quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O jejum é bíblico. Está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. Os profetas, os apóstolos, o próprio Jesus, bem como muitos servos de Deus do passado como Agostinho, Lutero, Calvino, John Knox, John Wesley, Dwight Moody e outros mais através da história praticaram o jejum. Ainda hoje, o jejum é uma prática devocional importante que não pode ser esquecida pela igreja.

John Piper definiu jejum como fome de Deus e não apenas pelas bênçãos de Deus. O jejum cristão nasce exatamente da saudade de Deus. O jejum é um teste para conhecermos qual é o desejo que nos controla. Mais do que qualquer outra disciplina, o jejum revela as coisas que nos controlam. Firmado nessa compreensão Martyn Lloyd-Jones diz que o jejum não pode ser entendido apenas como uma abstinência de alimentos, mas deve também incluir abstinência de qualquer coisa que é legítima em si mesma por amor de algum propósito espiritual.

Na verdade, devemos comer e jejuar para a glória de Deus (1Co 10.31). Quando nós comemos, saboreamos o emblema do nosso alimento celestial, o Pão da Vida. E quando jejuamos, dizemos, “eu amo a realidade acima do emblema”. O alimento é bom, mas Deus é melhor (Mt 4.4). Na verdade quanto mais profundamente andamos com Cristo, mais famintos nós nos tornamos dele, mais saudade temos dele, mais desejamos da plenitude de Deus em nossa vida.

Nós vivemos numa geração cujo deus é o estômago (Fp 3.19). Muitas pessoas deleitam-se apenas nas bênçãos de Deus e não no Deus das bênçãos. Quem jejua tem mais pressa de desfrutar da intimidade com Deus do que alimentar-se. Quem jejua tem mais fome do Pão do Céu do que do pão da terra. Quem jejua tem mais saudade do Pai do que das suas bênçãos. Quem jejua está mais confiado no poder que vem do céu do que nos recursos que procedem da terra.

O propósito do jejum não é obter o favor de Deus ou mudar sua vontade (Is 58.1-12). Também não é para impressionar os outros com uma espiritualidade farisaica (Mc 6.16-18). Nem é proclamar a nossa espiritualidade diante dos homens. O jejum deve ser uma demonstração do nosso amor a Deus. Jejuar para ser admirado pelos homens é uma motivação errada. Jejum é fome de Deus e não de aplausos humanos (Lc 18.12). O jejum é para nos humilharmos diante de Deus (Dn 10-12), para suplicarmos sua ajuda (2Cr 20.3; Et 4.16) e para nos retornarmos para ele de todo o nosso coração (Jl 2.12,13). O jejum para reconhecermos nossa total dependência da proteção divina (Ed 8.21-23). O jejum é um instrumento para fortalecer-nos com o poder divino em face dos ataques do inferno (Mc 9.28,29).

Deus tem realizado grandes intervenções na história através da oração e do jejum do seu povo. Quando deu a lei para o seu povo, Moisés dedicou quarenta dias à oração e ao jejum no Monte Sinai. Deus libertou Josafá das mãos dos seus inimigos quando ele e seu povo se humilharam em oração e jejum (2Cr 20.3,4,14,15,20,21).

Deus libertou o seu povo da morte através da oração e jejum da rainha Ester e do povo judeu (Et 4.16). Deus usou Neemias para restaurar Jerusalém quando este orou e jejuou (Ne 1.4). Deus usou Paulo e Barnabé para plantar igrejas no Império Romano quando eles devotaram-se à oração e ao jejum (At 13.1-4). Os grandes reavivamentos na história da igreja foram respostas de oração e jejum. As campanhas evangelísticas com resultados mais promissores são regadas pela oração da igreja e o jejum dos fiéis. Aqueles que mais conhecem a intimidade de Deus e mais se deleitam nele são aqueles que praticam o jejum com certa regularidade.

Hoje temos muitos motivos que deveriam nos levar a jejuar. Precisamos urgentemente da intervenção de Deus em nossa vida, em nossa família, em nossa igreja, em nosso país. Que Deus nos desperte para orar e jejuar!

Que Deus nos leve a uma vida de quebrantamento e santidade! Que Deus sacie a nossa alma nos ricos banquetes da sua graça!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Meras lembranças.

Salmo 145:4

Lembram-se quando o top era andar com um Walkman preso na cintura, com uma fita cassete gravada em gravador e para economizar a pilha se rebobinava a fita cassete com uma caneta ou um lápis?

Quem sabe você ainda se lembre quando para melhorar a recepção da imagem na televisão colocava-se Bombril na antena.

E o que dizer das antigas fichas telefônicas armazenadas nas bolsas e carteiras,

Do vídeo-cassete de quatro cabeças, dos moderníssimos aparelhos 3 em 1 ou das máquinas elétricas Olivetti e dos cursos de datilografia?

Houve um tempo em que o sonho de consumo do dia das crianças era ganhar um Atari ou jogar Super Mario em um Nintendo 64.

Todos esses produtos e os hábitos gerados por eles entraram em des uso num processo acelerado de inutilizarão. Tornaram-se, em menos de uma geração, peças de museu ou relíquias de colecionadores.


Evolução? Avanço Tecnológico? Criatividade humana? Consumismo? Qual a explicação? Para o abandono tão rápido assim?

O fato é que esses hábitos foram abandonados, perderam o sentido e seus atrativos minguaram à medida que novidades dos tempos mais modernos trouxeram novos hábitos.

É curioso e ao mesmo tempo desesperador.

Os novos hábitos é que nos deixa arrepiados. O normal é o velho dar lugar para o novo.

O grande problema não é saber que esses hábitos estão sendo abandonado, mas que outros hábitos muito mais importantes estão sendo abandonados.

É inofensivo o abandono do uso de bobs, Walkman, fichas telefônicas, vídeo-cassete.

Mas quando os hábitos estão relacionados a respeito, reverência, cordialidade entre outros, o cuidado deve ser maior.

1- Vai ficando difícil ver pessoas se cumprimentando, ou mesmo saudando aqueles que não conhecem.

2- É cada vez mais raro encontrar pessoas que cedem seus lugares a outros por cortesia ou educação.

3- Abrir portas para que outros passem,

4- agradecer um favor que nos foi oferecido, e outros pequenos hábitos que estão se tornando peças de museu do comportamento humano, meras lembranças.

Entre os hábitos que têm sido abandonados um deles merece maior atenção, o ato de servir.

Hoje é cada vez mais raro um serviço cuja recompensa e satisfação são os sentimentos de gratidão por ter podido servir.


Pedro afirmou, (1 Pd. 4:10).

Lucas por sua vez nos lembra " (At. 13:36).

Paulo confessou: (1 Cor. 9:15 e 23).

E Jesus falando de si mesmo disse, (Mc. 10:45 ).

E você o que tem a dizer

Uma geração louvará a Deus pelos seus feitos.

Com amor Pr. Márcio Gleison

Estudo Adaptado do livro “enquanto”. Aplicado na igreja de Utinga Bahia 2009.

KLEBER LUCAS: "NINGUÉM PRECISA CRER IGUAL".

Kléber Lucas diz no Encontro que ninguém precisa “crer igual” Discurso do programa é que Deus criou todas as religiões “Todas as r...