como consequência dos nossos próprios pecados. Proclamar a palavra de Jesus ao mundo é alertar as pessoas sobre a inevitabilidade da morte eterna, pregando o evangelho do arrependimento e a boa nova da salvação através de Cristo, sem iludir os fiéis com falsos destinos.

5. Rejeitar os “mantras” religiosos, que são proferidos como se tivessem validade intrínseca, como fortalecimento progressivo pela repetibilidade. É o próprio Jesus que nos ensinou, em Mateus 6.7: “... orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos”. É simplesmente incrível como a ficha não tem caído na Igreja Católica, ao longo dos séculos e, mesmo com uma declaração tão clara contra as repetições, da parte de Cristo, as rezas, rosários, novenas, sinais da cruz etc. são promovidos e apresentados como sinais de espiritualidade ou motivadores de ação divina àqueles que os repetem. Proclamar a palavra de Jesus ao mundo é dirigir-se ao Pai como ele ensina, em nome do próprio Jesus, no poder do Espírito Santo, abrindo o nosso coração perante o trono de graça (Filipenses 4.6).

Confesso que admiro a coragem deste homem, que, enquanto cardeal se pronunciou claramente contra alguns pecados aberrantes que estão destruindo a família e a sociedade. Peço a Deus que dê forças às nossas lideranças evangélicas, e a nós mesmos, para termos intrepidez no interpelar de governantes e da mídia, quando promovem leis e comportamentos que contradizem totalmente os princípios que Deus delineia em Sua Palavra. Estes sempre são os melhores para o bem da humanidade, na qual o povo de Deus (incluindo nossos filhos e netos) está inserido.

Mas quanto a uma possível Segunda Reforma, vou ficar cauteloso e com muitas dúvidas. No momento em que eu testemunhar mudanças, como as que apresentei acima, vou me animar, entusiasmar e bater palmas – talvez ela esteja em andamento! Até lá, entretanto, continuarei triste em ver tantos olhos e esperanças fixados em mitos, misticismo e na pessoa humana, em vez de no Deus único soberano, esperança de nossas vidas, que nos fala em Cristo Jesus, pelo poder do Espírito Santo, que é real e eterno e não temporal como o Papa.


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Pedro, Paulo e Francisco



A renúncia do papa Bento XVI e a eleição do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio para substituí-lo trazem à tona, mais uma vez, a questão da reivindicação da Igreja Católica de que o papa é o legítimo sucessor do apóstolo Pedro como cabeça da Igreja de Jesus Cristo aqui na terra. Francisco se senta no trono de Pedro. Então, tá.

Obviamente, a primeira questão a ser determinada é se o apóstolo Pedro, de alguma forma, teve algum trono, se ele foi uma espécie de papa da nascente igreja cristã no século I e se ele deixou sucessor, que por sua vez, nomeou seu próprio sucessor e assim por diante, até chegar, de Pedro, a Francisco. Eu digo “primeira questão” não somente por causa da sequência lógica da discussão, mas por causa da sua importância. Tanto católicos quanto protestantes tomam as Escrituras Sagradas como a Palavra de Deus. Portanto, é imprescindível que um conceito de tamanha importância como este tenha um mínimo de fundamento bíblico. Mas, será que tem?

É verdade que Cefas, também chamado de Simão Pedro, foi destacado pelo Senhor Jesus em várias ocasiões de entre os demais discípulos. Ele esteve entre os primeiros a serem chamados (Mt 4:18) e seu nome sempre aparece primeiro em todas as listas dos Doze (Mt 10:2; Mc 3:16). Jesus o inclui entre os seus discípulos mais chegados (Mt 17:1), embora o “discípulo amado” fosse João (Jo 19:26). Pedro sempre está à frente dos colegas em várias ocasiões: é o primeiro a tentar andar sobre as águas indo ao encontro de Jesus (Mt 14:28), é o primeiro a responder à pergunta de Jesus “quem vocês acham que eu sou” (Mt 16:16), mas também foi o primeiro a repreender Jesus afoitamente após o anúncio da cruz (Mt 16:22) e o primeiro a negá-lo (Mt 26:69-75). Foi a Pedro que Jesus disse, “apascenta minhas ovelhas” (Jo 21:17). Foi a ele que o Senhor disse, “quando te converteres, fortalece teus irmãos” (Lc 22:32). E foi a ele que Jesus dirigiu as famosas palavras, “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus” (Mt 16:18-19).

Apesar de tudo isto, não se percebe da parte do próprio Pedro, dos seus colegas apóstolos e das igrejas da época de Pedro, que ele havia sido nomeado por Jesus como o cabeça da Igreja aqui neste mundo, para exercer a primazia sobre seus colegas e sobre os cristãos, e para ser o canal pelo qual Deus falaria, de maneira infalível, ao seu povo. Ele foi visto e acolhido como um líder da Igreja cristã juntamente com os demais apóstolos, mas jamais como o supremo cabeça da Igreja, sobressaindo-se dos demais.

Para começar, o apóstolo Paulo se sentiu perfeitamente à vontade para confrontá-lo e repreendê-lo publicamente quando Pedro foi dissimulado em certa ocasião para com os crentes gentios em Antioquia (Gl 2:11-14). O apóstolo Tiago, por sua vez, foi o líder maior do Concílio de Jerusalém que definiu a importante questão da participação dos gentios na Igreja, concílio este onde Pedro estava presente (Atos 15:1-21). E quando uma decisão foi tomada, ela foi enviada em nome dos “apóstolos e presbíteros” e não de Pedro (Atos 15:22). Os judeus convertidos, líderes da Igreja de Jerusalém, e que achavam que a circuncisão era necessária para os gentios que cressem em Jesus, não hesitaram em questionar Pedro e confrontá-lo abertamente quando ele chegou a Jerusalém, após ouvirem que ele tinha estado na casa de Cornélio, um gentio. E Pedro, humildemente, se explicou diante deles (Atos 11:1-3). Os crentes da igreja de Corinto não entenderam que Pedro estava numa categoria à parte, pois se sentiram a vontade para formarem grupos em torno dos nomes de Paulo, Apolo e do próprio Pedro, não reconhecendo Pedro como estando acima dos outros (1Cor 1:12).

O apóstolo Mateus, autor do Evangelho que carrega seu nome, não entendeu que a promessa de Jesus feita a Pedro, de que este receberia as chaves do Reino dos céus e o poder de ligar e desligar (Mt 16:18-19), era uma delegação exclusiva ao apóstolo, pois no capítulo seguinte registra as seguintes palavras de Jesus, desta feita a toda igreja:
Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus (Mat 18:15-18 - itálico adicionado para ênfase). 
É muito instrutivo notar a maneira como o apóstolo Paulo via Pedro, a quem sempre se refere como Cefas, seu nome hebraico. Paulo o inclui juntamente com Apolo e a si próprio como meros instrumentos através dos quais Deus faz a sua obra na Igreja (1Cor 3:22). Se Paulo tivesse entendido que Pedro era o líder máximo da Igreja, não o teria citado por último ao dar exemplos de líderes cristãos que ganhavam sustento e levavam as esposas em missão (1Cor 9:4-5). Ele reconhece que Cefas é o líder da igreja de Jerusalém, mas o inclui entre os demais apóstolos (Gl 1:18-19) e ao mencionar os que eram colunas da igreja deixa Cefas em segundo, depois de Tiago (Gl 2:9). E em seguida narra abertamente o episódio em que o confrontou por ter se tornado repreensível (Gl 2:11 em diante). Bastante revelador é o que Paulo escreve quanto ao seu próprio chamado: “aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão também operou eficazmente em mim para com os gentios” (Gal 2:6-8). Por estas palavras, Paulo se considerava tão papa quanto Pedro!

Nem mesmo Pedro se via como um primus inter pares, alguém acima dos demais apóstolos. Quando entrou na casa de Cornélio para pregar o Evangelho, o centurião romano se ajoelhou diante dele em devoção. Pedro o ergue com estas palavras, “Ergue-te, que eu também sou homem” (Atos 10:26). Pedro reconhece humildemente que os escritos de Paulo são Escritura inspirada por Deus, esvaziando assim qualquer pretensão de que ele seria o único canal inspirado e infalível pelo qual Deus falava ao seu povo (2Pedro 3:15-16). E claramente explica que a pedra sobre a qual Jesus Cristo haveria de edificar a sua igreja era o próprio Cristo (1Pedro 2:4-8), dando assim a interpretação final e definitiva da famosa expressão “tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”. A “pedra” referida pelo Senhor era o próprio Cristo.

Em resumo, ninguém no século I, ninguém mesmo, nem o próprio Pedro, entendeu que Jesus tinha dito a ele que ele era a pedra sobre a qual a Igreja cristã seria edificada. E nunca esta Igreja tomou medidas para achar um substituto para Pedro após a sua morte.

E isto introduz a segunda questão, que é a sucessão de Pedro. Creio que basta reproduzir aqui as palavras do próprio Pedro com relação à preservação do seu legado após a sua morte. Na sua segunda epístola ele faz menção de que tem consciência da proximidade de sua morte e que se esforçará para que os cristãos conservem a lembrança do Evangelho que ele e os demais apóstolos pregaram. E de que forma? Não apontando um sucessor para conservar este Evangelho como um guardião, mas registrando este Evangelho nas páginas sagradas da Escritura – é por isto que ele escreveu esta epístola. Confira por você mesmo:
Por esta razão, sempre estarei pronto para trazer-vos lembrados acerca destas coisas, embora estejais certos da verdade já presente convosco e nela confirmados. Também considero justo, enquanto estou neste tabernáculo, despertar-vos com essas lembranças, certo de que estou prestes a deixar o meu tabernáculo, como efetivamente nosso Senhor Jesus Cristo me revelou.
Mas, de minha parte, esforçar-me-ei, diligentemente, por fazer que, a todo tempo, mesmo depois da minha partida, conserveis lembrança de tudo.
Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade, pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
Ora, esta voz, vinda do céu, nós a ouvimos quando estávamos com ele no monte santo. Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração, sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo (2Pedro 1:12-21 - itálico adicionado para ênfase).
Qual foi o esforço que Pedro fez para que, depois de sua partida deste mundo, os cristãos conservassem a lembrança do Evangelho, conforme sua declaração acima? Pedro deixa seu legado nas cartas que escreveu, e que ele considera suficientes para manter os cristãos relembrados de tudo que ele e os demais apóstolos ensinaram. Não há a menor noção de um substituto pessoal, alguém que tomasse seu lugar e transmitisse a outros sucessores o tesouro da fé cristã. Não foi à toa que a nota central da Reforma foi a rejeição do papado e o estabelecimento das Escrituras com sendo a única e infalível fonte de revelação divina.

Não questiono que Francisco seja o legítimo sucessor de Bento, como líder da Igreja Católica. O que não vejo é qualquer fundamento bíblico para aceitar que Pedro tenha sido papa e que Francisco é seu legítimo sucessor.







A Síndrome de Onã.

O livro de Gênesis como sendo o livro dos começos, apresenta-nos fatos que exigem de nós leitores da bíblia um esforço maior do raciocínio. O livro contém: O relato da criação em seis dias literais, pois no livro do Êxodo o dedo de Deus ao escrever nas primeiras tábuas da Lei reforça: "porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há... "Êx 20: 11 temos também a criação do homem, a queda do mesmo, a corrupção humana, o dilúvio universal, a história das primeiras civilizações, a chamada de Abraão e o surgimento do povo Hebreu. O livro de Gênesis como todos os livros que compõem as santas escrituras são de maravilhosa leitura para o cristão! Suas páginas nos exortam, consolam, mais também nos edifica, pode o caro leitor assim confirmar? 

Ao acompanharmos a história do patriarca Abraão, veremos que este alcançou do Deus altíssimo um filho: Isaque (Gn 18: 21) este alcança favor do Senhor e sua esposa que como sua mãe também era estéril, dá a luz a dois varões: Esaú e Jacó. Ao Jacó nascem doze filhos e uma única filha por nome Diná, veremos que lá dentre os filhos de Jacó existe um por nome Judá, a este nascem cinco filhos: Er, Onã, Selá, Perez e Zerá, a bíblia é enfática em dizer que tanto Er como Onã faziam coisas más diante do Senhor, pelo que ele os fez morrer. Como podem surgir uns descendentes tão distantes do temor do Senhor das origens de Abraão, Isaque e Jacó? 

A quem os compararemos? A bíblia não detalha a perversidade de Er, mais registra a má atitude de Onã: "então disse Judá a Onâ: toma a mulher do teu irmão, e casa-te com ela, e suscita descendência a teu irmão. Onâ, porém, soube que essa descendência não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando possuía a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, para não dar descendência a seu irmão (Gn 38: 8-9). Onã representa o homem que prioriza o prazer mais despreza a responsabilidade, o prazer momentâneo satisfaz seu âmago, mais a responsabilidade futura lhe aflige a alma! A quem compará-lo? Quais os sindrômicos afetados pela síndrome de Onã? 

A síndrome do prazer sem responsabilidade, momentâneo, que somente lhe apraz e nada mais. acreditamos que Onã tipifica aqueles que por algum meio conseguiu contato com a igreja (A noiva) na intenção de satisfazê-los mais sem nenhuma responsabilidade com a noiva, pelo contrário tentam manchá-la, contaminá-la. É espantoso tal quadro, mais a fila de tais sindrômicos cresce assustadoramente e a noiva clama por socorro, pois tal classe é: Obreiros fraudulentos (2Co 11: 13), maus obreiros ( Fp 3: 2) visto por Judas como: Manchas, nuvens sem água, árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas (Jd 1: 12) Paulo os viu como: Amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos... Ingratos, profanos (2Tm 3: 2) São estes, lobos cruéis (At 20: 29) que por não conseguirem sucesso no mundo, com pele de ovelha, pulam para o meio das ovelhas (Jo 10: 
1) sem passarem pela porta (Jo 10: 9) os obreiros sinceros precisam avaliar se estes que vislumbram tais características outrora apontadas, realmente passou pela porta (Jesus), se realmente teve um contato com a porta (Jesus), ou subiu por outra parte! É triste vermos tais sindrômicos avançarem em seus maus atos, forçando a igreja (Noiva) a práticas profanas que não é lícito fazê-las, danças, músicas profanas, atos mais semelhantes a espiritismo que cristãos, políticas eclesiásticas etc. Tudo isto afim de Satisfazerem seus prazeres e jamais gerarem uma descendência piedosa que invocam o nome do Senhor. Ao invés de preservarem a igreja (Noiva) distante do mundo, a misturam mais e mais com ele, pois sabem que Deus não aceita um povo dividido (Mt 6: 24; Lc 16: 13) semelhantes a Balaão estão a lançar tropeços diante da noiva (Ap 2: 14) pois estes amam o prêmio da injustiça (2Pd 2: 15) ai deles! Pois deixaram se levar pelo engano do prêmio de Balaão (Jd 1: 11) Esqueceram que a noiva tem um dono! Aleluias! Jesus a resgatou com seu precioso sangue (At 20: 28) aos Onãs de plantão, restam nós dizer que atrairão sobre si mesmos, repentina destruição (2 Pd 2: 1) é hora de despertarmos, o passo do abençoado é no caminho apertado (Mt 7: 14) se lá no mundo aplaudem estrelas, ao pertencermos a igreja (Noiva) todos somos servos. Cuidado Onãs do século 21, Deus através do seu Santo Espírito está a acompanhar sua noiva e tem ciúmes da mesma (Tg 4: 5).
Que Deus tenha misericórdia, e não nos encontre nesta situação. Estes não haverão de prevalecer, pois a noiva será entregue pura, imaculada ao seu noivo, o obreiro que não foi afetado pela síndrome de Onã é zeloso e zela da noiva com o zelo de Deus (2Co 11: 2)




O cristão e a EUTANÁSIA


Embora possa parecer que a tecnologia moderna até certo ponto criou o dilema da eutanásia, a verdade é

que muitas civilizações antigas praticavam tanto a eutanásia ativa quanto a passiva, principalmente nos

 doentes, nos recém-nascidos defeituosos e nos idosos. As filosofias da Grécia e de Roma idealizavam o suicídio como uma forma nobre de morrer. Até mesmo o assassinato não era condenado em todas as

 sociedades antigas, e muitas vezes os doentes eram abandonados para morrer ou para se virarem

 sozinhos. Aliás, na época do Novo Testamento a sociedade romana normalmente  valorizava o ser humano somente conforme sua posição social, nacionalidade, etc. Em contraste, quando esteve no mundo Jesus Cristo demonstrou, de muitas maneiras, um padrão de vida bem diferente dos valores sociais da época. Ele vivia em obediência à Palavra de Deus, que ensina que o ser humano foi criado conforme a imagem de Deus. A Palavra de Deus também contém leis que condenam o assassinato (Gênesis 1.26; 9.6; Êxodo 20.13). Jesus confirmou a validade dos ensinos do Antigo Testamento sobre a questão do assassinato e ainda levou esse princípio mais adiante (Mateus 5.21-22). Ele não só se opunha ao diabo que mata, mas também destruía suas obras que matam. Os Evangelhos mostram Jesus curando, até mesmo das piores doenças, muitos homens e mulheres das mais baixas condições sociais.

Ao descrever o Dia do Juízo, a Bíblia diz que o Rei Jesus dirá para as pessoas que vivem conforme Deus acha certo:

"Venham, vocês que são abençoados pelo meu Pai! Venham e recebam o Reino que, desde a criação do mundo, foi preparado pelo meu Pai. Pois eu estava com fome, e vocês me deram comida; estava com sede, e me deram água. Era estrangeiro, e me receberam nas suas casas. Estava sem roupa, e me vestiram; estava doente, e cuidaram de mim. Estava na prisão, e foram me visitar". (Mateus 25.34-36 BLH)

Essas pessoas de bom coração, sem entender o que Jesus queria dizer, perguntam:

"Senhor, quando foi que o vimos com fome e lhe demos comida ou com sede e lhe demos água? Quando foi que vimos o senhor como estrangeiro e o recebemos nas nossas casas ou sem roupa e o vestimos? Quando foi que vimos o senhor doente ou na prisão e fomos visitá-lo?" (Mateus 25.37-39 BLH)

Essa revelação é importante para quem quer agradar a Deus. Em resposta, Jesus mostra o que acontece quando obedecemos a essa revelação: "Eu afirmo que, quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, de fato foi a mim que fizeram". (Mateus 25.40 BLH)

Os cristãos do passado e a eutanásia

Jesus fez essa revelação importante para cristãos que viviam numa época em que a sociedade romana aceitava a eutanásia e o aborto. Nos primeiros três séculos depois da morte e ressurreição do Senhor Jesus, os cristãos praticavam esse ensino sem hesitação. Os primeiros cristãos não seguiam os valores "éticos" das sociedades em que viviam. Eles seguiam os valores éticos do Reino de Deus. Henry Sigerist, respeitado historiador de medicina da Universidade Johns Hopkins, descreve a transformação que o Cristianismo produziu então:

Para os gregos do quinto século antes de Cristo e para [as gerações] que vieram depois, a saúde era considerada o bem mais elevado… O homem doente, o aleijado ou o fraco só poderiam esperar consideração da sociedade enquanto seu estado de saúde tivesse condições de melhorar. A melhor maneira de proceder para com os fracos era destruí-los, o que era feito com frequência…

Coube ao Cristianismo a responsabilidade de introduzir a mudança mais revolucionária e decisiva na atitude da sociedade para com os doentes. O Cristianismo veio ao mundo como uma religião de cura… O [Evangelho] tinha como alvo os pobres, os doentes e os aflitos e lhes prometia cura e restauração, tanto espiritual quanto física. O próprio Cristo não havia realizado curas?

Essa nova atitude inspirou os ensinamentos e atividades do Cristianismo no Império Romano. Os primeiros líderes cristãos, inclusive Policarpo (70-160), Justino Mártir (100-165), Tertuliano (160-220) e Jerônimo (345-419), incentivavam os cristãos a cuidar dos doentes. A partir de então, os cristãos se tornaram conhecidos por sua disposição de tratar de pessoas doentes, inclusive de vítimas de pestes, que eram abandonadas pela sociedade. Os historiadores Darrel W. Amundsen e Gary B. Ferngren observam: "Os primeiros hospitais vieram a existir, no quarto século, por causa da preocupação dos cristãos com todas as pessoas, principalmente os mais necessitados, pois o ser humano tem a imagem de Deus".

A Bíblia ensina que o ser humano foi criado conforme a imagem de Deus e que Jesus morreu para salvar toda a humanidade. Esse ensino inspirou os primeiros cristãos a ter um grande respeito pelo valor e dignidade da vida humana. Eles não só cuidavam dos doentes, mas também denunciavam práticas sociais romanas como aborto, assassinato de recém-nascidos, eutanásia e suicídio. "A verdade é que nós, cristãos, não temos permissão de destruir o que foi concebido na barriga de uma mulher, pois o homicídio é proibido", assim escreveu Tertuliano no segundo século.

Além do aborto, que era muito praticado, a sociedade romana também achava normal matar crianças indesejadas ou abandoná-las a morrer expostas ao sol, chuva, noite, etc. Amundsen e Ferngren comentam: "Depois de sua legalização no quarto século, o Cristianismo aos poucos foi introduzindo importantes mudanças no clima moral do mundo romano. Começando com Constantino, os sucessivos imperadores cristãos aprovaram leis com o objetivo de proteger os recém-nascidos. Contudo, a influência mais importante não veio das leis do Império, mas dos Concílios da Igreja, que condenaram o aborto, o assassinato de recém-nascidos e o abandono deles para morrer".

Os primeiros líderes cristãos, de Justino Mártir a Agostinho de Hipona (354-430) assumiram um posicionamento igualmente forte contra a eutanásia. Agostinho afirmou: "Os cristãos não têm autoridade de cometer suicídio em circunstância alguma. É importante observarmos que em nenhuma parte da Bíblia Sagrada há mandamento ou permissão para cometer suicídio com a finalidade de garantir a imortalidade ou para evitar ou escapar de algum mal. Aliás, temos de compreender que o mandamento ‘Não matarás’ (Êxodo 20.13) proíbe matar a nós mesmos".

É evidente que Agostinho estava se referindo também à eutanásia. Por exemplo, para refutar a idéia social de que o suicídio é um meio normal de acabar com as dores e aflições do corpo, Agostinho citou passagens bíblicas sobre nossa responsabilidade de aguardar o céu com paciência (Romanos 8.24-25), e afirmou: "aguardamos ‘com paciência’, precisamente porque estamos cercados pelos males que a paciência deve tolerar até que cheguemos aonde… não mais haverá nada para tolerar".

Poucos sabem que Agostinho enfrentou uma seita cristã no Norte da África que apoiava a idéia do suicídio como uma forma de martírio voluntário. Essa seita via o suicídio como uma maneira de entrar mais rápido na presença de Deus. Essas idéias não são totalmente rejeitadas hoje. Muitos cristãos espiritualmente mal orientados nos EUA e na Europa cedem à tentação de permitir que a eutanásia seja aplicada num membro da família, sob a alegação de que o apressamento da morte os fará ficar com Deus mais rapidamente. Alguns, para não enfrentar a realidade do que estão fazendo, até citam passagens de Paulo: "A vida para mim é Cristo, e a morte é lucro".[2]

Os cristãos do passado e o sofrimento

Os filósofos da época viam o sofrimento como um mal a ser evitado a todo custo, e não é sem razão que ninguém achava anormal um doente grave cometer suicídio para fugir do sofrimento. Mas Agostinho era fiel à idéia bíblica de que a vida aqui na terra representa somente uma fase até chegarmos à eternidade, onde viveremos para sempre com Deus ou sem ele. Como usar o suicídio como solução para fugir do sofrimento humano e depois evitar na eternidade o Deus que tem autoridade de decidir o destino de nossa vida?

No caso do cristão, Jesus várias vezes avisou seus seguidores de que eles sofreriam perseguição (Mateus 5.10-12; Marcos 10.28-31; João 15.20). As cartas dos apóstolos indicavam o sofrimento físico como um meio de teste, cujo resultado final seria maturidade espiritual e capacidade de resistir melhor aos ataques do diabo (Romanos 5.1-5; Hebreus 12.7-11; Tiago 1.2-8; 5.10-11; 1 Pedro 4.12-13). Em sua carta à igreja da cidade de Corinto, Paulo descreveu seu próprio sofrimento: "O sofrimento que suportamos foi tão grande e tão duro, que já não tínhamos esperança de escapar de lá com vida. Nós nos sentíamos como condenados à morte. Mas isso aconteceu para nos ensinar a confiar não em nós mesmos e sim em Deus, que ressuscita os mortos". (1 Coríntios 1.8-9 BLH)

Paulo não se desesperava ao ponto de acolher a idéia do suicídio, porque "ainda que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia. E essa pequena e passageira aflição que sentimos vai nos trazer uma enorme e eterna glória, muito maior do que o sofrimento. Porque nós não fixamos a nossa atenção nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem. O que pode ser visto dura apenas um pouco, mas o que não pode ser visto dura para sempre". (2 Coríntios 4.16-17 BLH)

O Império Romano se desmoronou logo após a morte de Agostinho em 430, e a Europa entrou na Idade Média. Nesse período, que durou aproximadamente mil anos, houve muitas guerras e o sistema social e econômico ruiu, piorando assim as condições de saúde e sobrevivência das populações. De 541 a 767, dezesseis pestes bubônicas varreram a Europa. Em meio aos graves sofrimentos humanos, os cristãos se apoiavam na Palavra de Deus para enfrentar seus sofrimentos individuais.

Bede, líder cristão inglês desse período, escreveu vários relatos de doenças e sofrimento. Alguns relatos apresentavam pessoas dedicadas a Deus sendo sobrenaturalmente curadas por Deus, outros descreviam pessoas morrendo rapidamente ou sofrendo anos antes de morrer — mas todos entregavam o controle de suas vidas a Deus: "Por isso os que sofrem porque esta é a vontade de Deus devem, por meio das suas boas ações, confiar completamente no Criador, que sempre cumpre as suas promessas". (1 Pedro 4.19 BLH)

Para encorajar e cultivar a fidelidade a Deus no meio das circunstâncias difíceis, Bede usou o exemplo do Bispo Benedito, que sofreu uma prolongada doença terminal: "Durante três anos, Benedito aos poucos foi ficando tão paralisado que da cintura para baixo estava tudo sem vida". Apesar do longo tempo de sofrimento que sua doença lhe causou, Benedito sempre procurava "se ocupar louvando a Deus e ensinando os irmãos".

Doenças fatais dolorosas como a doença que fez o Bispo Benedito sofrer tantos anos de agonias eram comuns durante a Idade Média, por causa da falta de medicamentos e tranqüilizantes eficientes. Apesar disso, nenhum cristão procurava apressar a própria morte a fim de escapar das dores de uma doença terminal. Eles preferiam se entregar totalmente aos cuidados de Deus.

Basicamente, o pensamento depois da Reforma era esse também. Os cristãos se entregavam sempre a Jesus, não às doenças.

A eutanásia e as igrejas de hoje

Enquanto hoje muitas igrejas americanas e européias se encontram mergulhadas em idéias e práticas fora dos princípios bíblicos e até apóiam a morte para as pessoas mais oprimidas e indefesas, muitas igrejas nos países menos ricos estão vivendo uma realidade diferente: muitos milagres estão ocorrendo através da visitação do Espírito Santo. Essas igrejas são instrumento de salvação, perdão, restauração, cura e libertação e é isso mesmo que as pessoas oprimidas recebem quando lá vão. O Evangelho é inimigo da doença, não do doente, e apresenta um Jesus vivo que mata a doença, não o doente. Talvez os cristãos de países como o Brasil precisem lembrar aos cristãos dos países ricos o motivo por que Jesus veio ao mundo: destruir as obras do diabo, não destruir as pessoas que são oprimidas por ele.

O fato é que as igrejas que se abrem para um forte contato com Deus, principalmente na área da cura espiritual, física e emocional, conseguem verdadeiramente abençoar a vida das pessoas. Mas igrejas que não têm esse tipo de abertura correm o risco de acabar se abrindo para outros tipos de "solução" para o problema do sofrimento humano.

Enquanto as igrejas cristãs dos países ricos estão ocupadas tentando descobrir se o casamento homossexual e o aborto são opções bíblicas, igrejas de países pobres, com toda sua simplicidade, estão cheias de testemunhos de salvação, cura e libertação, pelo simples fato de que as congregações são encorajadas a buscar a Deus com fé e se abrir para a visitação do Espírito Santo. É fácil ver que uma fé verdadeira não tem espaço para a perspectiva do mundo que tolera a eutanásia. Muitas vezes missionários americanos e europeus voltam para seus países de origem e contam o que Deus faz no campo missionário, grandes bênçãos e milagres que raramente eles vêem na própria pátria.

Geralmente, embora reconheçam que há o momento de "partir para Jesus", cristãos mais simples e fiéis a Deus sabem que a melhor maneira de encarar o sofrimento é buscando a Deus com todas as forças e tomando posse das promessas da Palavra de Deus. A característica mais marcante de muitos cristãos em países pobres, principalmente onde há muita perseguição, é forte confiança no poder de Deus para restaurar a saúde e à vezes desconfiança dos médicos. Esse tipo de desconfiança é saudável num aspecto: mantém o cristão afastado dos problemas e dilemas do aborto e eutanásia que atingem os médicos. Ainda que ocorram muitos milagres entre os cristãos de países menos desenvolvidos, a abertura ao poder sobrenatural do Espírito Santo não está limitada a eles. Cristãos de diferentes denominações, às vezes das igrejas mais tradicionais nos países ricos, experimentam visitações incríveis de Deus. Mas essas visitações têm sido muito mais freqüentes nos países onde há mais perseguição ao Evangelho.

A verdade é que os cristãos fiéis à Palavra de Deus têm dificuldade de ver a morte como um meio de fugir do sofrimento. Eles vêem a morte como o "último inimigo", não como uma amiga. A morte é conseqüência do pecado e o cristão deve resisti-la, não abraçá-la. O pastor presbiteriano Paul Fowler escreve com relação ao aborto: "Os temas da vida e da morte aparecem em toda a Bíblia como alvos totalmente contrários. Deus é o Criador da vida. A morte é a perda da vida que Deus criou".

Quem tem o direito de tirar a vida inocente?

Ainda que não tivesse promessa alguma na Palavra de Deus para nos ajudar no sofrimento, ainda assim o cristão fiel respeitaria e honraria o que Deus diz:

"Não mate". (Êxodo 20:13 BLH)

"Maldito seja aquele que matar outro à traição! Maldito aquele que receber dinheiro para matar uma pessoa inocente!¼" (Deuteronômio 27:24,25 BLH)

"Ele [o homem perverso] se esconde e mata pessoas inocentes". (Salmo 10:8 BLH)

"Existem sete coisas que o Deus Eterno detesta e que não pode tolerar: mãos que matam gente inocente" (Provérbios 6:16-18 BLH)

Além do testemunho da Palavra de Deus, há também o testemunho de cristãos sinceros. O Rev. G. Campbell Morgan (1863-1945) comentou sobre o mandamento de não matar. Ele diz:

QUEM TEM O DIREITO DE TERMINAR A VIDA?

Deus é soberano sobre a vida de cada pessoa. Esse é o alicerce mais importante da estrutura social. A Palavra de Deus mostra claramente que a vida humana é sagrada. Deus a criou de maneira misteriosa e magnífica em seu começo e possibilidade, completamente além do controle da compreensão dos seres humanos…

A revelação que Deus fez ao homem prova que ele tem um propósito para toda pessoa e para a raça humana… Terminar uma só vida é colocar a inteligência e sabedoria do homem acima da sabedoria de Deus.

As questões da morte são tão imensas que não há pecado contra a humanidade e contra Deus que seja tão grave quanto o pecado de tirar a vida. Esse breve mandamento declara a primeira lei fundamental acerca da vida humana, tão clara e vital que exige atenção máxima.

A vida é um presente que Deus deu… Esse mandamento, pois, com palavras muito simples, mas de maneira severa, envolve a vida de cada ser humano com uma gloriosa Lei. Dá somente a Deus o direito de terminar a vida que ele deu.[3]

Perguntaram ao evangelista Billy Graham: "Por que tantas pessoas são contra a idéia de ajudar no suicídio de uma pessoa que tem uma doença crônica e está sem esperança de recuperação? Parece uma boa opção, e eu mesmo não ia querer continuar vivendo se estivesse nessa situação". Graham, então com 81 anos de idade, respondeu: "O motivo principal é que foi Deus quem nos deu a vida, e só Ele tem o direito de tirá-la. A vida é um presente sagrado de Deus. Não estamos aqui simplesmente por acaso. Foi Deus quem nos colocou aqui. Assim como Ele nos colocou aqui, só Ele tem a autoridade de nos levar embora, e quando tomamos essa autoridade em nossas mãos, violentamos Seus propósitos cheios de sabedoria. Não se deve destruir a vida arbitrariamente".

Agostinho disse:

Nenhuma pessoa deve infligir em si mesma morte voluntária, pois isso seria fugir dos sofrimentos do tempo presente para se atirar nos sofrimentos da eternidade Nenhuma pessoa deve acabar com a própria vida a fim de obter uma vida melhor depois da morte, pois quem se mata não terá uma vida melhor depois de morrer.

Paganismo nas igrejas

O motivo por que muitas igrejas cristãs dos países ricos estão se fechando para os mandamentos de Deus e se abrindo para idéias a favor do aborto, eutanásia e homossexualismo é a volta do paganismo. Quando pensamos na palavra pagão, o que surge na mente? Imaginamos pessoas da antiguidade que adoravam árvores? Essa noção está fora de moda. Conforme diz o Dr. Robert George, da Universidade de Princeton, o termo "pagão" agora se aplica melhor aos americanos e europeus ricos bem estudados de hoje — inclusive muitos que vão à igreja.

A definição de paganismo de George foi apresentada num encontro do Toward Tradition, um grupo que reúne judeus ortodoxos e cristãos conservadores. Ele disse que o paganismo não está confinado ao passado, onde povos primitivos ofereciam sacrifícios ao sol. Para ele, a tentação de adorar falsos deuses é permanente e constante.

A essência do paganismo é a idolatria — a adoração de deuses falsos no lugar do único Deus verdadeiro. Mas, lamentavelmente, muitos cristãos modernos caem em práticas pagãs e nem mesmo percebem, e alguns até freqüentam igrejas que realmente as promovem.

Como sabemos que os europeus e americanos se paganizaram? George diz que há um teste a prova de falhas: "Os deuses falsos exigem o sangue dos inocentes. Quando há o assassinato de pessoas inocentes e justas não é o Deus de Israel que se está adorando". Mas os deuses falsos dos pagãos modernos são ainda mais sanguinários. "Hoje", George diz, "as crianças antes do nascimento, na hora do nascimento e os recém-nascidos defeituosos são¼ sacrificados aos deuses falsos da escolha, autonomia e liberação. Eles são sacrificados em altares de aço inoxidável, por sacerdotes em roupas cirúrgicas". E os defensores da eutanásia e do suicídio com ajuda médica são seus irmãos na fé.

Em contraste, George observa, os cristãos fiéis adoram o Senhor da vida — o Deus que dá a todos os seres humanos (por mais humildes e pobres que sejam) — uma dignidade sublime". É por esse motivo que "a vida de toda pessoa inocente é de, maneira igual, inviolável sob a lei moral".

Os pagãos modernos — inclusive a maioria dos cristãos e judeus secularizados — escondem sua ideologia pagã num disfarce de honestidade e boas ações. Eles falam de compaixão, até mesmo quando desculpam seu apoio ao aborto legal e à eutanásia. Na verdade, o que eles estão adorando não é o Deus de compaixão, mas os falsos deuses que trazem morte.

É fato histórico que toda civilização que sacrifica crianças aos deuses se condena à destruição. A Bíblia descreve como até grandes impérios desabaram porque derramaram sangue inocente. Alguns anos atrás, um americano visitou uma senhora cristã na Índia e perguntou o que ele poderia fazer para ajudá-la. Ela respondeu: "Volte para os Estados Unidos e ajude a deter a matança dos bebês inocentes. Apresse-se, enquanto há tempo, ou o seu país sofrerá o juízo de Deus".

É importante que saibamos discernir o que está acontecendo nos EUA e Europa, pois devido a ensinos e práticas antibíblicas muitas igrejas americanas e européias apóiam os sacrifícios pagãos sem sentir peso na consciência.

Igreja e sociedade

É importante também compreender que nenhuma sociedade fica parada. Todas as sociedades costumam mudar de direção. Ou avançam para mais perto dos padrões que estão de acordo com os princípios estabelecidos por Deus, ou se afastam deles.

Em Mateus 5, o Senhor Jesus nos deu a missão de ser o sal da terra e a luz do mundo. É a responsabilidade de todos os cristãos influenciarem a sociedade com os princípios de Deus. Se não fizermos isso, a sociedade se afastará mais e mais dos padrões de Deus. Se deixarmos de influenciar a sociedade, há o risco de que as igrejas cristãs sejam influenciadas pelo mundo. O mundo dará o exemplo e a direção e as igrejas seguirão o mundo e seus padrões.

A outra possibilidade é que ainda que permaneçam firmes, se as igrejas deixarem de influenciar a sociedade, a sociedade aos poucos vai se afastar das igrejas. Então o mundo achará as igrejas mais estranhas em seus valores e costumes. Esse distanciamento deixará as igrejas tão isoladas socialmente quanto uma ilha solitária no meio do oceano Pacífico. Quando isso chega a acontecer, o que ocorre em seguida é que os cristãos acabam sendo chamados de extremistas, fundamentalistas ou radicais quando tentam defender valores importantes. Tal é o que vem ocorrendo com relação ao aborto, homossexualismo, eutanásia, etc.

Uma das questões mais importantes que devemos considerar é de que maneira o assassinato de pessoas inocentes, através do aborto legal e da eutanásia, pode afetar negativamente a sociedade. Deus diz: "Portanto, não profanem com crimes de sangue a terra onde vocês vivem, pois os assassinatos profanam o país. E a única maneira de se fazer a cerimônia de purificação da terra onde alguém foi morto é pela morte do assassino". (Números 35:33 BLH) Nessa passagem, Deus indica que se a sociedade não tomar medidas sérias contra o assassinato de pessoas inocentes, o derramamento desse sangue poderá abrir brechas espirituais para os demônios espalharem maldições e morte pela sociedade, inclusive elevada criminalidade e guerras. O Bispo Robson Rodovalho diz: "Ondas de homicídios, acidentes de trânsito, estupros, desempregos e outras tragédias semelhantes são ondas que têm origem em ações demoníacas".

A Igreja de Jesus Cristo conhece realidades espirituais e terrenas que precisa transmitir e aplicar na sociedade. Mas de que modo os cristãos, como igreja e indivíduos, podem realmente fazer uma diferença na sociedade em questões como o aborto e a eutanásia? Intercedendo pelas pessoas envolvidas e confrontando as forças espirituais, as leis e as tendências sociais que as favorecem: "Quando há realmente esse ministério de intercessão e confrontação, haverá evangelização. É aí que o poder do Evangelho precisa moldar, transformar e fazer a diferença da cultura".

Retirado do site chamado de Deus.

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