quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A PARÁBOLA DE JOTÃO


















I - INTRODUÇÃOVivemos um período importante para a nossa nação. Atravessamos o período eleitoral, no qual, através do voto, escolhemos aqueles que liderarão nosso país. Os cristãos protestantes de tradição reformada e presbiteriana convivem com eleições de uma forma mais ampla do que a maioria das pessoas, visto que, com frequência, têm de escolher através do voto os seus líderes espirituais. As ocasiões nas quais os reformados escolhem os seus líderes são as mais variadas. Existem eleições para: sociedades internas, diáconos, presbíteros regentes, presbíteros docentes (pastores), comissão executiva de presbitério, sínodo e supremo concílio (tesoureiro, secretário executivo, secretário de atas, secretário de protocolo, vice-presidente e presidente).

Com isso em mente, creio que deveríamos atentar para alguns princípios existentes na passagem de Juízes 9.7-21, passagem esta conhecida como A Parábola de Jotão.[1] Antes disso, é extremamente necessário compreendermos o contexto no qual o texto está inserido.

II – O CONTEXTOJuízes 9 tem início com o relato da trama arquitetada por Abimeleque, filho de Gideão.[2] Abimeleque não desempenhou papel como um dos juízes de Israel. Na verdade, ele era filho ilegítimo de Gideão. Sua mãe era “uma concubina de Siquém, lugar que se tornara um centro do culto de Baal, embora fosse o sítio onde Josué celebrara a cerimônia de renovação do pacto”.[3] Evidentemente, Abimeleque era um homem sem piedade alguma, o que fica claro pela forma como obteve o seu reinado: assassinato, conspiração e usurpação. O texto nos diz que Abimeleque, em conluio e conchavo com os habitantes de Siquém, assassinou sessenta e nove de seus meio-irmãos, escapando apenas Jotão, o filho caçula de Gideão (9.1-5). Logo após o massacre, os cidadãos de Siquém e Bete-Milo proclamaram Abimeleque rei (v. 6). Algo que não pode ser olvidado na leitura e interpretação de Juízes, é a anarquia reinante na época: “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto” (21.25; cf. 17.6). Esta espécie de refrão literário é de suma importância para podermos compreender as narrativas de Juízes. A proclamação de Abimeleque como rei, bem como sua impiedosa trama, claramente, se apresentam como manifestações da iniquidade característica daquele período.

III – A PARÁBOLAQuando Jotão soube da proclamação, colocou-se no alto do monte Gerizim, e, tendo chamado a atenção de todos os habitantes de Siquém, proferiu sua parábola (vv. 8-15):
8 Foram, certa vez, as árvores ungir para si um rei e disseram à oliveira: Reina sobre nós. 9 Porém a oliveira lhes respondeu: Deixaria eu o meu óleo, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores? 10 Então, disseram as árvores à figueira: Vem tu e reina sobre nós. 11 Porém a figueira lhes respondeu: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto e iria pairar sobre as árvores? 12 Então, disseram as árvores à videira: Vem tu e reina sobre nós. 13 Porém a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu vinho, que agrada a Deus e aos homens, e iria pairar sobre as árvores? 14 Então, todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu e reina sobre nós. 15 Respondeu o espinheiro às árvores: Se, deveras, me ungis rei sobre vós, vinde e refugiai-vos debaixo de minha sombra; mas, se não, saia do espinheiro fogo que consuma os cedros do Líbano.

3.1. As árvores frutíferasA parábola de Jotão fala de diferentes árvores que buscam para si um rei. As árvores consultadas quanto à possibilidade de se tornarem reis foram: a Oliveira (v. 8), A Figueira (v. 10), a Videira (v. 12), e por último, o Espinheiro (v. 14). Nas árvores desejosas de um rei “temos a representação figurada do povo de Siquém, que estava descontente com o governo de Deus e ansiava por um líder nominal e visível, como tinham as nações pagãs vizinhas”.[4] Claramente, Abimeleque é representado na parábola pelo Espinheiro. Quando procuradas, a Oliveira, A Figueira e a Videira recusaram a proclamação como reis, em função do serviço que prestavam a Deus e aos homens (vv. 9,11,13). Matthew Henry diz o seguinte: “Elas [a oliveira, a figueira e a videira] o recusaram, preferindo servir a governar, fazer o bem a controlar”.[5] É deveras interessante o fato de que, as três árvores se recusam a “pairar sobre as árvores”. Elas foram convidadas a reinar, não obstante se recusaram a pairar. O que isso significa? O verbo hebraico nûa´ tem como ideia básica “a de um movimento repetitivo de um lado para outro”.[6] No caso, a ideia do verbo nuâ´ na resposta dada pelas três árvores frutíferas é que elas não estavam dispostas a deixarem suas ocupações úteis e seu serviço a Deus e aos homens para ficarem perambulando “de um lado para outro entre as árvores na condição de governante”.[7] Carl Edward Armerding afirma o mesmo: “Qualquer árvore com uma função útil na natureza estaria ocupada demais para dominar sobre as árvores. Somente o espinheiro, uma moita notória por espalhar fogo pelo solo do deserto, tem audácia de aceitar o convite”.[8] A utilidade do serviço das três árvores frutíferas consistia no fato, de que “azeite, figos e vinho eram os produtos mais valiosos da terra de Canaã, ao passo que o espinheiro não era bom para nada, mas para queimar”.[9] As três árvores frutíferas representam, no contexto, a Gideão e aos outros juízes, “que tinham recusado aceitar o estado e poder de rei”.[10] No capítulo 8, encontramos Gideão demonstrando modéstia, recusando governar sobre o povo de Israel: “Então, os homens de Israel disseram a Gideão: Domina sobre nós, tanto tu com teu filho e o filho de teu filho, porque nos livraste do poder dos midianitas. Porém Gideão lhes disse: Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o SENHOR vos dominará”. Gideão preferiu continuar servindo a Deus obedientemente. Creio que Gideão, conhecendo o seu próprio coração, temia ser seduzido pelo poder e pelas honrarias. “O cargo honorífico pode tornar as pessoas orgulhosas e indolentes, e dessa forma estragar a sua utilidade, por meio da qual, em uma esfera inferior, honravam a Deus e ao homem. Por isso, aqueles que desejam fazer o bem têm medo de ser grandes”.[11]

Entendendo devidamente a parábola de Jotão, no que diz respeito à oliveira, figueira e videira, creio que podemos extrair um princípio por demais útil e edificante para nossas vidas como servos do Senhor, imbuídos da escolha de nossos líderes através de eleições. Devemos observar atentamente a existência ou não de ambição nas vidas dos potenciais líderes, pois como afirma Artur E. Cundall: “As pessoas de dignidade e influência dentro da comunidade, não estavam ansiosas para abandonar suas esferas de trabalho construtivo, trocando-o pela honraria dúbia da monarquia”.[12]

3.2. O Espinheiro
Os versículos 14 e 15 apresentam o convite das árvores ao espinheiro: “Então, todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu e reina sobre nós. Respondeu o espinheiro às árvores: Se, deveras, me ungis rei sobre vós, vinde e refugiai-vos debaixo de minha sombra; mas, se não, saia do espinheiro fogo que consuma os cedros do Líbano”. Diferentemente das outras três árvores, o espinheiro não tinha nada de produtivo ou de valor a oferecer. Era uma planta absolutamente improdutiva, sendo, na verdade, um arbusto, e não uma árvore.[13] Nem mesmo sombra e abrigo eram proporcionados por esse arbusto. É mister recordar que, a maldição imprecada pelo Senhor em Gênesis 3.18 envolvia a produção de plantas infrutíferas e espinhosas, como cardos e abrolhos: “O espinheiro teve sua origem por meio de uma maldição e acabará no fogo”.[14] Cundall salienta que, o espinheiro se constituía em uma séria ameaça aos donos de lavouras, pois “no calor do verão, quando fagulhas incrementadas pelo vento podiam produzir incêndios de velocidade incrível, alimentados pelos excelentes combustíveis, os espinheiros secos”.[15]

O espinheiro, ao ser convidado pelas árvores prontamente aceitou a proposta. As suas palavras:“vinde e refugiai-vos debaixo da minha sombra”, indicam prontidão e até mesmo uma prévia ambição pelo posto honorífico oferecido. Ele não achou necessário pedir um tempo para refletir e considerar se deveria aceitar ou não. Além disso, apesar de convidar as árvores a se refugiarem debaixo da sua sombra, o espinheiro era incapaz de providenciar sombra para alguém: “o espinheiro, crescendo rente ao chão, praticamente não tem sombra, não podendo oferecer nenhuma proteção aos gigantes da floresta a cujos pés jazia”.[16] Qualquer que se chegasse para perto do espinheiro na busca por sombra, iria, na verdade, se machucar com os seus espinhos. Keil e Delitzsch afirmam que, “as palavras do espinheiro [...] contêm uma profunda ironia, na verdade, os siquemitas logo descobririam isso”.[17] Armerding também afirma: “O retrato é ridículo: a árvore que não consegue prover nenhuma sombra se oferece para ser sombra para as outras; aquela árvore que não tem nenhuma função se considera melhor do que os seus irmãos”.[18] Logo em seguida a esta falsa promessa, o espinheiro fala daquilo que lhe é próprio, a saber, a destruição: “mas, se não, saia do espinheiro fogo que consuma os cedros do Líbano”. Esta era a verdadeira natureza do espinheiro. A única coisa que ele poderia oferecer às demais árvores era o perigo da destruição e o sofrimento.

A interpretação dessa parte da parábola é simples e transparente na passagem. O próprio Jotão a apresenta:

Agora, pois, se deveras e sinceramente, procedestes, proclamando rei Abimeleque, e se bem vos portastes para com Jerubaal e para com a sua casa, e se com ele agistes segundo o merecimento dos seus feitos (porque meu pai pelejou por vós e, arriscando a vida, vos livrou das mãos dos midianitas; porém vós, hoje, vos levantastes contra a casa de meu pai e matastes seus filhos, setenta homens sobre uma pedra; e a Abimeleque, filho de sua serva, fizestes reinar sobre os cidadãos de Siquém, porque é vosso irmão), se, deveras e sinceramente, procedestes, hoje, com Jerubaal e com a sua casa, alegrai-vos com Abimeleque, e também ele se alegre convosco. Mas, se não, saia fogo de Abimeleque e consuma os cidadãos de Siquém e Bete-Milo; e saia fogo dos cidadãos de Siquém e Bete-Milo, que consuma a Abimeleque (vv. 16-20).
O espinheiro representa a pessoa ignominiosa de Abimeleque. Assim como aquele espinheiro, Abimeleque não tinha a mínima condição de prover qualquer benefício para os habitantes de Siquém. Ele não tinha capacidade de oferecer verdadeira segurança aos homens de Siquém. Inerente a Abimeleque era apenas a sua capacidade de oferecer dor, sofrimento e destruição.

Após lembrar as benesses que Gideão realizara em prol de todas aquelas pessoas, Jotão mostra a insensibilidade dos siquemitas em relação à família de seu pai. Eles não agiram conforme “o merecimento dos seus feitos”. Jotão foca a loucura de Abimeleque e dos siquemitas.

IV - CONCLUSÃOQue lições extraordinárias, sérias, graves e solenes podem ser extraídas dessa passagem! O exemplo do espinheiro Abimeleque ensina que aqueles que são ávidos pelo poder e pelas posições honoríficas, na verdade, são pessoas indignas daquilo que tanto anseiam. Matthew Henry diz algo muito interessante: “Não vamos nos surpreender em ver o tolo assentar-se em grandes alturas (Ec 10.6), os mais vis dos filhos dos homens serem exaltados (Sl 12.8) e os homens serem cegos para os seus próprios interesses na escolha dos seus guias”.[19]

Através do exemplo das árvores frutíferas podemos aprender que ausência de ambição é uma evidência por demais importante de dignidade e verdadeira vocação. Homens dignos não se degladiam na busca pelo poder. Pelo contrário, eles relutam diante das honrarias oferecidas. A história apresenta exemplos que consubstanciam isso. Tem-se o exemplo do profeta Jeremias, que via a si mesmo como um menino (Jeremias 1.6). Tem-se o exemplo de Moisés, que via sua dificuldade no falar como incapacidade para a grandiosa tarefa que Deus colocava diante de si (Êxodo 4.10). Os melhores e mais capazes homens não ambicionam reinar sobre o povo. O Senhor Jesus Cristo deixou isso claro: “Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva” (Mateus 20.25,26). Há algo maior que ser rei, presidente de presbitério, sínodo e Supremo Concílio.

Outra lição que pode ser extraída da parábola de Jotão, é que quando os ambiciosos, por seu egoísmo, procuram todos os meios para ocuparem posições honrosas e nelas se perpetuarem, isso certamente resultará em prejuízo para aqueles que são governados. Quando vemos homens maquinando, organizando conluios e conchavos, utilizando-se de expedientes escusos, legais, porém antiéticos para galgarem a presidência de determinadas diretorias, podemos estar certos de se tratarem de Abimeleques do nosso tempo. Particularmente, fico preocupado quando vejo homens ambicionando cargos honoríficos em nosso meio. Nossas árvores acabam sendo lideradas por espinheiros, consequentemente, seremos vítimas do seu fogo.

Por fim, uma palavra a respeito de muitas pessoas que recusam cargos de liderança, motivados não por verdadeira humildade, mas por algum outro sentimento carnal. A Igreja recebeu de Deus o discernimento para escolher seus líderes, portanto, ela é capaz de reconhecer os dons e a vocação que pessoas receberam da parte do Senhor. Em muitas ocasiões, em eleições de sociedades internas e até mesmo nos concílios da Igreja, pessoas verdadeiramente preparadas e capacitadas rejeitam cargos. O resultado, como pode ser visto na parábola de Jotão, é que quando as árvores frutíferas dos nossos dias rejeitam peremptoriamente cargos na Igreja, e por motivos completamente alheios aos apresentados pelas árvores frutíferas da parábola, espinheiros acabam ocupando tais cargos e trazendo fogo sobre todas as árvores. Portanto, tenhamos cuidado e examinemos nossa consciência na hora de aceitar ou recusar um cargo de liderança. Devemos nos perguntar: Por qual razão desejo estou aceitando esse cargo? Por qual razão estou recusando o mesmo? Tanto aceitar motivado por ambição quanto recusar motivado por egoísmo é pecado diante do Senhor. O exemplo de verdadeira humildade pode ser encontrado na pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo, que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20.28).

Que o Senhor nos abençoe! Amém!

NOTAS:

[1] Existe muita discussão quanto à classificação dessa perícope. Alguns não aceitam o seu caráter parabólico, reputando-a como uma simples fábula ou um mero apólogo. Não obstante, concordo com o arrazoado feito pelo estudioso Herbert Lockyer, que defende que Juízes 9.7-21 é uma parábola. Para a discussão empreendida por Lockyer, ver a sua excelente obra Todas as Parábolas da Bíblia, (São Paulo: Vida, 2006), 35. De igual modo, Gerard van Groningen classifica a passagem em questão como uma parábola. Cf. Revelação Messiânica no Antigo Testamento, (São Paulo: Cultura Cristã, 2004), 257.

[2] Juízes 9.1 diz o seguinte: “Abimeleque, filho de Jerubaal...”. Devemos lembrar que, em Juízes 6.32, Gideão passou a se chamar Jerubaal, em razão de ter ele derribado o altar de Baal. Cf. Juízes 7.1.

[3] Gerard van Groningen, Revelação Messiânica no Antigo Testamento, 256.

[4] Herbert Lockyer, Todas as Parábolas da Bíblia, 36.

[5] Matthew Henry, Comentário Bíblico Antigo Testamento: Josué a Ester, (Rio de Janeiro: CPAD, 2010), 136.

[6] Andrew Bowling, In: R. Laird Harris, Gleason L. Archer Jr., e Bruce K. Waltke, Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, (São Paulo: Vida Nova, 2001), 940.

[7] Ibid.

[8] Carl Edward Armerding, In: F. F. Bruce (Org.), Comentário Bíblico NVI Antigo e Novo Testamentos, (São Paulo: Vida, 2009), 447.

[9] C. F. Keil and F. Delitzsch, Commentary on the Old Testament in Ten Volumes: Joshua, Judges, Ruth, I & II Samuel, Vol. 2, (Grand Rapids, MI: Eerdmans Publishing Company, 1991), 363. Minha tradução.

[10] Matthew Henry, Comentário Bíblico Antigo Testamento: Josué a Ester, 136.

[11] Ibid, 137.

[12] Artur E. Cundall e Leon Morris, Juízes e Rute: Introdução e Comentário, (São Paulo: Vida Nova, 2008), 125.

[13] Herbert Lockyer, Todas as Parábolas da Bíblia, 37.

[14] Matthew Henry, Comentário Bíblico Antigo Testamento: Josué a Ester, 137.

[15] Artur E. Cundall e Leon Morris, Juízes e Rute: Introdução e Comentário, 125.

[16] Ibid.

[17] C. F. Keil and F. Delitzsch, Commentary on the Old Testament in Ten Volumes: Joshua, Judges, Ruth, I & II Samuel, Vol. 2, 364.

[18] Carl Edward Armerding, In: F. F. Bruce (Org.), Comentário Bíblico NVI Antigo e Novo Testamentos, 447.

[19] Matthew Henry, Comentário Bíblico Antigo Testamento: Josué a Ester, 13

retirado do site: http://www.cristaoreformado.com/

ANÁLISE DE "FAZ UM MILAGRE EM MIM" (Régis Danese)



Como Zaqueu eu quero subir
O mais alto que eu puder
Para te ver, olhar para Ti
E chamar sua atenção para mim
Eu preciso de Ti, Senhor
Eu preciso de Ti, ó Pai!
Sou pequeno demais
Me dá tua paz
Faço tudo pra Ti servir.

Entra na minha casa
Entra na minha vida
Mexe com minha estrutura
Sara todas as feridas
E me ensina a ter santidade
Quero amar somente a Ti
Porque o Senhor é o meu bem maior
Faz um milagre em mim.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A LETRA
No primeiro verso o autor faz uso de uma Símile. Ele estabelece uma comparação implícita com uma personagem da Revelação bíblica no Novo Testamento: Zaqueu.
O desenrolar da letra faz referência a momentos da vida de Zaqueu, quando ele ainda estava morto em seus delitos e pecados (Como Zaqueu eu quero subir o mais alto que eu puder). Quando o Zaqueu da Bíblia subiu na árvore ele ainda não temia a Cristo. Então, a música faz uma associação com eventos da vida de um homem quando ele ainda vivia em impiedade. Quem canta, no caso, é um ímpio, visto que a letra é construída em 1ª pessoa.
O quarto verso diz: “e chamar sua atenção para mim”. Essa não era a intenção de Zaqueu. A intenção dele era apenas “ver quem era Jesus” (Lucas 19.3, 4). Ele não procurava chamar a atenção de Jesus. Pensar assim seria acreditar na heresia da “Graça Preveniente”, segundo a qual, o indivíduo recebe uma preparação que o capacita a “buscar e a aceitar Jesus”.
O mais sério está no Refrão: “Entra na minha casa/Entra na minha vida...”. Estes versos são completamente arminianos. Além disso, são completamente diferentes da narrativa bíblica. Em Lucas 19.1-10, Zaqueu não convidou Jesus para entrar em sua casa. Pelo contrário, a iniciativa partiu única e exclusivamente de Jesus: “Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa” (v. 5). Só após a palavra de Jesus foi que Zaqueu desceu.
Por último, como foi afirmado no início, quem está cantando é um ímpio, um Zaqueu pré-salvação. Não existe possibilidade de um ímpio se dirigir dessa forma a Deus antes do Espírito Santo regenerar o seu coração. Na verdade, o ímpio não sente o mínimo desejo de fazer isso.
Devemos prestar atenção nas letras das músicas que cantamos e desejamos introduzir no culto ao Senhor. As letras devem ser reguladas pela Bíblia, e havendo qualquer discordância, devem ser rejeitadas.

retirado do site: http://www.cristaoreformado.com/

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A Homossexualidade e a Teologia Gay -


Muito se tem falado nos últimos dias sobre tolerância aos homossexuais... Como cristãos devemos amar a todos, indiscriminadamente e incondicionalmente, como nos ensinou o mestre Jesus Cristo! Mas não podemos ficar impassivos diante da interpretação deturpada que fazem da Bíblia Sagrada, na tentativa de buscar apoio divino para um estilo de vida pecaminoso. O propósito deste artigo é fazer a defesa do evangelho diante de tais argumentações bíblicamente distorcidas (Fp 1.16).

Homossexualidade: Não há, na Bíblia, nenhuma só vez as palavras homossexual, lésbica ou homossexualidade. Todas as Bíblias que empregam estas expressões estão erradas e mal traduzidas. A palavra homossexual só foi criada em 1869, reunindo duas raízes linguísticas: Homo (do Grego, significando "igual") e Sexual (do latim). Portanto, como a Bíblia foi escrita entre 2 e 4 mil anos atrás, não poderiam os escritores sagrados terem usado uma palavra inventada só no século passado (GGB).
SABER: Esse argumento demonstra total falta de compreensão sobre o que significamterminologia e conceito. A palavra homossexual, ou homossexualismo, é termo recente, mas o conceito é antigo. É claro que na Bíblia Sagrada não existe a palavrahomossexual, pois este termo é moderno e o texto bíblico, antigo. O que não quer dizer que a Bíblia não a condene, pois, embora seja um termo novo, a prática é bem antiga... No decorrer deste artigo constataremos, sem sombras de dúvida, que a prática écondenada pela Bíblia Sagrada, mesmo sem usar o termo específico atualmente usado.

2. HÁ NA BÍBLIA INCENTIVO PARA A HOMOSSEXUALIDADE?
Homossexualidade: Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? (Ec 4.11).

SABER: Esse argumento tenta demonstrar que num clima quente como o da Judéia dormir juntos só pode ter conotação erótica revela um total desconhecimento da geografia da Terra Santa. Em Israel também neva. O livro de Eclesiastes foi escrito por Salomão, heterossexual com desejos incontroláveis, nunca teria escrito a favor da homossexualidade. Isso não encontra respaldo hermenêutico no contexto do versículo que, na verdade, fala de cooperação mútua.
Não se pode tomar um versículo de maneira isolada, fora do seu contexto, para se embasar uma doutrina ou prática. O capítulo 4 do livro de Eclesiastes trata dos males e das tribulações da vida, e não de práticas sexuais ou homossexuais.
Longe de ser um incentivo à homossexualidade, o contexto completo, ou perícope (Ec 4.9-12), trata de ilustrações sobre a necessidade do companheirismo, tendo em vista que viajar por aquelas terras inóspitas, acidentadas e pedregosas provocam quedas (versículo 10), além de ser uma região desértica de noites frias (v.11) e área de ataque de bandidos e salteadores (v.12). Estes eram alguns dos perigos enfrentados pelos viajantes de antigamente, e sugerem a necessidade de companhia por ocasião de acidentes, inconveniências e adversidades (CARSON, 2009, p.927).
Está claro que o sentido e a finalidade de dormirem juntos é para se aquentarem, não para fazerem sexo. Esse ensinamento é dado aos militares em guerra quando dormem ao relento; essa prática é utilizada por animais, a exemplo dos gatos, para dormirem aquecendo-se uns ao outros.

3. PAULO ERA HOMOSSEXUAL?
Homossexualidade: Há teólogos protestantes que chegam a diagnosticar Paulo de Tarso como homossexual latente (alusão feita por ele próprio ao misterioso "espinho na carne" que tanto o preocupava, além de sua manifesta e cruel "misoginia" ou ódio às mulheres).
SABER: O texto aludido é o seguinte:
E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar (2Co 12.7).
Há muita especulação a respeito desse espinho na carne de Paulo, quase todas sem a menor base bíblica. Entretanto, era algo que naturalmente impunha a Paulo um reconhecimento de sua condição de homem falível e mortal, além de impedi-lo do orgulho espiritual.
O “espinho na carne” é uma metáfora aludindo a uma espécie de situação dura e de difícil convivência. Com uma indicação de provável complicação com os olhos:
E vós sabeis que primeiro vos anunciei o evangelho estando em fraqueza da carne; e não rejeitastes, nem desprezastes isso que era uma tentação na minha carne, antes me recebestes como um anjo de Deus, como Jesus Cristo mesmo. Qual é, logo, a vossa bem-aventurança? Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os vossos olhos, e mos daríeis (Gl 4.13-15).
Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão (Gl 6.11).
O texto do capítulo 4 de Gálatas mostra que Paulo admitiu ter uma enfermidade física que lhe causava dificuldades, “seu estado de saúde” foi uma prova dura para os gálatas que, mesmo assim, o trataram com dignidade.
Logo, podemos entender o espinho na carne de Paulo como uma experiência dolorosa, que se constituía numa dificuldade que o acompanhava e o prejudicava muito, provavelmente uma enfermidade grave, difícil e dolorosa. Não há nada que relaciona o espinho na carne com homossexualidade. Essa afirmação redunda numa aberração hermenêutica e pura especulação infundada.

4. JESUS ERA HOMOSSEXUAL?
Homossexualidade: Jesus Cristo mostrou-se particularmente aberto à homossexualidade, revelando carinhosa predileção por João Evangelista, "o discípulo que Jesus amava", o qual, na última Ceia, esteve delicadamente recostado no peito do Divino Mestre. Há teólogos que chegam a sugerir que Jesus era homossexual, pois além de nunca ter condenado o homoerotismo, conviveu predominantemente com companheiros do seu próprio gênero, manifestou particular predileção pelo adolescente João e nunca se casou, além de revelar muita sensibilidade com as crianças e com os lírios do campo, comportamentos muito mais comuns entre homossexuais do que entre machões. O ensinamento do discípulo que Jesus amava não podia ser mais claro: "Filhinhos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e tudo o que é amor é nascido de Deus e conhece a Deus" (I João, 4:4) (GGB).
SABER: O fato de Jesus Cristo nunca ter falado contra a homossexualidade não significa sua aprovação. Ele também não se pronunciou claramente sobre muitos outros problemas sociais, tais como: sequestros, abuso sexual, prostituição infantil, tráfico de drogas. Entretanto, a Bíblia apresenta direta e indiretamente os princípios inegociáveis de Deus para a moralidade e dignidade humanas. Na verdade, ao se referir ao plano de Deus para a sexualidade, Jesus reafirmou o ensino veterotestamentário sobre o casamento heterossexual e monogâmico. Ele excluiu a suposta naturalidade das práticas homossexuais quando incentivou o casamento (CACP, 2012).
Jesus Cristo, que conhecia muito bem as Escrituras, sabia que desde o início, a ordenança para o relacionamento sexual tinha o caráter pós-nupcial, monogâmica e heterossexual:
Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne (Gn 2.24).
Por isso ratificou essa ordenança nas suas mensagens:
Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem (Mc 10.6-9; Mt 19.4-6).
Deus Eterno que se fez homem jamais nutriria por suas criaturas qualquer tipo de amor que não fosse puramente ágape (amor de Deus pelos homens). E foi exatamente isso que Jesus demonstrou por todos. Essas interpretações deturpadas e essa cristologia distorcida perdem a oportunidade de ver a beleza do relacionamento Criador-criatura, Salvador-pecador, Senhor-servo, Mestre-discípulo e, especialmente, Pai-filho, inserindo a conotação homossexual nestas relações (CACP, 2012).

5. O ANTIGO TESTAMENTO CONDENA A HOMOSSEXUALIDADE?
Homossexualidade: “A Bíblia não é interpretada adequadamente; o que a Bíblia condena é a homossexualidade promíscua”.
SABER: A Antiga Aliança condena a homossexualidade em todos os seus aspectos, não apenas as ocorridas em ritos idólatras, como afirmam alguns ativistas. Dentre os textos mais esclarecedores, destacamos:
E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulheros criou (Gn 1.27).
Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne (Gn 2.24).
Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é (Lv 18.22).
Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher,ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles (Lv 20.13).
Não haverá traje de homem na mulher, e nem vestirá o homem roupa de mulher; porque, qualquer que faz isto, abominação é ao SENHOR teu Deus (Dt 22.15).

Confira duas passagens esclarecedoras sobre reprovação do comportamento homossexual no meio do povo de Deus:

E antes que se deitassem, cercaram a casa, os homens daquela cidade, os homens de Sodoma, desde o moço até ao velho; todo o povo de todos os bairros. E chamaram a Ló, e disseram-lhe: Onde estão os homens que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos. Então saiu Ló a eles à porta, e fechou a porta atrás de si, e disse: Meus irmãos, rogo-vos que não façais mal; eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não conheceram homens; fora vo-las trarei e fareis delas como bom for aos vossos olhos; somente nada façais a estes homens, porque por isso vieram à sombra do meu telhado (Gn 19.4-8). - Ver item 2, deste artigo, contendo mais esclarecimentos sobre esta passagem em Gn 19.

Estando eles alegrando o seu coração, eis que os homens daquela cidade(homens que eram filhos de Belial) cercaram a casa, batendo à porta; e falaram ao ancião, senhor da casa, dizendo: Tira para fora o homem que entrou em tua casa, para que o conheçamos. E o homem, dono da casa, saiu a eles e disse-lhes: Não, irmãos meus, ora não façais semelhante mal; já que este homem entrou em minha casa, não façais tal loucura. Eis que a minha filha virgem e a concubina dele vo-las tirarei fora; humilhai-as a elas, e fazei delas o que parecer bem aos vossos olhos; porém a este homem não façais essa loucura (Jz 19.22-24).
Note que um estupro era considerado um mal menor do que o relacionamento homossexual!

6. NÃO HÁ OUTROS VERSÍCULOS DO ANTIGO TESTAMENTO QUE REPROVAM A HOMOSSEXUALIDADE?
Homossexualidade: A questão bíblica contra a homossexualidade é baseada em alguns versículos isolados e obscuros do Antigo Testamento.
SABER: Há outros versículos que corroboram aos já apresentados neste artigo:
Havia também sodomitas [rapazes escandalosos, na ARC] na terra; fizeram conforme a todas as abominações dos povos que o SENHOR tinha expulsado de diante dos filhos de Israel (1Rs 14.24).
E Asa fez o que era reto aos olhos do SENHOR, como Davi seu pai. Porque tirou da terra os sodomitas [rapazes escandalosos, na ARC], e removeu todos os ídolos que seus pais fizeram (1Rs 15.11,12).
E andou em todos os caminhos de seu pai Asa, não se desviou deles, fazendo o que era reto aos olhos do SENHOR. (...) Também expulsou da terra o restante dos sodomitas [rapazes escandalosos, na ARC], que ficaram nos dias de seu pai Asa (1Rs 22.43,47).
O aspecto do seu rosto testifica contra eles; e publicam os seus pecados, como Sodoma; não os dissimulam. Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos (Is 3.9).

7. O VERBO “CONHECER” EM GN 19 NÃO SE REFERE À SEXUALIDADE?
Homossexualidade: Das 943 vezes que aparece esta palavra no Antigo Testamento ("yadac" em hebraico), em apenas 10 ela tem significado heterossexual - nenhuma vez o sentido homossexual. A associação do pecado dos "sodomitas e gorromitas" com a homossexualidade é um grave erro histórico, que tem sua oficialização pela igreja católica apenas na Idade Média, a "idade das trevas" (GGB).
O primeiro significado da palavra hebraica yada, “conhecer”, é “familiarizar-se” ou “ter conhecimento de”, e que tem pouca conotação sexual.
Por essa perspectiva, os sodomitas ficaram zangados com Ló por permitir que estranhos, cujos motivos, bons ou maus, que eram desconhecidos, entrassem na casa dele. Sendo assim, as pessoas da cidade exigiam “saber” o intento e o caráter dos estranhos.
SABER: As argumentações expostas pelos ativistas homossexuais não resiste à mínima análise do texto em questão
1)  O significado de uma palavra é determinado, não só pela definição e prioridade, mas também pelo contexto em geral. E nesse contexto yada designa somente o ato sexual;
2)  Diante daquela emergência, Ló tomou uma atitude desesperada oferecendo apressadamente as suas próprias filhas para suavizar o apetite sexual daqueles homens;
3)  Por que um pai ofereceria suas filhas para serem estupradas, se os sodomitas queriam apenas “conhecer” as intenções dos visitantes?
4)  Ló se refere à virgindade das suas filhas, entendendo, portanto, a conotação sexual do pedido sodomita e oferecendo um suborno sexual;
5)  No versículo 8 o mesmo verbo yada é utilizado quando Ló descreve suas filhas como “nunca tendo conhecido” um homem. Obviamente se referindo à relação sexual, já que conheciam homens no sentido social;
6)  Outras passagens bíblicas adicionais identificam que o pecado principal de Sodoma era a sexualidade pervertida:
E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis (porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, vendo e ouvindo sobre as suas obras injustas). Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados; mas principalmente aqueles que segundo a carne andam em concupiscências de imundícia, e desprezam as autoridades; atrevidos, obstinados, não receando blasfemar das dignidades (2Pe 2.7-10);
Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno (Jd 7).
7)  A tradição judaico-cristã testifica, invariavelmente, o pecado de Sodoma como sendo a homossexualidade. Filo, um judeu de Alexandria (25 a.C. – 45 d.C.), comentou que em Sodoma os homens se acostumaram a ser tratados como mulheres
8)  Se essa passagem nunca fez referência à homossexualidade, por que então o termo “sodomia” se tornou um sinônimo universal de homossexualismo? No Brasil, por exemplo, o Novo Dicionário Aurélio, define o termo assim:
“Conjunção sexual anal, entre homem e mulher, ou entre homossexuais masculinos.”


8. AS PASSAGENS DE LEVÍTICO CONDENAM APENAS A PROSTITUIÇÃO CULTUAL MASCULINA?
Homossexualidade: As passagens de Levítico não condenam a homossexualidade em si, numa base moral, mas sim a prostituição cultual masculina, ou a impureza ritual associada à idolatria cananita.
Desde que as práticas religiosas idólatras cananitas que o Levítico condena cessaram milhares de anos atrás, elas não podem se aplicar aos “relacionamentos homossexuais amorosos e compreendidos” nos dias de hoje.
SABER: Até mesmo muitos ativistas da homossexualidade reconhecem a falta de base para essas argumentações. Não existe nada no texto que evidencie tais ideias. Confira:
Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é (Lv 18.22).
Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles (Lv 20.13).
Quando Deus quer mencionar especificamente as práticas de prostituição cultual, Ele o faz claramente, não misturando o sagrado com o profano:
Não haverá prostituta dentre as filhas de Israel; nem haverá sodomita dentre os filhos de Israel. Não trarás o salário da prostituta nem preço de um sodomita à casa do SENHOR teu Deus por qualquer voto; porque ambos são igualmente abominação ao SENHOR teu Deus (Dt 23.17,18).
Finalizando, todo o contexto de Levítico 18 e 20 trata, principalmente, de moralidade, e não de adoração idólatra. As passagens de Levítico lidam com interesses morais, não meramente com o fato de participação em rituais cananeus idólatras.

9. RUTE E NOEMI TINHAM RELACIONAMENTO HOMOSSEXUAL?

Homossexualidade: Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o SENHOR, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti” (Rt 1.16,17).
SABER: Noemi era viúva com dois filhos. Rute é a viúva de um dos filhos de Noemi.
Rute, sabendo que Noemi iria sofrer muito naquela região inóspita por volta do ano 1.000 a.C. por já ser idosa e viúva, dispôs-se a acompanhá-la, indicando uma amizade muito forte entre elas.
A tese homoafetiva é destruída com as palavras de Noemi, nos versículos que antecedem aos utilizados acima, no momento em que permite às suas noras, também viúvas, que voltassem para suas terras de origem e procurassem novos maridos:
Porém Noemi disse: voltai, minhas filhas. Por que iríeis comigo? Tenho eu ainda no meu ventre mais filhos, para que vos sejam por maridos? Voltai, filhas minhas, ide-vos embora, que já mui velha sou para ter marido; ainda quando eu dissesse: Tenho esperança, ou ainda que esta noite tivesse marido e ainda tivesse filhos, esperá-los-íeis até que viessem a ser grandes? Deter-vos-íeis por eles, sem tomardesmarido? Não, filhas minhas, que mais amargo me é a mim do que a vós mesmas; porquanto a mão do SENHOR se descarregou contra mim (Rt 1.11-13).
A própria Noemi diz que permanecer sem marido é uma situação muita amarga. E Rute não voltou para sua terra, não para manter um relacionamento homossexual com Noemi, mas para não abandoná-la num momento tão difícil para ambas. Rute casa com Boaz, parente do marido falecido de Noemi.
Assim tomou Boaz a Rute, e ela lhe foi por mulher; e ele a possuiu, e o SENHOR lhe fez conceber, e deu à luz um filho (Rt 4.13).
Assim, Rute torna-se, por sua fidelidade, antecessora do Rei Davi:
E Salmom gerou a Boaz, e Boaz gerou a Obede, e Obede gerou a Jessé, e Jessé gerou a Davi (Rt 4.21,22).

10. DAVI E JÔNATAS ERAM HOMOSSEXUAIS?
Homossexualidade: Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres” (2Sm 1.26).
SABER: A homossexualidade não resiste à análise do texto.
A palavra hebraica ahaváh, traduzida por amor, no Antigo Testamento, não tem apenas um único sentido, mas vários: 
a) Amor paternal:
"E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto, mas Rebeca amava a Jacó" (Gn 25.28).
b) Amizade (neste caso, entre o próprio Davi e o pai de Jônatas, o rei Saul):
"Assim Davi veio a Saul, e esteve perante ele, e o amou muito, e foi seu pajem de armas" (2Sm 16.21).
c) Amor a Deus:
"Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças" (Dt 6.5).
d) Amor ao próximo:
"Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR" (Lv 19.18).
Em todos estes exemplos, o verbo usado na Bíblia é ahaváh. Portanto, necessitamos do contexto particular do versículo, ou, até mesmo, do contexto geral da Bíblia para determinar o seu real significado.
No caso de Davi, ao declarar que o amor que sentia por Jônatas ultrapassaria o de mulheres, ele não quis inserir nenhuma conotação erótica, e sim, algo muito diferente de atração física:
E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma. (…) E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma (1Sm 18.1,3)
Creio que ninguém tem desejos sexual pela sua própria alma!
Esse amor perdurou e foi demonstrado, até mesmo, muito tempo após a morte de Jônatas, através de benevolência feita por Davi ao filho de Jônatas (isso mesmo, ele era pai):
E disse Davi: Há ainda alguém que tenha ficado da casa de Saul, para que lhe façabenevolência por amor de Jônatas? (…) E disse-lhe Davi: Não temas, porque decerto usarei contigo de benevolência por amor de Jônatasteu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu sempre comerás pão à minha mesa (2Sm 9.1,7).
Será que, com os versículos que se seguem, devemos deduzir que Davi também tinha uma relação homossexual com o rei Saul e com Hirão, rei de Tiro?
Assim Davi veio a Saul, e esteve perante ele, e o amou muito, e foi seu pajem de armas (1 Sm 16.21).
E enviou Hirão, rei de Tiro, os seus servos a Salomão (porque ouvira que ungiram a Salomão rei em lugar de seu pai), porquanto Hirão sempre tinha amado a Davi (1 Rs 5.1).
A relação afetiva e sexual de Davi era com sua(s) esposa(s) e o mesmo acontecia com Jônatas.
Aliás, o amor das mulheres era algo que Davi apreciava de maneira exacerbada. Sua poligamia com Mical, Abigail, Ainoã, Maaca, Agita, Abital e Eglá e seu adultério com Bate-Seba são provas cabais da forte atração que Davi sentia pelo sexo oposto (1Sm 18.27; 25.42-43; 2Sm 3.2-5; 11.1-27).

11. OS BEIJOS ENTRE DAVI E JONATAS PROVAM QUE ELES ERAM HOMOSSEXUAIS?

Homossexualidade: E, indo-se o moço, levantou-se Davi do lado do sul, e lançou-se sobre o seu rosto em terra, e inclinou-se três vezes; e beijaram-se um ao outro, e choraram juntos, mas Davi chorou muito mais.

SABER: No Oriente Médio (e até em outras regiões do mundo, como a Rússia, por exemplo), o beijo sempre foi uma demonstração de afeto, independente do sexo das pessoas envolvidas.
No Novo Testamento os cristãos foram ordenados a se beijarem como saudação, não significando que a homossexualidade estivesse sendo ordenada entre os cristãos:
Saudai-vos uns aos outros com santo ósculo. As igrejas de Cristo vos saúdam (Rm 16.16).
Todos os irmãos vos saúdam. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo (1Co 16.20).
Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam (2Co 13.12).
Saudai a todos os irmãos com ósculo santo (1Ts 5.26).
Saudai-vos uns aos outros com ósculo de amor. Paz seja com todos vós que estais em Cristo Jesus. Amém (1Pe 5.14).
Jesus reclamou a Pedro:
Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés (Lc 7.45).
Veja como é comum a prática do beijo nas Escrituras Sagradas:
Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram (Gn 33.4).
beijou a todos os seus irmãos, e chorou sobre eles; e depois seus irmãos falaram com ele (Gn 45.15).
Então José se lançou sobre o rosto de seu pai e chorou sobre ele, e o beijou (Gn 50.1).
Disse o SENHOR a Arão: Vai ao deserto, ao encontro de Moisés. E ele foi, e encontrou-o no monte de Deus, e beijou-o (Ex 4.27).
Então saiu Moisés ao encontro de seu sogro, e inclinou-se, e beijou-o, e perguntaram um ao outro como estavam, e entraram na tenda (Ex 18.7).
Então levantaram a sua voz, e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra, porém Rute se apegou a ela (Rt 1.14).
Então tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e beijou-o, e disse: Porventura não te ungiu o SENHOR por capitão sobre a sua herança? (1Sm 10.1).
Havendo, pois, todo o povo passado o Jordão, e passando também o rei, beijou o rei a Barzilai, e o abençoou; e ele voltou para o seu lugar (2Sm 19.39).

12. O NOVO TESTAMENTO NÃO CONDENA A HOMOSSEXUALIDADE?
Homossexualidade: “O Antigo Testamento possui regras que não se aplicam mais. No Novo Testamento Jesus mandou-nos amar uns aos outros”.
SABER: Para efetivarmos uma doutrina para o período atual, ela tem que estar confirmada no Novo Testamento. E ele confirma claramente a condenação ao ato homossexual, confirmando a heterossexualidade:
Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? (Mt 19.4,5).
E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também oshomens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm (Rm 1.23-28).
Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus (1Co 6.9,10).
Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente; sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, para os devassos, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina, conforme o evangelho da glória de Deus bem-aventurado, que me foi confiado (1Tm 1.8-11).

13. PAULO CONDENA APENAS A MUDANÇA DE “OPÇÃO” SEXUAL EM RM 1?

Homossexualidade: Paulo não estava condenando a homossexualidade em si, mas a prática “não natural” de heterossexuais se tornando homossexuais. Os homossexuais, portanto, estariam agindo em harmonia com a sua natureza. A prática se tornaria pecaminosa somente quando os heterossexuais se envolvessem em atividades homossexuais, porque para eles essas atividades não seriam naturais.
SABER: Esse argumento é o mesmo que afirmar que o estupro é moral e natural para os estupradores, mas imoral para não estupradores; ou que a pedofilia é natural para os pedófilos e contra a natureza dos não pedófilos. Não há justificativa para nenhum dos casos!
Paulo, culto e cheio de discernimento que era, faria essa distinção citada pelos ativistas, caso realmente existisse... Paulo, realmente, está condenando a homossexualidade em si.
Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro (Rm 1.26,27).
O apóstolo Paulo está ensinando que os homossexuais não têm desculpa porque compreendem que tais atos são errados e são passíveis de morte:
Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam)... (Rm 1.32a).
Mesmo assim, deliberadamente, não consideram tal conhecimento, continuam sua prática e incentivam outra a fazerem o mesmo:
Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça (Rm 1.18).
E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm (Rm 1.28).
...não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem (Rm 1.32b).

14. AS PALAVRAS DE 1CO 6.9,10 ESTÃO MAL TRADUZIDAS?

Homossexualidade: As mais modernas e abalizadas pesquisas exegéticas concluem que, se Paulo de Tarso quisesse condenar especificamente os praticantes do homoerotismo, teria empregado o termo corrente em sua época e de seu perfeito conhecimento, "pederastas". Em vez desta palavra, Paulo usou as expressões gregas "malakoi", "arsenokoitai" e "pornoi" - que as melhores edições da Bíblia em português traduzem por "pervetores", "pervertidos" e "imorais". Portanto, foram estes pecadores que Paulo incluiu na lista dos afastados do Reino dos Céus, e não os "pederastas", e muito menos os "homossexuais", palavra desconhecida na Antiguidade (GGB).
SABER: Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus (1Co 6.9,10).
A palavra grega malakoi significa literalmente “macio ao tato”, que na cultura grega era usada de forma metafórica para homens que assumiam o papel passivo no ato homossexual.
No termo arsenokoitai, arsen se refere a “macho” e koitai a “cama”, portanto, numa clara referência à pessoa que assumia o papel ativo no ato homossexual.
 
15. NÃO HÁ OUTROS VERSÍCULOS DO NOVO TESTAMENTO QUE REPROVAM A HOMOSSEXUALIDADE?
Homossexualidade: A questão bíblica contra a homossexualidade é baseada em alguns versículos isolados e obscuros.
SABER: Além dos muitos textos que foram tratados de forma específica neste artigo, há vários versículos adicionais que são aplicáveis à prática homossexual apesar do termo em si não ser usado. Vejamos alguns:
Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. E, contudo, também estes, semelhantemente adormecidos, contaminam a sua carne, e rejeitam a dominação, e vituperam as dignidades (...). Estes, porém, dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem. (...) Os quais vos diziam que nos últimos tempos haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências. Estes são os que causam divisões, sensuais, que não têm o Espírito (Jd 7,8,10,18,19).
Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça (...). Falo como homem, pela fraqueza da vossa carne; pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para santificação. Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça. E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? Porque o fim delas é a morte (Rm 6.12-14,19-21).
Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1-2).
Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus (1Co 6.19,20).
Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte (Fp 1.20).
Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência (Cl 3.5,6).
Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte (Ap 21.8).

Por Joel Alexandre.

REFERÊNCIAS

ANKERBERG, John & WELDON, John. Os fatos sobre a homossexualidade.Chamada da meia-noite.
BAILEY, D. Sherwin. Homossexuality and the western Christian TraditionHamden, CT: Shoe String Press, 1975.
CACP - Centro Apologético Cristão de Pesquisas. A Teologia Gay. Disponível em: . Acesso em: 24.set.2012
CARSON, D.A. et al. Comentário bíblico Vida Nova. São Paulo: Vida Nova, 2009.
GGB, Grupo Gay da Bahia. O que todo cristão deve saber sobre homossexualidade. Disponível em: <www.ggb.org.br/cristao>. Acesso em: 19.set.2012.
HOLANDO, Aurélio Buarque. Novo Dicionário Aurélio.

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