sábado, 25 de janeiro de 2014

Rir e chorar, duas faces no baralho da vida


Rir e chorar dependem da perspectiva do olhar. Ao longe, bem à frente, poças lodocentas parecem baías maravilhosas. De perto, a asa da borboleta se desvenda como um bordado. Se prestamos atenção ao vôo irreverente dos pardais, nossos lábios se desenrugam; sorrimos para a intrepidez do passarinho. Por vezes, tentamos nos distanciar para que a sorte dos miseráveis não nos faça perder o sono. Nunca é fácil conviver lado a lado com desigualdade, racismo ou pobreza. Buscamos encontrar alegria em algum vértice longínquo, onde sofrimento e esperança se encontram. Ao nos avizinharmos da alegria do casal que adotou um filho, do zelo resiliente da mãe da menina com paralisia cerebral e da dedicação do voluntário, voltamos a acreditar na humanidade.
Rir e chorar dependem do caminho que se optou. Em alguma esquina deserta escolhemos uma direção. Naquele momento, aceitamos – ou não – que estrada larga também leva à sarjeta, que atalho tem todo potencial de despencar em abismo e que uma avenida bem iluminada não é, necessariamente, segura. Trilhas inóspitas podem ser a melhor escolha. A fronteira ainda inexplorada, certamente, não estará povoada por oportunistas.
A felicidade pode manter-se um passo além da capacidade de produzi-la; satisfação plena se esconde sempre centímetros além da linha do horizonte – a linha imaginária que nos desafia ao risco de sairmos das zonas de conforto. Utopia faz nascer uma verve corajosa. Fracassar, triunfar, instigar e suplantar-se são verbos com força de transformar tédio em disposição.
Rir e chorar dependem das expectativas que a alma acolhe. Ilusões exaurem, fatigam, esfolam. Desprezar pessoas queridas em nome do direito de perseguir sonhos é demoníaco em sua essência. Promessas irreais, feitas ao arrepio da ética, entorpecem a consciência. Racionalizar o mal em nome do individualismo não passa de morfina contrabandeada do inferno. Alucinação e fuga nunca se separam. Ufanismo dá uma bruta ressaca. A realidade se impõe, cruel, a quem diz a si mesmo: deixa que eu me garanto.
Só a coragem de encarar a existência sem quimera produz júbilo autêntico.
Rir e chorar, duas faces no baralho da vida.
Ricardo Gondim
Soli Deo Gloria

Herege ou bandido, eis a questão


Já passei por poucas e boas. Um grupo parece ter se articulado com o objetivo de me rotular de herege. Recortaram textos e falas minhas e publicaram em redes sociais. Pareciam abutres famintos. Caso fosse enlameado e jogado na abjeta sarjeta da heresia, eu ficaria à mercê das aves de rapina que povoam a internet. Tive 3 experiências tristes, todas em restaurante. Na primeira, fui sabatinado se ainda acreditava na verdade; na segunda, se passava no crivo da ortodoxia como condição de participar de um grupo de discipulado; na terceira, eu e minha mulher esperamos mais de três horas por um amigo, que não apareceu e nem deu satisfação sobre o porquê do esquecimento.
Depois das decepções, passei a ouvir uma condescendência:  Ricardo, embora discorde de você, eu o considero uma pessoa ética. Não me empolgo nem um tiquinho com esse tipo de elogio. Por uma razão muito simples: ética vale muito pouco no movimento evangélico. O que a pessoa que dizer, na verdade, é que, embora ético, mereço o garrote inquisitorial. Infelizmente, para muitos, quem não repete a reta doutrina evangélica vai para o ostracismo social, difamado e abandonado. Por isso, dispenso o confete ético. Na boca de um ortodoxo, dizer que uma pessoa é íntegra não passa de condescendência; uma acomodação branda, sem valor.
A deformação ética brasileira, percebo estarrecido diante das constantes denúncias de corrupção, não se restringe a religiosos. Ela é histórica. Em nome da governabilidade, qualquer partido que suba ao poder faz alianças esquisitas. Políticos anacrônicos se mantêm poderosos. Parece de menor importância andar de mãos dadas com oligarcas. Entre os protestantes brasileiros, os vícios se repetem. Em nome do mandado missionário, fecham-se os olhos para muito erro. Poucos se importam com falcatruas contábeis, desvio ou lavagem de dinheiro. Toleram-se os ratos desde que se mantenham ortodoxos. Quantos ladrões de colarinho branco ficaram presos nos últimos vinte anos? Quantos líderes evangélicos sofreram por algum desvio contábil?
Um partido não pisca duas vezes antes de se vender ao diabo. Importa eleger o maior número de candidatos. Evangélicos lutam para povoar o céu. É necessário muito dinheiro. Qualquer artifício vale para levantar recursos. Para viabilizar a obra de Deus, o raciocínio vai na linha do capitalismo esnobe: ostentar com megacatedrais, demonstrar força com rede de televisão, viajar de jatinho e evitar o trânsito de helicóptero. Alguns acreditam ser impossível estabelecer o reino de Deus sem filial em Miami. Produtividade comprova o discurso desgastado de que a unção divina leva ao sucesso.
Ninguém se elege no Brasil sem beijar a mão de caudilhos. Do mesmo modo, a grana que financia a megalomania evangélica não cai do céu. O maná dos tempos de Moisés não se repete. Portanto, às favas com os escrúpulos. Nos vários empreendimentos religiosos, a roda tem que girar. Custe o que custar, o show da fé merece horário nobre na televisão.
Não sou pessimista, quero ser realista. A realidade dificilmente vai mudar. Quando repatriam dinheiro da merenda escolar depositado em Paraíso Fiscal, recuperam uma pequena parte apenas. Se provam extorsão ou lavagem de dinheiro em alguma igreja-empresa, nada acontece com o apóstolo ou o bispo. A igreja convoca uma vigília de oração, amarra o diabo e ainda cresce numericamente.
Quando dizem você é herege, mas é íntegro fico em dúvida: a declaração é elogio ou jeito de parecer piedoso? Herege ou bandido, eis a questão. Prefiro ser herege. Por isso, canto com o Chico: Mesmo com toda a fama, com toda a brahma/ Com toda a cama, com toda a lama/ A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando/ A gente vai levando essa chama.
Ricardo Gondim
Soli Deo Gloria

Cinco Verdades para te ajudar em 2014




Ontem eu criei um desafio para resolvermos colocar a Verdade de Deus em ação em 2014.

Eu te darei cinco passos de ação com base nas Verdades que Nancy Leigh DeMoss escreve sobre em seu livro Mentiras que as mulheres acreditam

Aqui estão mais cinco maneiras para que você possa viver com a verdade de Deus em 2014.

01. Vou acenar a bandeira branca (Isaías 46.10)

Em conferências do tipo True Woman (Verdadeira Mulher), o saquinho de guloseimas entregues a todos os participantes inclui sempre um lenço branco. Esse lenço é destinado para simbolizar a rendição à vontade de Deus em relação aos planos para as nossas vidas. Um dos destaques para mim em cada conferência é assistir os lenços passar por todo o auditório. Sem falar, que cada mulher que agita um está gritando: "Eu sei que a vontade de Deus para mim é boa! Escolho me render a ele."

No alvorecer de um novo ano, pode ser fácil para alguns de nós expressarmos esse tipo de sentimento. Mas os desafios virão, e que é quando se vai realmente conhecer a estrada sobre os nossos sentimentos para com a vontade de Deus.

Podemos encontrar-nos perguntando, “isso é um erro, Deus? Certamente isso não é o que você tem planejado para minha vida”.

Quando esses momentos vierem nesse novo ano, temos a escolha de acenar uma bandeira branca (figurativa ou literalmente), sabendo que nossas vidas estão nas mãos de Deus, e nada podemos tocar em nossas vidas que não tenha sido previamente "filtrada por entre Seus dedos de amor."

"Ele não comete erros com a vida de seus filhos. Alguém disse: ‘A vontade de Deus é exatamente o que iríamos escolher, se soubéssemos o que Deus sabe. ’ Quando estivermos na eternidade olhando para trás, para a existência terrena, saberemos pela visão algo que só podemos ver agora pela fé: Ele fez bem todas as coisas." (Livro - Mentiras que as mulheres acreditam).

02. Vamos falar sobre a Graça, muitas vezes este ano (2 Coríntios 12.9).

A Bíblia diz que a Graça de Deus é suficiente para nós.

Quando você chegar a uma curva na estrada em 2014, a Graça de Deus já estará lá esperando por você. Ele tem ampla Graça para tudo o que você está enfrentando. Ele tem grandes quantidades de Graça para o que está à frente. Quando você está fora das opções, Ele tem a Graça em abundância.

"Onde o pecado abunda, a Graça faz muito mais abundar. Quando sou fraco, Ele é forte. Quando eu estou vazio, Ele me completa. Quando eu não tenho recursos de minha própria reserva, Seus recursos não começaram nem a ser esgotados... precisamos falar a verdade para nós mesmos, precisamos falar um para o outro em cada estação, em cada circunstância, Sua Graça é suficiente e isso é suficiente para mim... e é suficiente para você." (Livro – Mentiras que as mulheres acreditam).

Todos nós precisamos ser lembrados de que a Graça de Deus é suficiente para levar-nos a passar por tudo. Por que não citar este ano a Graça¿! Aproveite todas as oportunidades para falar sobre a Graça de Deus para si mesmo e para os outros.

03. Vou rejeitar o pecado por causa da cruz (1 João 1.7, Romanos 6.6-7)

Há pecados em sua vida que se tornaram habituais? Existem áreas onde você está operando sob a falsa crença de que você nunca vai ter a vitória sobre esse pecado? Você secretamente duvida de que o sangue de Cristo é suficiente para cobrir um pecado secreto ou decorrente?

Não há um pecado que você cometeu e nenhum pecado que você vai cometer que não possa ser perdoado e coberto pelo sacrifício de Jesus.

Jesus oferece o perdão dos pecados de bom grado. A realização deste deve nos motivar a ser intolerante para com o pecado em nossas vidas.

"Isso [o sacrifício de Cristo] não deve levar-nos a tornar o pecado mais leve; ao contrário, a percepção de que o nosso pecado exige o sacrifício do Senhor Jesus deve nos deixar quebrantado e humilde de espírito, e determinado a escolher o caminho da obediência, pelo poder de Sua habitação pelo o Espírito Santo." (Livro - Mentiras que as mulheres acreditam).

Faça essa oração: "o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da Graça. (Romano 6.14).

04. Eu vou ver o meu passado como algo de onde posso tirar lições ​​(1 Coríntios 6.9-11).

Não há nada em seu passado que Deus não possa usar.

Não há nada que você experimentou que faz de você um bem danificado.

Seu passado não tem que atormentar você.

"A verdade é que o nosso passado, nossa educação, as formas que temos sido injustiçados, e as formas que temos injustiçado outras - essas coisas não têm de serem obstáculos. Na verdade, pela Graça de Deus, eles podem realmente se tornar degraus para maior vitória e fortalecimento." (Livro – Mentiras que as mulheres acreditam).

Que fardos que você trouxe para este novo ano? Você é livre para deixá-los aos pés de Deus, confiando que Ele vai trabalhar com eles para o seu bem. (Romanos 8.28).

05. Vou correr para a Palavra de Deus como meu primeiro recurso e apontar outros em direção a ela em vez de oferecer o meu conselho (Salmos 19.7, 107.20, 119.105).

"A verdade é que a Palavra de Deus é viva e poderosa, que é remédio para corações aflitos e paz para as mentes atormentadas. É uma lâmpada para nossos pés e luz para o nosso caminho, seja qual for a nossa necessidade, seja qual for a nossa situação, a Palavra de Deus é suficiente para atender a essa necessidade. E isso é suficiente para atender as necessidades daqueles que amamos. As pessoas ao nosso redor que estão sofrendo não precisam ouvir as nossas opiniões e sugestões. Elas precisam saber o que Deus diz. Elas precisam saber Seus mandamentos, Suas promessas, e os Seus caminhos. Se você realmente quer ajudar as pessoas, devemos apontá-las para a Verdade e com oração e amor mostrar-lhes como aplicar a Verdade na sua situação." (Livro – Mentiras que as mulheres acreditam).

Qual dessas etapas da ação que você mais precisa seguir nesse novo ano?


Traduzido e Editado por: LARYSSA LOBO

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

JEAN WYLLYS, MARIA DO ROSÁRIO E O SEUS JULGAMENTOS INCONSEQUENTES



A família do adolescente, Kaique, reconheceu  na tarde desta terça-feira (21), que o rapaz cometeu suicídio e que a polícia estava correta em suas investigações.

O criminalista Ademar Gomes, que advoga para a família, disse que imagens de câmeras de segurança localizadas a próximas ao local onde Kaique foi encontrado morto mostram que ele estava sozinho. “Ninguém estava perto dele. Kaique estava cambaleando e exames mostram que ele havia bebido no dia, mas podemos concluir que não houve homicídio”, afirmou.

Maria do Rosário  e Jean Wyllys e seus julgamentos:

A Ministra da Secretaria de Direitos Humanos, a petista Maria do Rosário Nunes não perdeu tempo e, mesmo sem a conclusão das investigações e da perícia científica, afirmou que Kaique  fora vítima de homofobia, já que o jovem era homossexual. Já o deputado federal pelo PSOL, Jean Wyllys afirmou em sua página no Facebook:  

"Eu já disse uma vez e vou repetir. Cada uma dessas vítimas tem um algoz material — o assassino, aquele que enfia a faca, que puxa o gatilho, que "desce o pau", como o pastor Malafaia pediu numa de suas famosas declarações televisivas. Mas há outros algozes, que também têm sangue nas mãos. São aqueles que, no Congresso, no governo e nas igrejas fundamentalistas, promovem, festejam, incitam ou fecham os olhos, por conveniência, oportunismo, poder e dinheiro, cada vez que mais um Kaique é morto. Eles também são assassinos. Como deputado federal, mas também como cidadão gay desse país, e antes disso tudo, como ser humano não consegue conviver com a violência e o ódio como se fossem naturais, ficarei à disposição da família e dos amigos de Kaique e farei tudo o que puder para que esse e outros crimes sejam esclarecidos e não fiquem impunes. Como dizia o poeta Pablo Neruda, chileno como Daniel Zamudio, "por esses mortos, nossos mortos, eu peço castigo". 

Retratação pública:

É preciso saber se a ministra e o deputado  oferecerão ao povo brasileiro pedidos de desculpas pelo julgamento descabido. Tanto Rosário como Wyllys foram inconsequentes em suas afirmações demonstrando não possuírem condições de exercerem cargos de tamanha relevância no cenário nacional.  Par piorar a situação o deputado Fluminense ofendeu os cristãos, chamando seus pastores de charlatões inflamando a opinião pública contra os evangélicos.

Sem a menor sombra de dúvidas afirmo que a confirmação por parte da família do jovem Kaique de que este não foi assassinado e sim cometeu suicídio, deveria fazer com que o deputado federal Jean Wyllys viesse a publico manifestando suas escusas por afirmar que o rapaz morreu vitima de homofobia. Além disso, o deputado do Rio de Janeiro deveria ter a honradez de reconhecer publicamente que errou em afirmar que o assassinato de homossexuais se deve a influência de pastores charlatões. Lamentavelmente o deputado do PSOL (que tanto prega sobre tolerância) tem demonstrado em seus discursos, falas e entrevistas, o quanto é intolerante, revelando assim a sua incapacidade de lidar com opiniões divergentes a sua.


Isto posto, concluo dizendo que a presidência da república diante da gravidade da fala da senhora Maria do Rosário deveria demiti-la do cargo que ocupa. Quanto ao Ex-BBB, minha esperança é que em outubro o Rio de Janeiro através das urnas, o conceda  a resposta que merece, isto é, não o reelegendo para a  função de deputado federal.

Renato Vargens

Idoso, Mas Feliz




A velhice é um dos períodos mais difíceis da vida. Além de uma maior vulnerabilidade às doenças e de ter de depender mais de outras pessoas, muitos idosos sofrem com a solidão e com o senso de inutilidade. Não são poucos os velhos abandonados num asilo por seus próprios filhos. 

Hoje em dia existe uma conscientização social maior quanto aos que alcançaram a terceira idade. Existem programas e projetos de atividades envolvendo idosos, com o objetivo de vencer a solidão e a ociosidade. Mas por melhor que sejam, nem sempre conseguem trazer alguma felicidade a quem já viveu muito.

A Bíblia nos traz vários exemplos de pessoas que chegaram a uma idade avançada e que morreram felizes e realizadas. Uma delas é o patriarca Abraão. Lemos no livro de Gênesis que Abraão "morreu em ditosa velhice, avançado em anos" (Gênesis 25.8). Uma velhice "ditosa" quer dizer uma velhice feliz, satisfeita, venturosa, afortunada. Quando lemos o que a Bíblia diz sobre a vida de Abraão fica fácil descobrir o segredo de sua felicidade. Há pelo menos 3 coisas que contribuíram para ela:

1) Abraão foi um homem de  toda a sua vida. Desde o dia em que Deus o chamou para sair de sua terra e ir peregrinar em uma terra distante, Abraão aprendeu a confiar em Deus e a depender das Suas promessas. Não é em vão que Abraão ficou conhecido como o pai da fé e "amigo de Deus" (Tiago 2.23; Hebreus 11.8-19). Quando uma pessoa aprende cedo na vida a confiar em Deus e a depender dele, terá melhores condições de enfrentar as incertezas e sofrimentos da velhice, como Abraão.
2) Abraão foi um homem OBEDIENTE a Deus toda a sua vida. Fé e obediência andam juntas. Abraão cria em Deus e portanto, obedeceu-o. A maior demonstração que deu disso foi quando se dispôs a sacrificar seu próprio filho Isaque por determinação de Deus (Gênesis 22.1-14). Se aprendemos desde cedo na vida a obedecer a Deus incondicionalmente, quando atingirmos a velhice teremos uma consciência tranqüila de que Deus, a quem procuramos servir durante nossa vida, jamais nos desamparará.
3) Abraão ANDOU COM DEUS toda a sua vida. Através dos anos, ele desenvolveu um relacionamento pessoal e significativo com Deus. Deus fazia parte integrante da sua vida. Diariamente Abraão orava, falava com Deus, procurava ouvir e entender Sua vontade e segui-la. Abraão compartilhava continuamente com Deus as alegrias e dificuldades. Basta ler a história de sua vida para ver como isso é verdade. Não pensemos que Abraão foi um privilegiado que diariamente tinha uma visão onde Deus lhe aparecia e falava diretamente com ele. Pelo que lemos na Bíblia, as visões que Abraão teve foram poucas e muito espaçadas entre si, as vezes por anos a fio. Abraão aprendeu a andar com Deus pela fé. Quando ficou velho, já havia andado o suficiente com Deus para saber que o Senhor estava ali, ao seu lado. Que conforto extraordinário nos momentos de solidão!
Salmo 71 é a oração de um velho, pedindo a Deus que o socorresse e auxiliasse nos dias de sua velhice. Não sabemos quem a escreveu, provavelmente foi o rei Davi. Nela, o autor revela profundo conhecimento de Deus e certeza de que Ele haverá de atender a seu pedido. Um dia todos seremos velhos. Passaremos pelo mesmo vale de lágrimas que muitos passam nesse momento. Quem confiou em Deus e andou com Ele durante a sua vida toda poderá ter uma ditosa velhice, frutífera e cheia de sentido. Comecemos hoje!

Naqueles Tempos...




Houve um tempo em que a igreja caminhava de joelhos. Um tempo em que os nossos corações ansiavam por estar em comunhão com Deus, tínhamos uma necessidade imperiosa de estar em íntima e perfeita comunhão com o Senhor Nosso Deus através da oração e do estudo diligente de sua preciosa e bendita palavra.
Um desejo ardia em nosso intimo, um desejo que nos levava humilhados e rendidos aos pés da cruz de Cristo em busca do Desejado de nossas almas, um tempo onde buscávamos a Deus sem reservas, apenas pela certeza e pelo prazer de sabermos que estávamos no melhor do universo, a saber, a presença gloriosa e bendita do Senhor do Universo. Um tempo onde a igreja era guiada pelo Espírito Santo e se submetia à boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Tempo esse em que havia um compromisso com o reino de Deus, onde os cristãos eram apenas o que a Bíblia nos exorta a sermos nada mais e nada menos que “sal da terra” e “luz do mundo”. Onde a igreja denunciava pecados e edificava os santos. A igreja pregava à genuína e poderosa mensagem do evangelho da graça de Cristo. A mensagem do evangelho pela operosa ação do Espírito Santo inundava mentes e corações e convencia as pessoas de seu estado terrível de pecaminosidade e as levava ao arrependimento e à salvação na pessoa gloriosa de Jesus Cristo.
Ao ler os livros acerca da história e encontrar neles os relatos sobre os puritanos e os morávios fico a pensar e me pergunto: “será que realmente servimos ao mesmo Senhor que esses dois incríveis povos serviam?” Pois existe uma distância assombrosa entre a dedicação deles e a nossa. Eles se entregavam de corpo, alma e coração sem reservas, mas nós só nos entregamos se pudermos ser recompensados por essa dedicação, é como se o evangelho para nós fosse ditado pelo “quem quer rir, tem que fazer rir”. O povo hoje ao que parece só busca a Deus para obter favores e respostas às suas orações ridículas, egoístas e porque não dizer extravagantes a ponto de extrapolarem o bom senso.
Houve um tempo que servir a Deus apenas porque é o que a Bíblia ensina e sempre ensinará era motivo mais do que suficiente para que a igreja se dobrasse humildemente à soberana vontade Dele, e dessa forma servi-lo com toda simplicidade e submissão.
Os puritanos viviam dessa forma, e por servirem a Deus de maneira tão profunda eles foram taxados de maneira pejorativa de radicais, pois a sociedade os via como alienados, mas a pergunta é: “Não era a sociedade a verdadeira alienada da história?”. Hoje, por mais estranho que pareça os alienados são os que se professam cristãos, pois não têm maturidade suficiente para se posicionarem como verdadeiro sal da terra e luz do mundo. Antes estão cada vez mais parecidos com o mundo com o qual não deveria se conformar, mas preferem andar com o mundo a caminhar com Deus.
Creio que a exclamação do filosofo grego Cícero se adéqua perfeitamente à nossa realidade: “O tempora! O mores!” que traduzido significa: “Ó tempos! Ó costumes!” Cícero pronunciou tal sentença ante a depravação dos seus contemporâneos. Em nossos dias a situação que vivenciamos não é muito diferente da vivenciada pelo filosofo grego.
 No seio da igreja cristã existe um descompromisso exacerbado e vil que enlameia o evangelho da graça de Cristo e isso é assistido pela igreja que em sua inércia nada faz para reverter tal medonho quadro, pois ela está corrompida e iludida pelo padrão deste século que está cega para este câncer que corrói as entranhas da fé cristã. Confesso que tenho saudades da igreja que caminhava de joelhos, que entoava hinos de louvores ao Trino Deus numa simples, porém sincera adoração. Ainda há tempo igreja! Voltemos-nos para o Desejado de nossas almas enquanto quando podemos achá-lo, vamos invocá-lo enquanto Ele está perto.
 Encerro esse artigo com as palavras do saudoso reverendo James Montgomery Boice: “Eu gostaria de ver o inicio de uma nova reforma em nossos dias, e espero que você também deseje e ore por isso. Espero que você tenha se tornado enjoado com a espalhafatosa diversão que passa por verdadeiro culto a Deus em muitas de nossas de nossas igrejas e, como os santos do passado, esteja ansiando por mais profundas verdades da inerrante palavra de Deus. Nós certamente precisamos de uma reforma.”
Enfim, houve um tempo em que a igreja ensinava e vivia ardentemente os cinco princípios da Reforma Protestante do século XVI, a saber, Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide, Solus Christus e o Soli Deo Gloria. Que Deus restaure a sua Noiva, pois do jeito que as coisas estão sem uma profunda reforma, sem um verdadeiro avivamento as coisas só tendem a piorar e os tempos que rememorei neste não serão nada mais do que uma simples lembrança daquilo que era e deveria ser a verdadeira igreja do Senhor, ou seja, sal da terra e luz do mundo.

Que Deus nos conceda de transformarmos a saudade desses tempos idos em realidade hoje.

Que Deus nos abençoe e tenha misericórdia de nós!!!

Soli Deo Gloria!!!

Joel da Silva Pereir

O DEUS FABRICADO PELO MOVIMENTO GOSPEL BRASILEIRO








O deus fabricado pelo movimento gospel brasileiro é bem diferente do Deus revelado pelas Escrituras.

Na verdade acredito que o Deus proclamado nos Evangelhos é absolutamente distinto do deus produzido por alguns dos evangélicos. 

Sem a menor sombra de dúvidas  ouso afirmar que o ensino de alguns quanto a quem seja o Senhor em muito se contrapõe as verdades bíblicas. 

Veja abaixo algumas características do deus fabricado pelo movimento gospel brasileiro:
  1. Esse tipo de deus recebe ordens mediante decretos espirituais emitidos por seus seguidores.
  2. Esse tipo de deus gosta mesmo é de promover entretenimento e alegria espiritual para aqueles que o buscam.
  3. Esse tipo de deus não fala sobre o pecado, alias, o que ele gosta mesmo é de conceder muitas bênçãos a todos aqueles que o invocam.
  4. Esse tipo deus é adepto do show gospel, sua filosofia principal é paz e amor, sua satisfação é ver a galera em meio ao louvorzão saindo do chão.
  5. Esse tipo de deus obedece os caprichos dos fiéis concedendo a estes tudo aquilo que desejam.
  6. Esse tipo de deus é adepto do maniqueísmo e defensor do mapeamento espiritual esquizofrênico produzido pelos apóstolos da modernidade.
  7. Esse tipo de deus é um mero expectador da historia, mesmo porque, quem decide os rumos da vida são os homens com seus decretos e ordens espirituais.
  8. Esse tipo de deus é frouxo pois aceita ser colocado contra parede caso não atenda as ordens de seus seguidores.
  9. Esse tipo de deus é obcecado por dinheiro.
  10. Esse tipo de deus  despiu-se de sua soberania para atender os caprichos transloucados daqueles que se dizem cristãos.
  11. Esse tipo de deus pode ser limitado pelo "imenso" poder de satanás.
  12. Esse tipo de deus adora baile gospel, balada gospel, bem como tudo aquilo que se autodenomina gospel.
  13. Esse tipo de deus prefere "louvorzão" à pregação das Escrituras.
  14. Esse tipo de deus gosta de novas revelações  ainda que essas se contraponham as verdades das Escrituras.
  15. Esse tipo de deus é o deus da libertinagem, da "pegação", do sexo livre  e da contextualização libertina e mundana  cujo foco principal é a satisfação humana.
  16. Esse tipo de deus é adepto, defensor e propagador da teologia da prosperidade.
  17. Esse tipo de deus adora a confissão positiva, mesmo porque, seu prazer estar em acatar as ordens dos seus seguidores.
Isto posto, resta-nos clamar ao Senhor misericórdia, rogando ao Soberano que nos leve de volta a verdadeira mensagem do evangelho.

Pensei nisso!

Renato Vargens

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

TORNA-TE PADRÃO!!



"Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza." (1 Timóteo 4:12)

Quando o apóstolo Paulo partiu da Ásia pela última vez, ele severamente avisou os presbíteros de Éfeso acerca de "lobos vorazes" e "homens falando coisas pervertidas" que se levantariam no meio deles (Atos 20:17, 29-30). (4:1-5).  Na sua carta enviada a Timóteo em Éfeso (1:3), Paulo novamente avisa pelo Espírito que "alguns apostatarão da fé" (4:1). Este desvio da fé seria o resultado da obediência a "espíritos enganadores e a ensinos de demônios" (4:1). Pessoas encantadas pela mentira de falsas doutrinas agem contra a sua própria consciência (4:2; veja Romanos 2:14-16) e fazem coisas que os "que conhecem plenamente a verdade" jamais devem fazer (4:3-5; veja os avisos em 2 Tessalonicenses 2:9-12 e 1 João 4:1). Se esforçavam por encobrir sua perversidade interior mediante ritos externos, com o objetivo de descrever atos meritórios de salvação!

Desta forma, para que as pessoas não caíssem neste erro, Paulo exorta o jovem Timóteo à fidelidade e à diligência no ministério. Eranecessário que homens fiéis como Timóteo ensinassem cada vez mais "as palavras da fé e da boa doutrina" que eles mesmos praticavam (4:6), rejeitando as "fábulas profanas" que eram tradições de homens tolos. Pois estas celeumas traziam constantemente, discussões sem fim como ele falou em 1:4.

Diante daquele quadro, Paulo escrevendo ao jovem presbítero (Ordenado pelo próprio apóstolo como vemos em 1:18) o entreteceu a disciplina pessoal com as obrigações oficiais. Só o ensinamento da verdade daria aos homens o que era necessário para a prática espiritual.

Assim como é necessário o exercício físico para manter o corpo em boa forma, também é necessário exercitemos a nossa alma "na piedade" (4:7).  Posto ser o exercício espiritual muito mais proveitoso do que o físico, pois prepara pessoas para terem a força de lutar e esforçar-se na esperança, de nossa graciosa salvação.

Uma exegese bem acurada, nos mostra ainda que além de tímido e acanhado, Timóteo era mais jovem em relação aos outros Presbíteros. Porém Paulo não queria que isso fosse uma barreira para ele pregar o evangelho. : "Que ninguém pense pouco de você". Desta forma, o apóstolo também tinha como objetivo, que a carta fosse lida perante toda a igreja.Muitos estavam desprezando a autoridade do então jovem ministro, por causa de sua juventude.

Timóteo deveria então tornar-se exemplo, estabelecer sua autoridade através de uma vida piedosa. Sem gabar-se de ter sido ordenado presbítero. Paulo não queria que a juventude de Timóteo impedisse a sua eficácia como pregador da palavra de Deus. Afinal, o que faz de um servo de Cristo um bom ministro não é a sua idade, mas sua fidelidade para com a palavra que lhe fora conferida (4:12-13, 16; veja 1 Coríntios 4:1-4).

Torna-te padrão na Palavra!
Paulo enfatiza que o bom ministro deveria de ser, um bom modelo dos crentes através Palavra, pregando e protegendo a Doutrina, dedicando-se fiel e laboriosamente ao estudo das Sagradas Escrituras, pois aqui reside nossa confiança suprema. O que levou Charles Hodge a dizer certa vez: “O evangelho é tão simples que as crianças pequenas podem compreendê-lo, e é tão profundo que os estudos dos mais sábios teólogos nunca vão esgotar suas riquezas.”

Já João Calvino, dizia que para alguém chegar a Deus, o Criador, é necessário que tenha a Escritura por guia e mestra. Pois o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia. Isto porque, a Escritura é a única regra inerrante de fé e prática da vida da igreja.

“É a Verdade que santifica e liberta, porque a Palavra de Deus é a verdade”. A interação com a Escritura é essencial para a saúde espiritual da congregação e sem ela o crescimento espiritual é impossível.

Não podemos permitir sermões e mensagens rasas em nossos púlpitos! Se quisermos uma congregação saudável, devemos conceder-lhes uma boa nutrição.

“Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.” 
Salmos 119:97-105

Torna-te padrão no procedimento, na conduta, nos costumes!

        O jovem ministro, deve empenhar-se cada vez mais, por manter uma postura exemplar. Ele haverá de educar as suas ovelhas, também atravéz de seus atos.

Devendo ser movido irresistivelmente por afeições Santas.  Pois alertava Edwards, que as afeições Santas são suficientemente fortes para levar à ação. As afeições Santas, envolvem a cooperação coordenada de mente, vontade e emoções. Por serem as inclinações mais fortes da alma humana, as afeições se manifestam em todas as partes da pessoa: pensamentos, sentimentos e conduta.

Mostra-me tua vida, que direi tua teologia!

Torna-te padrão no amor!

        De que forma?

No profundo e mais sincero apego pessoal a seus irmãos, com uma genuína preocupação por seu próximo (inclusive seus inimigos). Aqui o amor, indica uma relação horizontal. Você tem chorado com os que choram na sua igreja? Você tem se alegrado por uma conquista de suas ovelhas? Ou tem sido indiferente a todas estas coisas?


Torna-te padrão na Fé!

                     Como tem sido o exercício de suas orações?Ou seja, o exercício desse dom de Deus deve brotar de umarelação vertical. Como tem tomado decisões?

            O que Neemias fez quando soube que o povo de Jerusalém encontrava-se numa situação precária e insegura, sujeito às agressões dos povos que controlavam as regiões adjacentes à cidade? A Bíblia diz que dia e noite. Neemias orava continuamente.(Neemias 1.6)

Modernamente ouvimos muito sobre os grandes homens do passado em nossa teologia, mas será que os temos copiado?

Além das confissões, também estão presentes as ações de Agostinho de hipona, por exemplo?

John Huss (pré- reformador) quando morreu queimado na fogueira, orou dizendo: “confio que pela graça de Deus ainda hoje hei de beber dele no Seu Reino. Os bispos retrucaram: Nós entregamos a tua alma aos demônios do inferno. Neste momento, Huss orou ao Senhor dizendo: E eu entrego o meu espírito nas tuas mãos, oh Senhor Jesus Cristo. A ti entrego a alma que tu salvaste!”

Jeronimo de Savonarola liderou uma reforma política e cultural na Itália, mas antes disso se entregou em oração.  Na época, o povo abandonou a literatura torpe e mundana para ler os sermões do famoso pregador. Os ricos socorriam os pobres em vez de oprimi-los. Foi neste tempo que o povo fez a grande fogueira, na "piazza" de Florença e queimou grande quantidade de artigos usados para alimentar vícios e vaidade. O pregador foi ameaçado, excomungado e, por fim, no ano de 1498, por ordem do Papa, foi queimado em praça pública. Com as palavras: "O Senhor sofreu tanto por mim!”

Assim fizeram também os reformadores:

Martinho Lutero foi um homem de oração. Dizia ele, que orava regularmente duas horas todos os dias e sempre que tinha muita coisa para fazer, ele dobrava para quatro horas o seu tempo em oração.

E o que dizer das orações de John Knox? As quais redundaram em tão grande avivamento na Escócia, que certa vez: a Rainha da Inglaterra exclamou: "Eu temo mais as orações de John Knox do que um exército de 10 mil homens marchando contra nós."

Assim fizeram os puritanos, assim fizeram os grandes homens. Alimentavam diariamente a sua fé, com sua vida de oração.

A história também conta, que quando Edwards pregou “pecadores nas mãos de um Deus irado”, as pessoas pediam para que ele parasse.  Algumas se agarravam nos pilares, outras por tão forte temor, acreditaram que o juízo havia chegado. Mas poucos sabem que, antes de pregar neste dia, Edwards por 3 dias não se alimentou, por 3 noites não dormiu, ele rogou a Deus sem cessar, “daí-me a nova Inglaterra!”

Afirma-se que um teólogo, que um ministro normal, deve orar no mínimo, 350 horas por ano, John Wesley, orava 700 horas por ano, assim ele fez por 54 anos. Ele recebeu o apelido de o “Tição de fogo”.

David Brainerd, antes de sair e pregar às tribo dos peles-vermelhas, índios canibais, escreveu em seu diário:  “assim passei a tarde orando, para que não confiasse em mim mesmo.”

Por fim, certa vez perguntaram a Spurgeon, que pastoreava uma igreja de 12 mil membro na Inglaterra, o tabernáculo metropolitano, qual segredo de tão grande crescimento? e ele respondeu: “Oração!”

Passe o que passar, aja o que houve, continue orando! Pois: “Todo crente deve ter desejo fervoroso de contar com Deus em cada momento de sua vida”. (João Calvino, A Verdadeira Vida Cristã, São Paulo, novo Século, p. 31)

Torna-te padrão na pureza!

        Torna-te perfeito e reto na completa conformidade, de pensamento e ato, com a lei moral de Deus. É preciso que o jovem ministro tenha uma vida movida para santidade, guiado com “Luz na mente e fogo no coração!”. Pois Se a impiedade é o seu deleite aqui na terra, o que lhe agradará no céu, onde tudo é limpo e puro? Você não seria feliz lá se você não é santo aqui.  Ou, como disse Spurgeon, "seria mais fácil um peixe viver numa árvore que um descrente no Paraíso".


Parafraseando Paul Washer, vos digo que a teologia moderna, os manterá como meninos, porque os homens são perigosos. Satanás sabe que um homem piedoso e íntegro é uma das coisas mais perigosas na face da terra!

Finalizo exclamando:

Firme-se na palavra!
Tenha uma conduta digna de respeito e retidão!
Ame os seus irmãos!
Tenha sua fé por inabalável!
Conserve a pureza!

E só assim, não haverá lobo enganador, falso profeta, ou qualquer homem que um dia possa enganar o teu povo. Muito menos, nenhum ímpio deste mundo podre e vil, poderá de ti dizer qualquer coisa torpe!

Torna-te padrão!

Wollney Ribeiro
Facebook: www.facebook.com/wollney.ribeiro

Por que Orar se Todas as Coisas já Estão Previamente Determinadas? Com a Palavra, Heber Carlos de Campos


01) DEVEMOS ORAR PORQUE É UMA ORDEM DO SENHOR

A primeira resposta que vem à mente daqueles que são mais esclarecidos, mas simplista, é esta: “Devemos orar simplistamente porque Deus mandou que orássemos pedindo as coisas que necessitamos. É uma simples questão de obediência a Deus.” Embora essa resposta seja verdadeira, não fugindo dos parâmetros estabelecidos pela Escritura, ela não responde a todas as ânsias de quem faz a pergunta acima honesta e sinceramente, nem exaure as possibilidades de respostas mais elaboradas e justas, que também estão de acordo com o ensino geral das Santas Escrituras, que é o padrão único de fé e prática para o crentes da ortodoxia cristã.

02) DEVEMOS ORAR PORQUE SOMOS DEPENDENTES DE DEUS

Uma segunda reposta tem que ver com o senso de dependência que possuímos. Oramos não simplesmente porque reconhecemos nossa necessidade, mas também porque reconhecemos que somente Deus tem o poder para dar resposta às nossas necessidades. A oração nos coloca em nosso verdadeiro lugar, no de criaturas dependentes do Deus criador e providente.

Muitos não gostam de orar porque isso implica humilhação, sujeição a alguém mais poderoso, ou ainda, confissão de impotência para resolver os problemas. Todavia, é exatamente assim que Deus quer que nos sintamos: dependentes totalmente de sua providência.

03) DEVEMOS ORAR PARA VER OS PROPÓSITOS DE DEUS CUMPRIDOS

Uma terceira resposta tem que ver com o cumprimento dos planos de Deus. Deus não somente determina os fins, mas também os meios para conseguir os fins. Assim como Deus resolveu salvar algumas pessoas pela loucura da pregação, assim também ele resolveu providenciar para as necessidades de suas criaturas usando as orações como um meio para isso.

Há uma ótima ilustração deste ponto. Deus havia dado alguns anos de estio à terra de Samaria e veio uma fome extrema sobre ela (1Rs 18:2). Elias era o profeta da4uela época. Deus havia determinado dar chuva para regar a terra e anunciou de antemão a Elias o seu propósito. Veja o que Ele diz a Elias: Vai, apresenta-te a Acabe porque darei chuva sobre a terra (1Rs 18:1); mas o fato de saber de antemão que Deus haveria de mandar chuva, não impediu que Elias orasse para que chovesse (Tg 5.17-18) e, então, Deus ouviu a oração de Elias. A providência é soberana de Deus, e, no entanto, ele usa as orações de seu povo para ter as suas providências cumpridas. Os planos são de Deus e na sua realização ele usa os instrumentos ou as causas secundárias.

04) DEVEMOS ORAR PARA GLORIFICAR O NOME DE DEUS

Uma quarta resposta tem que ver com a glorificação do nome de Deus. Quando oramos reconhecemos que não só o poder pertence a Deus, mas que ele tem domínio sobre todas as coisas. Quando reconhecemos isso, nós o glorificamos. Quando Elias orou pedindo chuva, ele reconheceu o controle que Deus tinha sobre todos os elementos da natureza. Quando suplicamos a Deus pela sua compaixão para com os nossos queridos que ainda não são cristãos, estamos reconhecendo o seu domínio sobre o coração deles e sua soberana administração da sua bondade. Portanto, as providências de Deus são efetuadas soberanamente por ele, mas ele não dispensa as orações dos seus filhos, porque estas o glorificam sobremaneira. Ore, então, para que Deus seja glorificado mercê de suas providências.

05) DEVEMOS ORAR PORQUE É PARTE DE NOSSO CULTO A DEUS

Uma quinta resposta tem que ver com o culto que prestamos a Deus na combinação das orações com a providência divina. Como já foi dito acima, as orações são o instrumento de Deus para a consecução de muitas de suas obras providenciais. Quando isso acontece, nós o cultuamos. Aliás, o que geralmente fazemos quando vamos aos atos congrulatórios? Vamos agradecer-lhe as bênçãos da sua bondade em nossa vida de família, nossa vida pessoal, nossa vida profissional e coisas dessa natureza. As respostas às orações geralmente provocam em nós o senso de culto ao Senhor providente. Esta é uma outra razão porque devemos orar.


CARLOS, Heber Campo de. In: A providência e sua realização histórica. 1 ed. São Paulo: Editoria Cultura Cristã, 2001. p43-44.

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