quarta-feira, 24 de julho de 2013

DISTANTES DE DEUS




Vemos hoje o quão estamos distantes de Deus Altíssimo! Não nos afastamos de Deus apenas estando longe das nossas igrejas, mas também e principalmente quando fazemos algo que está distante da Sua soberana, boa, agradável e perfeita vontade e que está totalmente contra aos ensinos das Sagradas Escrituras. Quantas e quantas vezes entristecemos o Espírito Santo de Deus com nossas ações impensadas e algumas muitas vezes ações premeditadas, o que se concretiza em uma transgressão, ou seja, somos sabedores do que desagrada a Deus, e mesmo assim nos deixamos subjugar por aquilo que deveríamos combater pelo poder do Espírito Santo.  Não ceder a essa fraqueza deveria ser uma coisa fácil uma vez que somos conhecedores da verdade. Todavia, a realidade não é tão fácil assim, ainda não somos capazes de vivermos cabalmente a exortação de Tiago: “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmo” (Tg 1.22). Enfim, sabemos ouvir, entretanto não somos bons praticantes da Palavra de Deus, ou ainda talvez nos falte fé, coragem e ousadia para subjugarmos as nossas vontades sejam elas carnais ou materiais. Na verdade o que parece ocorrer é que ainda vivemos sob o jugo do nosso EU, que permeia nossas mentes e corações ainda enfraquecidos pelo pecado e dominados pelo egoísmo que traz consigo pensamentos, desejos e vontades que não condizem com vontade perfeita e santa de Deus.
Estamos diante de um quadro aterrador. Estamos vivendo tempos em que desobedecer a Deus ao que parece se tornou moda e cada um que desobedeça mais que o outro, só que no final não existirá aquele que pecou mais ou menos que o outro, só o que haverá é a recompensa por tais atos que nos é ensinada na epístola de Paulo aos romanos: “pois o salário do pecado é a morte...” (Rm 6.23). Diante disso nos perguntamos: “Por que fazemos isso?” “Sabemos que estamos errados, mas então como é que cometemos tais atos e agimos dessa forma?” A resposta pode nos parecer muita dura e cruel, mas é verdadeira: “temos a Cristo apenas como Salvador de nossas miseráveis vidas, todavia não o temos como Senhor!” Pensamos que podemos viver a torto e a direita, ao nosso bel prazer, contudo as Escrituras nos ensinam uma verdade irrevogável e eterna: “Alegre-se jovem na sua mocidade! Seja feliz o seu coração nos dias da tua juventude. Siga por onde o seu coração mandar; até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará julgamento” (Ec 11.9). Por isso que os que se professam cristãos e servos do Deus Altíssimo tem que entender e aceitar o senhorio soberano de Cristo sobre suas vidas e ministérios.  Cristo é o justo juiz e nos deu algo precioso (nossas vidas e ministérios) para que cuidemos com zelo e amor, e que essa dádiva é algo que deve ser usufruído para a honra e glória Dele, pois como nos ensinam os puritanos ingleses o fim principal de todo homem é glorificar a Deus e gozá-lo para todo o sempre. E como Ele é o justo juiz e Nele não existe injustiça, ele poderia muito bem nos deixar perecer no inferno eternamente, mas por causa de sua irresistível graça Ele enviou o seu Filho Eterno para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. A bem da verdade é que estamos distantes de Deus, e se antes de Ele nos salvar merecíamos o inferno, será que agora merecemos algo diferente? Claro que não! Não temos nada em nós que atraia a graça do Senhor, pois se tivéssemos a graça já não seria graça! Devemos nos lembrar das palavras de Cristo aos mestres da lei e fariseus de que eles não passavam de sepulcros caiados, ostentamos uma retidão que não existe, podemos parecer retos e íntegros por fora, mas nossas mentes e coração estão imundos e carregados de toda sorte de podridão e pecados, não somos melhores do que os mestres e fariseus que foram advertidos por Jesus.
O certo é que por estarmos distantes de Deus definhamos por causa de nossa natureza ainda pecaminosa, e de certo modo é que procuramos a quem culpar, mas cegos que estamos pela nossa hipocrisia não queremos abrir os nossos olhos para enxergarmos que o erro está em nós e em nossas atitudes erronias que nos desviam completamente da vontade de Deus, mas dessa forma por conta de nosso comportamento tortuoso pergunto-me: “Qual o significado da morte de Jesus para nossas vidas?” Mesmo depois de salvos continuamos distantes de Deus e continuamos a cometer os mesmos erros e até piores de antes de sermos salvos, se é que somos realmente salvos! Infelizmente a resposta fria para a pergunta feita acima é que na realidade estamos tratando o sacrifício de Cristo com menosprezo. Seu sacrifício se tornou nosso escape para justificarmos nossas práticas pecaminosas e assim nos afundamos cada vez mais no abismo do pecado e nos distanciamos de Deus e de sua vontade soberana.
Não podemos tratar o sacrifício de Cristo como uma moeda que varia de valor de acordo com o “mercado de pecado”, pois vivemos numa onda de pecados e pedidos de perdão que embotam nossas vidas e fazem com que Cristo fique a nossa mercê esperando o nosso próximo pecado para perdoá-lo. Vivemos como cegos imersos em nossa arrogância e não enxergamos que mesmo que o amor de Deus seja incondicional, ele espera “daqueles” que se dizem servos seus, respeito, amor, fé, reverência e acima de tudo obediência a esse incondicional amor! Amor esse que em sua soberana graça nos escolheu e que nos perdoou e nos predestinou para vivermos em santidade e em irrepreensibilidade diante de Deus e dos homens, mas enquanto  estivermos distantes de Deus isso não é possível!
Portanto, atentemos para a exortação do profeta Joel: “Agora, porém, declara o Senhor, ‘voltem-se para mim de todo o coração com jejum, lamento e pranto’. Rasguem o vosso coração e não as vestes. Voltem-se para o Senhor, o seu Deus, pois ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor arrepende-se e não envia a desgraça”. (Jl 2.12-13).

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude!!!

Soli Deo Gloria!!!

Joel da Silva Pereira

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