terça-feira, 31 de outubro de 2017

A loucura da idolatria.

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texto básico: Isaías 44.1-28
versículo-chave: Isaías 44.6
“Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus”
alvo da lição:
Mostrar a loucura da idolatria: “Recusaram-se a crer nela (na Verdade) e a ama-lá, e a deixar que ela os salvasse; portanto, Deus permitirá que eles creiam de todo o coração nestas mentiras” (2Ts 2.10-11 – A Bíblia Viva).
leia a Bíblia diariamente:
seg Is 40.12-20
ter Is 40.21-31
qua Dt 33.25-29
qui Jr 10.1-16
sex Is 45.19-25
sáb Is 46.1-11
dom Sl 135.1-21
A menção da Babilônia, no capítulo 39 de Isaías, leva o profeta a um futuro mais distante, e a partir do capítulo 40 ele começa a tratar do exílio que Israel sofrerá naquele país. Deus, o único Criador (Is 40.25-28), levantará um conquistador militar (Is 41.2-5) que libertará Seu povo (Is 41.15-16).
Mas Isaías percebe um problema maior que o cativeiro político: no exílio, Israel entrará em contato com o mundo das nações pagãs, idólatras (Is 40.19-20; 41.7). Como vai reagir? Será seduzido pela lógica da história? “Se Babilônia venceu Jerusalém, logo Bel (o deus da Babilônia) é mais forte que o Senhor. Está na hora de mudar de religião. Precisamos de uma fé que funciona mesmo, de um deus vencedor. Vamos seguir Bel”.
O capítulo 44 segue um esboço simétrico, um tipo de estrutura bastante comum na poesia hebraica:
Isaías 44
v. 1-5 O Deus que vai fazer
v. 6-8 O único Deus real
v. 9-20 A loucura da idolatria
v. 21-23 O único Deus real
v. 24-28 O que Deus vai fazer

I. O derramamento do Espírito (Is 44.1-5)

 1. Os três nomes de Israel (Is 44.1-2)

Nesse apelo inicial, Deus usa três nomes diferentes para chamar a atenção do Seu povo, nomes que podem se aplicar a nós também:
a. Jacó – fala da nossa condição natural como pecadores. Significa “enganador, aquele que pega no pé” (Gn 25.36), foi o nome que recebeu quando nasceu (Gn 25.26). Aqui, Deus acabou de falar do pecado do povo (Is 43.22-28).
b. Israel – fala também do perdão (Is 43.25). Quando Jacó nasceu, Deus, na Sua graça, já o escolheu para ser portador da bênção de Abraão (Gn 25.23; Rm 9.11-12). Note como Deus aqui duas vezes lembra a realidade dessa escolha, a qual transformou Jacó em Israel, “lutador com Deus” (Gn 32.28), abençoado por Deus (Gn 35.9‑12). Esse nome, então, fala da nossa condição de escolhidos por Deus, alvos da Sua graça.
c. Jesurum – o terceiro nome é muito especial, é traduzido “amado” na versão atualizada, mas o nome é ligado com a palavra hebraica “reto”. Aparece também em Deuteronômio 33.5,26, e fala da nossa condição ideal, já visível a Deus, de como seremos quando Ele tiver levado a bom termo a obra da nossa salvação.
Isaías para hoje
Desgraça, graça e glória: Deus sabe a nossa história!

2. A promessa do Espírito (Is 44.3-5)

 Nessa profecia de Pentecostes, notemos três pontos.
a. A situação anterior era de sede e seca (Is 44.3) – lembramos como os discípulos “perseveravam unânimes em oração” (At 1.14); e como, também, os grandes avivamentos que têm despertado a igreja ao longo da sua história sempre vêm precedidos por movimentos de oração.
b. A água é figura muito comum do Espírito na Bíblia – fala de vida, satisfação de sede, e também de purificação. A abundância da bênção é frisada pela repetição do verbo “derramarei”: superabundância, até, pois quem tem sede só quer um copinho, não uma inundação!
c. A consequência da vinda do Espírito é crescimento (Is 44.4) e expansão (Is 44.5) – o versículo 5 parece profetizar a entrada de gentios na igreja, pois os judeus não iam fazer tanto caso de usar o nome de Israel (cf. Is 55.5; 65.1; Ef 2.11-12,19).
Isaías para hoje
Sede, satisfação, transbordamento: qual descreve você? Se for genuíno, qualquer um desses sentimentos é melhor que a indiferença.

II. O único Deus real (Is 44.6-8)

 A lista de nomes divinos no começo do versículo 6 nos faz sentir a seriedade dessa proclamação majestosa. Aqui se encontram alguns dos temas centrais desta parte do livro de Isaías.

1. Não há outro Deus

Deus é o único, eterno, o primeiro e o último (Is 44.6; 41.4; 48.12). “Não há outro” é o grande tema do capítulo seguinte (Is 45.5-6,14,18,21‑22). O grande pecado da Babilônia era considerar-se como Deus: veja a linguagem que ela usa (Is 47.8,10). Só Ele é a Rocha; os ídolos são areia movediça.

2. Só Deus declara o futuro

Os babilônios confiavam muito na astrologia para predizer o futuro: eram adeptos do horóscopo mensal (Is 47.13). Isaías trata com desprezo essa praxe (Is 41.22-27; 43.9;48.14), mostrando que cabe somente a Deus conhecer o futuro. Pois Ele é quem o determina (Is 42.9; 46.10; 48.3-6). E ele escreveu cem anos antes do exílio!

3. “Vós sois as minhas testemunhas” (Is 44.8)

Quem tem o privilégio de conhecer o único Deus tem também a responsabilidade de proclamá-Lo (Is 43.10-12). Essa é a lógica de Paulo em Romanos 10.11-14.

III. A loucura da idolatria (Is 44.9-20)

À luz dessa visão da realidade de Deus, estamos prontos a entender a idolatria.

1. Não prestam, nem ídolos nem idólatras (Is 44. 9-11)

A colocação inicial é bem taxativa: ídolos são “de nenhum préstimo”. Samuel já advertiu: “Não vos desvieis; pois seguiríeis coisas vãs, que nada aproveitam e tampouco vos podem livrar, porque vaidade são”(1Sm 12.21).
Jeremias condenou: “O meu povo trocou a sua Glória por aquilo que é de nenhum proveito” ( Jr 2.11). Habacuque pergunta: “Que aproveita o ídolo, visto que o seu artífice o esculpiu?” (Hc 2.18). E Paulo conclui: “Sabemos que o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo” (1Co 8.4). Pior ainda: os adeptos dos ídolos são iguais aos próprios ídolos (Sl 135.18). Veja a alternação no versículo 9 entre “eles” (os idólatras) e “elas” (as imagens). Nas coisas do mundo, diz-se que a união faz a força; mas a união na idolatria apenas produz a união na derrota vergonhosa (Is 44.11).

2. As ironias da idolatria (Is 44.12-14)

Como se pode buscar num ídolo que é forjado por um homem fraco (Is 44.12)? Como se pode admirar a beleza de um ídolo – desenhado por um artista, à semelhança de um homem (Is 44.13)? Deus fez o homem à Sua imagem, mas agora a ordem se inverte! E não só o desenho, mas também a matéria-prima, está à mercê do homem (Is 44.14).
3. Lenha ou libertador? (Is 44.15-20)
A ironia se intensifica agora. O mesmo homem usa o mesmo pedaço de madeira para dois fins totalmente contrários: como é que pode?! E ainda diz: “contemplo a luz” (Is 44.16) quando está nas trevas! O deus é feito “do resto” (Is 44.17), do que sobrou do forno!
“Tu és o meu Deus” (Is 44.17) quer dizer “Tu és o Deus que pertence a mim”? Não deve significar “Tu és o Deus a quem pertenço” (At 27.23)?

4. O porquê da idolatria

Como explicar um comportamento tão estúpido, que troca os pastos verdejantes de Deus pelas cinzas de um campo queimado (Is 44.20)? Só pode haver uma razão: o ser humano precisa de Deus. Se não conhece ou não quer o Deus verdadeiro, fatalmente buscará um deus falso. Nesse capítulo se percebem três necessidades fundamentais que levam o homem a buscar um deus.
a. “Livra-me” (Is 44.17) – precisa de alguém que o livre de suas angústias, resolva os seus problemas, lhe dê segurança.
b. e se prostra diante dele,… e se “ajoelha” (Is 44.15) – precisa de algo maior, que lhe dê uma razão de viver, uma causa à qual se possa dedicar.
c. “Que esse anuncie as coisas futuras!” (Is 44.7): precisa de orientação face ao desconhecido, para acertar nas decisões que tem de tomar.
Hoje, enfrentamos a mesma tentação que Israel enfrentava no cativeiro. Às vezes parece que a nossa fé no Senhor não faz diferença, e começamos a buscar um outro deus. O nosso ídolo pode não ser uma imagem esculpida. Para alguns, é o dinheiro que resolve; para outros, o poder político: “Ah, eu conheço um vereador que pode dar um jeito nisso”. Outros ficam cativados com o poder da ciência, ou com a beleza das artes, e buscam na fama dessas coisas a sua satisfação ou razão de viver. E quantos não dão uma olhada no horóscopo publicado no jornal, “só para pegar uma dica”.
Isaías para hoje
Segurança, satisfação, sabedoria: será que reconhecemos, de verdade, que sem o Senhor nunca as encontraremos?

IV. Os planos de Deus se cumprirão (Is 44.24-28)

 Podemos ter plena certeza disso. Por quê? Nosso Deus (Is 44.24) é o único Deus Criador (Is 44.24), que governa o universo. Nenhuma sabedoria ou encantamento humano pode resistir a Ele (Is 44.25).
E quais são os Seus planos? Restauração de Jerusalém, da terra (Is 44.26) e do templo (v.28), enfim restauração total. E Ele já sabe quem o fará (Is 44.28), e como (Is 44.27): Ciro, rei da Pérsia, tomou a cidade da Babilônia desviando as águas do rio Eufrates que passava pelo meio da cidade, e mandando seu exército entrar pelo leito seco do rio. E o mesmo Ciro logo deu as ordens para a reconstrução do templo (Ed 1.1-4).

Conclusão

Não um deus que nós formamos, mas Aquele que nos formou (Is 44.21). E não só nos formou, mas nos remiu, desfez os nossos pecados (Is 44.22). E ainda quer uma relação pessoal conosco (“torna-te para mim”, Is 44.22). Eis o motivo da alegria, eis a verdadeira razão de ser, de toda a criação (Is 44.23)!
Autor da lição: Rev. Glenn Thomas Every-Clayton
>> Estudo publicado originalmente pela Editora Cristã Evangélica. Usado com permissão.

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