quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O PROPÓSITO DO SHABBATH: DESCANSO OU DESCANSO ESPIRITUAL?



Um ponto que é essencial para a nossa compreensão acerca do dia do Senhor é entendermos qual é, exatamente, a natureza do descanso que nos é ordenado e providenciado pelo Senhor em seu dia. Isso envolve compreendermos se o domingo é um dia meramente voltado para o descanso físico, para o recompor das energias ou até mesmo para o ócio, a fim de enfrentarmos mais uma semana de trabalho, voltado para o descanso e o lazer com a família[i], ou se o domingo é um dia voltado para o descanso espiritual, isto é, para a devoção mais íntima, mais focada em Deus juntamente do povo de Deus.

Há alguns anos, quando estava ensinando a respeito do dia do Senhor houve quem protestasse dizendo ser o domingo o único dia que tinha para ir à praia e fazer um churrasco com a família. Eu acredito que não são poucas as pessoas que possuem este raciocínio, que entendem que o propósito do dia do Senhor é tão somente proporcionar o descanso, o repouso e o lazer necessários após uma estressante e estafante semana de trabalho, afinal de contas, no mandamento o Senhor Deus nos diz: “não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro” (Êxodo 20.10). Ao mencionar os servos e os animais se vê claramente que o dia de descanso tem em vista o descanso e o refazer do vigor e das forças. No entanto, a questão é: É apenas isso? O único propósito do dia do Senhor é proporcionar ao trabalhador um momento para dormir até mais tarde, ir à praia com a família, fazer um piquenique, etc?

Esta questão é de grande importância, pois como salienta o Pr. Ryan McGraw, pastor da Igreja Presbiteriana da Graça, em Conway, na Carolina do Sul:
O cerne do debate sobre o que é lícito no Shabbath é se o propósito do dia é descansar ou se é descansar “empregando todo o tempo em exercícios públicos e particulares de adoração a Deus” (Breve Catecismo de Westminster, P. 60). A maneira como você responde a esta pergunta determina como você observará o dia. Este ponto determina como você responderá a cada pergunta a respeito de quais pensamentos, palavras e obras são apropriados no Shabbath, bem como se recreações seculares que são lícitas nos outros dias também são lícitas no Shabbath. Se você crê que o propósito do dia é descansar, então a ênfase da sua guarda do Shabbath estará sobre aquilo que faz com que você se sinta mais descansado. Por outro lado, se você acredita que o propósito do Shabbath é consagrar um dia para o culto privativo, familiar e público, então você excluirá todas as práticas que são inconsistentes com o culto ou que não o promovem de forma imediata.[ii]
Por aquilo que as Escrituras revelam fica claro que o propósito do dia do Senhor não é apenas proporcionar descanso físico ao seu povo após uma semana de trabalho intenso. O descanso do dia do Senhor não pode ser igualado a inatividade ou ócio. No início da letra do quarto mandamento encontramos um indício de como o dia deve ser compreendido: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar” (Êxodo 20.8). Devemos atentar para o fato de que o descanso do Shabbath é um descanso santo. O dia deve ser santificado. Todos nós sabemos que quando algo é santificado isso significa dizer que o mesmo é retirado do seu uso comum para servir a um fim religioso ou piedoso. Quando algo é consagrado isso significa dizer que é separado por Deus para ele mesmo, para a fruição do próprio Deus, para o deleite e o agrado dele. A mesma ideia aparece, por exemplo, em Êxodo 31.15-17: “Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do repouso solene, santo ao SENHOR; qualquer que no dia do sábado fizer alguma obra morrerá. Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento”. Assim, vejam que o dia é declarado um dia santo.

Além disso, está escrito em Êxodo 35.1-2: “Tendo Moisés convocado toda a congregação dos filhos de Israel, disse-lhes: São estas as palavras que o SENHOR ordenou que se cumprissem: Trabalhareis seis dias, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso solene ao SENHOR; quem nele trabalhar morrerá”. Permitam-me citar também as palavras de um pastor presbiteriano chamado Robert L. Reymond a respeito da natureza do dia do Senhor como um “repouso solene”:
Nesta passagem é importante notar o significado da palavra “repouso” e as palavras seguintes “ao SENHOR”. “Repouso” não pode significar mera cessação de trabalho, muito menos recuperação da fadiga. Essa ideia também não é aplicável ao “descanso” de Deus em Gênesis 2.2-3. A primeira ideia é negada por nosso Senhor em João 5.17 onde ele afirma que o “Pai trabalha até agora”. A última é inapropriada à ideia de quem Deus é. “Repouso” significa o envolvimento numa nova atividade, no sentido de uma atividade diferente. Significa a cessação do labor dos seis dias e a tomada de diferentes labores apropriados ao dia do Senhor. O que esses labores do repouso do Sabbath são está circunscrito pela frase acompanhante “ao SENHOR”. Eles certamente incluem tanto o culto corporativo quanto o privado e a contemplação da glória de Deus.[iii]
Isso fica ainda mais claro quando observamos a posição do quarto mandamento no Decálogo. Essa posição coloca uma forte ênfase sobre a ideia de culto. Os primeiro quatro mandamentos tratam da nossa relação direta com Deus de modo geral e, mais especificamente, do culto que devemos prestar a ele. O primeiro mandamento trata do objeto de culto, o segundo da maneira do culto, o terceiro da atitude apropriada do culto, e o quarto do tempo separado exclusivamente para o culto.

O puritano Lewis Bayly, em sua obra A Prática da Piedade, uma obra que influenciou a ninguém menos que John Bunyan, autor da famosa obra O Peregrino, disse o seguinte: “Aquele que observa o Shabbath só descansando do seu trabalho comum, observa-o como qualquer animal. Mas a guarda desse dia como descanso é ordenada aos cristãos igualmente como ajuda à santificação. Assim também o trabalho é proibido por impedir o culto exterior e interior de Deus”.[iv]




[i] Na mente de muitas pessoas este é o único propósito do domingo. O dia foi estabelecido para ser aproveitado em família. Nesse caso, há uma dissociação do propósito intentado por Deus.

[ii] Ryan M. McGraw. The Day of Worship: Reassessing the Christian Life in Light of the Sabbath. Grand Rapids, MI: Reformation Heritage Books, 2011. pp. 25-26.

[iii] Robert L. Reymond. “Lord’s day Observance”. In: Contending for the Faith: Lines in the Sand that Strengthen the Church. Ross-shire: Christian Focus Publications, 2005. p. 181.

[iv] Lewis Bayly. A Prática da Piedade. São Paulo: PES, 2010. p. 265.

retirado do site http://www.cristaoreformado.com/

2 CO 2.14-17 Vida autêntica









Muitas são as descrições da vida cristã. Muitos indagam sobre as características que poderiam autenticar a forma de ser e viver o cristianismo. Separar o falso do verdadeiro não é sempre falso. Moisés transformou sua vara em cobra pelo poder de Deus, mas os magos fizeram o mesmo pelo poder do diabo.
Apesar de muitas características serem positivas em si mesmas, elas não são a Essência da Autêntica. Paulo, neste texto, inspirado pelo Espírito de Deus, revela três características irrefutáveis dos seguidores verdadeiros de Cristo. São as características irrefutáveis. Apenas os discípulos de Cristo podem ter, e elas não podem ser imitadas.
A Igreja de Corinto era complicada. Marcada por divisões (1 Co 1.10), sérios problemas morais (1 Co 5.1); Relativista moral (2 Co 5); escândalos culturais (1 Co 11); falta de compreensão da Santa Ceia (1 Co 11); mau uso dos dons (1 Co 12,14) e dificuldades com doutrinas essenciais como a ressurreição dos mortos (1 Co 15.12). Todas as vezes que ouço pessoas afirmando que deveríamos voltar a ser como a igreja primitiva, e eu me recordo de Corinto, tenho calafrios. Não gostaria de ser pastor de uma igreja tão complicada como esta.
Na segunda carta, Paulo faz uma defesa do apostolado. Irmãos questionando seu chamado, sua autoridade e vocação. Isto não é fácil de nenhum pastor ouvir.
Para separar o joio do trigo, o falso do verdadeiro, Paulo fala aqui de três marcas irrefutáveis da vida autêntica.

Sucesso constante
“Graças a Deus, que por meio de Cristo, sempre nos
conduz em triunfo” (2 Co 2.14-17).


A palavra sempre é radical. Não se trata de vitória esporádica ou eventual, ou algo que acontece uma vez ou outra. Ele afirma que em Cristo sempre somos conduzidos em triunfo, em Jesus nossa vida será sempre vitoriosa.
Se analisarmos a própria vida de Paulo, esta afirmação parece sem consistência. Afinal, ele mesmo teve muitas situações de perseguições, açoites, injustiça, prisão. Como ele pode afirmar que em Cristo somos sempre vitoriosos? Os discípulos de Cristo atualmente, passam por perseguições religiosas, lutos, falências, contraem enfermidades, isto é marca de pessoas vitoriosas?
Paulo mesmo descreve a sua experiência de seguir a Cristo de forma nada romântica, e podemos até dizer, que do ponto de vista humano, ele foi um fracasso, basta ver a descrição que ele faz de sua trajetória (2 Co 6.4-5). Todos apóstolos, segundo a tradição, morreram pela sua fé. Muitos profetas também tiveram fim semelhante. Daniel foi jogado numa cova de leões, por causa de sua fé. Isaias, segundo a tradição, foi serrado ao meio. Jesus foi crucificado como ladrão e malfeitor, aos 33 anos. Quais são, portanto, as bases da afirmação bíblica que “Deus sempre nos conduz em triunfo?”
O texto não fala de triunfo humano, mas “Em Cristo”. Quando temos a perspectiva de Jesus, somos sempre conduzidos à vitória. Sempre. Em Cristo jamais seremos derrotados.
Pense numa adversidade que você enfrentou, e que se parecia uma tragédia, se você está em Cristo, esta perda foi um sucesso. O que está em jogo, não é o seu sucesso, mas o sucesso de Cristo em sua vida.
Por que vivemos em tanta ansiedade? Buscamos o nosso sucesso e não o de Cristo. Deus trabalha por meio das crises.
Em Fp 1.12 Paulo afirma que Deus o mandou para a cadeia. Isto parece fracasso, Naquela cadeia, no entanto, Deus estava usando seu servo para comunicar o evangelho aos futuros líderes de Roma, e dando-lhe tempo para sistematizar a doutrina cristã com cartas excepcionais como aos Romanos, Filipenses, etc. Quem olhasse para a vida de Paulo naqueles dias poderia achar que aquilo era fracasso, mas veja o que ele diz: “As coisas que me tem acontecido tem contribuído para o progresso do Evangelho” (Fp 1.13). Mais tarde ele vai afirmar que até mesmo os da guarda pretoriana, filhos dos senadores romanos estavam se convertendo a Jesus. Eles eram obrigados a fazer o tiro de guerra, serviços militares, e nada menos perigoso que um velho pregador que falava de um Deus que resolveu viver no meio dos homens, foi pregado numa cruz e ressuscitou dos mortos. Sabe qual foi o resultado da sua prisão? Sucesso total. No final da carta aos Filipenses ele afirma: “Todos os santos vos saúdam, especialmente os da casa de César” (Fp 4.22). O que significa isto? Aqueles jovens convertidos, que viviam no palácio, estavam testemunhando o evangelho.
Você consegue ver a vitória de Deus em sua vida? Mesmo em meio às lutas? Já parou para considerar o que Deus está planejando para sua vida? O projeto que ele tem em mente para você e sua família?
Como estaríamos se estivéssemos na pelo de Paulo? Certamente murmuraríamos, argumentaríamos, ficaríamos zangados, discutindo com ele. Mas o que fez Paulo, ele usava cada momento desta atribulada experiência para ver a obra de Deus se realizando na sua vida e no povo de Roma. Isto é o que chamamos de “reação em cadeias”.
Considere ainda a vida de José. Ele foi vendido como escravo. Posteriormente injustiçado por uma falsa denúncia, vai para a prisão. Mas ele jamais teria condições de prover sustento para uma nação inteira, e para a sua própria, se Deus não o tivesse conduzido em triunfo, nesta estrada da tantos sobressaltos.
Se nossa vida está nas mãos de Deus, e nos submetemos aos seus propósitos, veremos que ele está sempre nos conduzindo em triunfo. A experiência de dor do momento, pode ser a única forma que Deus poderia usar para salvar sua vida e família.


Impressão inesquecível
“Somos para com Deus, o bom perfume de Cristo” (2.15)


Cheiro é algo contagiante, é algo que enche o ambiente. Quem não se lembra daquele gostoso perfume da comida caseira da vovó ou da mamãe? Ou do inebriante perfume de um “beautiful” ou “chanel no. 5?” Cheiros evocam lembranças. Eu sempre me recordo do Seminário de Campinas, onde estudei 30 anos atrás, todas as vezes que sinto o cheiro de grama cortada.
O que este texto está dizendo é algo grandioso e assustador. “Somos para com Deus, o bom perfume de Cristo, tanto nos que se perdem, como nos que se salvam” (2.15). O que significa isto?
Ser o bom perfume de Cristo nos que se salvam não é muito difícil de entender. Muitas pessoas foram marcadas eternamente por causa da presença de Cristo que exala em nós. Muitos já foram atraídos à Jesus por causa desta essência divina que seu espírito pôs em nossas vidas, de tal forma que isto é inconfundível, já que os conduz à salvação eterna e ao entendimento do plano da salvação para suas vidas.
No dia do sepultamento de meu sogro (25 Junho 2009), apareceu um homem que tivera contacto com ele quando ainda era seminarista, isto é, cerca de 50 anos atrás, e desde aquele dia, aquele homem nunca se esqueceu do que meu sogro pregou, nem dos hinos cantados. O impacto do evangelho foi duradouro e eterno sobre sua vida.
Este é o lado positivo da mensagem. Mas o texto vai além: "tanto nos que se salvam,quanto nos que se perdem". E diz mais, “para uns, cheiro de vida para vida, para outros, cheiro de morte para morte”.
Paulo usa aqui uma figura muito conhecida naqueles dias. Quando os exércitos iam para guerras, ao vencerem a batalha, voltavam com preciosos despojos e eram recebidos como heróis pelas ruas da cidade. Na frente vinham os generais e comandantes, atrás os oficiais, os soldados e por fim, acorrentados, os guerreiros derrotados. As pessoas faziam festas nas ruas e jogavam flores, essências aromáticas, e quando os vencedores inalavam estas essências, sabiam que ela era sinal de vitória, mas para os perdedores tais essências significavam condenação. Para uns, o cheiro era para vida, para outros, para morte.
Assim faz o Evangelho. Ao ser pregado não apenas salva, mas também condena.
Jo 3.36 é uma palavra dura de Jesus: “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho, não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus”. No mesmo capitulo afirma: “Quem crê não é julgado, mas quem não crê, já está julgado, porquanto não crê no unigênito filho de Deus” (Jo 3.14).
Ao relatar a parábolas do semeador, Jesus afirma que ele narrava o reino de Deus daquela forma para que alguns, ao ouvirem a palavra, não a compreendessem e não viessem a crer (Mt 13.14-17). A mensagem do Evangelho não é apenas para salvação, mas para condenação. No dia do juízo, muitos ouvirão a sentença do reto juiz e vão tentar se defender, mas Deus lhes dirá, “O que se mantém rebelde contra o Filho, não verá a vida”.


Integridade irrefutável
“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus;
antes, em Cristo, é que falamos na presença de Deus, com sinceridade
e da parte do próprio Deus” (2 Co 2.17).


Esta é a terceira característica da vida cristã autêntica, que não pode ser imitada, nem falsificada. Integridade! Esta marca não é apenas um acessório da vida cristã, mas sua essência.
Paulo afirma que o Evangelho não é mercadoria (2 Co 4.2), um produto atraente, mas bugiganga de feira do Paraguai. Muitos testemunhos são mentirosos, e uma forma de vender o evangelho, como um que circula na internet onde um pregador fala da unção da galinha e dos galos no seu galinheiro, dando profecias e falando em línguas. Isto é bugiganga! Existem pessoas que se tornam “vendedoras” de determinados aspectos da fé cristã, que dizem ser verdade, mas se trata mercadores. Ganham a vida vendendo estes artigos como o homem da cobra faz com as pessoas incautas nas praças das grandes cidades.
Existem muitos pregoeiros da teologia da prosperidade, que vendem bençãos de Deus. Explorada mercantilmente através de movimentos de cura, ou atraem pessoas que não querem crescer espiritualmente, e vivem fascinadas por profecias e visões, correndo atrás de respostas rápidas para questões difíceis.
Mercadejar é adulterar. Vender algo que não corresponde com a aquilo que dizemos ser. Quando as pessoas levam isto para seu dia a dia, descobrem que não funcionam, porque são bugigangas, meras imitações daquilo que é verdadeiro.
Quando era menino, meu pai me levou a Brasília para comprar um carro. Eu me senti muito importante, numa cidade grande, cheia de atrativos, era tudo o que eu queria. As pessoas, os prédios, o movimento da cidade, tudo me fascinava. Ao passarmos pela torre de TV em Brasília, meu pai viu um lindo paraquedinha que era vendido e resolveu levar de presente para meu irmão mais novo. Realmente era muito bom na mão do vendedor, mas jamais funcionou em casa. Isto foi uma verdadeira frustração para todos.
Já viu aquelas “escadas mágicas” que os vendedores, rodeados de homens fortes e mulheres bonitas querem vender? Ou aquelas furadeiras impressionantes que são manuseadas por aqueles homens atléticos? Não compre! A não ser que você leve também o atlético e habilidoso homem que lida com a máquina. Elas não funcionam. São bugigangas atraentes, mas prometem o que não podem dar. É assim que os mercadores fazem com o Evangelho. Eles mercadejam.
Paulo fala de três características desta integridade:


· Falamos com sinceridade – Aquilo que dizemos tem que ser aquilo que pensamos. A palavra sinceridade vem do latim, “sem cera”. O mínimo que se espera de um crente é que ele creia naquilo que prega, e busque sempre praticar o que diz.


· Falamos na presença de Deus – Isso sugere uma abertura de total franqueza aos olhos de Deus. Caminhar à vista dos homens e enganá-los pode não ser difícil, mas enganar a Deus, não dá. A pessoa que anda na presença de Deus não está interessada em colocar uma fachada. É perfeitamente digno de confiança.


· Falamos da parte do próprio Deus – Temos uma tarefa específica. Dizer aquilo que Deus diz. Não inventamos fábulas, nem usamos argumentos filosóficos que não se coadunam com o pensamento de Deus. Nossa tarefa é declarar: “Assim diz o Senhor!”.


Esta marca da vida cristã autêntica repele a tentativa de se usar dos cosméticos diante de Deus, de se maquiar a verdade.

Conclusão:


Estas marcas acima tentarão ser imitadas, mas elas só estarão presentes, naqueles que conheceram o autêntico. Determinados modelos de cristianismo que encontramos hoje estão gerando profunda crise no significado do que significa “vida cristã”. O resultado tem sido o vazio das experiências. Pessoas aparentemente “espirituais” mostram seus desvios simplesmente porque não experimentaram aquilo que é real.

Certo expert em dólar americano foi entrevista por um comentarista americano. Existem centenas de dólares falsificados ao redor do mundo, algumas destas imitações são quase perfeitas, mas este homem possui a destreza de não se confundir. Quando lhe perguntaram como fazia para reconhecer as notas falsas, ele afirmou: “Eu não conheço nenhuma nota falsa. Eu simplesmente conheço as verdadeiras. Isto é o bastante!”


Rev Samuel Vieira.

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